domingo, 7 de fevereiro de 2016

O amparo de Farinho




Revela Felícia Cabrita, no Sol, de 5-2-2016, que «Sócrates pagou a professor para 'ajudar' na tese e no livro». Um excerto:
«Domingos Farinho assumiu ao Sol ter recebido uma avença, paga por uma empresa de Carlos Santos Silva, para ajudar Sócrates na escrita da tese que esteve na base do livro. Mas, para o Ministério Público (MP), este professor catedrático e antigo assessor para a economia de Sócrates é o verdadeiro autor da obra.»
A reportagem concentra-se na autoria do livro «A confiança no mundo», de outubro de 2013. Mas o mais importante não é a autoria do livro, mas a autoria do mémoire de julho desse ano (tal como a sua licenciatura tirada na Farinha Amparo - como dizia Marcelo Rebelo de Sousa)muito provavelmente escrito em português e traduzido depois para francês por alguém que ainda não foi identificado. Quando surgir a acusação do processo Marquês, e a confirmar-se esse facto, é possível que seja extraída uma certidão para envio à Sciences-Po e às autoridades francesas para procederem em conformidade.


* Imagem picada daqui.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Efeitos colaterais da proteção de um ditador

O Prof. Rui Verde (CM, 2-2-2016) tem razäo sobre o fecho da Universidade Independente, em 2007, pelo ministro Mariano Gago, para abafar a licenciatura manhosa de José Sócrates - e jurificar o diploma falso do então primeiro-ministro - e ainda sobre a sua detençäo, oportunamente nas vésperas da amplificação do dossiê so re o curso no Público.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Figueiredo e Centeno

(Atualizado às 18:04 de )


O diretor de informação da TVI, Sérgio Figueiredo é íntimo amigo da família Centeno desde a universidade e a JCP.

Figueiredo está no epicentro do escândalo de notícias alarmantes, de «última hora», em rodapé, da TVI24 sobre o que o Estado preparava para o Banif (em 13-12-2015, domingo, à noite) -
«Banif: A TVI apurou que está tudo preparado para o fecho do banco»:
«A parte boa vai para a Caixa Geral de Depósitos»
«Vai haver perdas para os accionistas e depositantes acima dos 100.000 e muitos despedimentos».
«Banif poderá ser intervencionado esta semana».
- e da subsequente, em 20-12-2015, resolução (2,4 mil milhões de custo para os portugueses) e venda, alegadamente com desconto de 75%, por 150 milhões de euros ao Santander pelo Governo de António Costa.


Pós-Texto (15:01 de 2-2-2016): Figueiredo confirma
Um dia depois deste meu poste, Sérgio Figueiredo publicou, hoje, 2-2-2015, uma oportuna crónica no DN, intitulada «O meu amigo agora é ministro...», na qual admite:
«Mário Centeno foi meu colega de curso, vivemos momentos inesquecíveis nas lutas estudantis, dirigimos uma importante associação de estudantes. Conheço-o, portanto, há 30 anos. Uma vida que cimentou uma amizade que nunca esfriou e, acredito, continuará à prova de bala. Mesmo daquelas balas que, nas funções que agora exercemos, temos de trocar entre nós. Já não houve fogo amigo na resolução do Banif.»
Gestão proativa da informação para esvaziar o balão antes que expluda. Mas o balão já rebentou... Veremos se o sistema consegue abafar o estoiro.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Conexão GES-Sócrates nos negócios Vivo e Oi

O caso da venda da Vivo pela PT, e da compra da Oi, bateu finalmente à porta de Sócrates na Operação Marquês, segundo a SIC, de 26-1-2015. É a primeira vez que é feita a ligação através de alegados movimentos financeiros do GES, para o uomo di paglia Carlos Santos Silva, via Joaquim Barroca (do Grupo Lena). Veja-se o desenvolvimento no Observador, de 26-1-2016:
«É um novo dado que se junta ao rol de suspeitas do Ministério Público juntou sobre José Sócrates. Em causa estarão luvas recebidas pelo ex-primeiro-ministro do Grupo Espírito Santo (GES) por decisões políticas que terão favorecido os negócios do grupo de Ricardo Salgado. (...)
Em causa estará a forma com o Governo de José Sócrates se opôs à OPA da Sonae sobre a Portugal Telecom, em 2006. Segundo noticiou a SIC, Sócrates terá dado instruções à Caixa Geral de Depósitos (CGD), onde Armando Vara já era o vice-presidente do Conselho de Administração (CA), para votar em sede de CA e na Assembleia Geral da PT contra a proposta do grupo de Belmiro de Azevedo. Voto esse que iria de encontro aos interesses de Ricardo Salgado, não só porque o líder do GES era o adversário mais feroz da OPA da Soane, como era o acionista que tinha maior interesse em manter o seu poder e influência sobre a operadora de telecomunicações. Recorde-se que o GES chegou a ser o maior acionista português de referência da PT.
Além do voto contra da CGD, o governo de Sócrates tinha ainda uma bomba atómica que ameaçou utilizar: a golden-share – acções especiais que conferiam poderes de veto ao Estado. Poderes especiais esses que foram anulados mais tarde em virtude de não respeitarem as leis europeias do mercado livre e da concorrência.
De acordo com as suspeitas do procurador Rosário Teixeira, o GES terá pago ‘luvas’ que alegadamente terão sido servido como contrapartida pelas posições do Governo de Sócrates e da Caixa Geral de Depósitos.
 Segundo a notícia da SIC, terão sido detectados movimentos financeiros com origem no GES e que terão passado pelas contas de Joaquim Barroca, administrador do Grupo Lena e também arguido na Operação Marquês. Barroca, por seu lado, terá transferido os referidos montantes para as contas de Carlos Santos Silva. O que leva o MP a considerar que tais contrapartidas tinham como destinatário final José Sócrates.»
Os negócios da venda da Vivo e da compra da Oi, pela PT, com estranhíssimas peripécias foram os mais chorudos da era socratina, a juntar às PPP (a propósito: o inquérito avança ou está parado?). Mais relevantes do que o bloqueio da Caixa (na qual imperava Armando Vara) à OPA da Sonae sobre a PT, fevereiro de 2006. Recordo o que escrevi, neste blogue, em 22-7-2015:
«A fita do tempo denuncia uma relação, por mais que se reduza o momento a uma coincidência astrofísica:

  • Em 25 de junho de 2010, o então primeiro-ministro José Sócrates decide vetar (através da golden share do Estado) a venda por 7,15 mil milhões de euros** da participação de 30% da Portugal Telecom na brasileira Vivo à espanhola Telefónica. Sócrates justificou, num artigo no Público, de 1-7-2010, o seu veto ao negócio: «ao Estado Português não compete defender os interesses das empresas espanholas, nem interesses financeiros de curto prazo – mas sim os interesses estratégicos do País». Nesse artigo, invulgar para um chefe de Governo, Sócrates sinaliza que «esta proposta [da Telefónica] não convenceu o Estado, não convenceu o Governo».
  • O saldo de 350 milhões de euros, entre a proposta da Telefónica de 25 de junho de 2010 e a 28 de julho de 2010, convenceu o primeiro-ministro Sócrates.»

    A PT era na altura dominada por Ricardo Salgado, o amigo do «amigo que está[va] em Paris» (CM, de 21-10-2012), acionista principal, diretamente pelo Grupo Espírito Santo (10%), e indiretamente, pela Ongoing (outros 10%), que lhe pertencia pessoalmente (apesar de, formalmente, esta empresa de fachada, ser detida pelo financeiro Nuno Vasconcelos e Rafael Mora, da inteligência espanhola). Consta que o Conselho de Administração da PT chegou a reunir na sede do BES!...

    Sabe-se, desde 21-7-2015, que as autoridades judiciárias brasileiras enviaram uma carta rogatória ao Ministério Público português a pedir cooperação nos casos dos negócios de compra de venda da Vivo pela PT e compra da Oi pela PT, no âmbito do inquérito Lava-Jato ao ex-presidente Lula da Silva e outros. A Oi, uma agregação desconjuntada de operadoras regionais de telecomunicações, tem sido apresentada como uma invenção do presidente Lula e  da direção do Partido dos Trabalhadores, de Lula da Silva, para financiamento partidário e fornecimento de comissões aos envolvidos.


    Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, arguido indiciado, em 24-11-2014, pelos crimes de corrupção ativa por titular de cargo político, de corrupção ativa, de corrupção passiva para acto ilícito, de corrupção passiva para acto lícito, de branqueamento de capitais, de fraude fiscal qualificada e de fraude fiscal (SIC, 26-11-2014), no âmbito da Operação Marquês, goza do direito constitucional à presunção de inocência até ao trânsito em julgado de eventual sentença condenatória.
    As outra entidades mencionadas nas notícias dos média, que comento, não são suspeitas de qualquer ilegalidade ou irregularidade neste caso, e quando na condição de arguidas, gozam do direito constitucional à presunção de inocência até ao trânsito em julgado de eventual sentença condenatória.

    quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

    A profana aliança de Portas com o PS




    Uma informação interessante, a confirmar:
    1. Antes da eleição parlamentar, de 4-10-2015, Paulo Portas combinou com António Costa um Governo PS-CDS. A condição era a vitória do PS e a soma de 116 deputados dos dois partidos. A justificação de Portas seria o sacrifício patriótico de poupar o País a um governo da frente de esquerda. 
    Porém, António Costa perdeu para Passos Coelho; e PS e CDS obtiveram apenas 104 deputados (86+18).

    Por isso, Portas suspende a sua liderança do CDS, em 28-12-2014. E colocou em seu lugar a obediente Assunção Cristas. Nuno Melo não seria um boneco, nem não quis arriscar ser um Ribeiro-e-Castro-II.

    Assunção Cristas começa a descolar de Passos Coelho. Passado o período de nojo de cerca de dois anos (a travessia do vale anterior foi de fevereiro de 2005 a abril de 2007), Portas voltará ao comando do CDS. E tentará reeditar um Governo PS-CDS. O calendário pode ser encurtado por causa da agitação do PC, após as suas derrotas para o inimigo Bloco, que poderá levar à queda rápida do Governo.

    Para tal, o MES PS, com as operações negras dos serviços de informação, prepara a defenestração de Passos, através do seu denegrimento pessoal. E o Grande Oriente Lusitano já começou o cerco para uma alternativa sistémica

    Importa perceber que, desde «O Independente» - que vivia da informação do gabinete de Cunha Rodrigues e do novo (nessa altura) namorado de Patrícia Cavaco Silva -, Paulo Portas é uma marioneta do Partido Socialista. Não é apenas um aliado: é um servente. Nesse papel, de embrulho, Portas foi obrigado a ir prestar vassalagem a Costa... na sede socialista do largo do Rato (não consigo redescobrir o linque - peço aos leitores que me ajudem).

    Neste momento, o principal objetivo desta aliança natural de Portas com o socialismo radical burguês é partir a espinha do poder judicial independente. Isso far-se-á através da pressão no Conselho Superior de Magistratura e decisões políticas do Tribunal Constitucional (como a oportunidade do acórdão n.º 3/2016, penalizador de Maria de Belém em véspera de eleição presidencial, redigido pelo conselheiro João Pedro Caupers, próximo do PS, e divulgado em 18-1-2015,  a sete dias da eleição presidencial); e do ensaio de reforma judicial de Francisca van Dunem: controlo político do Ministério Público pela ministra da Justiça, eliminação do DCIAP (ou sua fusão com o DIAP) e rotação de magistrados através do gerrymandering do novo mapa judiciário.

    segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

    We'll see...


