terça-feira, 7 de julho de 2020

Mexia...

Cockeye's song (música de «Once upon a time in America», 1984),
do magnifico Ennio Morricone (que morreu ontem, aos 91 anos).

António Mexia, presidente da EDP, e João Manso Neto, presidente da EDP Renováveis, foram ontem, 6-7-2020, suspensos destas funções pelo juiz de instrução do TCIC, Carlos Alexandre, no processo relativo às rendas recebidas pela EDP com a justificação da disponibilização de potência não utilizada nas barragens e ainda pelo negócio de construção da Barragem do Alto Sabor. De acordo com a notícia de ontem no Observador, Mexia e Manso Neto são «suspeitos do crime de participação económica em negócio e de corrupção ativa do ex-ministro Manuel Pinho, João Conceição (ex-consultor de Pinho e atual administrador da REN) de um ex-diretor-geral de Energia (Miguel Barreto) e ainda do ex-secretário de Estado Artur Trindade» (negrito meu).

O processo EDP, a cargo do juíz de instrução n.º 2 do TCIC, Ivo Rosa, foi desempilhado pelo juiz Carlos Alexandre quando esse processo, entre outros, lhe foi cometido, e sobrecarregado com mais trabalho, pelo Conselho Superior de Magistratura (CSM), por incapacidade do segundo juízo, que contava com quatro juízes (uma delas, Mariana Gomes Machado, sobrinha da precandidata presidencial socialista Ana Gomes) mas que, alegadamente, segundo o CSM, e a sobrecarga do processo Marquês, não conseguia lidar com o serviço pendente. Note-se que no primeiro juízo, Carlos Alexandre está sozinho e dá conta do trabalho  - e agora, por indicação do CSM, de algum do colega... 

António Mexia é um dos últimos donos disto tudo a cair. Movendo-se muito bem na finança, quadro do grupo Espírito Santo, é-lhe imputada influência na gestão de Paulo Teixeira Pinto no BCP, que culminou na ruína do rival. Na política relha, saltou de ministro do PSD, em 2005, para CEO (chief-executive officer) da EDP em 2006, já na quase-ditadura de José Sócrates, que serviu. Mesmo após ter sido constituído arguido, em 2-6-j2017, por corrupção ativa e participação económica em negócio, foi mantido, certamente com o beneplácito de António Costa, cuja autonomia geo-estratégica afirma numa reedição lusitana do conflito sino-indiano, na liderança desta empresa de dimensão internacional pelos chineses da Three Gorges, que detém 21,47% do capital da EDP, e pelos asturianos da Corporación Masaveu que possuem 7,19% da elétrica portuguesa e afirmam seguir «um modelo de cultura familiar, limpo, honesto». Sem o poder do cargo, por maior que seja a quantidade acumulada de informação - que com a passagem inexorável do tempo se torna obsoleta e menos perigosa -, Mexia conhecerá o ostracismo disfarçado por que passam os seus amigos Manuel Pinho, Ricardo Salgado e José Sócrates. 


quarta-feira, 17 de junho de 2020

A queda do império americano



Todos os impérios caem. A riqueza leva ao conforto e ao aburguesamento; e estes à preguiça e à dissolução. Os EUA foram apenas mais um. Uma ironia patética é ter sido o marxismo - a ideologia comuno-socialista do Império do Mal - a provocar internamente a queda. Quais são os motores deste desastre em curso acelerado? Perversão dos costumes, guerra racial (eugenismo de novo!...), estatização.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

A revolução neomarxista em curso nos EUA


Está em curso nos EUA uma revolução política em direção ao  totalitarismo politicamente correto conduzida pela vanguarda da esquerda radical neomarxista.

Um exemplo patético deste delírio é a criação de um novo país em Seattle: Chaz (Capital Hill Autonomous Zone), ao modo da Comuna de Paris Veja-se a análise de Tucker Carlson, na Fox, em 11-6-2020.


terça-feira, 9 de junho de 2020

Vous les copains!


A ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues e a amiga e colaboradora  doutora Luísa Araújo (esposa de António Costa Silva, o «engenheiro da recuperação») terão alegadamente visitado o ex-primeiro-ministro e amigo José Sócrates em Paris, nos anos de 2012-2013, quando aí se deslocaram (alegadamente, em trabalho) e ficado no seu luxuoso apartamento de seis assoalhadas, com 240 m2, da Av. Presidente Wilson, no Trocadero, na capital francesa. O apartamento de Sócrates de Paris, de seis assoalhadas e 240 m2, foi entretanto arrestado pela justiça portuguesa, no âmbito do processo Marquês. Maria de Lurdes Rodrigues era então presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), por nomeação de José Sócrates.

Prova de doutoramento de Maria Luísa Ferreira Araújo (esposa de António Costa Silva)
no ISCTE, em 18-11-2015 (foto do ISCTE - Luís Carneiro).
Ao lado de Luísa Araújo, a prof. doutora Maria de Lurdes Rodrigues, reitora do ISCTE desde fevereiro de 2018.

