segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A impunidade da corrupção e a normalidade da miséria

Noticiou o DN, de 2-11-2013: «Lagarteiro regressa à normalidade com energia clandestina». A «normalidade», que o DN atesta, foi recuperada do corte de eletricidade a dezenas de casas que a EDP fez no dia anterior.

O tema tem dois vetores de análise: sobre o produtor e sobre o consumidor.

O produtor é a EDP, a qual tinha, em setembro de 2013, uma quota de mercado no número de clientes de 83,7% (se bem que a quota do mercado liberalizado é de 44,9%). As tarifas, e suas condições (nomeadamente, os horários...), são definidas pelo Estado, mas, como se passa nas telecomunicações, a entidade reguladora ERSE (Estado) é, na prática, uma entidade dependente da promiscuidade Governo-EDP no atual e nos anteriores. O Estado em vez de protegerem os consumidores protege os produtores em nome da economia nacional, como se esta só tivesse oferta, e não consumo, mas os motivos fundamentais são o financiamento dos políticos e a sua expetativa de quinquilharia. Ainda que as mesmas condições sejam concedidas pelo Estado aos demais, com superproteção do Governo à elétrica nacional, a EDP apresenta:
  1. Preços altos para as bolsas lusitanas.
  2. Tarifas bi-horárias e tri-horárias de horários manhosos, que lhe trazem lucros assinaláveis (porque lhe ocupam a capacidade instalada e a produção de custo mais barato de energia de vazio) com desvio de consumos para os horários noturnos com muito baixo desconto e provocam uma mudança nos hábitos das famílias que se quiserem poupar qualquer coisa que se sinta na fatura terão de cozinhar de tomar banho e cozinhar de madrugada e depois das 22 horas (para além das programadas máquinas de lavar)
  3. Os salários e prémios fabulásticos que recebe a administração Mexia, a estratégia de crescimento internacional alavancada no passado à custa dos lucros internos e que redundará, mais cedo ou mais tarde, como na PT na mesma entrega a estrangeiros e na migração dos centros de competências atrás dos centros de decisão deslocalizados de Portugal.
  4. E baixos descontos sociais.
Os Descontos Sociais de eletricidade, concedidos também, segundo a lei, pelos outros fornecedores de energia, são atribuídos aos beneficiários do Complemento Solidário para Idosos, do Rendimento Social de Inserção, do Subsídio Social de Desemprego, do Abono de Família para Crianças e Jovens no 1.º escalão e da Pensão Social de Invalidez. Estes beneficiários têm, no ano de 2013, um desconto de 13,8% no valor da sua fatura (antes de IVA) do «Apoio Social de Eletricidade ao Consumidor de Energia (ASECE)» e de 0,36 € a 1,43 € (+IVA) da Tarifa Social para a potência contratada (vulgo contador). A EDP argumenta que os seus lucros são obtidos principalmente nas suas operações no estrangeiro, e não na distribuição em Portugal, onde não existe margem para baixar preços, o que importa demonstrar. Porque, por enquanto, a imagem pública da EDP é a que enunciei acima: preços altos, descontos sociais baixos e salários e prémios exorbitantes da administração face ao leque salarial do País e à sua situação económica e financeira (ver o excelente serviço do Akinúmeros).

O segundo vetor de análise incide no segmento que não paga energia ou que a obtém de forma ilícita (por ligações clandestinas à rede e por manipulação de contadores). E, mais uma vez, não se pode reduzir simplisticamente a taxonomia a ricos e pobres, considerando pobres todos os que vivem em bairros sociais e todos os que não pagam os serviços ou abusam, pois há um limbo mediático de proteção de delinquentes e de não pagadores de impostos, de elevados rendimentos e nível de vida, que beneficiam injustamente do estatuto de pobres e que também incorrem, nestes bairros e fora deles, nestas condutas. Tal como não se pode generalizar estas condutas a todos os que vivem em bairros sociais.

