sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Aleatoriedade e enviesamento na distribuição de processos judiciais




Na entrevista ao jornalista José Ramos e Ramos, no programa Linha da Frente, na RTP-1, em 17-10-2018, o juiz de instrução Carlos Alexandre declarou que a aleatoriedade da distribuição de um determinado processo para instrução, no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, por exemplo o chamado processo Marquês, em que José Sócrates está acusado, pode ser alterada «significativamente» pela atribuição prévia de processos.

O Conselho Superior de Magistratura (CSM) respondeu (ainda nesse dia 17 de outubro?) através de despacho (que não encontrei no sítio do CSM) do vice-presidente Mário Belo Morgado com um inquérito disciplinar ao juiz Carlos Alexandre e «cabal esclarecimento de todas as questões suscitadas pela entrevista em causa que sejam susceptíveis de relevar».

Importa perguntar: o inquérito não deveria apurar primeiro se a aleatoriedade da distribuição de um processo (feita através de algoritmo programado por órgão do Governo que gere essa tarefa e o sistema informático, em vez do CSM) pode ser alterada pela prévia distribuição e pela transferência de processos e se houve alguma anomalia nessa distribuição de processos prévia ao processo Marquês? E somente proceder a inquérito disciplinar ao juiz Carlos Alexandre se no inquérito do CSM se concluir que a aleatoriedade eletrónica não varia em função da prévia distribuição e transferência de processos e que não houve a mínima anomalia nessas distribuição prévia e transferência?... Até porque a polémica no sorteio eletrónico do processo Marquês, em 28-9-2018 provocou interrogações que convinha esclarecer...

Por outro lado, não deve o CSM resolver já a «possível irregularidade formal» resultante da entrega incompleta (faltavam 140 caixas de documentos) pelo Ministério Público do processo Marquês ao juiz Ivo Rosa?


* Imagem picada daqui.

 

domingo, 14 de outubro de 2018

A nomeação da procuradora-geral Lucília Gago e o fim da separação de poderes




Lucília Gago tomou posse, em 12-10-2018, do cargo de procuradora-geral da República para o qual foi nomeada pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa, por proposta do Governo liderado por António Costa (nos termos do art.º 133.º, alínea m, da Constituição da República Portuguesa), que seguiu a sugestão da ministra da Justiça, Francisca van Dunen, a quem serviu.

Recorde-se que a Constituição não estipula que o mandato do procurador-geral, neste caso Joana Marques Vidal, não pudesse ser renovado. Nas revisões constitucionais, o Partido Socialista opôs-se à limitação de mandatos para prolongar o consulado do procurador-geral Cunha Rodrigues (1984-2000), em quem tinha plena confiança, especialmente o controleiro socialista da justiça, António Almeida Santos, agora substituído na função por Francisca Van Dunen. Mas, agora, a sua interpretação mudou...

Lucília Maria das Neves Franco Morgadinho Gago, de 62 anos, que o Observador, descreve como «posicionada à esquerda», é casada com Carlos Manuel Carapeto Morgadinho Gago, que foi  um «importante membro do PTCP-MRPP» e é filho de Carlos Dinis Morgadinho Gago, presidente da comissão administrativa e presidente da câmara municipal de Almodôvar entre 1974-76 e 1976-1982, pelo Partido Socialista.

Lucília Gago, que vai liderar o Ministério Público, titular no País da ação penal, tem, pelas funções que exerceu, experiência de direito penal, mas é especialista em Direito da Família e Menores, área de vocação à qual se dedicou. Veja-se nomeadamente o capítulo sobre «Intervenção tutelar educativa» do e-book «Violência Doméstica – implicações sociológicas, psicológicas e jurídicas do fenómeno», de 2016.

O Partido Socialista, através da nova controleira da justiça Francisca van Dunen, e a Maçonaria, na qual prepondera o seu marido Eduardo Paz Ferreira, esperam que Lucília Gago seja obediente e mantenha a discrição. O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, astuto, pretende que o controlo de danos funcione no caso BES e que a procuradora-geral o mantenha informado. E o País não espera nada. Porque nada há a esperar, depois deste raro interregno de independência da justiça em Portugal.


* Imagem picada daqui.

domingo, 7 de outubro de 2018

Eu apoio Bolsonaro





O Brasil sofre há décadas uma guerra. Guerra urbana, violentíssima e permanente, e que contagia o campo. A causa já não é económica, não é a pobreza, mas social: o crime como forma de vida face a uma sociedade sequestrada. A corrupção tomou conta do Estado, a droga domina os morros e a barbaridade apossou-se das ruas. A corrupção e a guerra provocaram o abandalhamento dos serviços: educação (do ensino básico ao universitário), saúde, polícia, justiça - com exceção das forças armadas.

