quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os jogos dos jotas e a necessidade de um Governo patriótico

Cachopos? Não. Apenas jotas irresponsáveis. Luta cínica pelo poder, independentemente das instituições, do Estado e dos cidadãos.

As finanças do Estado não importam: a taxa de juro das obrigações do Estado português a 10 anos subiram em termos relativos 19,3% (1,3% em termos absolutos, de 6,72% ao máximo de 8,02%) só em 3-7-2013, depois de ontem já terem subido em termos relativos 5,2% (0,33% em termos absolutos), desde os 6,39% de 1-7-2013. A economia não interessa: a Bolsa de Lisboa teve a terceira maior queda de sempre (6,2%!) na abertura do mercado, em 3-7-2013. O povo não importa...

Analiso as manobras dos protagonistas desta crise de Estado no início de julho de 2013 e proponho uma interpretação da sua conduta.

As manobras:
  1. À terceira foi de vez, Vítor Gaspar demitiu-se do Governo PSD-CDS em 1-7-2013, para evitar estar no Governo na eventualidade de um segundo resgate financeiro, para escapar à pressão popular (segundo o i, de 3-7-2013, em meados de junho de 2013, o ministro, acompanhado de sua mulher, terá sido insultado, cuspido e quase agredido, num ingénuo teste de popularidade num supermercado em Lisboa), para fugir à fogueira eleitoral de setembro de 2013 e sem esquecer que o juiz de partida já gritou «aos seus lugares» aos candidatos a comissário europeu, pois a corrida começa daqui a pouco tempo. Justificou a demissão com uma expectativa de mudança de política da coligação da austeridade para maior desequilíbrio financeiro. 
  2. Passos Coelho designa, ainda nesse dia, de Maria Luís Albuquerque, sua professora na Universidade Lusíada e amiga, para nova ministra das Finanças, num swap polémico da polémica secretária de Estado do Tesouro (envolvida na venda pelo Governo da última fatia do Estado na EDP) - e contra a vontade de Paulo Portas, depois de garantir apoio de Schäuble, do presidente da Comissão Europeia Durão Barroso e do comissário para os Assuntos Económicos e Monetários Olli Rehn. Ao mesmo tempo é anunciado que, naquilo que parece uma compensação protocolar, Portas passa a número dois do Governo. Passos levantado como espantalho no PSD pelo patrocinador Sócrates, acaba afinal derrubado pelo sócio menor, depois de cumprido a quarentena terapêutica, e depois de já ter deixado cair o seu irmão siamês Miguel Relvas.
  3. Paulo Portas demite-se do Governo, em 2-7-2013,  a quatro dias do Congresso do CDS-PP, justificando o ato com a escolha de Passos para as Finanças e manifestando discordância com a política seguida pelo Governo.
  4. O Presidente da República dá a entender, em 2-7-2013, que não dissolverá o Parlamento e devolve a bola aos partidos. Gaspar balda-se, Portas ataca, Passos é um passador e Cavaco chuta para canto... Mas não pode fugir, nem esconder-se. Por mais que lhe custe e que adie, Cavaco tem de enfrentar o problema da necessidade de demissão de Passos Coelho e, sem dissolução do Parlamento, a nomeação de um Governo patriótico sustentado na mesma base eleitoral. Apesar das sugestões sistémicas, os socialistas devem ficar de fora desse Governo patriótico porque foram eles os causadores da ruína do  País e os mais promíscuos com a corrupção de Estado.
  5. O primeiro-ministro Passos Coelho faz uma declaração à hora dos telejornais das 20 horas de 2-7-2013, onde diz que não aceitou a demissão «irrevogável» de Portas (!?) e a garantir: «não me demito».
Uma interpretação:
  1. O destino de Pedro Passos Coelho estava ligado ao destino de Vítor Gaspar, numa espécie de noivado do sepulcro. Passos não percebeu isso e pretendeu manter-se em funções. É provável que tenha tido dificuldade em conseguir uma personalidade forte para se enterrar no Ministério das Finanças, mas foi insensato nomear alguém da sua confiança, todavia de muito fraco prestígio técnico  e debaixo de fogo por perdas especulativas nos swaps da Refer.  Mas Passos agora não tem  apoio parlamentar - e já nem terá suporte externo -, muito menos interno, no seu partido, nas vésperas de uma previsível derrota eleitoral autárquica terrível. Nesta altura, os mais interessados em que Passos saia imediatamente são os candidatos às eleições autárquicas do princípio do outono, que dominam as estruturas do partido. Quanto mais tarde abandonar, pior para o País, para o PSD e para ele.