Luísa Ferreira, atual chefe de gabinete da reitora do ISCTE Maria de Lurdes Rodrigues (eleita em fevereiro de 2018), licenciada em Serviço Social pelo instituto homónimo de Lisboa, está reformada do Banco de Portugal, onde foi técnica superior de 1983 a 2007.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): Maria de Lurdes Rodrigues foi condenada em primeira instância, em 2014, a três ano meio de prisão pelo crime de prevaricação de titular de cargo político, no caso de contratação, no ano de 2007, por ajuste direto, no valor de 220 mil euros, do socialista João Pedroso, irmão do ex-ministro Paulo Pedroso, para uma suposta coletânea de legislação de educação. Essa condenação foi revertida em 26-11-2015, por acórdão unânime da 5.ª secção do tribunal da Relação de Lisboa (ver artigo de Luís Rosa, no Observador, de 3-12-2015), de que foi relatora a desembargadora Maria José Costa Machado, esposa do deputado socialista Fernando Anastácio, e Maria de Lurdes Rodrigues ilibada.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Costa & Costa & companhia

«António Costa Silva, o presidente executivo da Partex escolhido pelo primeiro-ministro António Costa para o assessorar no Plano de Recuperação Económica, foi desafiado para esta missão ainda em abril [24] num almoço e precisou apenas de dois dias para traçar as linhas gerais do plano, para entregar a Bruxelas, que será desenvolvido em dez anos. “Não o conhecia, nem nunca tinha estado com ele".»

 
Alegadamente, os casais António Costa Silva e mulher, a doutora Maria Luísa Ferreira Araújo, e o então ministro de Estado e da Administração Interna António Costa e a esposa, Fernanda Tadeu, visitavam-se mutuamente nos primeiros tempos do I Governo Sócrates. A Prof. Doutora Luísa Araújo é colega e amiga de Maria de Lurdes Rodrigues, de quem foi colaboradora no Ministério da Educação entre 2007 e 2009 e, depois de em dezembro de 2017 ter sido adjunta do secretário de Estado do Emprego Miguel Cabrita, é chefe de gabinete da antiga ministra na reitoria do ISCTE, desde julho de 2018.


Alegadamente, nessa altura do XVII Governo, no magnífico Café Império, do número 205-A da Avenida Almirante Reis, em Lisboa, o engenheiro falso e primeiro-ministro José Sócrates jantava com o futuro «engenheiro da recuperação» António Costa Silva, professor do vizinho Instituto Superior Técnico e gestor da Partex, que morava num prédio ao lado.


Atualização: este poste foi atualizado às 7:58 de 8-6-2020.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): Os alegados factos não constituem qualquer ilegalidade ou irregularidade.






sábado, 6 de junho de 2020

Old news

José Sócrates “trabalha, desde março, como consultor no setor privado”, diz o CM, de hoje, 6-6-2020. Segundo o Observador, o jornal não identifica a empresa, nem o negócio. Ai que pudor!... Os leitores Do Portugal Profundo já sabiam.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Eat the rich!


A terrível morte por estrangulamento do afro-descendente George Floyd, em 25-5-2020, em Minneapolis, EUA, com sufoco pelo joelho praticado pelo agente Derek Chauvin durante 8:46 minutos, após detenção motivada por passar uma nota de 20 dólares para compra tabaco sem que os três colegas presentes o tenham impedido, é a expressão de desprezo absoluto de um homem por outro. Não significa que exista uma culpa coletiva de racismo da polícia, do Estado e da sociedade norte-americana, nem que a polícia seja toda violenta. Mas há um racismo endémico vulgar que ainda não está resolvido, e tem sido acentuado pelas políticas de identidade nacionalistas e marxistas. O racismo tem várias cores, e nenhum é aceitável; tal como a escravatura teve - e tem! -, várias cores, e toda ela deve ser combatida.

Na bestialidade do racismo ainda presente, os descendentes dos africanos traficados para a Europa e as Américas, têm sofrido especialmente de discriminação, mesmo depois dos brados aos homens e aos céus dos padres António Vieira e Bartolomé de las Casas, sobre a sua humanidade e, mantiveram-se depois libertação da escravatura em meados do séc. XIX. Black lives matter. A promoção educacional, económica e social, de gentes originárias na maioria de zonas em que a cultura material era pobre, o consumo diferido era desnecessário porque a natureza tudo providenciava, e desenraizadas para plantações e trabalhos nos quais eram tratados como gado, sem direito a nada nem família, não se resolve em cinco gerações. E as políticas assistencialistas, de distribuição de welfare instantâneo conservaram paradoxalmente o hábito da miséria financeira, em vez da elevação social: nos EUA existe quase a mesma percentagem de pobres do que em 1964 quando o presidente Johnson declarou guerra à pobreza. O esforço das últimas décadas é ainda insuficiente e é urgente uma nova política eficaz de promoção económica e social das comunidades afro-descendentes, latinas e... white trash.

O crime é frequente nos slums onde o black-on-black crime é um tema banal que os média dominantes deliberadamente ignoram, porque não tem o glamour ideológico da luta de classes cuja cartilha cega impõem. A agravar a miséria de zonas degradadas, de camadas sociais que o socialismo viciou no assistencialismo de uma nova escravatura estatal e do abandono frequente das famílias pelos pais que se excluem dos deveres educacionais e alimentares, existe a droga que fustiga os jovens e os aliena de uma vida saudável e organizada. Um tráfico e vício que os mesmos média pressionam que se liberalize. O desprezo ideológico é o sinal de outro racismo.



Os tumultos que se seguiram ao conhecimento das imagens daquele estrangulamento derivaram da consciência de que o tratamento brutal pela polícia e a discriminação social não são casos isolados. Existe um racismo entranhado em setores da sociedade norte-americana que é necessário expor. Todavia, a panela de pressão da miséria, agravada pelo desemprego artificial do pânico político da pandemia da Covid-19, gerou não apenas o protesto de manifestações, mas os motins. Motins violentos, amplificados pelos diretos das televisões, que foram potenciados pelos coletivos Antifa (antifascistas) de origem burguesa e pendor marxista radical e anarquista, que os média dominantes desculpam e protegem.

