Doçura. E amargura. Como um doce que ganha uma pitada de sal, para espevitar o sabor. Sequência de vida. Não linear, mas com princípio, meio, fim e luz. Mais próxima da teoria do pêndulo, que meu pai defendia para explicar a oscilação do mundo. Mas num caminho, que pretendemos, como Teilhard de Chardin simbolizou, de alfa a ómega. Energético. Em que a amargura da vida se sofre com a saudade e a esperança de um tempo doce de alegria e paz.
Como é habitual, à entrada de um novo ano, faço um balanço da ação Do Portugal Profundo em 2014. Perigos e guerras esforçados, e trabalhos infindáveis. Eis a síntese:
A intensidade do trabalho neste blogue foi mais baixa em 2014. Falta de tempo. Mas o princípio e o objetivo mantém-se. Do Portugal Profundo, cristão e nunca vingativo - pois vemos até nas sanções jamais um castigo mas um efeito pedagógico de redenção pessoal e coletiva - não procuro a projeção mediática ou a fama. Prefiro a discrição que as certas atividades, prioritárias sobre a conjetura analítica, recomendam, se não me bastasse a preferência da humildade. Aqui, ainda que servo inútil, e tropeçando nos meus defeitos e caindo nas minhas falhas, apenas tento trabalhar por Deus e pela Pátria.
* Imagem picada daqui. Teilhard de Chardin, Pierre (1931). The spirit of the earth. Cap. VI.
Limitação de responsabilidade (disclaimer): As entidades referidas nas notícias dos média, que comento, não são suspeitas ou arguidas do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade. E quandas na situação de arguidas gozam do direito constitucional à presunção de inocência até ao trânsito em julgado de eventual sentença condenatória.
Como é habitual, à entrada de um novo ano, faço um balanço da ação Do Portugal Profundo em 2014. Perigos e guerras esforçados, e trabalhos infindáveis. Eis a síntese:
- A coadoção (e adoção) de crianças por casais homossexuais - vitória.
- A reconquista do poder por José Sócrates, que tinha, como disse, a Presidência da República no horizonte - vitória.
- A ideologia do género - fuga, por falta de comparência ao debate, e de mobilização de meios, das instituições e personalidades não relativistas.
- A expansão islâmica no Médio Oriente e da Rússia sobre a Europa Ocidental - derrota em curso por falta de vontade de combater.
- A radicalização soarista, contra o Governo, os órgãos de soberania, a Igreja e a imprensa mais independente - empate, mas derrota previsível no médio prazo por promiscuidade e falta de coragem política no enfrentamento da corrupção de Estado.
- A edificação de um monumento a São Bernardo, em Alcobaça, em 12-4-2014 (861 anos depois da doação de D. Afonso Henriques e D. Mafalda, sua mulher, do couto de Alcobaça à Ordem de Cister) - uma vitória após três anos de junção de boas vontades privadas e de paciência face ao boicote público.
- A defesa do Papa Francisco, primeiro atacado por setores de esquerda e depois da da direita, mas que tenta manter-se como eixo da roda de uma Igreja em mudança nos métodos, sem transigir nos princípios - vitória, mas sujeita ao risco do exercício e das ameaças.
- A remarxização, aliada ao anarquismo - derrota, pois o marxismo está de regresso e o anarquismo ganha terreno de novo nas universidades e nos média.
- O equilíbrio financeiro do Estado - derrota, apesar da saída do regime de protetorado formal, pois à esquerda e à direita existe uma oposição à reforma das políticas económicas e sociais, bem como à necessidade do próprio equilíbrio financeiro.
- A defesa da manutenção de António José Seguro à frente do PS - derrota porque Seguro era inseguro, mas preferível á tralha soaristo-socratina-costista que o desbancou apesar da vitória de 25-5-2014.
- Bancocracia (o poder exercido pela aliança entre banqueiros e políticos) - derrota, pois ainda continua a funcionar, em detrimento da economia e do povo.
- A promiscuidade do grupo Espírito Santo - vitória porque o grupo se desagregou, mas a promiscuidade com o poder (PS, PSD, CDS... e BE e PC...) tem sido camuflada - e pior a relação com o socratismo ainda não foi publicada.
- A decadência de Cavaco Silva e do órgão Presidente da República - derrota, pois o Prof. Cavaco Silva não se emenda, nem, apesar da doença indisfarçável, se retira, parecendo refém do genro.
- Nacionalização do BES (o eufemismo da «resolução» e a complexização formal não modificam o que se passou) - derrota, pois em vez da liquidação judicial, o Estado acaba por assumir o custo das dívidas (vinte BPNs, como me dizia um financeiro conceituado), mesmo que demorem as sentenças judiciais em Portugal e no estrangeiro.
- Denúncia da piratização do Estado, com a venda da Tranquilidade a um fundo-abutre e de empresas públicas (ou controladas, como a PT..) pataco - derrota. Mas reclamação da investigação do negócio de venda da Vivo pela PT salgada.
- Desvinculação do PSD - derrota, pois concluí que não era possível a reforma interna nem da política de promiscuidade com a bancocracia, a piratização do Estado e a corrupção política.
- Denúncia da tentativa de golpe de Estado da aliança Costa, Macedo/Mendes e Portas, evidente na prevenção sistémica, e com ajuda do SIS (!), da operação Labirinto.
- Caso Tecnoforma, os factos e a elaboração do dossiê, com reprovação da conduta e denúncia da elaboração do dossiê pelos serviços de informação socratinos (nunca deixaram de ser...) - empate.
- Defesa da justiça na detenção preventiva (em 21-11-2014) e no inquérito judicial a José Sócrates, no quadro da Operação Marquês, com apoio ao poder judicial, procuradores (com relevo para Rosário Teixeira e Amadeu Guerra, juiz Carlos Alexandre (a figura do ano) e inspetores. - vitória (por enquanto...), face à vimização e pressão política desavergonhada sobre . O combate à corrupção de Estado não conhece cor neste blogue: caso Relvas, fumos de corrupção e promiscuidade no Governo Passos Coelho, submarinos, caso Duarte Lima, BPN, - tal como os casos Maria de Lurdes Rodrigues, Sócrates, etc. O interesse no caso Sócrates é motivado pela sua ameaça política e pela pedagogia da honestidade, pois nada se tem contra o homem.
- Denúncia dos direitos especiais, à margem da lei e do tratamento dado aos demais reclusos do país, de José Sócrates na cadeia de Évora - derrota, já que o sistema carcerário, dirigido por um socialista maçon, continua a permitir infrações à lei e a conceder privilégios ao preso 44.
A intensidade do trabalho neste blogue foi mais baixa em 2014. Falta de tempo. Mas o princípio e o objetivo mantém-se. Do Portugal Profundo, cristão e nunca vingativo - pois vemos até nas sanções jamais um castigo mas um efeito pedagógico de redenção pessoal e coletiva - não procuro a projeção mediática ou a fama. Prefiro a discrição que as certas atividades, prioritárias sobre a conjetura analítica, recomendam, se não me bastasse a preferência da humildade. Aqui, ainda que servo inútil, e tropeçando nos meus defeitos e caindo nas minhas falhas, apenas tento trabalhar por Deus e pela Pátria.
* Imagem picada daqui. Teilhard de Chardin, Pierre (1931). The spirit of the earth. Cap. VI.
Limitação de responsabilidade (disclaimer): As entidades referidas nas notícias dos média, que comento, não são suspeitas ou arguidas do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade. E quandas na situação de arguidas gozam do direito constitucional à presunção de inocência até ao trânsito em julgado de eventual sentença condenatória.




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