quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O mésico Ferro Rodrigues condecorado com... a Ordem da Liberdade!...

(Em atualização).



O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa condecorou Eduardo Ferro Rodrigues, atual presidente da Assembleia da República, que nunca abjurou o comunismo do seu Movimento da Esquerda Socialista (MES), com a grã-cruz da Ordem da... Liberdade!... Parodicamente, fê-lo no dia 24 de novembro de 2016, assinalando o outro 24 de novembro de 1975 quando todos os sonhos de instauração da ditadura do proletariado com a esperada vitória do golpe militar comunista eram possíveis

Os vencidos do 25 de novembro de 1975 (o MES) são os vencedores de 2016... Não é a ironia da história, é a reciclagem do passado. Uma canelada no povo.

Eduardo Ferro Rodrigues pontificava  na Comissão Política Nacional do MES e era o número dois por Lisboa às eleições para a Assembleia Constituinte (ver abaixo) que, aliás, desprezavam («O poder revolucionário legitima-se a si próprio» - slogan do MES, na 1.ª página do n.º 1 do seu jornal Poder Popular, em 3-4-1975 - ver infra).



Poder Popular - órgão do MES, n.º 1, 3-4-1975, 1.ª página


Poder Popular (órgão do MES), n.º 1, 3-4-1975, 1.ª página - detalhe



Poder Popular (órgão do MES), n.º 1, 3-4-1975, 1.ª página - detalhe (slogan)


Poder Popular (órgão do MES), n.º 1, 3-4-1975, p. 3 - detalhe

 

Poder Popular (órgão do MES), n.º 1, 3-4-1975, p. 3 - detalhe (slogan)



Poder Popular (órgão do MES), n.º 1, 3-4-1975, p. 3, detalhe -  

anúncio do tempo de antena do MES na RTP
(em 5-4-1975, das 20:45 às 20:55)




Poder Popular (órgão do MES), n.º 1, 3-4-1975, p. 3, detalhe -
preâmbulo dos estatutos do MES



Poder Popular (órgão do MES), n.º 1, 3-4-1975, p. 4 -
 lista de candidatos do MES à Assembleia Constituinte
(Ferro Rodrigues é o segundo da lista por Lisboa)




Poder Popular (órgão do MES), n.º 1, 3-4-1975, p. 4, detalhe -
 lista de candidatos do MES à Assembleia Constituinte
(Ferro Rodrigues é o segundo da lista por Lisboa)






Limitação de responsabilidade (disclaimer): Eduardo Luís Barreto Ferro Rodrigues foi referido, segundo o CM de 10-11-2003, no processo de abuso sexual de menores da Casa Pia por "3 jovens" vítimas - a Lusa de 20-12-2007 indica "duas" vítimas que o mencionaram "como estando envolvido em abusos sexuais ou presente em casas onde estes aconteceram". Em 5-1-2004, o CM noticiou:

«Ferro Rodrigues, segundo a TVI, não foi acusado no âmbito do processo Casa Pia por os alegados crimes de abuso sexual terem prescrito. De acordo com a estação televisiva, no processo vêm referidas duas situações que originaram arquivamentos: falta de indícios e prescrição dos factos, tendo o líder do PS sido incluído nesta última».
Eduardo Ferro Rodrigues negou esses abusos sexuais sobre menores e essa alegação. Não foi acusado pelo Ministério Público, nem sequer constituído arguido. 

terça-feira, 29 de novembro de 2016

A duplicidade da esquerda e a neutralidade da direita

A propósito da morte do genocida Fidel Castro, recomendo a leitura dos «Obituários à moda do jornalista tuga», pelo JCD, no Blasfémias, de 26-11-2016.

A esquerda revolucionária não abdica da divisão do mundo entre bons (os deles) e maus (os outros), ainda que os bons sejam ditadores totalitários e genocidas.

