domingo, 7 de outubro de 2018

Eu apoio Bolsonaro





O Brasil sofre há décadas uma guerra. Guerra urbana, violentíssima e permanente, e que contagia o campo. A causa já não é económica, não é a pobreza, mas social: o crime como forma de vida face a uma sociedade sequestrada. A corrupção tomou conta do Estado, a droga domina os morros e a barbaridade apossou-se das ruas. A corrupção e a guerra provocaram o abandalhamento dos serviços: educação (do ensino básico ao universitário), saúde, polícia, justiça - com exceção das forças armadas.

A situação do Brasil é trágica. Num país cheio de recursos naturais, a superprotegida economia não ganha competitividade: as empresas sobrevivem, salvo exceções, mediante impostos alfandegários proibitivos à importação de produtos. Debaixo de uma ideologia socio-comunista, só os serviços privados de educação e saúde funcionam, mas com preços insuportáveis até para a classe média.

A corrupção de Estado é o padrão. O ex-presidente Lula preso por corrupção, de quem se ignoram as frases polémicas que se criticam a Bolsonaro, e que nomeou um homem de palha formalmente suspeito de corrupção, Fernando Hadad, para o substituir na chapa, a ex-presidente Dilma, que consta que parava no Porto para depositar no BES dinheiro para propinas com a desculpa de vir comer bacalhau (!...), destituída por crime de responsabilidade num governo do Partido dos Trabalhadores (sic!) com corrupção ubíqua. Um social-comunismo que favoreceu a camarilha do PT e os ricos que parasitam o Estado - e que fez dos mais pobres dependentes em vez de criar trabalho e desenvolvimento.

Para combater a corrupção de Estado e a criminalidade, reorganizar o Estado, reformar a educação e a saúde, promover a integração económica dos mais pobres, abrir e modernizar a economia, eu, se fosse brasileiro, votaria em Jair Bolsonaro. Posso enganar-me e sair outro Collor de Melo, ainda que o capitão Bolsonaro tenha sido reconhecido pelo Supremo Tribunal, como o único dos 513 deputados da Câmara dos Deputados que não recebeu propina. Mas decidir é ter a coragem de poder enganar-se. Apoio Bolsonaro para presidente do Brasil. Não creio que ganhe logo na primeira volta, porém, se Deus quiser, ganhará apesar da facada que quase o matou, da censura dos média, da desinformação e das campanhas elitistas de propaganda e das fraudes previsíveis a partir do momento em que se rejeitou o voto impresso.

Bolsonaro não é fascista por mais que a esquerda politicamente correta, que domina os média locais amancebados com o poder corrupto, portugueses (até tu, Observador?!...) e dos países ricos, ignore os factos e enviese a análise. Fascista é nesta altura a acusação despudorada feita a quem não for de esquerda ou submisso ao totalitarismo politicamente correto, sem qualquer relação com a ideologia do fascismo italiano, nascida do socialismo, ou do nacional-socialismo alemão, idem...

Dizem-no também populista, condição que parece significar quem fala direto, claro e cru, em linguagem comum, sem punhos de renda e tratamentos patéticos de sua excelência, señoria, onorevole, honourable member, e frases gongóricas bem-pensantes, patéticas face à dureza da vida. Como se o discurso político devesse manter o anacronismo do séc. XIX!...

Porquê este ódio a Bolsonaro? A esquerda totalitária perdeu as guerras civis na América Latina nas décadas de 1960-1970, algumas ainda duram, conflitos macabros como são todas as guerras e mais sujas os civis, não redutíveis à descrição poética da espada contra a dinamite como escreveu o luso-descendente Jorge Luís Borges em 1976, mas cheias de assassinatos e bombas, infiltrados, tortura, desaparecidos, inocentes mortos e bandidos que escapam. Perdeu não por causa da violência dos militares - ainda que tenha perdido as batalhas da guerrilha urbana e rural no Brasil, na Argentina, no Uruguai, no Chile, no Peru, na Colômbia -, mas por falta de apoio popular ao marxismo ateu e depois ao cristianismo marxista da teologia da libertação, que alienou os  católicos cansados da politização da fé para os ritos evangélicos. E, no segundo assalto, no início do novo milénio, em que o velho marxismo se escondeu debaixo da pele de cordeiro do politicamente correto, um totalitarismo pretensamente democrático, numa aliança corrupta entre cliques e claques, também está a perder: na América Latina, nos EUA e na Europa.

O delírio totalitário acaba sempre por ceder sempre à dura realidade dos factos. O totalitarismo do politicamente correto está moribundo.


* Imagem picada daqui.

5 comentários:

Ilo Stabet disse...

Excelente texto.

Só acrescentaria o aspecto da ideologia de 'género' e LGBT com que a intelligentsia tenta impregnar o povo, que substitiu a cartilha tradicional do marxismo, pois a esquerda abandonou de vez a pretensão de defender os pobres dos excessos do liberalismo e em vez disso vende-lhes o hedonismo para que se distraiam. é refrescante um político ser abertamente contra isto. até o Trump se vergou a este lobi, mas Bolsonaro não.

Um abraço,
Ilo

Ricardo Amaral disse...

Na Europa(Ocidental)essa luta ainda está a começar e a balança pende bastante para o lado globalista totalitário(que é uma coligação sinistra de forças que há poucos anos aparentavam ser opostas)pois tem a UE que funciona como instrumento globalista contra a soberania nacional(para além dos média corporativos cooptados ao serviço dessa agenda sinistra que engana os povos com palavras e discursos "bonitos").

Zeca Gancia disse...

Por melhor sejam qualquer dos candidatos, servem sempre os mesmos senhores. Os globalistas tal como o camaleão, vão-se metamorfoseando em qualquer direcção da rosa dos ventos da corrupção, do engano, da dissimulação, da imoralidade em tudo o que há de pior no ser humano. Boa adenda a do Ricardo.

João Rainha disse...

O Hadad pode ser o testa de ferro daqueles que fizeram o que fizeram, mas o Bolsonaro, se não me falham as informações, está no bolso da IURD e esses sabemos a camarilha que são. Como se diz à largos séculos "vá o diabo e escolha"

João Rainha disse...

Obrigado, já deveria de saber, padre manda eu obedeço (não sou comunista - apenas um democrata informado)