A situação de não pagamento e obtenção de energia de modo ilícito, não acontece apenas na eletricidade, mas também na água, no gás, nos telefones fixos, na TV por cabo - e nas rendas sociais, por mais baixas ou simbólicas que sejam. O acesso clandestino, e o não pagamento, de serviços básicos, e de renda de casa, não é um fenómeno raro, mas muito frequente em bairros sociais inteiros, por essa Europa e mundo liberal-socialista fora. O facto desses serviços ser clandestino ou não pago leva ainda ao consumo excessivo de energia, e outros bens, em contraste com a poupança a que são obrigados os consumidores pagantes.

Contaram-me que num bairro social que conheço, os cabos de fibra ótica de uma empresa de televisão por cabo, que passavam perto, eram sucessivamente cortados, o que implicava uma despesa muito grande de reparação pela empresa. A empresa mandou um emissário para negociar uma solução pragmática. Perguntou-lhes o que queriam para deixar de cortar o cabo: responderam-lhe que queriam SportTv gratuita para todos. Assim se fez. E assim se faz na energia, na água e nos telefones. Os cortes de abastecimento só são realizados com acompanhamento dos técnicos pelas forças de segurança, pois de outro modo os técnicos são ameaçados com armas de fogo ou agredidos; e sem demora, logo a situação é, utilizando o léxico politicamente correto, «normalizada»...

Uma grande parte das famílias dos bairros sociais que incorrem nestas práticas subsistem do rendimento social de inserção, além de subsídio de desemprego (além dos pensionistas que são nestes bairros uma sofrida categoria à parte). Nos que trabalham, os salários são baixos e o desemprego é elevado. O abuso dos subsídios - formalmente concedidos a quem não tem condições de trabalho ou não encontra trabalho - tem levado a um fenómeno socialmente insuportável: o de famílias pobres em que todos quantos podem trabalhar o fazem, e procuram ativamente emprego quando são despedidos, terem um nível de vida pior do que os subsídio-dependentes. Com efeito a acumulação das ajudas financeiras (e de bens e serviços), concedidas pelo Estado, pelas câmaras municipais, pelas juntas de freguesia e pelas instituições particulares de solidariedade social (IPSS), conjugado com o não pagamento de rendas irrisórias e o acesso clandestino aos serviços básicos, excede bastante o rendimento obtido por famílias trabalhadoras que recebam salários baixos. Este Governo passocoelhista perdeu a oportunidade de reforma das políticas sociais porque o seu leitmotiv, o seu fio condutor, continuou a ser o mesmo tipo de negócios do socratismo, ainda que por outros meios, e para tanto era necessário o apaziguamento da revolta dos deserdados da sorte ou automarginalizados da sociedade pagante, um apaziguamento que a troika UE-BCE-FMI também valoriza.

É este o panorama da «underclass» de que falava o ator Russell Brand, na revista New Statesman, de 24-10-2013. Ceteris paribus, sem , a situação não estaria longe da miséria novecentista descrita por Victor Hugo nos Misérables (volume 1 e 2) ou Charles Dickens na parte antes da revolução do Tale of Two Cities. Mas a ajuda do Estado, das instituições autárquicas e das IPSS, e a contenção policial geográfica, não resolveram a condição social, mesmo quando elevam o nível de vida material. Faltou o trabalho. Como disse aqui há muito: não há reabilitação social, sem reabilitação económica e não há reabilitação económica sem reabilitação laboral. Sem trabalho, não há libertação do círculo vicioso da miséria.

Nesta degradação humana, a degradação moral é mais gritante. Gritam os pobres e gritam as classes médias, como no quadro de Munch, num desespero determinado pelo atual sistema político, que todavia consentem, por benefício ou receio. Há, então, um desprezo do poder político por esta «underclass», reduzida quase a uma condição nazista de «untermensch», semelhante ao desprezo habitual dos ricos pelos pobres. Esse desprezo pela condição humilde dos pobres e pela reabilitação económica, expresso na displicente esmola financeira - com negligência de cuidar se é gasta em comida para as crianças ou álcool ou droga para os adultos -, existe porque, pela vilificação da democracia representativa, os políticos socialistas e socialistizados ascenderam rapidamente à condição de ricos, o que censuravam discursivamente aos capitalistas.

Nos EUA, apesar da alteração com o socialismo suave de Obama, a política social tem sido sempre a de não entregar dinheiro, mas do Estado pagar diretamente as rendas, os produtos (food stamps) e os serviços, obrigando ao trabalho para chegar ao dinheiro - e reprimindo com penas duras a delinquência.