A direita dos interesses acompanhou os louvores da esquerda utópica à morte do ditador cubano sanguinário. Não por convicção, nem sequer pela habitual submissão ideológica: apenas por causa dos negócios. Sem valores, sem norte, sem uma política de reforma fiscal e de responsabilização social que aumentem o emprego, nada pode construir-se. Um bocadinho menos do mesmo - do relativismo e do assistencialismo -, com um bocadinho mais de rigor financeiro, não convence ninguém. Confrontados com esse bocadinho a menos de desconstrução social e o bocadinho a mais de rigor orçamental, os eleitores preferem «the real thing»: o socialismo, utópico, radical, desumano. Agora, não importam as lamúrias: quando se entrega o poder, o poder, a prata e a quinquilharia dos tachos, fica dos outros...


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Comparação de salários do Estado em Portugal e nos EUA

Salários anuais do Estado em Portugal e nos EUA:
  • Presidente do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos: 423 mil euros (o atual presidente, António Domingues, ainda acumula este salário, em 2016, com a reforma antecipada de administrador do BPI).
  • Salário do Presidente da República Portuguesa: 95.392 euros em 2016 (calculado com base no salário do presidente da Assembleia da República, que ganha 80% do valor do Presidente da República), a que acrescem 38.972 euros de despesas de representação. 
  • Chair of the Board of Governors of the Federal Reserve Bank dos EUA, Janet Yellen: 199.700 USD no ano de 2015 (o que perfaz 188.077 euros, ao câmbio de 22-11-2016). 
  • Salário do Presidente dos EUA: 400.000 USD (376.620 euros, ao câmbio de 22-11-2016). Somam-se 50 mil dólares anuais de despesas de representação (47.090, ao câmbio de 22-11-2016)
O presidente da Caixa Geral de Depósitos não é equivalente ao de presidente do Banco da Reserva Federal norte-americana. Mas trata-se de um banco público e com bastante menor responsabilidade.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Sistema

Como é que a coligação socialista-radical-comunista ainda mantém como presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão (ADC),  que coordena os fundos europeus (cerca de 25 mil milhões de euros, o mestre relvista António Dieb?!...

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

It's au revoir


Na partida de Leonard Cohen, o trovador pessimista, mas defensor da vida, refiro um pré-epitáfio, escrito por Jonathon van Maren, no LifeSiteNews, de 21-10-2016, que revisita a sua poesia politicamente incorreta.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

O pão e o suor

Da segunda leitura da missa deste domingo, 13-11-2016, uma citação oportuna e esclarecedora acerca da posicão cristã sobre o trabalho:
«Quem não quer trabalhar, também não deve comer». 
Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, 3: 10.

domingo, 13 de novembro de 2016

Trupe

«The uncomfortable truth about Christian support for Trump», de Jonathon van Maren, no LifeSiteNews, de 28-9-2016. Uma explicação por que os cristãos norte-americanos não deviam votar em Trump (desde logo, nas eleições primários do Partido Republicano) - para além de jamais poderem votar em Hillary Clinton (aborto, eutanásia, casamento homossexual e adoção de crianças por casais homossexuais, drogas, perseguição dos cristãos). 

Votar no relativismo totalitário e na corrupção não é uma fatalidade inexorável. Constitui uma resignação da luta.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Tramp

Donald Trump venceu as eleições presidenciais dos EUA que ontem, 9-11-2016, terminaram.

Não tenho a mínima expetativa na sua presidência: nem na política interna, nem na política externa. Acho que vai ser um segundo Berlusconi: um fiasco político. Na política interna, julgo que vai ser incoerente com as promessas, seja na relação com os interesses financeiros, que têm os povos aprisionados, seja nos costumes (aborto, eutanásia, drogas, etc.). Na política externa, nem sei se evitará as trágicas tentações de grandeza de nation-building, que deslumbraram os antecessores, e tenderá a acabar rendido à realpolitik que enjoa as novas gerações.

Escrevi, ex-ante dos resultados, sobre o caso Trump e já tinha antecipado este desfecho. Talvez com Sanders, que a corrupção do establishment derrotou, fosse diferente - e até confesso que, à parte o socialismo politicamente correto, até hoje dominante nas elites norte-americanas, me agradava a sua plataforma de saúde e educação gratuitas e a vontade de pôr ordem na finança... Se fosse americano, pelas razões que exponho neste poste, não votaria nem em Trump nem em Clinton: tenho um princípio simples primordial: não voto em ladrões.