As pilhagens generalizadas das cidades não tiveram origem na fome, que os food stamps e a caridade de instituições civis evitam, nem sequer da concertação de gangues: os primeiros alvos foram as lojas de luxo, de marcas de luxo, como a Louis Vuitton, a Gucci, a Apple... A resposta das autoridades foi ignorar e pôr-se de joelhos (kneeling) perante esta violência continuada, numa retoma pós-moderna da venting theory por contraponto à teoria da broken window.

A situação é mais negra do que a pintam. Há uma revolta dos pobres contra a riqueza despudorada e ostensiva dos ricos, que exibem a sua riqueza em programas que as televisões iluminam. Esta revolta parece uma nova versão da tomada da Bastilha, em 1789, do povo contra o espavento da corte. A corte agora é mediática, hollywoodesca, divertindo-se nas festas nos novos palácios, enquanto os mais pobres se desunham para conseguir sobreviver, carregados de dívidas e espremidos em salários estagnados. No fundo deste caldo pestilento que transbordou do tacho fino, está a mesma desumanidade, em que a cor é um aspeto e a condição de media poor a marca da repugnância. Do lado de fora do muro, a revolta: eat the rich!




segunda-feira, 1 de junho de 2020

Mortos por Covid-19: Brasil versus Portugal


  enviesamento das TVs e dos outros meios de comunicação portugueses coloca o Brasil no segundo pior resultado do mundo nos mortos por Covid-19, atrás dos EUA de Donald Trump. Todavia, até hoje, 1-6-2020, o Portugal marxista do louvado António Costa (e do aliado figurante Marcelo Rebelo de Sousa) tem mais mortos por milhão de habitantes do que o Brasil conservador do fustigado Jair Bolsonaro...     

sábado, 30 de maio de 2020

A verdade sobre as mortes por Covid-19

O Istituto Superiore di Sanità, organismo técnico-científico do serviço nacional de saúde transalpino, publicou, em 21-5-2020, um relatório sobre as caraterísticas dos doentes falecidos com a Covid-19 (31.096, até à data) em Itália, que abaixo copio.



Destaque nos resultados deste estudo:
  1. A idade média dos doentes falecidos com Covid-19 em Itália é 80 anos. Já a idade média dos contagiados é de 62 anos.
  2. Só 4,1% dos falecidos não tinha outra patologia pré-existente.

Esta é a verdade que o infopânico enviesado dos telejornais não mostra. Porque o totalitarismo que mediaticamente sofremos é tal que até as doenças se analisam sobre o prisma refratário do marxismo pós-moderno.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

A anormalidade do normal

O “novo  normal” é o velho anormal:

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Barraca, trampa e bidé

Uma explicação detalhada da engenhosa operação de contra-espionagem da CIA, com auxílio britânico, australiano e italiano, da Russian collusion (conspiração russa) sobre Donald Trump - entrevista de Rudy Giuliani a George Papadapoulos, em 13-5-2020. Ver ainda o livro Deep State, de Papadapoulos

Obama é um homem muito inteligente, mas foi ingénuo na política externa (Líbia, Síria, Donbass e Crimeia, Irão, défice comercial com a China, Coreia do Norte, mar do Sul da China...). E, ainda que distanciado dos Clinton, embarcou no navio da conspiração contra o sucessor, por causa do ‘legado’. Que legado, além da maior integração étnica?... Arriscou e... perdeu: ficou exposto. Em comparação com o Obamagate, o Watergate foi kid stuff... É muito improvável mais algum presidente americano cessante ouse utilizar os serviços secretos para, não apenas infiltrar a sua campanha, mas derrubar o sucessor eleito, por mais oposto que este seja à sua política.

E a ironia deste patetice falhada é que Trump parece mesmo comprometido com Moscovo e Biden com Pequim...

Pós-texto: este poste foi emendado e atualizado às 12:06 de 20-5-2020.

sábado, 16 de maio de 2020

Valentina



A presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Peniche é Maria Clara Escudeiro Santana Abrantes, em representação da Câmara Municipal. Clara Abrantes foi vereadora em Peniche, pela CDU, de 2009 a 2017. É enfermeira e possui um mestrado em Comunicação em Saúde. Não se sabe o nome de a qual das seis técnicas 'cooptadas' da CPCJ de Peniche foi atribuído o processo para «avaliação diagnóstica» após sinalização de Valentina.

Até agora a presidente da CPCJ de Peniche Clara Abrantes não deu a cara sobre o processo relativo à arquivamento do caso de Valentina, e a presidente da Comissão Nacional das CPCJ, Rosário Farmhouse, disse que não falava sobre casos concretos.