    Marcelo Rebelo de Sousa ganhou a eleição presidencial de ontem, 24-1-2016, à primeira volta, com 52% de votos. Tem a responsabilidade de preservar o Estado da tentação intrusiva.

    A abstenção desceu 2% face à última eleição presidencial. Sampaio da Nóvoa - desmascarado pelo Prof. Pedro Cosme Vieira, que lhe analisou o currículo, com relevo para o Curso de Teatro (nem sequer era bachalerato) do Conservatório Nacional, puxado a licenciatura depois de pós-graduação (!?) e doutoramento na  socialista Universidade de Genève, ex-reitor de Universidade de Lisboa e imputado de plagiador pelo professor brasileiro Jean Lauand - ficou-se pelos 22%, contra 4% de Maria de Belém. Marisa Matias, do Bloco, subiu acima da fasquia dos 10%, enquanto o ex-padre Edgar Silva, pelo PC, não chegou sequer aos 4%... No resto, tenho muita pena da votação de Henrique Neto, um socialista íntegro, reduzido a 0,8%, em comparação com a votação tiririca de Tino de Rans com 3,2%, este acima dos 2,1% do prof. Paulo Morais.

    Consequência principal: o PC, apertado pela votação de Marisa Matias (10-4) que se segue ao resultado de 10-8 nas legislativas de outubro de 2015, para além da substituição da geração de 74 que teima não ceder o poder aos novos que eles mesmo cooptaram para representação mediática e responder às candidatas do Bloco «engraçadinhas» (mau perder sexista de Jerónimo), vai ter de se demarcar do Governo e voltar ao seu teatro de operações tradicional (a rua). Pode haver já chumbo do Orçamento pelo PC, ou não, porque ainda precisam de completar a sua agenda nos transportes e acordos laborais coletivos e na educação, mas, em qualquer caso, precisam de saltar da plataforma de apoio ao Governo.

    Consequência derivada: o MES PS radical, entalado entre a troika e a matilha do PC e do Bloco, está cercado e irá responder da forma negra habitual, tentando derrubar Passos Coelho e amparando-se na muleta Portas. Mas a degradação das contas públicas e das taxas de juro sentenciará, a przo, o destino do Governo.

    Tempos duros. How wonderful? We'll see...


    Atualização: este poste foi emendado às 22:09 de 27-1-2015.