Porém, contra os média e o wishful thinking, o magnata imobiliário ganhou. Apesar do seu caráter de vilão (uma vantagem em tempos de reality show, como há pouco ouvi na CNN), da xenofobia antilatino-americana, do sexismo, das fraudes e negócios manhosos, da gabarolice, do discurso incoerente que agrada a cada freguês de momento, do desconhecimento da política internacional e da desconfiança que o povo tem por ele.

Motivos, entre outros, da vitória do antipolítico Trump e da derrota da que chamava «crooked Hillary»:
  1. Bradley effect e a distinção entre a resposta ao entrevistador/empresa de pesquisas de opinião e o voto (secreto).
  2. Corrupção política de Hillary Clinton - pay to play (concedendo favores do Departamento de Estado em troca de pagamentos milionários de discursos ao marido e de donativos para a sua Fundação) desmascarado pelas revelações publicadas diariamente pelo Wikileaks, de Julian Assange (a vingança serve-se fria...) e provavelmente fornecidas pelos serviços de informação russos.
  3. Contradição entre a posição esquerdista de Hillary e a sua fortuna: os Clinton saíram da Casa Branca, em 2001, falidos pelos custos jurídicos e de indemnização do caso Paula Jones (etc.) e acumulam uma fortuna de 230 milhões de dólares (dados de 2014), fora a controversa Fundação Clinton, que usam para fins particulares.
  4. Diferença entre público e povo.
  5. Raiva dos «forgotten men and women» com um poder política que os ignora: os que ficaram do lado errado da revolução tecnológica e perderam os empregos, as casas e o rendimento
  6. Perda da influência dos média tradicionais, descarados no seu viés esquerdista mas detidos por grupos capitalistas que os usam para conseguir benefícios do poder político dependente.
  7. Crescimento da importância dos novos média: os jornais digitais (v.g., Breitbart), os fora (e.g., Reddit), redes sociais (Facebook e, especialmente, Twitter, apesar da censura).
  8. Contraste entre Wall Street e Main Street.
  9. Estagnação dos rendimentos das famílias norte-americanas de 1999 a 2016 (-2,4% do que em 1999!).
  10. Medo do terrorismo islâmico e revolta perante a proteção internacional do Islão pelo presidente Obama.
  11. Xenofobia face ao fluxo migratório descontrolado.
  12. Vontade de isolamento defronte ao internacionalismo bélico anterior: invasão do Iraque por Bush e intervenções na Líbia (Obama/Hillary) e na Síria (Obama, depois de ter praticamente abandonado o Iraque).
  13. Por último, mas não menos importante, o cartão vermelho do povo à continuação do delírio neomarxista do totalitarismo do politicamente correto e da desconstrução social. A ideia de que na política só interessa economia é uma ingenuidade.
As revoluções políticas surgem por causa do desprezo dos governantes pelo povo e pela falta de bom senso em realizar as reformas que reequilibrem os Estados. Como no Brexit, podem as comadres opinadoras queixar-se da presumida ignorância do povo do Brexit e do crescimento da extrema-direita: mais valia olharem para o umbigo e extraírem com pinças fundas a porcaria da corrupção acumulada, acordando dos delírios químicos que impõem.

O que se vai passando no Ocidente sugere a necessidade urgente de recuperação dos valores morais de sempre e de responsabilidade laboral e económica dos cidadãos. Sem medo. Nem comodidade. Para evitar que a guerra externa, se tranforme na guerra civil; e a conduta burguesa nos leve à miséria.


Atualização: este poste foi atualizado e emendado às 16:25 de 9-11-2016.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O Don Profano

«(...) Sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua. Há livros que apenas terão isso dos seus autores; alguns nem tanto.»