Valentina fugiu  de casa do pai e a polícia, que a encontrou vagueando, sinalizou-a à CPCJ, em abril de 2019. O processo foi arquivado um mês depois. Certamente porque a 'avaliação diagnóstica' não confirmou o perigo. A CPCJ de Peniche (quem?) justificou, em 11-5-2020, que
«Tendo em conta os factos sinalizados e a informação recolhida à data, entendeu a CPCJ que não havia situação que justificasse a necessidade da aplicação de medida de promoção e proteção».
Na linguagem cifrada do assistencialês, as medidas de promoção e proteção das crianças e jovens em risco são as seguintes:
  • em meio natural de vida:
    • apoio junto dos pais;
    • apoio junto de outro familiar;
    • confiança a pessoa idónea;
    • apoio para a autonomia de vida.
  • as medidas de colocação são:
    • acolhimento familiar;
    • acolhimento residencial.    
O Juízo de Família e Menores de Caldas da Rainha do Tribunal Judicial de Leiria prestou todos os esclarecimentos solicitados pelo programa Sexta às Nove, de Sandra Felgueiras na RTP-1, de 15-5-2020. Não há justificação para o silêncio da CPCJ de Peniche, nem da Comissão Nacional.

Não foi a CPCJ que matou a criança. Mas é necessário que a presidente da CPCJ de Peniche dê a cara pelo organismo que dirige, e explique todos os passos que foram dados neste processo após sinalização da criança pela polícia e que foi arquivado um mês depois. Saber quem era a técnica 'cooptada' a quem foi distribuído este processo para «avaliação diagnóstica» e que diligências fez: conversar com a menina, ouvir o pai e a mãe, visitar a casa, falar com pessoas próximas da criança e das famílias, etc. E conhecer os fundamentos do arquivamento do processo sem que fosse decidida qualquer medida de promoção e proteção de Valentina. Que terá sido confessadamente assassinada pelo pai de quem fugiu. 

A avaliação deste caso também permitirá perceber se é adequado o modelo descentralizado e anárquico, de 'cooptação' de técnicos (seleção pela comissão local, na qual prepondera a câmara municipal ou instituição de solidariedade social), de falta de sigilo natural consequente de reuniões com dezenas de membros de entidades variadas, de falta de prestação de contas à sociedade, de inércia por medo de reação dos pais e famílias. Ou se tem de ser reorganizado o sistema de proteção de crianças e jovens, com responsabilização dos interventores, prestação de contas e transparência.


* Foto de Valentina picada daqui.

A censura socialista na TVI

«If liberty means anything at all it means the right to tell people what they do not want to hear.»
(Se a liberdade significa algo é a o direito de dizer às pessoas o que elas não querem ouvir - tradução minha)


Sérgio Figueiredo, em resposta (de 17-3-2020) a Ana Leal sobre o cancelamento do programa de investigação desta jornalista na TVI (Lusa, 15-5-2020):
«Jornalismo é informar, mas é, sobretudo,  ter a noção do papel que desempenha na sociedade. Por isso, também é filtrar, ter a noção do tempo e do modo como o nosso trabalho impacta na vida dos outros. Enquanto os incêndios não se apagam, não é hora de questionar os bombeiros. Não ignoramos as falhas, mas estar a insistir nelas, estar sobretudo preocupado em denunciar o que não funciona, assusta as pessoas e afasta-as da antena, provoca rejeição. As televisões têm agora a preocupação de informar, de esclarecer, de ser pedagógicos, de perceber que as pessoas precisam sobretudo tranquilizar-se e confiar». 
Sérgio Figueiredo é um leftover do socratismo, que António Costa encaixou, como outros. Do fausto mecenático de presidente da Fundação EDP desde 2007, quando a empresa ainda estava sujeita ao controlo do Estado no qual o amigo José Sócrates imperava, foi-lhe feita a oferta, que não podia recusar, pelo kompromat, de controleiro da informação da TVI. De cavalo, passou a burro. De carga. Alombando com a albarda socialista e comendo, certamente, ração melhorada para compensar a diferença de salário. O dono de turno - Costa - puxa-o pela arreata. E Figueiredo obedece. Silêncio, Ana Leal!...


* Imagem picada daqui.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

O género desumano e a Covid-19

Da Fundação para a Cência e Tecnologia (FCT):


“A FCT em articulação com a Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade e o apoio da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), abriu as candidaturas ao apoio especial Gender Research for Covid 19, cujas candidaturas decorrem de 16 de maio até às 17h  (hora de Lisboa) de 2 de junho de 2020.

Este apoio visa financiar projetos de investigação e iniciativas que permitam a produção e difusão de conhecimento sobre os impactos da Covid-19 nas desigualdades de género e na violência contra as mulheres e violência doméstica. (...)

Os projetos propostos devem seguir três linhas de Investigação e desenvolvimento (I&D):

Linha 1 - Género e mercado de trabalho durante e no período pós crise Covid-19
Linha 2 - Covid-19, quotidianos, estereótipos e papéis de género
Linha 3 - Covid-19 e violência contra as mulheres e violência doméstica.

 

Esta linha de financiamento tem prevista uma dotação orçamental de 500 mil euros (...).

 O apoio é destinado a Instituições do ensino superior e seus institutos, laboratórios do Estado e outras instituições públicas de investigação, socieades científicas ou associações científicas sem fins lucrativos, Instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos, que poderão concorrer individualmente ou em parceria. A avaliação dos projetos propostos será feita por uma comissão que integrará peritos a designar pela FCT e pela CIG.”

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Terço


Nesta manhã de 13 de Maio de 2020, na Capelinha das Aparições do Santuário da Cova da Iria, Fátima.

Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria, 
De que nunca se ouviu dizer que algum daqueles
Que têm recorrido à vossa protecção, 
Implorado a vossa assistência, 
E reclamado o vosso socorro, 
Fosse por Vós desamparado.
Animado eu, pois, de igual confiança, 
A Vós, Virgem entre todas singular, 
Como a Mãe recorro, 
De Vós me valho e, 
Gemendo sob o peso dos meus pecados, 
Me prostro aos Vossos pés. 
Não desprezeis as minhas súplicas, 
Ó Mãe do Filho de Deus humanado, 
Mas dignai-Vos de as ouvir propícia 
E de me alcançar o que Vos rogo.
Ámen. 

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Um cenário de ajuste direto no Covid-19

O Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE, da Amadora, adjudicou, por ajuste direto, a compra de 100.000 respiradores FFP2 (em 25-3-2020) por 450.000 euros e de 580.000 máscaras cirúrgicas com 3 camadas (em 15-4-2020) por 406.000 euros à empresa Mesclacenário - Promoção Imobiliária S.A. (NIPC 510268617), no âmbito do combate à pandemia do Covid-19, segundo o portal governamental Base - Contratos Públicos Online (que consultei em 10-5-2020) e cujos fac-simile publico abaixo. O Hospital Fernando Fonseca é uma Entidade Pública Empresarial (EPE) tutelada pelos ministérios da Saúde e das Finanças. Tentei contactar, sem sucesso, os serviços de administração do hospital: não consegui determinar as razões da escolha deste fornecedor, data de entrega do material, nem quem interveio nesta adjudicação da parte do hospital e da tutela.



Contrato de adjudicação, por ajuste direto, da compra de 580.000 máscaras cirúrgicas com 3 camadas
 pelo Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca EPE, da Amador,a 
à Mesclacenário - Promoção Imobiliária, S.A. (em 15-4-2020), por 406.000 euros.



Nestes dois contratos com a Mesclacenário, cujo prazo era de 1 dia, cada máscara cirúrgica com 3 camadas custou ao hospital 70 cêntimos e cada respirador FFP2 teve o preço de 4,5 euros. No Alibaba, encontrei hoje respiradores por 1,35 euros para encomenda de 100.000 unidades; e ainda máscaras cirúrgicas de três camadas por 20 cêntimos, para fornecimentos superiores a 50.000 unidades. Note-se, todavia que os preços dos respiradores e das máscaras poderia ser mais elevado em 25 de março e 15 de abril. 

A Mesclacenário - Promoção Imobiliária, S.A. a quem foi adjudicada pelo hospital público Fernando Fonseca a compra de máscaras cirúrgicas e respiradores no valor total de 856.000 euros, tinha como CAE (Classificação das Atividades Económicas) a compra e venda de bens imobiliários (68100), e não se lhe descobre atividade na área da saúde, até que abriu recentemente a divisão Promed Soluctions (sic). Não consegui apurar se, e quando, alterou o objeto social para inclusão da nova área da saúde. A história da empresa está omissa no seu sítio da internet: «error 404 not found».

A empresa nasceu em janeiro de 2014. Atualmente, esta sociedade anónima é liderada pela seguinte equipa: Adolfo Ribeiro («CEO e co-founder»), Rodrigo Stuart (administrador). João Paulo Rodrigues («business partner e commercial director», sic). Desconheço quando o material foi entregue. Liguei para o telefone do CEO, Adolfo Ribeiro, para saber mais nformações sobre estes contratos, mas não fui atendido.

Segundo o portal eInforma, consultado em 10-5-2020, a Mesclacenário apresentou risco de failure em 16-7-2028 e em 13-8-2019 e risco de delinquency em 13-8-2019. A notação de risco de failure significa «a probabilidade de um determinado negócio cessar a atividade nos 12 meses seguintes, e manter dívidas por liquidar», enquanto a notação de risco de delinquency corresponde à «probabilidade de uma empresa registar um atraso superior a 90 dias nos pagamentos a pelo menos um dos seus credores». Contudo, nas alterações que a ficha do eInforma regista são mencionados estes dois contratos públicos recentes.

Ficha da Mesclacenário - Promoção Imobiliária, S.A., no portal eInforma (consultado em 10-5-2020).
As setas vermelhas, que coloquei, apontam para as ocorrências de risco de failure e delinquency.

A morada da Mesclacenário que aparece no portal eInforma é Zona Industrial do Corujo, Lote 1, Vila Boa, 4750-084 Barcelos, mas o endereço da sede que a empresa apresenta no seu sítio da internet é outra: «Rua 5 de outubro, 323, casa 19, 4100-175 Porto». 

Rua 5 de outubro, 323, Porto (a seta vermelha assinala a viela onde se situa a casa 19 onde tem sede a Mesclacenário).

A empresa refere na sua página da net ter ainda o «armazém e departamento comercial» na «Rua do Paço, 401, 4935-858 Viana do Castelo». 


          

A Mesclacenário - Promoção Imobiliária, S.A. lançou recentemente a Promed Soluctions (sic), conforme anuncia no seu catálogo, p. 4: «a Promed Solucions» (sic) «nasceu neste e por este contexto pandémico / Covid-19 com o intuito de se adaptar a esta nova realidade». A variação ortográfica (Solutions, Soluctions, Solucions) e a tradução inglesa do tipo Google Translator talvez se deva à pressa de iniciar esta área de negócio e deve, por isso, ser gentilmente desculpada.



Este é um dos exemplos de contratos públicos, adjudicados pelo governo socialista de António Costa, mediante ajuste direto, com a justificação da emergência da pandemia do Covid-19. 