    domingo, 24 de janeiro de 2016

    Balanço Do Portugal Profundo de 2015

    Apesar do atraso técnico, aqui fica o balanço da minha ação no blogue Do Portugal Profundo em 2016. Enumero as 25 batalhas do ano que passou e os resultados alcançados:
    1. Insistência na conclusão do inquérito, que se arrasta no DIAP desde fevereiro7março de 2012 (!), à utilização dos cartões de crédito do Tesouro (Visa-IGCP Charge Card) nos Governos Sócrates - empate (o antijogo continua...).
    2. Defesa dos magistrados e inspetores da Operação Marquês e do inquérito à falência do Banco Espírito Santo, à pressão política e da Maçonaria - vitória (até agora).
    3. A pista brasileira (negócios de venda da Vivo e compra da Oi) e a pista venezuelana a explorar no caso Sócrates - «Espírito Santo, Sócrates, Soares, Lula e Chávez, Lda.» - o jogo está ainda empatado.
    4. A pista financeira europeia socratina dos negócios da venda da Vivo e da compra da Oi - ao intervalo, ainda está 0-0 (convém que os árbitros se apressem a punir o financeiro, antes que o jogo seja decidido brevemente na secretaria corrupta).
    5. «António Costa e a cobertura descoberta», a luxuosa penthouse duplex de António Costa num prédio reconstruído pela imobiliária de Otília Violas, com projeto signé Carrilho da Graça, em 2009 (?), na Avenida da Liberdade em Lisboa - vitória tangencial, pois este caso travou o ataque pessoal do PS MES contra Passos Coelho (Caso Tecnoforma), tendo o PS arrepiado caminho da campanha negra que organizou para defenestrar Passos da presidência do Governo e do PSD.
    6. Interrogação sobre visita secreta de António Costa à China - ficou por responder.
    7. Denúncia da promiscuidade maçónica do Estado português em Macau (com aliança dos expatriados socialistas racistas, com o PSD relvista e até o CDS dos negócios) - apesar dos ataques dos esbirros, a posição de controlo da fação maçónica e continental ficou irremediavelmente comprometida, ainda mais com a vitória notabilíssima da lista do patriota independente José Maria Pereira Coutinho.
    8. Denúncia da pressão socialisto-maçónica para a libertação imediata de Sócrates - vitória temporária (falta a acusação).
    9. Em 5-6-2015, testemunha, no Palácio da Justiça, em Lisboa, no processo de Sócrates contra o Correio da Manhã, a propósito da sua licenciatura rocambolesca  - o Dr. João Araújo não quis aprofundar o tema, o que foi pena, pois teria algumas coisas a contar, para lá da conhecida intervenção do nègre professor catedrático de aluguer que lhe terá, alegadamente, escrito em português a torturante tese da Sciences-Po; em 10-12-2015, a procuradora Carla Lamego concluíu no processo administrativo de anulação da licenciatura de Sócrates na Universidade Independente que a licenciatura de Sócrates é ilegal, mas que o ministro Maria Gago juridificou as nulidades quando encerrou a universidade).
    10. Crítica sistemática da piratização do Estado: venda, em contraciclo, a pataco de empresas públicas - derrota.
    11. Exposição das manigâncias da fação laranja-torrada do PSD no caso dos «vistos gold» - o ministro Miguel Macedo (o «cavalo branco», nas escutas) e Marques Mendes (ainda pendente...) e crítica à defesa de Miguel Relvas no processo de anulação da sua licenciatura na Universidade Lusófona - temos vantagem no marcador, mas o jogo ainda não acabou.
    12. Denúncia da manobra António José Morais de sabotagem do processo Marquês - vitória (a manobra falhou).
    13. Análise do envolvimento de Armando Vara (n.º 2 da CGD) na alegada corrupção de Estado da Operação Marquês - o jogo continua (mas o reincidente Vara, perdeu a sua face oculta e está cada vez mais pálido).
    14. Denúncia da tomada do PS pela fação comunista revolucionária do MES, espelhado num Governo realmente capitaneado pelo sombrio José António Vieira da Silva - derrota (o PS foi sequestrado pela rede).
    15. Denúncia da nomeação, e do processo de seleção pela Cresap, do social-democrata relvista António Dieb para presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão (ADC), que administra os cerca de 25 mil milhões de euros de fundos da União Europeia para Portugal.
    16. Trânsito do Prof. Luís Botelho Ribeiro, líder português da defesa da vida e da família e presidente do partido Portugal Pró-Vida/Cidadania e Democracia Cristã - no Céu, o meu irmão Luís, vela por nós (Ó morte, onde está agora a tua vitória?), hoje lembrei-me tanto dele (e honreio-o).
    17. Denúncia da cobardia e da tolerância cúmplice do Ocidente setentrional perante a violência do Islão (e a falácia do Islão moderado) - vamos de derrota em derrota, de invasão em invasão, de terrorismo frequente à guerra convencional, até ao previsível terceiro cerco de Viena...
    18. Reportagem sobre a misteriosa quinta, alegadamente de José Sócrates em Janas (Sintra) - não sei o resultado do jogo, que decorre á porta fechada.
    19. Denúncia do regresso de Sócrates, após ter saído da cadeia, como pré-candidato presidencial e notícia de mais um caso (o seu hôtel particulier na rua Abade de Faria, em Lisboa, de construção controversa) - vitória, pois Sócrates, a cerca de dois meses das eleições,.desistiu da candidatura, que preparava há muito.
    20. Denúncia das polémicas remunerações na CMLisboa - como presidente a tempo inteiro, apesar de auferir cerca de sete mil euros por mês pela sua participação no programa de debate Quadratura do Círculo, na SIC) - e deduções fiscais de António Costa, entre 2007 e 2013, que podem ter chegado ao valor de 455 mil euros - derrota (os média e os políticos, não pegaram no caso).
    21. Denúncia da tentativa de tomada do PSD por uma fação comprometida com o PS ferrista-socratino, apesar da PàF ter ganho as eleições de 4-10-2015 - vitória (Passos não cedeu).
    22. Aviso, em 25-10-2015, de que, apesar dos impotentes «sinais», o presidente Cavaco Silva iria nomear António Costa como primeiro-ministro, após a rejeição parlamentar do segundo Governo PSD-CDS, em vez de um governo de gestão liderado por Passos ou um governo de inciativa presidencial até à marcação de novas eleições, durante seis meses - confirmou-se e Costa tomou posse um mês depois.
    23. Combate pelo direito de cada criança a ter um pai e uma mãe (contra a adoção de crianças por casais homossexuais) - derrota pela maioria de esquerda  e deputados do género do PSD e do CDS (após uma anterior vitória, em 2013, com a exposição dos nomes dos deputados do PSD que haviam faltado extraordinariamente à sessão).
    24. Biografia alternativa da ministra Francisca van Dunem e contra-ataque sistémico - vitória temporária, pois atrasou o golpe sistémico contra o poder judicial independente, mas está em preparação na prancha maçónica.
    25. Indignação pela entrevista hagiográfica, e receção de monarca, de Sócrates na TVI de Sérgio Figueiredo. - derrota (Sérgio Figueiredo continuou o serviço sistémico encomendado, por quem realmente o pôs como diretor de informação do canal, ele que estava tão confortável e mal se mexia como presidente da Fundação da EDP).
    Além destas batalhas que travei, houve outras que, por eficácia, não interessa nomear e que tiveram resultados díspares. Estou muito preocupado com o futuro imediato do País.

    Não acredito na teoria da vacina: sem meios, e com os líderes mais ou menos comprometidos, não é possível explorar os factos da corrupção porque não são denunciados pelos governantes da direita no turno seguinte da alternância e não são publicados nas televisões (meio principal de informação dos eleitores). Os jovens e grande parte dos adultos não acreditam na eficácia do voto e as cliques sistémicas mantém-se no poder.

    Mais importante ainda: enquanto as trocas e baldrocas das «grandes linhas» (!) e do esboço» (!) do Orçamento, e a tenaz da União Europeia, e a degradação das contas públicas e das taxas de juro das obrigações do Estado não desagregam o subterrâneo governo de esquerda, continuará a festa. Depois, quando o calor apertar, virão os esbirros das operações negras, e os lacaios das operações suaves, impor um regime ainda mais autoritário do que o do socratismo. Não se desdenhe a capacidade coerciva do PS MES radical, legitimado pelo atestado de esquerda dos cúmplices Bloco de Esquerda e PC. Creio que desta vez, apesar da impopularidade da violência do poder, nessa circunstância, poderão matar.

    Mas nós, patriotas, custe mais do que nos tem custado, cá estaremos, como temos estado nesta dúzia de anos, prontos para o sacrifício, para defender Portugal.


    Atualização: emendado às 23:03, de 24-1-2015...



    Limitação de responsabilidade (disclaimer): As entidades mencionadas nas notícias do média que comento não são suspeitas do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade e gozam do direito à presunção de inocência até eventual sentença condenatória transitada em julgado.

    quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

    Vem Nossa Senhora das Coisas Impossíveis!