Sérgio Figueiredo, diretor da TVI, deve muito a José Sócrates - e provavelmente jamais lhe pagará. Mas a concessão de uma longa e patética entrevista, de 26-10-2016, ao Marquês arguido a (des)propósito do seu segundo enfarinhado livro, «O Dom Casmurro Don Profano - considerações sobre carisma», é um favor vergonhoso.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, arguido indiciado, em 24-11-2014, pelos crimes de corrupção ativa por titular de cargo político, de corrupção ativa, de corrupção passiva para acto ilícito, de corrupção passiva para acto lícito, de branqueamento de capitais, de fraude fiscal qualificada e de fraude fiscal (SIC, 26-11-2014), no âmbito da Operação Marquês, goza do direito constitucional à presunção de inocência até ao trânsito em julgado de eventual sentença condenatória.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Afirmação e informação


Novidades velhas, em dia de Pão por Deus (que sempre sucede a qualquer Noite das Bruxas) e de Fiéis... Defuntos:
  • o povo português continua obnibulado, numa falsa sensação de segurança financeira do Estado socialista em falência e na continuação discreta do socratismo corrupto;
  • António Guterres foi eleito secretário-geral da ONU, onde irá pregar, além dos cravos desbotados, a paz e a concórdia contra o diabólico Islão radical, o que parece ser motivo de orgulho geral;
  • a CIA (com Kerry) apoiou o golpe de Estado borregado dos militares turcos, que Obama boicotou depois;
  • a administração Obama tenta recuperar, com ataques aéreos, spotters das forças especiais, armas, orientação ao exército iraquiano e aliança tática com os xiitas (e Irão!...), no norte do Iraque o terreno que abandonou,  - enquanto, na Síria, suportam os sunitas da ex-Al-Qaeda (contra Bashar Al-Assad, que mal por mal protegia os cristãos, e permanecem (quase) neutros face às forças do Estado Islâmico da Síria e do Levante (EISL) a quem consentiram (comos os aliados europeus), antes da vinda dos russos, que operassem as refinarias e vendessem petróleo para a Turquia através de longas filas de camiões-tanque que aviões da I Guerra Mundial podiam travar...
  • a Líbia continua o desastre criado pela nation-building falhada de Hillary Clinton - substituindo um ditador pelo caos de guerra civil e o crescimento do islamismo radical;
  • a Europa continua a tratar a invasão demográfica islâmica, que levará, mais tarde, à desgraça da guerra interna e ao horror da eufemisticamente chamada "limpeza étnica", como um problema de relações públicas que procura conter... abrindo as portas, ignorando a subida da extrema-direita; 
  • Trump (outro Berlusconi, mas ainda mais cata-vento) parece ir ganhar a eleição presidencial norte-americana, com a ajuda do FSB, mas principalmente em resultado da negligência do establishment político-económico e dos média engajados que apostaram no apoio a Hillary, mesmo sabendo do risco de exposição da corrupção endémica da família Clinton;
  • e a Igreja Católica continua a ser batida pelos ventos agrestes do politicamente correto, tentando manter-se como eixo da roda de um mundo politicamente (in)correto e moralmente perdido, que, todavia, caminha para o precipício da Guerra e dos cavaleiros que a acompanham.
Não foi inútil este hiato de reflexão. Serviu para compreender melhor o tempo. Nada de novo. Tudo velho. E podre.

O que fazer? Afirmação (do Bem e dos valores) e informação (do Mal e dos cacos...).


Atualização: este poste foi emendado às 11:49 de 2-11-2016.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A história da Carochinha e do João Ratão



Face às denúncias públicas e concretas do juiz Carlos Alexandre, em entrevista à SIC, em 8-9-2015 (convenientemente editada e, apesar de realizada há muito, difundida apenas nas vésperas da presumida data de acusação de José Sócrates pelo Ministério Público) e ao Expresso, em 25-9-2016, a história da carochinha publicada no Observador (!?...), «Documentos confidencias das 'secretas' portuguesas aparecem em África», de 21-9-2016, é tudo quando o socratino secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), Júlio Alberto Carneiro Pereira, e a malta sis-témica conseguem produzir?!...

Já não me ria tanto desde o caso dos espiões russos no IRN!...


Limitação de responsabilidade (disclaimer): As entidades mencionadas nas referências e notícias dos média, que comento, não são, que se saiba, suspeitas ou arguidas do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade neste caso, gozando sempre do direito constitucional à presunção de inocência até eventual sentença condenatória transitada em julgado.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

O cerco ao juiz Carlos Alexandre

O juiz Carlos Alexandre está outra vez sujeito a uma barragem de fogo sistémico. Vou procurar explicar o contexto deste ataque concertado.