  2. Paulo Portas, fiel apenas à sua natureza de escorpião, aplicou novamente o golpe, largou o ferrão com veneno mortal, no momento mais adequado para infligir maior dano ao PSD e receber o benefício eleitoral futuro de se declarar adversário da política em que ele próprio participou. Se Passos não perceber que tem de sair, Portas continuará o cerco, abrindo linhas de defesa do perímetro, encostando o rei, cada vez mais isolado, a um canto, até ao abandono inevitável do tabuleiro. Se for necessário, embora lhe desagrade, o CDS abster-se-á em moção de confiança  se o Governo a apresentar (caindo imediatamente o Governo), podendo até ameaçar votar contra, bem como na moção de censura, e não aprovará orçamento. Portas joga para ganhar a liderança da direita portuguesa.
  3. Cavaco Silva pretende desresponsabilizar-se de qualquer solução, não quer dissolver a Assembleia e sucumbirá à pressão de Portas de criação de um novo Governo, sem Passos, onde o líder do CDS terá, dentro ou fora do executivo, maior poder. Se Cavaco, que não quer a volta dos socialistas, que o aniquilarão, nomear um novo primeiro-ministro da área ideológica da atual maioria, seja militante ou independente, jamais será alguém da sua confiança, pois, assim, ficaria ainda mais ligado ao problema. Se Cavaco insistir no problema Passos Coelho, a situação tornar-se ainda mais podre, os cofres mais vazios, a instabilidade política, social e económica, maior, e o resultado final a mesma impossibilidade de Passos continuar.
  4. In extremis, estão criadas as condições para a nomeação de um Governo patriótico, sem dissolução do Parlamento, com apoio parlamentar de PSD e CDS-PP. A hipótese interna, menos arriscada, pode ser a nomeação do atual ministro da Saúde, Paulo Macedo, para cumprir o resto da legislatura; a hipótese externa, mais difícil de montar e de recurso, pode ser a escolha de uma personalidade respeitada, com sentido de Estado, sem relação de promiscuidade com o Partido Socialista e a corrupção política e que aceitasse o sacrifício nesta hora crítica. De qualquer modo, a situação já deveria ter sido resolvida há bastante tempo no PSD, através de um Congresso Extraordinário, como propus com outros em 4 de dezembro de 2012, para a sua destituição do presidente do PSD e da sua Comissão Política Nacional e a demissão do Governo (sem dissolução do Parlamento), ainda a tempo de evitar uma pesada derrota autárquica do PSD nas eleições de setembro de 2013 e o perigo de implosão seguinte ao modo do Pasok grego (que desceu dos 44 das eleições de 2009 aos 4% de intenção de voto em sondagem noticiada em 22-6-2013).
Em qualquer cenário, daqui, o trabalho patriótico continua, sem qualquer cedência ao socialismo e à promiscuidade bloco-centralina, nem permissividade da corrupção de Estado.


Atualização (4-7-2013): Este poste foi atualizado nas contas da moção de confiança e de censura.

40 comentários:

Anónimo disse...

Infelizmente está errado, se o CDS se abster na moção o PSD tem a maioria dos deputados que votaram a favor e isso manterá o governo em funções-.

Carlos Santiago disse...

O que fizemos para merecer esta situação?!
Sr. Prof. António Caldeira,
Os partidos do regime estão esgotados, ou esgotaram-se pela constante aldrabice impingida aos eleitores para proteger negócios próprios de classe dominante que assim perdeu legitimidade moral.
Porque não conseguiu por de pé o tal congresso extraordinário? As dificuldades que encontra no seu PSD (já morto desde Sá Carneiro) são exemplo da partidarite que atingiu todos os partidos em geral.
Precisamos de gente honrada e sabedora das coisas da vida e não de rapazes e raparigas a brinar aos jogos de poder sem se perceber se têm sensibildade para aquilo que as pessoas trabalhadoras e sem poder sofrem.
O meu desprezo por essa gente dos partidos que estão no parlamento é grande.
Claro que lamento este tipo de sentimento, mas que mais posso dizer enquanto pessoa honrada e trabalhadora?