    Pego num excerto de Ode de Fernando Pessoa, que sentiu e forjou primeiro (1914), numa pré-angústia da ânsia de infinito, que nos consome, porque desprezamos o Absoluto, porque tememos a entrega, o abandono das coisas e de nós. Esquecemos que somos um sonho dentro de um sonho, num ápice de eternidade, e que de cada vez que desperdiçamos o Amor, nos esganamos nos laços cortantes das ambições perdidas, nas estúpidas pretensões de poder, de dinheiro e de estatuto, na posse em vez da dádiva. Perdemos tempo de vida no orgulho, de mágoa dupla e viciosa, um cancro que corrói a alma de mentira e de egoísmo. Reduzimos a vida às coisas, coisificamos o Outro, capitalizamo-lo como ativo, para o que nos for conveniente, e passivo, para o importúnio das suas necessidades: cerejas ou favas de um bolo que já não partilhamos porque esquecemos o Rei, que é Deus.

    Nesta Ode, Pessoa avança da noite para Nossa Senhora, da treva para a Luz. Como nós devemos, fazendo o caminho inverso da alienação de vida que se esvai como pó levantado pelo vento gélido da História, da história de cada um. Então, é preciso o sacrifício para obter a Fé, alcançar a Misericórdia e ganhar a Redenção. Não há recuperação sem cruzarmos o vale de lágrimas em que nos debatemos, surpresos da impiedade divina perante o retorno dos cavaleiros do Apocalipse, como se fosse moralmente possível adorar o bezerro de oiro e, sem arrependimento, redescobrirmos o verdadeiro Amor.

    Por isso, e mais, uma oração possível que se abre de uma voz dorida, mal citada:
    Vem
    Nossa Senhora das Coisas Impossíveis,
    Dos sonhos e dos propósitos.
    Vem soleníssima,
    Soleníssima e cheia
    Porque a alma é grande e a vida pequena.
    Vem dolorosa,
    Mater-Dolorosa das Angústias dos Tímidos,
    Turris-Eburnea das Tristezas dos Desprezados.
    Mão fresca sobre a testa em febre dos Humildes.
    Sabor de água sobre os lábios secos dos Cansados.
    Vem e embala-me,
    Vem e afaga-me. 


    Aos comentadores, aos leitores, às fontes, aos amigos e aos adversários, e suas famílias, entrego os votos de um Santo Natal e de um Ano Bom de 2016. Deus vos abençoe!

    quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

    A nulidade consentida da licenciatura rocambolesca do engenheiro falso

    Por ser de interesse público, publico neste linque o fac-simile do despacho da procuradora Carla Lamego sobre o Processo Administrativo n.º 15/2013-C do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, datado de 10-12-2015, relativo à impugnação, solicitada pelo Prof. Doutor Rui Verde ao Ministério Público desse tribunal, da validade da licenciatura em Engenharia Civil na Universidade Independente do aluno n.º 950389, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. Rui Verde seguiu o mesmo procedimento do que o Ministério da Educação e Ciência, no consulado de Nuno Crato, pediu ao mesmo tribunal sobre a controversa licenciatura de Miguel Relvas na Universidade Lusófona.

    A procuradora Carla Lamego apoia-se bastante nas justificações do despacho de arquivamento da procuradora-geral adjunta Maria Cândida Almeida e procuradora Carla Dias no processo de inquérito NUIPC 25/07.5TELSB, de 2007, relativo a falsificação de documento autêntico  ou uso de documento falso (a certidão de licenciatura com data de 1996 e timbre com indicativo telefónico e código postal só criados em 1999...).

    A procuradora Carla Lamego reitera que «não decorre, em momento algum dos elementos colhidos pela IGEC [Inspeção-Geral da Educação e Ciência] que algum dos visados [os alunos, entre os quais José Sócrates] não tenha atuado de boa-fé» (p. 68). «Visados» de «boa-fé», nesta expressão da procuradora Lamego, são os alunos como José Sócrates , não o seu amigo Prof. António José Morais, que lhe atribuíu as equivalências e foi professor de quatro das cinco cadeiras que o então governante obteve na UnI para lhe fornecerem a licenciatura rocambolesca - ver o meu livro «O dossiê Sócrates», de setembro de 2009). E refere que no processo NUIPC 25/07.5TELSB, «se investigou (e concluíu pela inexistência) de eventual tratamento de favor do aluno José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, em detrimento dos restantes candidatos á licenciatura, em igualdade de circunstâncias académicas». Ora, o tratamento de favor em causa não era aquele relativo aos demais colegas, mas relativamente ao que a lei prescreve. Tal como no inquérito-crime de 2007, também neste processo administrativo se envolveu a análise dos alunos do mesmo curso e circunstâncias, o que não estava no objeto específico da participação feita pelo Prof. Rui Verde: a nulidade da licenciatura de Sócrates. 

    A procuradora Carla Lamego justifica que no despacho de encerramento da Universidade Independente o ministro Mariano Gago juridificou as nulidades verificadas. Entre a valor da legalidade e os valores da segurança jurídica-estabilidade das decisões com que se sentiu confrontada (p. 60), a Dra. Carla Lamego preferiu a legalidade. De outro modo, o ato nulo, como nula foi a licenciatura de José Sócrates, não tem efeitos jurídicos e a sua nulidade pode ser invocada em qualquer altura. Nesse sentido, o Público, de 16-12-2015, titula «MP diz que licenciatura é ilegal, mas não tenta invalidar diploma» e ainda «Sócrates mantém licenciatura devido à falta de fiscalização do Ministério», de 19-12-2015.

    Para uma análise mais detalhada e contextualizada desta decisão, leia-se o poste do José, da Porta da Loja, em 20-12-2015, «O engenheiro da mula ruça». O José nota que a procuradora «Carla Lamego é casada com António Lamego e cunhada de José Lamego, ambos militantes» do PS. Dsse facto não pode ser extraída qualquer enviesamento neste despacho.