O juiz Carlos Alexandre veio dar uma entrevista à SIC, em 8-9-2016, e ao Expresso, em 17-9-2016, onde denuncia o cerco que o sistema corrupto lhe está a mover. Quais os factos que terão motivado a entrevista do juiz: a perseguição através de serviços que não são apenas de informação, porque também ameaçam e praticam a violência, sejam eles do Estado ou de rogue agents. Nesses factos deve incluir-se a vigilância ostensiva, a intrusão nas suas comunicações, o rastreamento das suas deslocações e locais, a invasão de sua casa e a colocação de uma pistola em cima da fotografia do filho, a colocação de materiais intimidatórios na caixa de correio de sua casa, as tentativas de atropelamento de sua mulher, as denúncias caluniosas sobre o seu rendimento e património, as denúncias caluniosas sobre a violação do segredo de justiça. E vale sempre o axioma do general Chito Rodrigues, um homem que dirigiu a secreta militar durante anos, pronunciado face ao desmentido do ministério de Jorge Coelho sobre a veracidade do relatório do SIS sobre a Universidade Moderna, que a revista Visão publicou, em 13-3-1999): era preferível que fossem os serviços de informação do Estado que o tivessem feito, pois, pela sua tecnicidade, forma e meios, se tivesse sido feito fora desses serviços do Estado era sinal de que em Portugal estava a operar livremente gente muito perigosa... Não consta que os serviços de informação do Estado português tenham averiguado que rogue agents a operar em Portugal sejam esses que se dedicam a intimidar, durante anos, um juiz e a tentar matar a sua família, nem se sabe de qualquer inquérito-crime aberto sobre factos que foram, e são, públicos e notórios. São esses certamente os factos que levaram o juiz a dar estas entrevistas e certamente não a inédita procura de protagonismo mediático. Leia-se o que diz a José, relativamente à entrevista do juiz editada pela SIC (terá também havido truncagem de excertos?) e outras entrevistas que não sofreram esta indignação sistémica, como a de Francisco Louçãó seu maroto!..»).

O juiz Carlos Alexandre disse: basta!
É obrigação do Estado de direito responder às suas denúncias e proteger quem o defende com um sacrifício tenaz e intransigente.

No fogo sobre o juiz parecem distinguir-se duas baterias: a dos socratinos (entalados, envolvidos e apoiantes); e a dos financeiros (entalados, suas famílias e amigos, e avençados). Na verdade, as duas baterias constituem um grupo único, integrado numa brigada numerosa comandada pela Maçonaria. Existe ainda um terceiro conjunto de pessoas bem-intencionadas que, por insuficiente informação sobre os motivos e o seu contexto, produzem friendly-fire ocasional.

A Maçonaria é a rede que dirige e articula o sistema político português. Não é nos rituais das lojas nem nas suas pranchas, que as ações são decididas, como na fase final da Monarquia e na I República, com as operações levadas a cabo pelo seu braço armado de então, a Carbonária - um assunto que passados mais de um século continua a ser tabu e historiadores de renome a distinguirem as duas organizações, como se fossem independentes... A rede informal de decisores e operacionais que integram a Maçonaria funciona não apenas nos passos perdidos das lojas, mas nos contactos realizados entre irmãos, estejam eles ativos, adormecidos ou desquitados. A Maçonaria funciona como rede de proteção nos momentos de pavor: por maior e mais sujo que seja o crime (existirá maior do que a pedofilia?), lá se brada o grito da viùva e os irmãos vêm rapidamente com a toalha dos média de confiança limpar a cara dos aflitos, com as mãos que outras também lavaram. Certamente, existirá, apesar do não dispiciendo ritual negro e da desumanidade da preferência dos irmãos perante os profanos, gente de boa índole e de recto propósito, mas objetivamente tem prevalecido, nomeadamente no Grande Oriente Lusitano, a corrente sistémica corrupta. A não ser assim, certamente teríamos um pronunciamento de homens que se querem livres para a expulsão e a denúncia dos entalados e das cumplicidades internas... Não consta que tenha havido. E sem o tapete da Maçonaria, os participantes na corrupção do Estado perderiam a base de apoio que os sustenta, e passariam a receber o tratamento comum dos demais cidadãos.