A situação do Brasil é trágica. Num país cheio de recursos naturais, a superprotegida economia não ganha competitividade: as empresas sobrevivem, salvo exceções, mediante impostos alfandegários proibitivos à importação de produtos. Debaixo de uma ideologia socio-comunista, só os serviços privados de educação e saúde funcionam, mas com preços insuportáveis até para a classe média.

A corrupção de Estado é o padrão. O ex-presidente Lula preso por corrupção, de quem se ignoram as frases polémicas que se criticam a Bolsonaro, e que nomeou um homem de palha formalmente suspeito de corrupção, Fernando Hadad, para o substituir na chapa, a ex-presidente Dilma, que consta que parava no Porto para depositar no BES dinheiro para propinas com a desculpa de vir comer bacalhau (!...), destituída por crime de responsabilidade num governo do Partido dos Trabalhadores (sic!) com corrupção ubíqua. Um social-comunismo que favoreceu a camarilha do PT e os ricos que parasitam o Estado - e que fez dos mais pobres dependentes em vez de criar trabalho e desenvolvimento.

Para combater a corrupção de Estado e a criminalidade, reorganizar o Estado, reformar a educação e a saúde, promover a integração económica dos mais pobres, abrir e modernizar a economia, eu, se fosse brasileiro, votaria em Jair Bolsonaro. Posso enganar-me e sair outro Collor de Melo, ainda que o capitão Bolsonaro tenha sido reconhecido pelo Supremo Tribunal, como o único dos 513 deputados da Câmara dos Deputados que não recebeu propina. Mas decidir é ter a coragem de poder enganar-se. Apoio Bolsonaro para presidente do Brasil. Não creio que ganhe logo na primeira volta, porém, se Deus quiser, ganhará apesar da facada que quase o matou, da censura dos média, da desinformação e das campanhas elitistas de propaganda e das fraudes previsíveis a partir do momento em que se rejeitou o voto impresso.

Bolsonaro não é fascista por mais que a esquerda politicamente correta, que domina os média locais amancebados com o poder corrupto, portugueses (até tu, Observador?!...) e dos países ricos, ignore os factos e enviese a análise. Fascista é nesta altura a acusação despudorada feita a quem não for de esquerda ou submisso ao totalitarismo politicamente correto, sem qualquer relação com a ideologia do fascismo italiano, nascida do socialismo, ou do nacional-socialismo alemão, idem...

Dizem-no também populista, condição que parece significar quem fala direto, claro e cru, em linguagem comum, sem punhos de renda e tratamentos patéticos de sua excelência, señoria, onorevole, honourable member, e frases gongóricas bem-pensantes, patéticas face à dureza da vida. Como se o discurso político devesse manter o anacronismo do séc. XIX!...

Porquê este ódio a Bolsonaro? A esquerda totalitária perdeu as guerras civis na América Latina nas décadas de 1960-1970, algumas ainda duram, conflitos macabros como são todas as guerras e mais sujas os civis, não redutíveis à descrição poética da espada contra a dinamite como escreveu o luso-descendente Jorge Luís Borges em 1976, mas cheias de assassinatos e bombas, infiltrados, tortura, desaparecidos, inocentes mortos e bandidos que escapam. Perdeu não por causa da violência dos militares - ainda que tenha perdido as batalhas da guerrilha urbana e rural no Brasil, na Argentina, no Uruguai, no Chile, no Peru, na Colômbia -, mas por falta de apoio popular ao marxismo ateu e depois ao cristianismo marxista da teologia da libertação, que alienou os  católicos cansados da politização da fé para os ritos evangélicos. E, no segundo assalto, no início do novo milénio, em que o velho marxismo se escondeu debaixo da pele de cordeiro do politicamente correto, um totalitarismo pretensamente democrático, numa aliança corrupta entre cliques e claques, também está a perder: na América Latina, nos EUA e na Europa.

O delírio totalitário acaba sempre por ceder sempre à dura realidade dos factos. O totalitarismo do politicamente correto está moribundo.


* Imagem picada daqui.

sábado, 29 de setembro de 2018

Ammazzasentenze




Não tenho a mínima esperança sobre a pronúncia de José Sócrates, Armando Vara, Ricardo Salgado e tutti quanti , pelos crimes de que foram acusados na Operação Marquês. Será doravante fútil discutir tecnicidades ou expor armas fumegantes. Ou até ficar corado perante o carnaval do aggiustamento. Aqui, a turnazione teve propósito contrário.