    Outra nota: apesar desta abstenção do Ministério Público do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, José Sócrates continu a não ser engenheiro, nem, nunca foi. Esse título teria de ser conseguido junto da Ordem dos Engenheiros, cujas condições nunca cumpriu para se inscrever. Todavia, a fição continua nos média e até receio que nos tribunais. Engenheiro José Sócrates?... Falso: engenheiro falso.

    segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

    A canelada

    crítica de Pacheco Pereira, em 19-12-2015, à magistratura judicial no processo da Operação Marquês, faz parte da orquestra que, com naipes de trombetas e de violinos, estronda pelos média de confiança desde a dupla entrevista na TVI, em 14 e 15-12-2015, em horário nobre a um ex-primeiro-ministro indiciado de crimes gravíssimos praticados enquanto governante. Um destaque que contrasta com o limitado tempo de antena concedido no prime time, no canal principal, aos candidatos presidenciais, despejados depois para a estação de informação.

    A reportagem «Crimes sem castigo», em 18-12-2015, na RTP-1, no programa Sexta às Nove, de Sandra Felgueiras, filha da Fátima ex-sócia de Sócrates, contra o juiz Carlos Alexandre, o procurador Rosário Teixeira, a procuradora-geral Joana Marques Vidal, a revista Sábado, e o seu brilhante jornalista António José Vilela, e o jornal Correio da Manhã e os seus jornalistas, culminou a campanha contra a independência do poder judicial na Operação Marquês. Insere-se na orquestração que pretende criar um clima de indignação que permita a «canelada» (na expressão célebre de Ferro Rodrigues) ao poder judicial independente.

    Afinam o coro sistémico contra a independência dos magistrados, engrossando a vozearia que permitirá a reestruturação da organização judicial para afastar adversários e colocar gente de confiança nos lugares decisivos. Qual é, neste momento, a prioridade sistémica? O arquivamento liminar do processo Sócrates. Será que a ministra van Dunem e António Costa vão agir agora, enterrando a notícia explosiva, sob as luzes do Natal e o foguetório da passagem do ano?...

    Se nós ignorarmos a necessidade de defender o Estado de direito, logo voltará o faz-de-conta judicial, reverenciador da imunidade política.

    sábado, 19 de dezembro de 2015

    À bruta

    Após a eleição de Mário Soares como Presidente da República, José Pacheco Pereira que pertencia ao heterogéneo Clube da Esquerda Liberal, cujos membros haviam participado no MASP (Movimento de Apoio Soares à Presidência), sentiu-se injustiçado. João Carlos Espada fora para assessor no palácio de Belém, Villaverde Cabral recebera a Biblioteca Nacional, e ele, um dos mais proeminentes do grupo, viu frustrada a sua ambição de um lugar na FLAD (Fundação Luso-Americana). Mário Soares preferiu o fiel Bernardino Gomes, eventualmente por causa de preservar a sua relação com os artistas já que a fundação viria a desenvolver um acervo de grande valor.

    O aborrecimento de Pacheco Pereira levou-o a aproximar-se de Cavaco Silva, e preocupou Soares que não menospreza a ira dos despeitados. Eventualmente pela tutela de Soares sobre Balsemão, Pacheco obteve um posto de comentador na SIC; e, mais tarde, um lugar no ISCTE. No PSD, Pacheco Pereira, que nunca parece ter deixado de ser comunista (m-l), a exemplo dos novos governantes do MES, foi uma toupeira de Soares. Perdeu a vergonha quando Passos Coelho o afastou, e vingou-se na escrita, nos comentários e nas intervenções, no abraço a Costa na campanha eleitoral, e mentirizando (com «i»...) a austeritária Manuela Ferreira Leite para uma campanha ao serviço tático ingénuo do PS.

    Exposto pela imediata prebenda mesista-soarista na administração da Fundação de Serralves, e obrigado a novos compromissos com o sistema que criticava seletivamente,  Pacheco faz agora um exercício olímpico de salto de cavalo, na sua crónica «Um activo tóxico», no Público, de 19-12-2015. Assim ao modo do elogio de Marco António na peça Julius Caesar, de Shakespeare (1559), Ato III, Cena 2: «I came to bury Caesar not to praise him»... Repare-se na gravidade do que escreveu nesta crónica:
    «Penso que ele [José Sócrates] tem legítimas razões de queixa contra o modo como a Justiça o tratou, abusando dos seus poderes e actuando ad hominem, bem como contra a campanha na comunicação baseada em fugas de informação orientadas, misturando informação relevante com trivialidades interpretadas de modo persecutório. (...)
    Sócrates interpretou sempre o seu processo como sendo uma perseguição política desde o primeiro minuto. Teve uma ajuda preciosa na sua vitimização em alguns actos judiciais que objectivamente o discriminaram, e no efeito das fugas de informação que são orientadas contra ele e que não tiveram qualquer resposta capaz por parte do Ministério Público, o que gerou a suspeita de cumplicidade.»
    De abrupto à bruta, foi um pequeno salto.


    Atualização: Este poste foi emendado às 8:37 de 21-12-2015.

    quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

    Legião

    «“Legio nomen mihi est, quia multi sumus”».
    Mc 5: 9.

