quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Mário Soares e Juan Carlos: a contradição mediática da evidência

A proteção dos média sistémicos portugueses ao desnorte das últimas intervenções de Mário Soares - como foi o caso do rancoroso epitáfio de Eusébio - é ainda maior do que o amparo da imprensa espanhola ao rei D. Juan Carlos na sua fase decadente. Oiça-se o discurso embaraçante, atrapalhado e enrolado, do rei espanhol, em 6-1-2014, perante altas patentes militares. Porém, contrariando a evidência das imagens e dos sons, a imprensa faz um «lifting de luxo» ao monarca, cuja debilidade constitui, nesta altura crítica, um problema muito sério para o Estado espanhol. O mesmo lustro seboso se passa em Portugal a Mário Soares.

Como se estivéssemos num regime autoritário, o destempero e as gaffes - objetivamente notícia - são varridos dos média tradicionais, suscitando maior perplexidade ainda no caso da omnipotente televisão. E, todavia, as notícias movem-se nos blogues, nas redes sociais, nos mails, no passa-palavra, em comparação com a obsoleta censura da sistémica imprensa tradicional, que a torna ainda mais anacrónica e patética...

5 comentários:

Anónimo disse...

Está tudo a aguardar pela romaria final entre a Fundação Mário Soares e o Campo Grande, levando cada tuga, uma rosinha na mão e um lencinho para enxugar as lágrimas.

Nós ainda esparemos por um final miserável, ainda em vida!

ze disse...

Nao faz grande sentido por no mesmo patamar o discurso de um Chefe de Estado com o discurso de uma pessoa sem qualquer cargo, por muito respeitavel que seja. Mais uma das inumeras desvantagens da Monarquia... esperar que um individuo meio senil se tenha a lucidez de largar o cargo.

Anónimo disse...

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3622080&seccao=Ferreira%20Fernandes&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

Intrujão, pantomineiro, aldrabão, farsolas, sicofanta, maltês, embusteiro, impostor, falso, peteiro, trapaceiro. Enfim, Sócrates. Sócrates, o Pinóquio. A última: perguntado sobre Eusébio, ele reconstruiu a História. Disse que no Portugal-Coreia do Norte, em 1966, saiu de casa, na Covilhã, já Portugal perdia e quando "ia para escola" ouvia os golos de Portugal. Chegado à escola, já Portugal ganhava. Relato vulgar. Só que, neste país de grande jornalismo de investigação e de sucessos de PJ que deixam boquiaberto o Mundo (o país onde os mentirosos não são coxos, são tetraplégicos), logo o intrujão, pantomineiro, aldrabão, farsolas, sicofanta, maltês, embusteiro, impostor, falso, peteiro, trapaceiro, enfim, o Pinócrates, foi apanhado: o dia do jogo, 23 de julho, calhou nas férias grandes, quando não havia aulas. E como entre nós as investigações são como as cerejas, logo outra profunda averiguação revelou: 23 de julho foi sábado! E sábado à tarde (um analista em Tempo Médio de Greenwich conseguiu a hora do começo do jogo: 15.00)! Eh,eh,eh, o gabiru ficou cercado pela verdade dos factos... Mas, vão ver, o manhoso vai escapar como de costume: logo aparecerá um colega a dizer que os garotos de oito anos na Covilhã se reuniam no pátio da escola, até aos sábados e nas férias. Malandro, o Pinócrates, por isso disse que "ia para a escola", não "para as aulas"... Sempre com esquemas e álibis. Mas não é isto prova de farsante?!

Antonio Cristovao disse...

Com tão grande semelhanças porque não fazer uma união com a Espanha?
Neste caso ficariamos mais fortes a negociar com os patrões de Bruxelas.

Anónimo disse...

A salada europeia vai acabar muito mal.

http://expresso.sapo.pt/saudacao-nazi-invertida-torna-se-moda-em-franca=f849942

Saudação nazi invertida torna-se moda em França

Denunciando um "ato de censura", Dieudonné reclamou e os seus apoiantes não abrandam os protestos. Depois do início deste caso, há algumas semanas, as tensões raciais agudizaram-se em França e a quenelle inventada pelo humorista deu em moda.

Considerada uma saudação nazi invertida - consistindo em colocar um braço estendido para baixo com a outra mão no ombro - a quenelle banalizou-se por toda a França.

As autoridades registam diariamente quenelles um pouco por todo o lado. Nas periferias, em liceus, em locais de trabalho, nos transportes, em frente a postos de polícia, em jogos de futebol - e os conflitos surgem todos os dias. Algumas pessoas têm sido suspensas ou castigadas em escolas e em empresas por a realizarem.

Para a Licra, Liga Internacional Contra o Racismo e o Antissemitismo, não existem dúvidas: o gesto deve ser proibido porque "é um símbolo, é a saudação nazi invertida, significa a sodomização das vítimas da Shoah". Pelo seu lado, os jovens que adotaram o controverso gesto dizem fazê-lo para sublinharem "a insubmissão ao sistema".

Dieudonné, filho de um camaronês e de uma francesa da Bretanha, é próximo da extrema-direita e compadre de Jean-Marie le Pen, fundador da Frente Nacional, partido nacionalista francês. Defensor do regime iraniano, ataca em permanência os judeus e o "sistema".