Na Europa, o socialismo impôs a todos, pagantes e beneficiários, a subvenção em dinheiro e a contenção policial geográfica, autorizando zonas fora da lei (constou nos média que o presidente Jorge Sampaio chegou a pedir a mediação do Governo caboverdiano para visitar em segurança o bairro da Cova da Moura em 13-6-2005). No discurso, a opção socialista europeia gabava-se da superioridade civilizacional de empossar o beneficiário com a administração livre do seu dinheiro, em vez da tutela norte-americana que lhe paga bens e serviços diretamente aos fornecedores. Na prática, na Europa tem sido o que se vê, desde a regressão económico-social do rendimento social de inserção do socialismo de Rocard, em 1988: marginalização ainda mais profunda dos pobres, que não conseguem sair do círculo vicioso da subsidiodependência e esporadicamente se revoltam porque se sentem no desprezo segregacionista do poder político socialista-rico. O socialismo não reabilitou os pobres, como antes também não o tinha feito a igualitarização comunista dos rendimentos e da riqueza.

Então, o statu quo ante bellum nas duas cidades - o avarento núcleo faustoso ou no subsidiado subúrbio marginal - uma outra formulação face à doutrina agostininana, é mantido, na realidade, por um profundo desprezo por aquilo que o poder político dominante classifica, entre dentes, ser a condição sub-humana destas franjas sociais. O subsídio do poder corrupto é a moeda de troca da conformidade política desta classe marginalizada. Na verdade, o trabalho, associado ao consumo diferido, propiciaria a reabilitação social que rebentaria com o grilhão da corrupção de Estado. Sem subsídio, as classes mais pobres revoltar-se-iam, mais cedo do que o receio deixar de tolher as classes médias que serão motoras da mudança política. Paradoxalmente, é a subvenção agrilhoada pelo Estado socialista europeu nas três últimas décadas que degrada ainda mais a condição social dos mais pobres.

Neste blogue, tenho procurado refletir ao longo dos anos sobre o problema social. E, como noutras áreas políticas, não deixei de apresentar propostas de solução. Nesse sentido, propus, em agosto de 2011, para as famílias carentes: o cheque social único atribuído pelo Estado às famílias carentes, no qual seriam descontados rendas sociais e serviços, e que deveria vir acompanhado de um recibo que mencionasse o valor em dinheiro de todos os apoios do Estado, e instituições autáquicas, em géneros e serviços consumidos; um cartão de crédito social para aquisição (e contabilização do valor em dinheiro) de apoios sociais em géneros e serviços; para além de não abdicar da obrigação de trabalho para todos os beneficiários de apoio social (na idade activa) que tenham condições físicas e mentais para trabalhar e salário conforme os dias de trabalho efectivo, conjugado com apoio financeiro por baixa por doença para quem não possa trabalhar.

Contudo, sem prejuízo da responsabilização reabilitadora, voltamos sempre ao dever da caridade cristã (palavra proibida que existia ex ante da solidariedade maçónica). O amor que apoia os pobres nesta terra e lhes abre as portas do Céu. Segundo, me contaram, nos heterodoxos franciscanos de Leiria, passou um padre castelhanófono que um dia escandalizou o povo conservador na homilia com a invocação: «Las prostitutas están todas en el Cielo!». Na verdade, quero crer que estejam, como todo, e qualquer, filho de Deus.

A outra face da segregação da miséria é a corrupção de Estado.

Os atuais pobres sentem-se depauperados não só de bens, mas de respeito que a todas as pessoas é devido pelo seu direito à dignidade humana, inalienável por qualquer esmola do Estado corrupto. Um respeito que hoje lhes é negado por aqueles mesmos que os dizem promover e rebaixam moralmente. O que importa aos governos fazer para responder ao problema social é resolver o problema da corrupção de Estado e, sem abandonar o dever de socorro dos mais necessitados, reabilitar o trabalho como motor da sociedade.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): As entidades referidas nas notícias dos média, que comento, não são aqui imputadas de qualquer ilegalidade ou irregularidade.