Nesta hora fatídica, do nosso fado corrido, cabe-nos louvar a coragem sobre-humana do juiz Carlos Alexandre, que tutelou o inquérito, e dizer-lhe que a Pátria lhe reconhece a torre de Berlim e a espada cega da justiça! Mesmo que a condecoração nunca lhe chegue, devido à promiscuidade política, de mandantes cobardes e esbirros sem caráter, que o vigiou, escutou, violou correspondência, invadiu domicílio, furtou, ameaçou, difamou, prejudicou profissionalmente, e atentou contra si e a sua família, e que com mais ou menos rendas e luvas, nos governa e preside.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): As entidades mencionadas neste poste, objeto das notícias dos média que comento, não são suspeitas do comentimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade.; e quando arguidas gozam do direito constitucional à presunção de inocência até ao trânsito em julgado de eventual sentença condenatória.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

A escolha da nova procuradora-geral da República

Foi substituída no cargo de procuradora-geral da Reúblixa a Dra. Joana Marques Vidal, que podia constitucionalmente exercer um segundo mandato. A Pátria deve-lhe o máximo louvor pela corajosa manutenção da independência do Ministério Público na investigação da corrupção de Estado face ao assédio sistémico das máfias partidárias e da Maçonaria. É afastada do cargo por motivo dessa autonomia, para punição pedagógica do justicialismo patriótico que impôs maior probidade na administração pública e para contenção prática dos efeitos colaterais do processo Sócrates e parcerias público-privadas rodoviárias e também de certidões do processo BES.

O Presidente da República decidiu nomear, sob proposta do Governo de António Costa, a Dra. Lucília Gago como procuradora-geral da República, ontem, 20-9-2018. Na linha do procurador-geral Fernando Pinto Monteiro que provinha da área do Direito Civil, a nova procuradora-geral é especialista em Direito da Família. Está explicada a escolha.


Atualização: este poste foi emendando às 10:53 de 11-10-2018. Ressalvo que o nome de Fernando Pinto Monteiro estava mal escrito.

sábado, 15 de setembro de 2018

A caranguejola Rio-Costa





O PSD de Rui Rio, tal como o de Passos Coelho, concorda nos costumes e na economia com o PS de António Costa.

Nos costumes
, apoiam o aborto livre, a liberalização da droga, o casamento homossexual, a adoção de crianças por casais homossexuais, a manutenção da idade de consentimento de crianças nas relações com adultos nos 14 anos, e opõem-se ao justicialismo do Ministério Público contra a corrupção de Estado.

E na economia, favorecem a subsidio-dependência e a fiscalidade punitiva das famílias. Rui Rio até foi agora (12-9-2018) mais longe, com a sua anuência ao chamado imposto Robles do Bloco...

Então, se já nada distingue o PSD do PS, porque não há-de Rio unir-se a Costa para uma caranguejola esquerdista?


Pós-Texto (12:59 de 16-9-2018): Entretanto, em declaração à TVI, «Rui Rio admite coligação com o PS em cenário excecional»...


* Imagem editata daqui, dali, dacolá, d'além e d'aquém.

domingo, 9 de setembro de 2018

A indignação dos militares perante as metástases da Maçonaria no Estado


«Sendo a última reserva da soberania, e pilar estruturante da afirmação de identidade nacional, as Forças Armadas devem ser objeto de uma cultura de compromisso e consenso institucional entre as várias forças políticas e os diferentes órgãos do Estado. Não são concebíveis as constantes e soezes intoxicações mediáticas e as cabalas contra estes militares, orquestradas por setores desiguais da nossa sociedade, que fazem ciclicamente dos Comandos o alvo dos seus temores e das suas iras adormecidas, as quais inexplicavelmente, contrariando o obrigatório dever de tutela e a expectável ação de comando são contemporizadas pelo comando do Exército, numa postura consentida ou assumida que se insere em contextos que nada têm a ver com o bem da instituição e daqueles que a servem.
Chegados a este ponto, é lícito que se pergunte quem corporiza estes setores obscuros e qual a extensão das suas metástases no nosso tecido social. Direi que, embora sendo residuais e difusos, a sua implantação é transversal, inclusivé em instituições do Estado, inclusivé no seio das nossas Forças Armadas, mormente entre aqueles que, deslumbrados com o poder, ou com a sua proximidade, perderam a alma - ou, se calhar, nunca a tiveram... Curiosa é a genética similitude da sua retórica, quando explicitamente referem «acabe-se já com os Comandos!», quando pretendem conotar os elementos que constituem essa unidade com uma associação criminosa ou uma organização terrorista, sendo estes militares possuidores de, cito, «um padrão comportamental desviante, movidos por ódios patológicos e irracionais» contra aqueles que não são Comandos. Ou que, aproveitando as boleias e as ironias dos ciclos políticos, tentam apagar a história, reabilitar e até mesmo enaltecer, todos os que, numa das datas mais importantes do século XX português, estiveram do lado errado da barricada, ao serviço de interesses obscuros; e se desdenhem os que, imbuídos do mais supremo ideal, verteram o seu generoso sangue na defesa do chão sagrado onde nasceram.» 
Discurso do coronel comando Pipa de Amorim, no almoço de homenagem que militares e civis lhe prestaram, ontem, 8-9-2018, em Lisboa.