E realce-se que a corrupção de Estado - o valor inchado do contrato (ou obra) absurdo, desnecessário, redundante ou não prioriário, mais até do que a soma da comissão habitual com a percentagem extra -, que inclui o pagamento às clientelas que viciam na dependência, é o principal fator de desquilíbrio financeiro e estrangulamento económico do País.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): As entidades mencionadas nas referências e notícias dos media, que comento, não são, que se saiba, suspeitas ou arguidas do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade - para além dos processos conhecidos -, gozando, em todo o caso, do direito constitucional à presunção de inocência até eventual sentença condenatória transitada em julgado.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Casa-Museu António Costa?

 A penthouse duplex no n.º105 da Av. da Liberdade, em Lisboa, onde viveu, entre 2013 e 2014, o então presidente da CMLisboa e atual primeiro-ministro, António Costa. Foto: ABC, 5-3-2015.


penthouse duplex (T2) do n.º 105 da Avenida da Liberdade, em Lisboa, onde o António Costa (presidente da CM Lisboa entre 2007 e 2015 e atual primeiro-ministro), viveu, com a sua filha e o seu filho, entre julho de 2012 e novembro de 2014 (quando foi eleito secretário-geral do PS) continua vazia?

O belo e luxuoso prédio, com porteiro, do n.º 105 da Av. da Liberdade, com reabilitação polémica, entre 2009 e 2012, mediante projeto do arquiteto João Luís Carrilho da Graça, que pertencia à I.I.I. - Investimentos Industriais e Imobiliários, S.A., da HVF (Holding Violas Ferreira, também detentora de 2,68% do BPI) estará alegadamente ocupado em exclusivo por escritórios, salvo as lojas do rés-do-chão.

O caso foi exposto neste blogue Do Portugal Profundo, no poste «António Costa e a cobertura descoberta», de 6-3-2015, e «Investigação à penthouse duplex de António Costa», de 18-3-2015 - e ainda o meu poste «Ameaça sistémica», de 9-3-2015. E, no desenvolvimento da análise da parte fiscal, ler os meus postes «António Costa: remunerações e impostos», de 9-9-2015, e «Costa 2007-2013: exclusividade na CMLisboa (?), IRS e IVA», de 28-9-2015.

António Costa declarou, por ocasião da amplificação deste poste nas notícias do Público (11-3-2015), no CM e no Observador (9-3-2015), no Sol (11-3-2015), e na Sábado (11-3-2015), que tinha celebrado um contrato de arrendamento, em 11-7-2012, pelo valor de 1.100 euros mensais com a dita imobiliária de Otília Violas (herdeira do grupo Violas, tradicionalmente próximo do Partido Socialista) . Não apresentou aos média, que se saiba, nem estes publicaram, cópia do contrato com registo e data de entrada nessa altura (como a lei determina) no Serviço de Finanças Lisboa 3 (que abrange a freguesia de S. José, em Lisboa, à qual pertence a matriz do prédio) ou noutra repartição de finanças.

Devo realçar que muitas das duas dezenas de questões publicamente colocadas neste blogue sobre o apartamento duplex de cobertura no n.º 105 da Avenida da Liberdade, em Lisboa, nos meus postes de 6 de março e de 18 de março de 2015, e sobre as matérias de remuneração e fiscais de António Costa nesses postes e também em 9-9-2015 e em 28-9-2015, continuam por responder - e não consta que tenha sido aberto qualquer inquérito pelas autoridades para as dirimir, como creio que deviam porque o assunto tem gravidade e é  público e notório. O primeiro-ministro não é um cidadão anónimo e, por mais que não lhe agrade, está sujeito ao legítimo escrutínio público, tal como já estava enquanto presidente da CMLisboa quando estes factos aconteceram. Deve, portanto, esclarecer ao País as muitas e várias questões que aqui coloquei.