The wrong woman in the wrong place disse...

Tudo o que vai saltando cá para fora sobre a Luis demonstra que temos um PM-Passos Maluco no poder desprovido de capacidade política e sentido de Estado.Para começar a ser resolvida esta crise política a Luis devia de imediato demitir-se ou ser demitida.Cavaco deve também andar a dormir.Como pode nomear e dar posse a uma mulher destas?

Anónimo disse...

Oh Caro Prof. Balbino Caldeira,

Não duvidamos do seu patriotismo. Nunca. Mas, achamos que foi sempre um crente na bondade do seu partido. Ingenuidades que custarão caro, tarde ou cedo.

Quanto ao Dr. Portas, é um vaidoso, como todos os homossexuais. Por vezes aventureiro, como muitos paneleiros. O DR. Portas líder da Direita portuguesa? Qual Direita? Nem a Direita dos interesses. O Dr. Portas vai sair de Líder do PARTIDO DO TÁXI, para voltar daqui por 2 anos, depois de edixar lá um qualquer Nuno Melo (que o homem da Unicer, jamais deixará os 25.000 euros mensais, mais prémios).

O CDS vai continuar a apoiar o PSD de Passos, porque o Dr. Salgado MANDA. O Espírito Santo NÃO quer eleições, porque a banca europeia e os ineteresses da nomenklatura que MANDA na Europa, não quer que Passos caia.

Do antigo Partido de Sá Carneiro? Não resta ninguém. Cavaco está em fase de demência evidente. Manuela Leite está senil. Capucho é um ressabiado. Restaria Rio, que está emparedado num quqalquer escolho da reabilitação urbana!

Quanto ao que mais interessa, Portugal? REST IN PEACE. Não será no seu tempo, Prof. Caldeira, que Portugal voltará a ter vida. Hoje, um pivot de um canal financeiro americano dizia, "Portugal está tão bem naquele quadrado da Espanha, que nem se percebe que existe".

É a vida!

TÓZERO E OS 40 LADRÕES disse...

Tózero é frouxo e inSeguro mas podem ter a certeza que os 40 ladrões que o sustentam são fortes e espertalhões.

Anónimo disse...

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/paulo_portas_pode_abandonar_presidencia_do_cdspp.html

Numa altura em que está reunida a Comissão Executivo do CDS/PP, a CMTV avança que Paulo Portas pode abandonar a presidência do partido. O congresso – electivo – dos centristas tem lugar este fim-de-semana. O ainda ministro fala hoje ao país.


A decisão de Portas surpreendeu muitos membros do partido e já foi alvo de duras críticas por parte de dois responsáveis do CDS, como Ribeiro e Castro e Filipe Anacoreta.

Filipe Anacoreta afirmou esta quarta-feira que a decisão de Paulo Portas é uma “decisão irreflectida, incoerente e totalmente irresponsável". Para o líder da tendência Alternativa e Responsabilidade (AR) do CDS-PP, a demissão do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros "contradiz" o que o presidente dos centristas defendeu na sua moção ao Congresso e "atira o País para uma crise de enorme gravidade", que "põe em causa provavelmente os sacrifícios dos portugueses ao longo destes anos".

Filipe Anacoreta apelou assim ao CDS/PP para que não “caia com o seu líder”. “Há que fazer um apelo aos governantes, aos dirigentes, aos principais responsáveis, para que não se precipitem, dêem a voz ao partido", afirmou.