Decorreu com grande espírito patriótico a homenagem de ontem, 8 de setembro de 2018, ao coronel comando Paulo Júlio Lopes Pipa de Amorim que juntou mais de quatrocentos militares e civis, liderada pelo tenente-coronel comando Pedro Tinoco de Faria (leia-se a desassombrada entrevista ao jornal i, de 7-9-2018). Participei em solidariedade com a indignação dos militares.

O coronel Pipa de Amorim foi exonerado, em 8-5-2018, pelo Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Rovisco Duarte, de comandante do Regimento de Comandos, por ter elogiado em discurso, no dia 13-4-2018, em cerimónia na unidade, o comando Victor Ribeiro, herói da ação militar ordenada pelo Presidente da República contra um golpe de Estado comunista no 25 de Novembro de 1975. Foi uma decisão humilhante, pois o coronel Pita de Amorim foi removido do comando da unidade, antes sequer de um ano dos habituais dois do mandato, com o beneplácito do almirante Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e maçon da loja José Estêvão do Grande Oriente Lusitano (GOL) António Manuel Fernandes da Silva Ribeiro. Mas a exoneração desonrosa foi certamente determinada pelo ministro da Defesa Azeredo Lopes e o primeiro-ministro António Costa do Governo da coligação PS-Bloco de Esquerda-PC, numa atitude vexatória semelhante à da demissão do digníssimo general CEME Carlos Jerónimo, em abril de 2016.

Veja-se também o discurso do lendário comando coronel Raul Miguel Socorro Folques durante a homenagem. Destaco:
«Amamos o nosso País. Servimos Portugal e os portugueses. E, em todas as circunstâncias, afirmamo-nos como cidadãos que almejamos uma Pátria mais inclusiva onde prevaleça o sentido ético, a solidariedade entre gerações e o direito à esperança. Onde nunca impere o despotismo e a corrupção.»
A indignação dos militares, dos vários ramos, é tremenda face à humilhação provocada pela arrogância deste poder socialisto-comunista. Insisto: os militares são servidores, não são serventes! E não são cegos, nem mudos, perante a corrupção do Estado.

As promoções nas Forças Armadas não podem ser determinadas pela filiação na Maçonaria, mas pelo mérito. A filiação na Maçonaria é incompatível com a condição de militar, muito mais do que a pertença a um partido político.

E os militares devem ser representados por generais que os liderem e defendam, em vez de, por omissão e silêncio, dar azo aos sindicatos de correia de transmissão comunista como a AOFA (que, como é óbvio não esteve presente nesta homenagem...), uma reedição dos SUV (Soldados Unidos Vencerão).

Convém que o Presidente da República, enquanto Comandante Supremo das Forças Armadas, intervenha, pondo o Governo em sentido, antes que o ruído do arrastar das espadas se torne ensurdecedor.


* Imagem do crachá dos Comandos portugueses picada daqui.

sábado, 8 de setembro de 2018

O sequestro de Portugal pela Maçonaria



O sequestro do Estado, das magistraturas, das forças armadas, das autarquias e até das instituições da Igreja, pela Maçonaria é o principal problema do País. A Maçonaria é o lastro da miséria política de Portugal, que determina a falência financeira, a adulteração dos serviços públicos, a asfixia económica, a degeneração social.

Os patriotas devem trabalhar para a restauração do Estado de direito democrático. Um Estado onde cada cidadão vale o mesmo que outro. Onde cada homem tem os mesmos direitos do que os outros e o mérito é o critério de avaliação e não a sua filiação maçónica. Onde cada homem tem os mesmos deveres do que os outros, sem garantia maçónica de imunidade perante a lei e de impunidade face à justiça.