* Imagem picada daqui.

19 comentários:

Anónimo disse...

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=666387

O ex-presidente brasileiro Lula da Silva desafiou José Sócrates a «voltar a politicar em vez de filosofar». Desde que regressou de Paris que o ex-primeiro-ministro não tem feito outra coisa - além do seu programa semanal na RTP já deu sete entrevistas -, mas não abre o jogo sobre se tenciona voltar à política activa, segundo a edição de hoje do jornal i.

O mistério anima os socialistas. «Toda a gente pergunta se Sócrates vai voltar. Se quer voltar e para que lugar vai voltar», escreve no Facebook o até há pouco tempo líder parlamentar do PS Carlos Zorrinho.

Na resposta às inquietações de muitos socialistas, Renato Sampaio, um amigo de longa data e deputado do PS, não fecha nenhuma porta. Nem a possibilidade de voltar à liderança do PS. «Tudo pode acontecer na política. O Mário Soares também ganhou e perdeu. O Paulo Portas saiu da liderança e voltou. Com um líder político é natural que seja assim», afirmou ao i o ex-presidente da distrital do Porto, convicto de que Sócrates tem «todas as condições para voltar assim que entender e quando achar que é o momento».

Sócrates esteve um ano e oito meses em silêncio e garante que não trouxe de Paris nenhum plano, mas tem, pelo menos, um objectivo a curto prazo: limpar a imagem e defender as políticas que implementou durante seis anos.

Como lembra Carlos Zorrinho, que foi uma peça chave nos primeiros anos da liderança de António José Seguro e liderou uma bancada que muitas vezes entrou em confronto com a direcção, os seus «detractores» nunca deixaram de «o flagelar na sua ausência física».

Anónimo disse...

Dois breves comentários:

1. Há um erro aqui cometido, e que também o chamado Estado português comete, que é o facto da EDP ser nacional. A EDP é tão nacional como a Iberdrola. O Estado português tem uma represen tação nula no corpor accionista da EDP. Os accionistas portugueses da EDP estarão por lá, até que apareça alguém que lhes dê um valor superior. Tudo o resto é conversa fiada, para tuga pensar que a EDP é nacional....

2. Já viu há muito, que os "Rabos de peixe", "Machico", "Cova da Moura", "Lagarteiro", são produtos de Abril, irrecuperáveis. Quem por lá vive, jamais recuperará para o mundo de trabalho. Perdeu hábitop de trabalho. Não tem rigor. Não distingue disciplina de relaxe. Esta situação também existe um pouco por toda a Europa. Claro que perante uma Ásia mais disciliniada e produtiva, vão aumentar os inimigos da Globalização. Só que o "leite e o mel" já não vão correr. Por aqui, tentar-se-á, sem sucesso, evitar a Latinoamericanização da Europa. Os países de influência católica ainda são piores do que os outros. O Norte da Europa vai acentuar as suas diferenças com o Sul católico.

Anónimo disse...

http://hugo-ernano.blogspot.pt/

"RACISMO Hoje foi a notícia de que o militar da GNR que disparou sobre uma carrinha de ciganos que andavam no gamanço, foi condenado a prisão efectiva por ter atingido mortalmente "um menino" que nela se encontrava. Vamos lá a ver se percebi bem: 1. Os militares depararam com o roubo de bens alheios... 2. Os ladrões puseram-se em fuga 3. Os agentes da autoridade ordenaram-lhes que parassem 4. Como não o fizeram, efectuaram disparos para o ar 5. A fuga continuou e dispararam em direcção da viatura no sentido da sua imobilização 6. Um dos disparos atingiu mortalmente um dos ocupantes 7. O militar vai ter que indemnizar a família da vítima Se eu percebi as coisas como deve ser, a sentença deveria ter sido: 1. A restituição dos bens roubados 2. Indemnização ao Estado Português pelos prejuízos e custos com a manutenção da lei e da ordem mais o respectivo pagamento das custas de justiça O Comando Geral da Guarda Nacional Republicana, por sua vez, emitiria um louvor aos soldados que, com risco da própria vida, souberam manter a lei e a ordem, fim último da sua profissão. Devo andar a ficar senil e já não me revejo nesta democracia da treta ... Vi as imagens da família da vítima a chegar ao tribunal numa moderna carrinha Mercedes ... o Rendimento Social de Inserção deve ser maior que o meu subsídio de desemprego ou, então, é complementado com uns biscates nocturnos. O seu advogado, que de vez em quando vai à TV mandar uns bitaites sobre a justiça, o Arrobas da Silva, foi recentemente condenado por falsificação de documentos e outras merdas, ... um belo exemplo de advogado Sr. Marinho Pinto, não concorda? ... O sr juíz, ou juíza, não sei nem quero saber, se lhe assaltassem a casa, roubassem as sapatilhas e o telemóvel ao filho no caminho da escola, se tentassem violar a filha, ... estou certo que, na hora de ponderar a sentença, não condenaria um homem com uma farda que o investe de autoridade, trabalha e paga impostos e, sobretudo, agiu em defesa de todos nós fazendo aquilo que jurou fazer e que é suposto que aconteça sempre ... Não, este não é um país de merda não !!!! ... é um país com gente de merda !!!! Não foi dito por mim mas CONCORDO EM TUDO. Como diz? Racista?! Ah, sim, pois claro! Barra da Costa"