O "Expresso" online cita, por seu turno, vários dirigentes centristas que se dizem "perplexos", "desiludidos", "em estado de choque", "destroçados" e "traídos" para descrever o estado de espírito na ressaca da demissão de Paulo Portas. Escreve o jornal que "responsáveis centristas - vários deles convocados para a reunião de hoje da comissão executiva do partido - não escondem a incredulidade com a decisão de Portas, tomada de forma unilateral, sem ouvir nenhum colaborador", pelo que a reunião do núcleo restrito da direcção do CDS, convocada por Portas, servirá, antes de mais, para o líder do partido se explicar. "O Paulo tem de explicar o que fez e porque fez".

Anónimo disse...

Quem é que paga as estarolices do paneleiro Portas? Eles ficam todos presos pelos tintins. E quem lhes prende os tintins é quem sempre condicionou e amancebou com o Estado português, excepto no período tenebroso do Gonaçlvismo. Quanto estarão a perder os banqueiros portugueses e europeus com as estarolices do paulinho? É que não se pode brincar com o dinheiro de quem paga as campanhas eleitorais! Quem se mete com a banca, leva e em grande. O Dr. Portas vai ter que fazer uma sabática, até que o capital se esqueça das suas estarolices.

CICERO disse...

Até quando ó Parvus abusarás tu da nossa paciência e das "amiguinhas"???

Anónimo disse...

quem nomeia Ministro um tipo como o Relvas não pode esperar grande simpatia do povo. Já chega de políticos com Relvas e Varas a reboque.

ELEFANTE BRANCO disse...

O Parvus já me pediu uma lista de piquenas para Ministras...

Anónimo disse...

Pois, lá está, o Relvas é isto, é aquilo, mas QUEM MANDAVA NO APARELHO DO PSD, foi o Relvas durante 10 anos. Então, afinal o que foi e o que é o Partido Social Democrata? É o irmão - gémeo do partido do soares, vendilhão. Do lado de lá, o Coelhone, do lado de cá, o Relvas. Limpeza geral do Regime. Mas, para isso, teríamos que descer às catacumbas e refundar Portugal, mas o conforto tolhe os portugueses.

Anónimo disse...

O Conde da TVI lá pagou para NÃO ser incomodado. Outro paneleirote amigote do paulinho.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=642226

A actriz Marina Mota usou um esquema de emissão de facturas falsas passadas por sociedades offshore para justificar pagamentos de serviços prestados à TVI.O Correio da Manhã avança esta quarta-feira que a conhecida actriz Marina Mota usou um esquema montado pela Finatlantic - e empresa alvo da primeira acusação no âmbito da Operação Furacão - para fintar o Fisco, evitando entregar ao Estado o equivalente a quase um milhão de euros.

Segundo a acusação do Ministério Público, Marina Mota, e a sociedade que criou para a produção de espectáculos, solicitou os serviços da Finatlantic, cujo principal responsável era Diogo Viana, para que fosse montado «um circuito de facturação relativa à prestação de serviços fictícios, através da utilização de uma sociedade sediada no Reino Unido e de uma sociedade em território offshore (...) e sem correspondência com serviços prestados».

Anónimo disse...

A verdade é que com este governo (e o mesmo podia dizer-se de qualquer outro) a situação do país não tem parado de se agravar, a demissão do ministro das Finanças, seguida da do ministro Portas, não significando senão uma coisa: missão impossível.
Nestas condições, e já que fica uma vez mais provado que a “democracia” entre nós não passa de trafulhice generalizada, para uns se empoleirar e outros se rebaixar, para uns enriquecer e a maioria empobrecer-se, estarão o Exército e a Igreja dispostos a apoiar um novo Salazar, quando este aparecer?
Precisamos de um MFA de sinal contrário, isto é, de uma enérgica ditadura de salvação (e não de dissolução) nacional. Senão, é mesmo o fim…

Pedro disse...