* Imagem picada daqui.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

As aventuras de Dom Lourençote de Melena y Pá


Manuel de Portugal. As aventuras de Dom Lourençote de Melena y Pá.
O Tempo. 10-10-1976, p. 3.
Clique na imagem para aumentar.


Lembrei-me de uma crónica do saudoso Manuel de Portugal (Henrique Maria Cordeiro de Penha Coutinho), n' O Tempo, a propósito do ataque que o tenente-coronel Vasco Lourenço, maçon do Grande Oriente Lusitano (GOL) e socialista, lançou na Edição da Noite da SIC Notícias, de 24-8-2018 O almoço de homenagem ao coronel comando Pipa de Amorim, ao qual vou e recomendo, decorrerá no dia 8 de setembro de 2018, sábado, 12:30, no restaurante Buffalo Grill, do Parque das Nações, em Lisboa. O comandante do Regimento de Comandos Pipa de Amorim foi exonerado pelo governo da frente popular socialisto-trotskista-leninista, pelo crime político de ter louvado o patriota Victor Ribeiro, que se destacou na mobilização de camaradas para a ação militar, ordenada pelo Presidente da República, do 25 de novembro de 1975, contra um golpe de Estado comunista.

Assusta ao poder maçónico a indignação dos miltares gerada pelo desrespeito do governo da esquerda radical. Vasco Lourenço defende a manutenção do CEMGFA Rovisco Duarte, para proteção de Azeredo Lopes e António Costa (i, 23-8-2018), enquanto promete a sua substituição na SIC Notícias. Outro irmão obediente, o general de gabinete Carlos Chaves remete a culpa para Rovisco Duarte, enquanto defende o sistema. E o tenente-coronel comando Pedro Tinoco de Faria, o líder da organização da homenagem a Pipa de Amorim, a qual conta com oficiais distintíssimos, trata de Vasco Lourenço (num poste de 25-8-2018) e de Carlos Chaves (em 23-8-2018), com o desassombro que convém a esta hora cívica.

Fui à procura da crónica. Na Biblioteca Nacional, em Lisboa, só encontrei o seu primeiro livro crónicas, faltando o outro - Portugal, Manuel de (1977). Crónicas e Cartas de Manuel de Portugal. Volume 2. Lisboa: Editora Ulisseia - onde provavelmente encontraria o texto. Passei à escura sala de microfilmes, e à terceira bobine, na edição de           lá achei a retumbante crónica: As aventuras de Dom Lourençote de Melena y Pá. E aqui recupero o texto que glorificou para sempre tão impante personagem.

Não se enganou o cronista. Reciclado de marxista em socialista, de soldado revolucionário em obediente maçon, Vasco Lourenço, continua «em bicos de pés para parecer mais alto», maldizendo os patriotas com a sua arrogância balofa, sem conseguir do povo mais do que «convulsões jocosas, imparáveis de rebolar no chão». Não escapa ao vaticínio: «voltou Dom Lourençote de Melena Y Pá àquilo que era, no tempo que fora»...

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

A infiltração da Maçonaria nas organizações de caridade da Igreja




A rápida penetração e domínio da Maçonaria sobre Portugal, inclusivé no interior, com aceleração nos últimos anos, tem beneficiado da negligência episcopal e paroquial sobre a irreconciabilidade da pertença a esta organização - qualquer que seja a obediência ou loja - com a fé cristã (Declaração da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, de 10-3-1985). Esta Declaração, que expressa a posição da Igreja, é clara:

«a inscrição nas associações maçónicas “está proibida pela Igreja” e os fiéis que nelas se inscreverem “estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”».

A irreconciabilidade absoluta da Maçonaria com a fé cristã fundamenta-se no seu caráter antidogmático, relativista, gnosticista, panteísta e deísta, e na discriminação desumana entre os irmãos e os profanos. Muito mais do que a simbologia esotérica. E a «dúplice modalidade» de serviço de Deus e do diabo, de defender a Pátria ou a organização, obedecer à função ou à loja Além do GADU e dos princípios, o móbil da adesão e pertença à organização é a prática do tráfico de influências, da corrupção, e do controlo do acesso e da imunidade. Os filhos de Hiram Abiff colhem as patacas da árvore, enquanto os profanos andam à maçã do chão...