David Costa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Má gistratura disse...

Então esperemos pelo julgamento e condenação do polícia que dispatou sobre os assaltantes do banco do sr Salgado,a mando de Rui Pereira ou Sócrates,que resultou na morte de um dos indivíduos.
Foi uma execução intencional,contráriamente à deste caso em apreço,que foi claramente acidental.

Anónimo disse...

Aproximam-se novos tempos. Tempos de combate violento.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=666439

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, foi hoje eleito presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa por nove das 18 autarquias representadas, depois do abandono da reunião pelos eleitos da CDU.

Os 18 presidentes das câmaras que compõe a Área Metropolitana de Lisboa (AML) nem chegaram a votar em conjunto a presidência e duas vice-presidências do Conselho.
A discordância entre os nove autarcas da CDU e os outros nove (seis do PS, dois do PSD e um independente) começou logo na ordem de trabalhos.

A CDU conquistou a presidência de nove das 18 câmaras da Área Metropolitana de Lisboa (AML), o PS seis, o PSD duas e o movimento independente liderado por Paulo Vistas ficou à frente da Câmara de Oeiras.
Este impasse coloca-se porque a nova lei que regula o estatuto das Áreas Metropolitanas é omissa quanto ao sistema de votação da liderança do conselho.
Os comunistas defendem que a votação deve ser secreta e uninominal, representando cada câmara um voto, o que mesmo assim só lhes dá o mesmo número de câmaras conquistadas por PS, PSD e o movimento independente juntos.
Já os socialistas defendem a votação por voto ponderado, onde cada presidente valeria mais consoante o número de eleitores que constam nos cadernos eleitorais dos respetivos concelhos.

PARA A VALETA disse...

O Sócretino quer ir para o Parlamento Europeu.Acho bem!Para sujador das valetas do Parlamento seria the right man in the right place.Em inglês técnico,claro !A propósito,quando teremos o insígne previlégio de podermos ler o mémoire em francês ?

Anónimo disse...

O Estado «come tudo».

Normal que certas classes sociais não queiram trabalhar.

Os feirantes da feira de Tavira diziam este ano que entre licenças e impostos a participação na feira ficava por 300 euros. Não ganham para pagar à câmara e ao Estado.

Anónimo disse...

O Portugal genuino é isto!
http://www.publico.pt/temas/jornal/maria-joao-bastos-apresenta-liliane-marise-27327943

Não apreciamos o Portugal demagógico, pimba, de mão estendida ... mas é isto que temos.

Anónimo disse...

Bovinamente os portugueses vão caminhando para o abate...Nada de grande barulho, o Zé está com soninho e podem acordar o governo dos zezinhos.

Chiu!...

Anónimo disse...

O Sócretino acabará por regressar.
A lavagem cerebral está em curso.
O cagão do Seguro não vale chavo e o gang de Ratos está orfão.