Portas voltou a prestar um mau serviço a Portugal.
Depois de no passado já ter traído Marcelo, Durão e Santana, foi agora a vez de Passos Coelho ter sido a vítima de mais uma birra de Paulo Portas. Só que agora, a decisão de Portas acaba por constituir uma traição a Portugal, com consequências nefastas para os próprios portugueses nos tempos que se avizinham.
Analisando friamente os acontecimentos políticos das últimas semanas fica-se com a clara ideia que as razões invocadas por Portas para ter abandonado o Governo não correspondem à verdade. Penso que os verdadeiros motivos que estão na origem desta traição de Portas se relacionam, uma vez mais, com meros cálculos políticos do CDS-PP, tendo em vista futuras eleições. Como se sabe, o CDS-PP não é um partido enraizado na população portuguesa, "sobrevivendo" à custa de nichos eleitorais, como são os pensionistas, os agricultores ou os pescadores.
Depois de Passos Coelho ter mandatado Portas para a apresentação do famoso guião da reforma do Estado, parecia mais que óbvio que, tendo em conta os interesses político-partidários do CDS-PP, Paulo Portas não teria coragem para apresentar um guião onde, forçosamente, teriam de constar medidas impopulares.
O cenário das eleições antecipadas, defendido pela oposição, pode ser uma opção válida, mas os riscos daí decorrentes poderão ser terríveis: o agudizar da instabilidade política, a perda de credibilidade externa, o impasse das negociações com a troika, a hipótese de um segundo resgate, a continuação da austeridade e, ainda por cima, a séria hipótese de termos um novo governo socialista sem maioria absoluta e com a inevitabilidade de continuarmos a ter de seguir com as reformas constantes no memorando assinando com a troika.
As primeiras consequências por esta decisão irresponsável de Portas estão à vista: os juros da dívida pública aumentaram. Mas, caso a solução seja a das eleições antecipadas mais problemas se seguirão: o segundo resgate estará a caminho e a austeridade aumentará ainda mais.
Um governo minoritário terá menos custos sociais e económicos do que a solução que parece ser mais fácil (a de novas eleições), mas que também poderá ser mais penalizadora para os portugueses.

Anónimo disse...


Será que Portugal merece ser salvo, que vendeu a sua alma ao dinheiro e às ilusões da sociedade de consumo, renegando a sua missão nesta terra?

Floribundus disse...

o problema é que todos quiseram comer
e agora ninguém quer pagar

o bcp ainda entrega as acções a quem pagar a reforma do Eng Jardim

apesar da habitual cagada de portas espero receber a magra reforma no dia 10

Anónimo disse...

Pedro,

Parabens pela sua apreciação. É um português, coisa rara, hoje em dia.

AMA DE LEITE disse...

O MARIDO FOI PARA CASA COM SUBSÍDIO DE ALEITAMENTO...JÁ NÃO DÁ LUZ...

JOTAS E COTAS disse...

Os Jotas agora já são cotas.Um foi para o Bardaburgo...o outro para o cara...o terceiro em vez de votar ficou a xuxar...

Anónimo disse...

O velho Medina Carreira deu mais uma lição de bom senso à classe política nojenta da Tugolândia. Ainda há patriotas em Portugal. Claro que disse que a pior solução para Portugal seriam as eleições, já. Esperem por eleições quando se iniciar um "Novo programa de ajustamento", ou seja em Junho de 2014. Depois disse algo que deve deixar qualquer português sem dormir, O Estado portuguÊs só pode gastar cerca de 70 mil milhões de euros por ano, quando gastava cerca de 90 mil milhões de euros com o Falso Inginheiro, e gasta agora cerca de 80 mil milhões. Claro que a ÚNICA forma para se cortar 10 mil milhões de euros na despesa, só CORTANDO nos salários e nas reformas. É fácil, o raciocínio. Comeu-se demais. Agora, alguém tem que emagrecer. Seria conveniente ao Tuga Sampaio, perceber esta simples equação do Dr. Medina. Mas, o Tuga Sampaio quer aconchego para os seus apaniguados.

José Domingos disse...

É ofensivo tratar paulo portas, como de direita. A direita que o sistema de esquerda permite, é um cds e um paulo portas completamente situacionistas, tratam da vidinha deles, como todos os outros desde o 25A, uma corja de incapazes, imbecis e desonestos.
Não têm honra, não sabem o que isso é. Um povozeco como o nosso, só pode gerar "politicos" desta laia. O caminho para o socialismo, tem desta coisa, confunde inveja com justiça social.

NA CAMA COM... disse...

Já estão aconchegadinhos...quem fica por baixo ou entra por cima?

Lionheart disse...