Limitação de responsabilidade (disclaimer): As entidades referidas neste poste não são, que eu saiba, suspeitas do cometimento de qualquer legalidade ou irregularidade nos factos descritos. 

domingo, 10 de maio de 2020

Totalitarismo socialista: GNR cerca Fátima com 3.500 guardas para impedir acesso ao Santuário





Titula o CM, de 9-5-2020, na primeira página: «GNR cerca Fátima - 3.500 guardas impedem acesso dos peregrinos ao Santuário». Nem no PREC se ousou tanto - forças militares do Copcon instalaram-se perto do Santuário de Fátima em outubro de 1974 (?), mas não impediram o acesso dos peregrinos ao recinto...

Este cerco policial ao Santuário de Fátima realiza-se, alegadamente, para prevenção de contágio da Covid-19, baseado na declaração da situação de calamidade Governo do PS anunciou para vigorar a partir de 3 de maio, além das precauções de higiene e contacto. À margem desta resolução, o  primeiro-ministro adiantou que as cerimónias religiosas só serão autorizadas a partir de 30 de maio. Porém, na Resolução do Conselho de Ministros n.º 33-A/2020, que declara a situação de calamidade no âmbito da pandemia da doença Covid-19, não consta qualquer referência específica a atividades religiosas, nem, pelo contrário, aí se menciona qualquer permissão de que as pessoas possam deslocar-se para rezar neste período até 17 de maio de 2020. Esta medida de força (3.500 guardas da GNR para cercar um Santuário!...) contrasta com a interpretação da lei e da Constituição por juristas como o Prof. Paulo Otero e até o insuspeito Dr. Rui Pereira, que dizem que a polícia apenas pode fazer recomendações (RR, 29-4-2020).

Contudo, o primeiro-ministro António Costa não parece preocupar-se com o limite da Constituição ao seu poder soberano: ficará para a história o seu desprezo manifesto pela Lei Fundamental do Estado de direito democrático, numa declaração aos jornalistas em Paços de Ferreira, em 27-4-2020: «diga a Constituição o que diga»!... Não consta que o Presidente da República, que jurou fazer cumprir a Constituição que o primeiro-ministro manifestamente despreza, o tenha vindo censurar pela arrogância de cariz ditatorial.

Em contraste com esta repressão da liberdade religiosa do 12 e 13 de maio na Cova da Iria, de raiz ideológica e alcance muito maior do que o sanitário porque atenta contra a liberdade dos cidadãos, o primeiro-ministro António Costa, em entrevista ao Porto Canal, em 8-5-2020, disse, relativamente à exceção que o Governo decidiu conceder à Festa do Avante (como a festa comunista do 1.º de Maio) face à proibição dos festivais de verão:
«A atividade política do PCP ou de qualquer outro partido não está proibida, nem nos passa pela cabeça, creio eu que a ninguém, proibir a atividade política. (...) Não há nada que permita na Constituição, na lei, onde quer que seja, a proibição do exercício de atividades políticas».
Então, na teoria e na prática do socialismo costista pode concluir-se que a Constituição, e as leis, que não permitem proibir o exercício da atividade política, consentem a proibição do exercício da atividade religiosa... Ainda que a dita Constituição da República Portuguesa estipule o seguinte:

Artigo 13.º
Princípio da igualdade
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

Artigo 19.º
Suspensão do exercício de direitos 
5. A declaração do estado de sítio ou do estado de emergência é adequadamente fundamentada e contém a especificação dos direitos, liberdades e garantias cujo exercício fica suspenso, não podendo o estado declarado ter duração superior a quinze dias, ou à duração fixada por lei quando em consequência de declaração de guerra, sem prejuízo de eventuais renovações, com salvaguarda dos mesmos limites. 6. A declaração do estado de sítio ou do estado de emergência em nenhum caso pode afetar os direitos à vida, à integridade pessoal, à identidade pessoal, à capacidade civil e à cidadania, a não retroatividade da lei criminal, o direito de defesa dos arguidos e a liberdade de consciência e de religião.

Artigo 41.º 
Liberdade de consciência, de religião e de culto 
1. A liberdade de consciência, de religião e de culto é inviolável.
2. Ninguém pode ser perseguido, privado de direitos ou isento de obrigações ou deveres cívicos por causa das suas convicções ou prática religiosa.
3. Ninguém pode ser perguntado por qualquer autoridade acerca das suas convicções ou prática religiosa, salvo para recolha de dados estatísticos não individualmente identificáveis, nem ser prejudicado por se recusar a responder.
4. As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto.
5. É garantida a liberdade de ensino de qualquer religião praticado no âmbito da respetiva confissão, bem como a utilização de meios de comunicação social próprios para o prosseguimento das suas atividades.
6. É garantido o direito à objeção de consciência, nos termos da lei.

Artigo 44.º 
 Direito de deslocação e de emigração 
1. A todos os cidadãos é garantido o direito de se deslocarem e fixarem livremente em qualquer parte do território nacional.

Artigo 45.º
Direito de reunião e de manifestação 
1. Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização.


Portanto, se Deus quiser, em 12-13 de maio, farei, com os cuidados de higiene, segurança e distanciamento adequados, a habitual peregrinação ao Santuário da Cova da Iria, e lá hei-de ajoelhar-me a rezar, rogando a intercessão de Nossa Senhora de Fátima para o perdão dos meus pecados e a concessão misericordiosa da sua graça.