Ainda mais urgente de atender é a infiltração de maçons das instituições de caridade ligadas à Igreja, para além das aqui já referidas na Universidade Católica Portuguesa e na Rádio Renascença e da promiscuidade da participação de bispos em ágapes maçónicos. Esta inserção, com maior acuidade nas canónicas santas casas da misericórdia, não ocorre pela obrigação de solidariedade social, mas da conspícua atração pelo seu rendimento e vasto património, com o propósito do uso, fruição e disposição pelos diletos filhos da viúva, em detrimento dos simples mortais órfãos do poder. É muito mais apetecível e fácil tomar uma casa já feita e dirigida por septuagenários do que erguer um tempo de solidariedade com esforço e recursos de gente interesseira. E a sua antiga natureza de «santa», designação que eliminam logo que podem, confere adicionalmente um atestado de respeitabilidade muito útil no chiqueiro da política atual.

O controlo de uma santa casa da misericórdia, ou outra instituição de caridade ligada a à Igreja, não é certamente apresentado em pranchas e decidido, dentro da loja, ou do triângulo, mas nos seus passos perdidos - os nossos, que nos afadigamos na vida comum. O processo não consiste num mítico master plan centralizado, habitualmente mencionado nas teorias da conspiração, mas vulgar: o maçon A fala com o B e o C, agregam um conjunto de profanos ingénuos - que desconhecem a condição secreta dos promotores -, e constituem uma lista para a tomada de uma misericórdia. Se o «ordinário diocesano» se abstiver de verificar as listas de candidatos, como tem dever canónico de fazer, e as homologar de cruz, segue a rusga de apanhar papalvos para votar. Conquistada a instituição com a máquina eleitoral jótica, logo cooptam outros maçons, filiam a clientela política e montam o comércio de contratos, repartição de tachos e troca de negócios e favores. Santa Casa? Só se for dos anjinhos comidos por parvos, perante a vista grossa de lentes eclesiásticas baças, felizes na ignorância do «don't ask, don't tell»...

Ora, chega! É hora de exigir um compromisso inequívoco de honra aos membros dos órgãos dirigentes das instituições católicas de caridade e de outras atividades, de não filiação na Maçonaria. Mesmo que a negação pelo maçon faça parte da conduta ritual, o compromisso tem efeito dissuasor.

A descristianização em curso radica na falta de coragem. A abstenção não tem justificação.


* «Câmara de reflexão» para o ritual de iniciação na Maçonaria.

domingo, 19 de agosto de 2018

Infiel e falsa gente


«Infiel e falsa gente». 
Luís Vaz de Camões (1580). Os Lusíadas. Canto II, 6.

A exoneração do comandante do Regimento de Comandos, o coronel comando Paulo Júlio Lopes Pipa de Amorim pelo general CEME Rovisco Duarte terá sido provocada, segundo o DN (Manuel Carlos Freire), de 10-8-2018, por este ter elogiado o comando Victor Ribeiro, recentemente falecido. Comentei este assunto da exoneração excecional do comandante do Regimento de Comandos  no poste «A perigosa humilhação dos militares portugueses pelo governo da aliança PS-Bloco-PC», em 6-7-2018, mas desconhecia o que a havia desencadeado. Parece mentira, mas é mesmo verdade.

Victor Manuel Tavares Ribeiro foi o primeiro presidente da Associação de Comandos e mobilizador de militares comandos para o contra-golpe do 25 de Novembro de 1975, em ligação com o comandante do RCA, Jaime Neves, que os convocou, e na chaimite do qual rebentou os portões do quartel insurreto da Polícia Militar, chefiada pelo triunvirato de extrema-esquerda de Campos Andrada, Cuco Rosa e Mário Tomé. Note-se que o 25 de novembro foi uma ação militar que, note-se, respeitou a ordem institucional porque foi autorizada pelo então presidente da República Costa Gomes, face à recusa de rendição dos militares da esquerda revolucionária que tinham encetado o golpe. 

O general Rovisco Duarte já tinha embaraçado o seu Comandante Supremo ao não o acompanhar na visita e condecoração com a Ordem do Infante que Marcelo Rebelo de Sousa fez a este militar lendário, que acompanhava Jaime Neves no seu leito de morte, em 23 de março.