Não consta que a referida penthouse duplex, que Costa inaugurou em 2012 e onde viveu até ser eleito secretário-geral do PS, em novembro de 2014  (quando voltou à sua casa de Fontanelas, em Sintra), tenha sido ocupado depois dele, apesar da Avenida da Liberdade ser a 35.ª mais cara do mundo e a procura ser bastante elevada. Se assim é, e a dita penthouse duplex está ainda vazia, será que a Holding Violas Ferreira estará a guardar a famosa penthouse duplex para criar uma Casa-Museu António Costa?


Limitação de responsabilidade (disclaimer): Como é conduta habitual neste blogue, será publicada qualquer informação que esclareça as dúvidas levantadas ou que corrija alguma indicação inexata.
António Luís Santos Costa, primeiro-ministro de Portugal e presidente da Câmara Municipal de Lisboa entre 2007 e 2015), objeto das notícias dos média que comento, não é arguido ou suspeito de qualquer ilegalidade ou irregularidade nestes casos.

A empresa I.I.I. - Investimentos Industriais e Imobiliários, S.A., a HVF- Holding Violas Ferreira, Otília Violas Ferreira e outros acionistas e administradores destas empresas e grupo, tal como outras entidades mencionadas neste poste, não são suspeitos da prática de qualquer ilegalidade ou irregularidade neste caso.

sábado, 13 de agosto de 2016

Desenvolvimento e guerra

A evolução do mundo nos últimos séculos até à atualidade, com infográficos muito interessantes, de Max Roser (Oxford) - ver mais informação em Our World in Data.

Contra todas as previsões catastrofistas de motivação ideológica totalitária, a melhoria do mundo é enorme: esperança média de vida, bem-estar (medido pelo índice de desenvolvimento humano), diminuição da pobreza, subida do produto interno bruto e do rendimento, atenuação da desigualdade, incremento da educação, diminuição da fome, produção e utilização de energia, acesso a recursos e tecnologia, redução do tempo de trabalho (todavia, parada nos últimos anos), expansão da democracia, etc.

E sem os totalitarismos do século XX (responsáveis por cerca de 130 milhões de mortos) e outros genocídios étnicos nesse período, estaríamos muito melhor.

Devido ao fervor e belicismo da religião desumana do Islão, à corrupção de Estado e à negligência da ditadura caligulante do politicamente correto, estamos a sofrer neste séc. XXI uma guerra global, que será crescente na intensidade e bastante longa, e levará, paradoxalmente face aos discursos de acolhimento, às desumanas limpezas étnicas do século precedente.

A guerra é a decisiva causa da redução, mesmo que temporária, do bem-estar dos cidadãos, das famílias, dos povos. "É a guerra aquela calamidade, composta de todas as calamidades..." (Padre António Vieira, Sermão Histórico e Panegírico nos Anos da Rainha D. Maria Francisca Isabel de Sabóia, II - Sermões Prefaciados, revistos e anotados pelo Rev.do Padre Gonçalo Anes. Porto, Lello Editores, 1959, T. XIV, p. 361.

E, todavia, como ensina a prudência da boa doutrina realista, há momentos de ameaça em que a legítima defesa da cidade é moralmente obrigatória e decididamente inadiável. A não ser que se opte pelo martírio...

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O tempo e o combate



O tempo foge. Mais do que correr, escorre. Derrama-se do vaso da esperança para o poço dos sonhos desfeitos. Pingo a pingo, sem piedade do ritmo irregular da nossa vida. Uma espécie de tartaruga que vence a lebre que ingenuamente julgamos ser. Porque, por fraqueza, o adiamos, perdemos instantes de bem estar. Que eternamente tentamos recuperar. Repetir o passado em que fomos felizes. Rasgados, porém, pela maldição do meteorum que desce sobre o viço do corpo e patina a alma de cinza. E, no entanto, a alma sobrevive-lhe. Tempo, incorpórea serpente de três cabeças (de homem, de touro e de leão), unido à inevitabilidade, pai do Éter, que evanesce, e do Caos, que continuamente pretendemos recompor... Destino versus vontade: um jogo de resultado incerto. Também somos sujeitos do próprio destino e peões da divina comédia que é o nosso trânsito pela terra e pelas vidas dos outros. De cima, acima de tudo e de todos, paciente, Deus observa a nossa descrença e o nosso desespero.