Como simpatizante do PP sempre achei que o partido não devia integrar o governo com o PSD porque a probabilidade de as coisas correrem mal era muito alta. Não se trata de ter medo, ou deixar de ter medo, é que o PSD do Passos Coelho não interessa a ninguém. São os Relvas, toda aquela tralha autárquica, a colagem à intervenção externa, não cuidando de que esses tipos de movimentos obedeceriam a interesses que não os nossos e por isso nos escapariam ao controlo.

Agora para cúmulo temos a ministra das finanças que foi a professora do Passos na Lusíada, como antes houve aquele episódio ridículo com o Santana Lopes e o seu secretário de Estado, que haveria de terminar na queda do governo, relação essa que fora da política era a inversa, pois o primeiro-ministro trabalhava para o seu secretário de Estado antes de irem irem para o governo! Mas que PSD é ESTE???

As figuras graúdas do partido RECUSARAM entrar para este governo, sendo até bastante críticos do mesmo, e problema é o Portas? O Portas é que tem de deixar de ser líder do seu partid, com os PSD's a querem "escolher" o líder do CDS? Porque não olham para dentro e para a vergonha de governo que constituíram? Quando é que os militantes do PSD se enxergam e começam a escolher líderes que não envergonhem o país como governantes?

DIÁRIO DA ECONOMIA disse...

Para poderem contratar a filha do Sarolho como colunista tiveram de despedir o marido da Luís.Ricky,Ricky,põe a famiglia na ordem!Coça a sarna das Costas!!!

Anónimo disse...

Agora já se vai percebendo que estes cachopos colocaram o país na supertanga

Anónimo disse...

Este é um caminho trilhado desde a queda da cadeira do Botas. Portugal definha há décadas. Claro que o capital financeiro gosta de Cascais, de Vilamoura, de Sintra, e como tal, mantem por aqui uma espécie de Caraíbas junto ao promontório. O PSD é uma vergonha, já sabemos isso desde os gloriosos anos do Cavaquismo, em que despotaram GRANDES GLÓRIAS como o Dias Loureiro, o Ferreira do Amaral, o Oliveira e Costa, o Isaltino, o Duarte Lima e tantos outros homens honestos e trabalhadores. Lembramo-nos do Dias Loureio ligar ao pai a dizer "Pai, sou Ministro", e do Cadilhe se mudar para as Amoreiras, com a mulher, retirada da capa de uma revista cor de rosa choque tuga.

Quanto ao CDS, basta lembrar do Freitas, esse vendido e protegido de Caetano, sempre à procura de vender uns pareceres. Mas, também do Basílio, esse fino socialista, que gosta muito de mostrar o seu ar raffinné, e a quem o VENDILHÃO Soares chamou de FASSISTA. O Seara mudou-se para o PSD. O Adriano foi Ministro de Salazar, logo fascista. O Roberto Carneiro desandou para o cavaquismo. E tantos outros de direita, mas enquanto dá jeito. Isto para não falar da Cardona, ou do Beiroco.

Os outros, são quase todos ex-Marxistas ou Maoistas. Do Soares ao Pacheco. Do Alberto Martins ao Sampaio. Do Ferro ao Lamego. Sócrates. Vara. Narciso. Uma lista infindável.

Portugal está a dar as últimas, e só não acaba mesmo à pancada, porque o BCE vai mantendo a criatura viva. Os portugueses querem é uma futebolada e umas minis. Vão pagar muito cara a deriva e a insensatez.

Anónimo disse...

http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-esta-em-boas-maos-com-maria-luis-albuquerque_172761.html

"Portugal está em boas mãos" com Maria Luís Albuquerque

O presidente do BCE, um dos elementos da ‘troika', elogiou hoje a escolha de Maria Luís Albuquerque para substituir Vítor Gaspar.

"Os resultados que foram alcançados foram muito significativos, notáveis ou mesmo extraordinários. É preciso dar crédito ao Governo e especialmente ao ministro Gaspar, que se demitiu recentemente", disse hoje Mario Draghi em conferência de imprensa. "Portugal está em boas mãos" com Maria Luís Albuquerque, continuou o presidente do BCE, destacando "a personalidade" da nova ministra das Finanças e o facto de "ter sido uma presença constante nas reuniões do Eurogrupo".