Mas o que disse de imoral o coronel Pipa de Amorim no seu discurso de 13 de abril, na cerimónia de receção do estandarte das tropas destacadas na República Centro-Africana, onde ele próprio se notabilizara, ao exército e ao País, que justificasse a fúria do CEMGFA e do Governo?
«Permitam-me homenagear e prestar o meu público reconhecimento a este grande português, um dos últimos guerreiros do império, que como militar, adicionalmente à sua promoção por distinção, foi condecorado com as medalhas de Valor Militar e da Cruz de Guerra e como civil foi agraciado, na véspera do seu falecimento, ainda consciente, no leito onde agonizava, com a Ordem do Infante D.Henrique, pelo Presidente da República.»
I?...

As Forças Armadas são de Portugal. Não são de António Costa e Azeredo Lopes, que ocupam, transitoriamente, o governo da frente popular socialisto-comunista. Não devem ser desrespeitadas por capricho ideológico e irresponsabilidade de políticos antipatriotas que destratam oficiais como se fossem amanuenses e usam chefes como ordenanças, em jogos maçónicos em que diabolicamente se deleitam. Os militares são servidores: não são serventes.

Se Deus me der vida e saúde, eu estarei presente no almoço de homenagem ao coronel Pipa de Amorim, no dia 8 de setembro, sábado pelas 12:30, no restaurante Buffalo Grill do Parque das Nações em Lisboa (inscrições para portugalquequeremos@gmail.com). E recomendo aos patriotas portugueses que, se puderem, compareçam nesta jornada cívica organizado por gente de honra e força.


* Gravura alusiva ao Canto II dos Lusíadas picada daqui.

sábado, 11 de agosto de 2018

Mal prega o brâmane Costa: não faças o que ele diz, aposta no que ele aposta!



O primeiro-ministro António Costa, que se manteve de férias durante o pavoroso incêndio de Monchique, veio ontem, 10-8-2018, lavar as mãos da ordem do Governo de retirar de casa à força as pessoas que recusassem a evacuação dos povoados ameaçados pelas chamas, dizendo que «pode ter havido aqui ou ali algum exagero»!... Ora, a decisão é do Governo, pois o comandante da proteção civil jamais o faria sem ordem expressa da tutela.

O drama das forças policiais no País é não terem respaldo do Governo que lhes comete as ordens. Isso provoca desmotivação nos guardas e incentiva-os a desinteressarem-se da própria missão.

Fugir à responsabilidade e à palavra parece ser um traço congénito do brâmane António Costa. A deslealdade tem sido o segredo do seu êxito político.


* Imagem composta a partir daqui e dali.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Lições do incêndio de Monchique



O que o grande incêndio de Monchique - que dura, sem controlo, desde 3-8-2018 e consumiu já 21 mil hectares de floresta - adverte-nos para a necessidade de mudança de modelo no curto e no longo-prazo.

Em primeiro lugar, deve louvar-se a capacidade de decisão do novo comandante da Proteção Civil, coronel Duarte Costa, pois ainda que a área ardida seja elevada, bem como os prejuízos materiais, e o número de feridos seja de 32 (um dos quais em estado grave) até ao momento não houve mortes; e, ainda que com falhas e incompetência nas comunicações  a coordenação parece mais decidida, organizada e prudente, do que nos grandes incêndios do ano passado. Por muito grande que seja a dor das pessoas evacuadas contra vontade de suas casas e instalações, a perda de vidas é irreparável. Os conselhos dos especialistas parece também estar a ser aproveitado, em contraste com os anos anteriores. Em contraponto, o primeiro-ministro António Costa continua de férias, com pausa para um meme encenado, e, sem respeito pela cadeia de comando, o ministro Eduardo Cabrita anuncia decisões operacionais cuja decisão cabe apenas ao comandante!...

No curto prazo, importa que  o Estado crie corpos profissionais de bombeiros em cada área geográfica (tendencialmente municipal), com função mais larga de proteção civil, e de alargar a vigilância florestal a todo o País. Não chega a mudança do modelo de combate ao fogo: da t-shirt do bombeiro para fato mais adequado (falta farda do tipo Nomex para todos...), da mangueira para a máquina de rasto, da contenção em vez do ataque à cabeça do fogo, e do retardantes químicos em vez de água...


O combate aos incêndios exige também uma preparação científica, técnica e de boa forma física. É necessário criar, com urgência, no ensino politécnico de cursos superiores de bombeiros, com disciplinas de física, de química, de biologia, de sistemas de informação, de modelos de decisão, de liderança, de socorrismo, de gestão e planeamento de operações, de operação de meios e de técnicas de combate. Em vez dos cursos de formação, breves e de fim de semana, ainda que variados e úteis da Escola Nacional de Bombeiros (uma parceria da Liga de Bombeiros Portugueses com o Serviço Nacional de Proteção Civil). A certificação, que é indispensável, deve separada da formação e qualificação. E o modelo monopolista e extensivo de formação, por melhor que seja a intenção e os planos, não estão a responder cabalmente ao desafio do combate.