De fora, percorremos as notícias e formulamos conclusões para simplificar a desordem:
  1. O Reino Unido da Grã-Bretanha (Inglaterra, Gales e Escócia) e da Irlanda do Norte, decidiu, em 23-6-2016, em referendo, sair de membro da União Europeia. Apesar da potencial cisão interna, da petição dos derrotados para se repetir o escrutínio (e o desafio com a Islândia), de eventuais manobras de bastidores, não parece possível reparar a desilusão. O projeto da União Europeia começa a desfazer-se, devido ao delírio da ditadura do politicamente correto, que recusa enfrentar a realidade terrena em nome de uma ideologia totalitária: ideologia do género, fronteiras abertas a uma invasão demogáfica arabo-islâmica, negligência do perigo islâmico radical e desprezo pelo sofrimento desumano das mulheres e dos não crentes no Islão fundamentalista.
  2. Em Espanha, o Podemos afundou-se, nas eleições de 26-6-2016, e a esquerda radical parece ter chegado à encosta descendente dos píncaros onde os média sistémicos os alçaram.
  3. No Brasil, a evidência do furto dos cofres públicos pela trupe lulista do PT, e seus cúmplices do PMDB e outros, e a miséria económica, que o assistencialismo socialista provocou, conduziram ao processo de impeachment em curso. Assista-se ao debate nas câmaras legislativas para compreender o abuso do neo-elitismo do PT sobre o Estado e o povo. 
  4. Nos EUA, Donald Trump vai ser o candidato republicano à eleição presidencial de novembro de 2016 e Bernie Sanders quase ganhava a eleição primária dos Democratas.
  5. Na França, na Áustria, na própria Alemanha, além dos países referidos, a divisão entre radicais da  esquerda e da direita agrava-se.
  6. Em Portugal, o PSD, principal partido da direita, socialistizado tal como o CDS-PP, alinha com a esquerda radical nos costumes (este mais disfarçado, mas ainda na mesma linha ideológica): votou a favor da legalização das barrigas de aluguer e deixou passar adoção de crianças por casais homossexuais, aborto, daqui a pouco eutanásia... A esquerda rejeita o inquérito aos desmandos da CGD, que vai engolir mais cinco mil milhões do Estado, sem que se investiguem os escândalos do financiamento da compra do BCP, a corrupção socratina e as aventuras do crédito em Espanha.
  7. O populismo extremista avança: Trump/Sanders, Nigel Farage e Boris Johnson, Marine Le Pen, Beppe Grillo, Jair Bolsonaro. 
  8. Cresce, de leste a oeste, e do norte ao sul, um marxismo elitista, dominante na universidade e nos média, e a ameaça da extrema direita, em resultado do delírio do socialismo e do egoísmo da direita dos interesses, cúmplice nos costumes para assegurar a sua maquia de dinheiro. O vácuo político do centro, no vórtice da corrupção de Estado e na imposição de costumes que a maioria do povo rejeita, é ocupado pelo populismo. A ideia de que a direita ocidental, deve ceder à esquerda nas questões de costumes e consentir no socialismo económico, faz o seu caminho às costas dos liberais indefinidos.
  9. As consequências são perigosas: depois das fronteiras fechadas à imigração, virá o protecionismo aduaneiro e, no fim do processo, a guerra interna, que espreita através das lunetas dos irredentismos europeus insatisfeitos e da ambição russa.
  10. A não ser que se forme uma frente unida do norte e do ocidente contra o islamismo radical: um combate ideológico e mediático contra o islão semelhante ao que foi feito, com êxito, contra o comunismo; e o combate no terreno contra a agressão dos exércitos islâmicos radicais e o terror associado.
Que fazer? Continuar, apesar da escassez de meios e de tempo, o bom combate. Afirmando os valores cristãos e sem medo da perseguição mediática que tolhe os representantes. A nossa obrigação é polarizar uma alternativa cristã, que tem de ser apoiada pelos meios mediáaticos e universitários disponíveis, desassombrada nos costumes, sem concessão à bancocracia, com prioridade às famílias e à economia,  e responsável na segurança (nomeadamente, com o retorno do serviço ilitar obrigatório) e nas questões migratórias.


* Imagem picada daqui.