Itália: reabertura das missas a partir de 18 de maio



Em Itália, por acordo obtido no dia 7-5-2020 entre a Conferência Episcopal e o Governo, as missas e outras celebrações religiosas serão abertas aos fiéis a partir do dia 18 de maio, ainda que com as restrições de contacto e higiene devidas à epidemia da Covid-19. 

Note-se que no dia 9-5-2020, por Covid-19, a Itália teve 1.083 novos contágios e 194 mortos para os 60,36 milhões de residentes em 2019; enquanto Portugal registou, nesse mesmo dia, 138 novos contágios e 12 mortos para 10,28 milhões de residentes em 2019. Em Itália, a central sindical CGIL, de inspiração comunista, cancelou todas as manifestações de rua previstas para o 1.º de maio de 2020.


sábado, 2 de maio de 2020

A discriminação dos cristãos não pode ser consentida

Ao aceitar colocar-se na dependência tribunícia do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, o episcopado não assegura proteção para a Igreja: coloca-a ao serviço funcional da coligação socialisto-comunista que impõe valores contrários à sua doutrina. Isso desvirtua a sua mensagem. A Igreja portuguesa não pode acoplar-se ao tandem Costa-Marcelo, que conduz o Processo Marxista em Curso.

A Conferência Episcopal Portuguesa não pode tolerar a proibição de missas e outros sacramentos em contraste com a promoção de celebrações litúrgicas públicas do poder PS-Bloco-PC (25 de Abril, 1 de Maio) nesta quarentena geral desigual por ocasião da epidemia da Covid-19.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Vigilância e censura totalitárias



Em The Atlantic, de 25-4-2020, dois professores de direito norte-americanos,  Jack Goldsmith e Andrew Keane Woods, aprovam a tendência politicamente correta de vigilância e controlo do discurso, praticada pelas big tech (Google-YouTube, Facebook, Twitter), mais além dos governos, com maior brutalidade a propósito da epidemia da Covid-19.
“In the great debate of the past two decades about freedom versus control of the network, China was largely right and the United States was largely wrong. Significant monitoring and speech control are inevitable components of a mature and flourishing internet.’ 

* Imagem picada daqui.


** Este poste foi emendado às 23:09 de 30-4-2020.

terça-feira, 28 de abril de 2020

Igrejas e salões de jogos...

A Conferência Episcopal Italiana divulgou, em 27-4-2020, um comunicado no qual os bispos italianos declaram “não poder aceitar ver comprometido o exercício da liberdade de culto”, na “fase 2” de reabertura do país. O governo italiano decidiu manter a proibição da celebração de missas com povo, enquanto considera abrir os salões de jogos...

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Os mandarins e os negócios da China


Fu Jiu Cu Pi Lim, presidente do conselho de administração da
multinacional chinesa de equipamentos médicos, Fong Sing Jo Su,
que vendeu os ventiladores ao governo socialista, em 22-3-2020.
Cortesia de Pedro Arroja.


No Portugal Contemporâneo, Pedro Arroja vem perguntando onde estão os 508 ventiladores, comprados, em 22 de março, a um vendedor chinês, por 10 milhões de euros pagos à cabeça, numa gesta heróica, documentada por uma reportagem épica de São José Almeida, no Público, de 28-3-2020. Veja-se ainda uma segunda reportagem hagiográfica, de 17-4-2020, da mesma jorna(socia)lista, sobre o extraordinário sucesso de António Costa, Eurico Brilhante Dias, Jamila Madeira e Duarte Cordeiro, na operação de compra dos ventiladores. Parece que os 58 ventiladores (12% da encomenda) que chegaram na semana passada têm «botões e indicadores em chinês», mas poderá fazer-se uma «formação dos profissionais», explicou à RR,  em 23-4-2020, o secretário de Estado Lacerda Sales...

domingo, 26 de abril de 2020

O servilismo dos média sistémicos face ao desastre governativo do Covid-19

Em Espanha, apesar do desastre no combate à epidemia do Covid-19, no pasa nada. Ai, se o governo fosse de direita!... Na Itália, idem, niente. Os factos não interessam...

sábado, 18 de abril de 2020

Eu sei lá se são os chineses!...

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propulsou, neste 17-4-2020, a teoria da conspiração da criação e difusão (propositada ou acidental) do Covid-19 pelo Laboratório de Virologia de Wuhan, na China.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Sabe-me a sonho...

Tempos de unanimismo procedente da totaler krieg (guerra total) do politicamente correto, que aproveita a pandemia do Covid-19 para impor coercivamente, com as armas mediáticas, os seus valores neomarxistas e políticas espoliadoras e eugenistas à sociedade. É proibido discordar substitui agora, no poder, o slogan libertário do Maio de 1968, em França, e o léxico contracultural da Declaração de Port Huron, de junho de 1962, dos Students for a Democratic Society, nos EUA. No governo ou na oposição - tanto faz!... - o socialismo pós-moderno manda! You don't need a weatherman to know which way the wind blows...

É por causa deste totalitarismo que, mais do que resistir, importa avançar no combate político e cultural.


* O título deste post foi extraído do poema «Sugestão» de Carlos Queiroz Ribeiro (1907-1949).

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Meu Deus, meu Deus, porque nos abandonaste?



Nos momentos de morte, de moribundo e perda, no coração dos aflitos ecoa a interrogação humana de Cristo a Deus Pai: «Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonaste?»