Anónimo disse...

http://economico.sapo.pt/noticias/presidente-da-venezuela-decreta-que-o-natal-e-em-novembro_180963.html

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que assinou um decreto para antecipar os festejos de Natal para Novembro. O objectivo, diz Maduro, é dar ânimo aos venezuelanos, para "derrotar a amargura" que se vive no país.

Numa cerimónia em Caracas, Maduro antecipou o discurso de Natal: "Feliz Natal 2013, felicidade mais cedo para toda a família", sublinhou, acrescentando ainda que o objectivo do seu governo "é a suprema felicidade social, de todas as pessoas".

Segundo o venezuelano, a medida "é a melhor vacina para qualquer pessoa que queira criar distúrbios e violência", até porque, sustentou, "não há nada melhor do que um cântico natalino ou uma seresta para alegrar a alma".

Anónimo disse...

Para haver criação emprego e de empresas tem de se começar por baixo, pelos pequenos negócios, pelas ideias inovadoras, tem de haver ambiente para os jovens ganharem dinheiro e prosperarem.

Em Portugal está tudo minado com taxas, licenças, burocracias. Até para vender na feira da ladra do Porto é necessária uma licença de 20 euros. Imaginem que tenho em casa uns objectos para vender a 1 e 2 euros na feira da ladra, o Estado com a licença come-me praticamente todo o lucro! Assim não vamos a lado nenhum! É de baixo que se constroem as grandes multinacionais, as grandes empresas começam frequentemente como micro-empresas, mas em Portugal é impossível!

O Ministro Álvaro dos Santos Pereira disse há dias que se corta por um lado e por outro criam-se novas taxas e novas burocracias.

Os ciganos recebem RSI? E que tal acabarem com as licenças camarárias para venderem em mercados e feiras? Eles pagam uma licença por feira anual, por vezes licenças milionárias. Mais as licenças pagas a cada autarquia para venderem em cada mercado mensal de cada freguesia. E que tal uma licença simbólica, anual e para todo o país, para os vendedores ambulantes? É preferível ver os ciganos a receber RSI e em negócios escuros ou nos seus negócios legais tradicionais, sem dependerem do Estado e da criminalidade?

Isto é apenas um exemplo.

Então e o valor das rendas dos solos, por não termos um mercado fundiário dinâmico? Disseram-me há dias, uma pessoa que sabe do que fala, que 1 hectare de estufas de frutos vermelhos em Portugal é investimento para 300 mil euros. Um investidor começou a montar estufas em Cacela Velha, iria empregar dezenas de almas, e foi tudo embargado ad aeternum pelo Parque Natural. O investidor fugiu para Espanha e montou lá o negócio. O mesmo Parque Natural permitiu em Cacela Velha a construção de dois campos de golfe e um hotel 5 estrelas na Quinta da Ria por ser um PIN.

Que Estado é este que abre as portas ao grande capital e mata quem quer começar do zero?

Isto é imoral!

Anónimo disse...

A febre da Regulação matou a mobilidade social e o trabalho, é preciso agora matar o inimigo... mas será muito difícil.

Anónimo disse...

O Estado dá com uma mão mas mata com a outra. Ridículo.

E depois há os que comem graças à lei.

Gente que é obrigada a inscrever-se em Ordens profissionais ou em Associações para exercer.

Como disse, está tudo minado.

É normal que parte da população já não queira trabalhar.

Anónimo disse...

« Já viu há muito, que os "Rabos de peixe", "Machico", "Cova da Moura", "Lagarteiro", são produtos de Abril, irrecuperáveis. Quem por lá vive, jamais recuperará para o mundo de trabalho. Perdeu hábitop de trabalho. Não tem rigor. Não distingue disciplina de relaxe. Esta situação também existe um pouco por toda a Europa. Claro que perante uma Ásia mais disciliniada e produtiva, vão aumentar os inimigos da Globalização. Só que o "leite e o mel" já não vão correr. Por aqui, tentar-se-á, sem sucesso, evitar a Latinoamericanização da Europa. Os países de influência católica ainda são piores do que os outros. O Norte da Europa vai acentuar as suas diferenças com o Sul católico.»


E no passado esta gente ainda tinha uma Instituição que dava apoio e ajudava a moderar os vícios. A Igreja. Agora nem isso.


Anónimo disse...