    O meu poste sobre o contexto da nova ministra da Justiça, Francisca van Dunen, e do marido Eduardo Paz Ferreira, de 9-12-2015, além de um comentário lá-de-casa, em 11-12-2015, espoletou um chorrilho de 26 insultos, 903 palavras e 4.589 carateres sem espaços, no poste «Fedor na cidade», de 15-12-2015, assinado Valupi, no Aspirina B, um dos blogues oficiais do socialismo negro. Nos outros: o Câmara Corporativa, está suspenso até ser definido o compromisso entre o novo poder vieirista e o resistente poder socratino danado com a demora da intervenção do poder socialisto-maçónico no arquivamento liminar do seu processo; e o Jugular, constituído pelos amigos antigos de Sócrates, acompanha a degradação do patrão. Valupi profere ainda insultos contra Helena Matos e José Manuel Fernandes, e tenta uma carinhosa reabilitação do novo comendador de Serralves, José Pacheco Pereira, rapidamente nomeado, 17 dias depois da tomada de posse do Governo,  pelo amigo António Costa e pela família Soares.

    Valupi aponta-me como alvo sistémico e ameaça-me com processos-crime aparentemente por causa do pretexto do strikethrough: «o Jacinto Lucas Pires Valupi...». Percebo a mensagem - como percebi outras e arquei com as suas consequências... -, mas não mudo.

    Transcrevo a seguir o excerto do meu poste no qual aludi, de passagem, ao panegírico dedicado por Valupi, em 30-11-2015, à nova ministra da Justiça:
    «Francisca, «Mimosa» para os amigos mais próximos e «a Holandesa» para o Jacinto Lucas Pires Valupi, nada e criada em Angola» 

    Nunca respondo a insultos ou injúrias: basta o ricochete da vergonha sobre os seus autores. Todavia, este assunto tem interesse tático na desmontagem da ligação das operaçõers suaves com as operações negras do socialismo-maçónico sistémico.

    No meu poste em questão, desfiz o equívoco gerado em 2009 - um caso que talvez o Eduardo Pitta possa esclarecer... Tenha, ou não, Jacinto Lucas Pires (que risquei) participado (e não sou ninguém para duvidar), Valupi é um coletivo. Vários nomes, com escritas diversas, que tentam passar por uma pessoa apenas - para lá de outros nicks anónimos do blogue. Em Valupi, o mesmo treino indisfarçável de análise técnica e as mesmas fontes das operações negras... Outro coletivo do género «Miguel Abrantes» (Câmara Corporativa), mas mais analítico e menos informativo - e com linguagem insultuosa e frequentemente soez. O pseudónimo ou a identidade falsa são artificiosamente usados para conferir legitimidade. As vantagens de se esconderem atrás de pseudónimo coletivo são as de esconderem as mãos traiçoeiras, as de evitarem a vergonha social de serem identificados pela linguagem violenta que ali usam, e as de dificultarem a responsabilização penal pelos insultos e injúrias que lançam. O anonimato dos Valupis é usado para insultar, intimidar e ameaçar, os adversários e os neutros, num estilo despudorado e violento, típica do socialismo negro, ao modo socratino-chavista-kirchnerista-lulista. Como responder-lhes? Jamais aceitar a sua cobardia e a sua desonestidade violenta.

    E como continuar a agir? Como a mesma honra de sempre: escrevendo no meu blogue Do Portugal Profundo, desde 30-8-2003, com o meu nome «António Balbino Caldeira» e pondo o meu email, para que leitores possam contactar-me, e mantendo uma caixa de comentários sem censura prévia, para o exercício do contraditório e do debate, e sem nunca ter comentado no meu blogue ou noutro sítio. Face exposta e sem medo. E trabalhando, de modo humilde, ao serviço de Deus e da Pátria.

    terça-feira, 15 de dezembro de 2015

    A «selvajaria» da «entrevista» de Sócrates à TVI

    «Essa ideia de que cooperar com a justiça é dizer à justiça tudo o que a justiça quer saber é uma ideia errada».

    José Sócrates em entrevista a José Alberto Carvalho,
    no Jornal da Noite, da TVI, em 14-12-2015

    A entrevista (vamos fazer de conta que foi uma entrevista...) de cerca de uma hora deteve-se nos aspetos formais da prisão e da alegada violação do segredo de justiça. E na vitimização (horror, selvajaria, violência...). Aproveitou ainda para o insulto contra o procurador Rosário Teixeira, o juiz Carlos Alexandre, e os inspetores, justificando a sua indiciação e prisão não nos factos que terá praticado, mas no presumido «cinismo» e «ódio pessoal», à mistura com graves e falsas acusações de ilegalidades que estes promotores da justiça teriam praticado. Recebido à porta dos estúdios, pelo seu fiel Sérgio Figueiredo, (o do «gosto de Sócrates») e uma escolta, como se de um rei se tratasse, à maneira pomposa do tempo em que era primeiro-ministro.

    Mentiras, mentiras, mentiras! Salvo reconhecer que o PS perdeu as eleições... E que está zangado com Costa.

    E um entrevistador submisso e collaborador. Nada de questõpes ou referências a dinheiro: o montante brutal que alegadamente gastou e ordenava, em código, depois de passar um circuito por offshores e barrigas de aluguer, que lhe fosse regularmente entregado, em espécie (!),  em espécie da conta formalmente em nome de Carlos Santos Silva, o seu amigo falido uomo di paglia, da Covilhã. Hoje passará a segunda parte.

    O mais interessante da entrevista foram as frases selecionadas (com a supervisão de Sérgio Figueiredo na régie?) que passavam no rodapé e denotavam, sem dúvida a intenção do que Ferro Rodrigues no processo Casa Pia chamava a «canelada». O objetivo é evidente: Sócrates nem sequer admite ser acusado: quer que o processo seja arquivado sem acusação! Sócrates exige ao governo do PS que afaste imediatamente os procuradores Rosário Teixeira e Amadeu Guerra (coordenador do DCIAP), e a procuradora-geral Joana Marques Vidal, além do juiz Carlos Alexandre.


     Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, indiciado, em 24-11-2014, pelos crimes de corrupção ativa por titular de cargo político, de corrupção ativa, de corrupção passiva para acto ilícito, de corrupção passiva para acto lícito, de branqueamento de capitais; fraude fiscal qualificada e de fraude fiscal (SIC, 26-11-2014), goza do direito constitucional à presunção de inocência até ao trânsito em julgado de eventual sentença condenatória.

    domingo, 13 de dezembro de 2015

    Os deputados do género

    Aqui publico a lista de deputados de PSD e do CDS que votaram a favor, ou se abstiveram, na votação na generalidade, em 20-11-2015, dos projetos de lei do PS, do Bloco de Esquerda, do PAN e do PEV (o PC não apresentou projeto de lei no mesmo sentido, provavelmente para que os deputados do PSD se sentissem mais confortáveis a votar a favor...) , de alargamento da adoção (e do apadrinhamento civil) de crianças por casais homossexuais. Do PSD, 19 deputados votaram a favor e 3 abstiveram-se; e do CDS abstiveram-se 2 deputadas.

    Prometi e cumpro. Ninguém na imprensa o fez: faço eu. A democracia não consente a censura nem a dissimulação. Os eleitores do PSD e do CDS, e especificamente destes distritos e regiões têm o direito de saber como votaram os seus representantes (e quem faltou à chamada cívica) para lhes responderem em conformidade quanto reclamarem apoio.

    Votaram a favor:
    Do PSD:
    Ana Laborda Oliveira (Coimbra)
    Ângela Branquinho Guerra (Guarda)
    António Leitão Amaro (Viseu)
    António Lima Costa (Viseu)
    António Afonso Rodrigues (Viana do Castelo)
    Berta Cabral (Açores)
    Cristóvão Norte (Faro)
    Cristóvão Simão Ribeiro (Porto)
    Firmino Pereira (Porto)
    Inês Domingos (Viseu)
    Joana Barata Lopes (Lisboa)
    José Carlos Barros (Faro)
    Margarida Balseiro Lopes (Leiria)
    Odete Loureiro da Silva (Lisboa)
    Paula Teixeira da Cruz (Lisboa)
    Pedro Pinto (Lisboa)
    Rubina Berardo (Madeira)
    Sérgio Freire de Azevedo (Lisboa)
    Teresa Leal Coelho (Santarém).

    Abstiveram-se:
    Do PSD:
    Ana Sofia Fernandes Bettencourt (Lisboa)
    Duarte Marques (Santarém)
    Do CDS-PP:
    Ana Rita Bessa (Lisboa)
    Teresa Caeiro (Faro)
    Do PS: Isabel Oneto (repete a abstenção dos projetos anteriores, divergindo do seu partido).

    A diferença na votação dos vários projetos de lei sobre este assunto é mínima: as deputadas do CDS Teresa Caeiro e Ana Rita Bessa e a deputada do PSD Sofia Bettencourt abstiveram-se apenas no projeto de lei do PS.

    Na distribuição geográfica dos deputados do género, desfiliados dos valores cristãos e do direito natural e filiados na ideologia do género, não é apenas Lisboa que pontifica. O interior e a periferia estão também muito politicamente corretos: três deputados de Viseu (será influência da Loja Alberto Sampaio?...), outra da Guarda, um de Viana do Castelo e outro de Faro, uma jota de Leiria e outra da Madeira, e a novidade açoriana de Berta Cabral (esquecida da identidade?...). Tendo até a crer que quem votou nestes jovens de leite e late youngs deputados do PSD foram os maduros, humildes, conservadores e católicos, e não os Yers, slacktivists e voluntariamente arredados do sufrágio. Porém, os deputados julgam que o povo é parvo e que os cidadãos nem sabem o que os seus representantes fizeram neste inverno por passar...

    Os projetos de lei vão ser agora fundidos num só para voltar ao plenário para votação final. Mas atendendo a este resultado, em que PS, Bloco de Esquerda, PC/PEV e PAN, além de 19 deputados do PSD, além de algumas abstenções, não é de esperar que a adoção e coadoção de crianças por casais homossexuais seja rejeitada na votação final.

    Note-se que a Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias recusou ao Centro de Recursos, Pessoa, Família e Sociedade (CRPFS), uma audiência para se pronunciar sobre os efeitos nas crianças da adoção por casais homossexuais, dando um prazo de quatro dias, de 7 a 11 de dezembro, para lhe ser remetido por escrito o que houvessem de dizer. O Centro juntou um trabalho do Dr. Abel Matos Santos, psicólogo clínico, provando com evidência científica abundante o prejuízo para as crianças, no seu desenvolvimento psicológico e emocional. da adoção por casais homossexuais. De qualquer modo, Dr. Rui Gonçalves (do CRPFS) recorreu da decisão para o presidente da Assembleia da República, justificando que a composição da comissão parlamentar é diferente e que estas iniciativas legislativas são distinta das outras da legislatura passada. Os deputados decisores não parecem ter nenhum respeito pelo direito das crianças a terem um pai e uma mãe e  tão pouco respeito pelas minorias parlamentares ou pela lei e pelos regulamentos da Assembleia da República - dando como válidos pareceres feitos sobre iniciativas legislativas diferentes e caducadas para estas, de agora. Não parece haver limite na deriva totalitária, de tipo venezuelano, que o País sofre.

    Prometo que após a votação final do projeto de lei sobre alargamento da adoção e coadoção de crianças por casais homossexuais, publicarei os nomes dos deputados do PSD e do CDS que votarem a favor e se abstiverem e, como consegui no passado, procurarei obter os nomes dos deputados do PSD e do CDS que faltarem à votação.

    sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

    Dieb...

    Apesar do escândalo da sua nomeação em julho de 2015, este governo ainda mantém o sociólogo António Dieb como presidente do Conselho Diretivo da Agência para o Desenvolvimento e Coesão (ADC) que coordena os fundos europeus?!...