Também nós sentimo-nos desvalidos nesta pandemia do Covid-19, a primeira que o mundo acompanha online, que contagiou até agora 1.696.105 pessoas, ceifou 102.593 vidas e deixou sequelas pulmonares em quem sofreu a pneumonia associada. Os números não são relativizados face a outras doenças pelas famílias atingidas. Carregam os mortos e a pena.

O sofrimento da morte provoca a incredulidade: porquê eu? Retrancadas as portas depois da negligência dos sistemas de saúde, apontados os (ir)responsáveis, ouvidas as lições, voltamos ao caminho da vida. Na encruzilhada defronte, podemos seguir a flauta das teorias da conspiração ou o chamamento da fé. Refletimos de novo sobre a nossa condição. Afinal, não éramos deuses, por mais transcendentes que parecessem os milagres tecnológicos... Apenas homens. Mas não estamos sós: o nosso auxílio vem do Senhor!

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Rendimento básico mortal

O Governo espanhol da coligação da frente popular marxista PSOE-Podemos, através da ministra da Economia, Nadia Calviño, anunciou em 5-4-2020, que o executivo do país vizinho vai instituir o «rendimento básico vital» (em Portugal designado como «rendimento básico incondicional»). Esse rendimento, atribuído pelo Estado, não se pode confundir com o rendimento mínimo ou rendimento social de inserção, pois concede-se a todos os cidadãos, independente dos seus recursos ou da sua condição de necessitado. A ministra espanhola explica que este rendimento básico vital não será apenas para a situação excecional decorrente da pandemia do Covid-19, mas que «deve ficar para sempre».

O Estado já proporcionava pensão de reforma, subsídio de desemprego, cuidados de saúde, educação gratuita, assistência a crianças, a idosos e famílias, assistência social, e rendimento social para carenciados e inativos.  Agora, vai dar dinheiro sem condição de recursos (sejam pobres, remediados ou ricos) e sem contrapartida. Completa-se a abóboda do edifício do Estado Social(ista), sustentado por alicerces fiscais cada vez mais pesados. Não se afunda apenas o socialismo, trasnsmutação relativista e pós-modernista do marxismo clássico. Enterra-se o povo neste pântano político.


* Imagem picada daqui. A citação de Margaret Tatcher é de um discurso ao congresso do Partido Conservador, em 14-10-1983.

sábado, 4 de abril de 2020

Isolamento seletivo face à pandemia do Covid-19

O covid-19 é a primeira pandemia online.

A imprudência dos dirigentes dos sistemas de saúde, o fraco apetrechamento dos hospitais pelos governos, a aflição do povo, a irresponsabilidade e o posterior pânico eleitoral dos políticos, conduziram o mundo a uma depressão económica, para além da acumulação do número de mortos da epidemia. Um mal nunca vem só.

A fatura da crise económica sobre as empresas e as famílias vai provocar no curto prazo um regresso do bom senso. Não há crédito às empresas para liquidez, subsídios para lay-off, moratórias de crédito e habitação, automóvel e pessoal, das famílias, que aguentem o encurtamento do mês... no fim do dinheiro. O resultado é a falência de empresas, o despedimento dos empregados e a insolvência das famílias. A fome é outra peste.

Melhora a consciência das pessoas na restrição de contactos com grupos de risco e presta-se mais atenção aos cuidados de higiene. Apesar de o uso de máscaras nos espaços públicos em Portugal ser ainda muito baixo, e de farmácias e fornecedores estarem cobrar valores exorbitantes por material de proteção e higiene, beneficiando da fiscalização teledescansada. Em terra de cegos, os vesgos safam-se.

O confinamento de doentes em estado menos grave parece ser a tática que os governos encontraram, nos hospitais e laboratórios, para lidar com a falta de testes, de ventiladores operacionais esterilizados, de máscaras, viseiras e fatos, de recursos humanos e de camas. Para grandes males, poucos remédios...

Enquanto as vacinas não ficam seguras, os fármacos existentes, e outros novos, já estão a diminuir a mortalidade da epidemia e a curar muitos doentes. E desenvolve-se o conhecimento do impacto real e do processo de difusão deste covid-19. Não deve haver poupança de recursos para salvar a vida dos atingidos e em risco. Os mais débeis não podem ficar para trás. A caridade geral tem sido comovedora em contraste com a contradição patética dos dirigentes públicos. Depois da casa roubada, o povo protege-se.

A análise dos dados demográficos, geográficos e por patologia, dos mortos e dos doentes tende a superiorizar-se aos casos atípicos da falácia de telejornais de escândalo. A  pouco e pouco, a realidade atenua o efeito nefasto da demagogia dos editores sistémicos que fazem heróis dos governantes imprudentes como os espanhóis e os italianos. Os factos acabam por sobrepor-se às campanhas pseudo-espontâneas e às flash mobs de hinos ou cacerolazos, organizadas por spin doctors do poder politicamente correto, e até à insídia dos slogans de apoio e dos logos da ideologia de género. A verdade anda nua, e crua, por este mundo de Deus, ainda que a mentira se disfarce com as suas vestes.

Com base na informação disponível sobre a epidemia e os seus efeitos sociais e económicos, concluo que o isolamento geral da população está errado. O isolamento seletivo dos mais idosos e dos imunodepressivos, e daqueles que necessitem de cuidar deles, impõe-se naturalmente. Assim se protege a saúde dos grupos vulneráveis e se recupera a atividade global, com menor custo de vidas e de bem estar. A vida segue, ainda que mais dorida. E a fé ajuda.


Atualização: este poste foi emendado às 29:15 de 4-4-2020.