Os principais beneficiários do RSI são os:

1) Fabricantes de CERVEJA (todas as Marcas).
2) Fabricantes de TELEMÓVEIS (os mais modernos).
3) Fabricantes de TELEVISORES A PLASMA (os de maior dimensão).
4) JOGOS DE VÍDEO (das Marcas mais conceituadas).
5) ESTÁDIOS DE FUTEBOL E OS CLUBES QUE NELES JOGAM. (sobretudo os três grandes)
6) PARTIDOS POLÍTICOS (por via da compra de votos).

Se me esqueci de algum, por favor, lembrem-me.

Anónimo disse...

Nojo e crime, esta gente ainda não percebeu que um dia o que cá se faz cá se paga. Oxalá esteja para breve o dia do ajuste de contas.

Há uma coisa que me está a preocupar ainda mais, sabiam que o tratamento químico das águas de Lisboa está a ser feito por uma empresa de origem Israelita? Será isto exacto? Seja como for, esta gente cria os problemas para vender as soluções, destróiem lares, famílias etc, mas depois aparece a caridadezinha ou a venda da solução com os remédios e os médicos privados que estão a virar sopeiros por objectivos na máfia que manda na saúde em Portugal.

Na CML o sr. Costa deu um enorme contributo ao Bes, Edp e máfia da saúde ao aprovar em cima de terrenos roubados à CML (deveriam reverter após
cessarem o serviço para o qual foram cedidos à ex-
CRGE antepassada da EDP) o PP da Matinha (feito
em grande parte no atelier risco do sr. Arq. salgado
que por acaso é o Vereador do Urbanismo ( e vice-pres. Da CML) e que tem o cuidado de nessas
votaçoes não estar presente o amigo assina por ele)
e que para além de aterro dos anos 40 está
altamente contaminado e só deveria servir para usos
tipo jardins ou desporto nunca habitação, mesmo com
todas as lixiviações possíveis ao terreno, esta gente
pretende ali construir 15000 fogos novos que Lisboa
não precisa e para quê? Para além da engenharia
financeira, será uma fábrica altamente inovadora
paga pelos próprios " produtos fabricados" -os compradores que serão futuros doentes hepáticos, cancerígenos ou depressivos, asmáticos, etc. Ou seja os incautos que cairem nestes fundos de investimento ou comprarem ali um fogo (+IMI, etc)
vão pagar para serem mortos lentamente e
tortuosamente. Conheçem algum negócio mais
rentável? Ganham dinheiro e diminuem a população
que eles tanto querem, dão ainda de mão beijada aos parceiros da EDP 15000 novos contadores/clientes/ contas novas. Digam lá se esta gente não é brilhante e competente. Falta referir que os Arquitectos e Paisagistas e eng. civis que poderiam lutar contra isto, estão caladinhos, uns por incompetência do ensino msnietado para ete tipo de
fins, outros por medo e outros porque têm esperança
que lhes calhe uma fatia do bolo. Os eng. Civis que
andam a fazer lóbi para terem mais projectos de.
Reforço das estruturas dos edifícios com ajuda
legislativa, estão caladinhos e estiveram caladinhos
quando foi aprovado o actual PDM, totalmente
criminoso que chama às zonas de risco, zonas de
centralidades...porque não se opusera a isto? Para
não perderem a hipótese de fazerem projectos...?
Estão sempre a dizer pode vir um grande sismo,
então porque se constrói em areia, aterros e terrenos
contaminados. já São Mateus nos tempos bíblicos advogava a construção em rocha:)

Enfim, um nojo, esperemos que esta gentinha
corrupta e vaidosa das "novas tecnologias" esteja toda a almoçar no Altis ou na F. champalimaud quando vier "the big one". A Natureza faria
finalmente justiça.

Anónimo disse...

«Enfim, um nojo, esperemos que esta gentinha
corrupta e vaidosa das "novas tecnologias" esteja toda a almoçar no Altis ou na F. champalimaud quando vier "the big one". A Natureza faria
finalmente justiça.»

Quando ocorreu a 1 de Novembro de 1755, salvaram-se as casas de p*t*s, segundo os cronistas da época. As casas das senhoras de família, na Baixa, caíram...