quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O novo Bloco Central

O Bloco Central, cuja geometria, variável no atrappe-tout e fixo nos interesses, já inclui o BE e o PC, parece ter engolido o PSD de Rui Rio. Enquanto o CDS de Cristas, mantém-se sob a tutela de Paulo Portas no que concerne aos ditos interesses.

Estamos quase com um regime perfeito: a corte satisfeita no banquete e o povo para lá do fosso que não pode transpor. A cacicagem da troca de casas por votos é legítima, perigoso é o populismo!... E a democracia direta o caos...

A partilha dos fundos europeus, que já vigorava, está agora está mais tranquila, aberta a novos setores políticos e a outros atores dramáticos. A regionalização virá, por pressão das clientelas, mais ou menos disfarçada e sem consulta popular, que o povo poderia manter o veredicto contra o aumento do Estado, os escalões intermédios de tráfico de influência e a multiplicação do nepotismo.

Sobrava a justiça independente, mas afigura-se o consenso na remoção da procuradora-geral, cujo mandato termina daqui a onze meses. Luís Marques Mendes, chamuscado nos fumos do Oriente no caso dos vistos gold - o que lhe deveria merecer alguma vergonha... -, proclama um acordo para a substituição da procuradora Joana Marques Vidal. Procura-se um magistrado que dê garantias e tenha uma ação politicamente incontestada, assim ao modo do antecessor Fernando Pinto Monteiro...

E o povo vai andando, contente com o socialismo que lhe aliviou os bolsos das notas e agora lhos enche com níqueis, habituando-se, como é costume português, à praga de governos sujeitos à corrupção e à degeneração dos média, onde pontificam editores de confiança. A tragédia dos fogos no interior longínquo  apagada pela chuva de aumentos e subsídios.

No reverso da economia socialista, que distribui dinheiro, premeia a preguiça e pune a criação de riqueza, corre a reengenharia pós-moderna dos costumes. Depois do aborto, do casamento homossexual, a liberalização da droga para fins «terapêuticos»: a erva para o enjoo, o óleo para a fibromialgia e o charrinho p´rà sossega!... O PSD tranquilizou os congéneres, assegurando, em 11-1-2018:
«O grupo parlamentar do PSD defende que a canábis possa e deva ser utilizada para fins terapêuticos e, por isso, teremos uma iniciativa legislativa que corresponda exatamente a este fim».

«Este fim»... É por isso mesmo, quando quase todos se conformam com o fim, que importa continuar. Continuar sempre.


* Imagem picada daqui.

3 comentários:

antonio afonso disse...

Absolutamente de acordo. Os ultimos quarenta anos estão a ser demolidores para todos. Eu andei enganado muitos anos, até que abri os olhos- O abismo já ninguém nos tira. O ditador quando morreu deixou o País rico e ele morreu na miséria. Marios Soares, p.e., morreu, deixou o País na miséria e uma fortuna colossal aos filhos e netos. É aasim este País, já não há nada a fazer.

Anónimo disse...

O pior quanto a mim destes quarenta anos é a completa degradação de costumes e a podridão que grassa na sociedade, a par da corrupção.
Não é certamente por acaso, que somos dos países onde há mais divórcios...

Anónimo disse...

Para o "antonio afonso" : « Em política, o desespero é uma asneira absoluta » (Charles Maurras).

Quer queiram, quer não, uma nova geração de Portugueses vai surgir, e vai limpar, e limpar bem, com afinco, com eficiência, o Estado, o Exército, a Igreja, a Universidade, a Magistratura, a Imprensa e muitas outras coisas. E veremos Portugal renascer.
Morte à Maçonaria ! Morte à Nato e ao americano-sionismo ! Morte aos lacaios de Bruxelas ! E Viva Portugal !