No que respeita ao combate, deve ser alargado o efetivo e cobertura geográfica dos eficacíssimos GIPS (Grupos de Intervenção de Proteção e Socorro) da GNR. Os atuais corpos de bombeiros profissionais  precisam de melhor preparação técnica - e física! - para acudir aos incêndios florestais. E a vigilância florestal deve ser confiada em exclusivo ao SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente) da GNR, cujos efetivos precisam de ser aumentados. A vigilância do ICN (Instituto de Conservação da Natureza) que tinha 1.200 no ano de 2016, não serve para este propósito: os agentes não têm capacidade preventiva, nem dissuasora nem coerciva - desde logo, não andam armados...

No longo prazo, há que revitalizar a economia no campo e nas florestas, aplicando os recursos públicos em vez da concentração eleitoral do desenvolvimento nas grandes cidades do litoral, com relevo para Lisboa. Sem revitalização económica, o interior e as áreas afastadas dos grandes centros urbanos, ficam desertos e os campos cheios de matos e silvas, combustível de fogos descontrolados. O intrincado lóbi dos serviços e organizações do ambiente queixa-se, em pronunciamentos de soluções vagas, dos eucaliptos como o mal principal da floresta portuguesa, ignorando a necessidade da revitalização humana e económica do campo e a eficácia da prevenção prática - vigilância e sapadores! - e do combate eficiente aos incêndios. A proteção das pessoas, dos seus bens, da floresta e das suas espécies, deve ser a prioridade em vez da satisfação de lóbis de ministérios (agricultura, ambiente, administração interna) em competências e efetivos. O homem é a principal espécie da natureza! 


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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

O comunismo é só para os burros!...



Parte da opinião pública surpreendeu-se com as contradições entre o discurso político e a prática pessoal de dirigentes do Bloco de Esquerda relativamente ao alojamento local. No caso do vereador de Lisboa, Ricardo Robles, o seu negócio de compra de edifício a baixo preço à Segurança Social, o licenciamento polémico na Câmara, e o despejo especulador de inquilinos através da tática de subida da renda para posterior venda milionária, em contraste com as suas queixas sobre a gentrificação provocada pelo alojamento local - a vergonha que deve sentir o seu tio Fernando!.... No caso da líder do partido, Catarina Martins, a obtenção, pela sua empresa e do marido, de 75% de incentivo comunitário para recuperação de palheiros, em condições que alegadamente não cumpre.

Ora, não há contradição alguma. O Bloco de Esquerda é um partido burguês. Liberal nos costumes e desigual na economia: promotores do comunismo para os outros e defensores do capitalismo para si mesmos. O comunismo é só para os burros!...


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sexta-feira, 20 de julho de 2018

A panela de pressão do sisterma corrupto

«Operação Tutti Frutti: 500 escutas com indícios criminaisÉ uma autêntica bomba-relógio: os telefonemas gravados incluem encontros maçónicos, esquemas nas eleições internas do PSD e nas autárquicas de 2017.(...) A Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ tem estado a usar estas escutas para ajudar a construir uma espécie de A Polícia Judiciária está a desenhar um diagrama de conexões entre (ex-)políticos do PSD e do PS e diversos casos de troca de favores (por exemplo, contratos de avença) e adjudicações de negócios pagos com dinheiros públicosAs escutas centraram-se em quatro alvos principais e estiveram activas durante largos meses, tendo apanhado várias conversas indiscretas referentes a lojas maçónicas e alegados esquemas relacionados com o financiamento e a falsificação da inscrição de militantes com direito a voto nas últimas eleições internas para a liderança do PSD.» (grosso meu)

A notícia de António José Vilela na Sábado, de ontem,19-7-2018, sobrer a Operação Tutti-Frutti, de conluio de políticos do PS, PSD e maçonaria, para esquemas de empregos falsos, trocas de avenças, financiamento partidário, amanho eleitoral e corrupção, pode ser uma «bomba-relógio» do regime. Mais uma. Não vale só por si, mas pela acumulação de casos de corrupção que um dia fará explodir a panela de pressão do sistema político corrupto que sofremos, cujo pipo é a maçonaria. Sem valores e sem valor. Motivados apenas pelo dinheiro e pelo poder. Anciãos e jotas de inteiros partidos. Tutti-frutti.


* Imagem picada daqui.