Anónimo disse...

Se a Goldman Sachs diz, é porque é mesmo assim.

A bolsa ou a vida disse...

Afinal toda esta hábil encenação não foi mais do que um monumental golpe de baú bolsista.Ganharam milhões.Chapeau!

Anónimo disse...

Por falar em Goldman, o que será feito do Prof. Borges, outro mago da finaça social democrata? Agora que Portas vai alijar Álvaro do caminho, e tomar conta da economia, quantos ministros da economia terá o chamado governo de portugal (com letra minúscula).

Alves dos Reis disse...

Comparado com estes eu era um baby nabo...

DRAGHADO disse...

Podem ter a certeza que é mesmo muito boa...sabe-a toda!

Anónimo disse...

É assim, quem pede, está sempre dobrado. Quem define as regras, nunca é o devedor, é sempre o credor. Graças ao Grande Vigarista, Portugal é um pedinte. Obrigado, portugueses.

Anónimo disse...

Depois do Tony carreira, a Pamplhosa traz-nos um outro Gaspar.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=642631

O juiz conselheiro Henriques Gaspar foi eleito hoje presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) para um mandato de cinco anos, sucedendo no cargo a Noronha Nascimento.

A eleição de Henriques Gaspar, em votação secreta do colégio eleitoral formado por 64 juízes conselheiros (uma ausência devido a doença), foi realizada na primeira volta.

Natural de Pampilhosa da Serra, Henriques Gaspar foi nomeado para o STJ em março de 2003.

Anónimo disse...

Portas. Portas. Ministro da Economia. Portas, Vice-PM. Portas quer mais poder. Portas. Hoje lá em casa, como no filme "A gaiola das doidas", vai ser o bom e o bonito. Grande champagne e muito cviar, para comemorar o extase. Ele afinal É O MAIS IMPORTANTE. Ele ou o CAOS. Afinal, Prof. Caldeira, deve aderir ao PP, ou seja ao Paulo Portas, pois com ele, Portugal vai entrar na ordem. Na ordem das DOIDAS!

Anónimo disse...

As doidas são os ferrugentos e outros pedófilos e gatunos que já esfregam as mãos sentindo o cheiro da impunidade por tudo o que fizeram durante os 7 anos que nos levaram à bancarrota.
Toda a maralha que goza os portugueses,já faz fila para retornar ao pote.
Este governo foi tão mau que conseguiu que o país voltasse a ter crédito nos mercados e impedido pelas quadrilhas xuxa e comuna de aplicar outras medidas para corrigir o défice.
Hordas de parasitas do funcionalismo público se revolvem para não perder previlégios ainda que isso empobreça o país e deixe na miséria muita gente que vive do trabalho produtivo.
Os membros do gang social democrata não sabem lidar com a subversão comuna/xuxa.Permitiram o encobrimento e o branqueamento.Vão ser corridos pelas máfias de esquerda e nós voltaremos a suportar mais miséria e degradação,pois os governos xuxas de Soares,Guterres ou Sócrates,sempre trouxeram injustiça e pobreza,corrupção e indignidade.

Anónimo disse...

Os xuxas e comunas poderão vir, mas já não têm a torneira dos fundos comunitários e do crédito bancário internacional. O que farão? O Maduro carroceiro tem pitrólio. A monarquia dos Castros tem prostituição e exportação de médicos, de tabaco e de açúcar. O que terá a Esquerda para dar em troca? Poesia do Alegrete? Ou o golf do Sampaio?

Anónimo disse...

Acho que se engana. PPC tem sido mais hábil que Portas e os seus jogos politiqueiros encomendados na reunião da Bidelberg. Portas não respeitou os orgãos do partido, Portas ficará associado à brutalidade de perdas que o País sofreu no dia da sua saída (e não a de Gaspar). Portas perdeu talvez o partido e talvez se houver eleições, o PSD veha a captar o maior numero de votos deixando o CDS como partido da trotinete. Veremos quem foi mais hábil, se Passos , se Portas. O que é facto é que com isto já ninguém fala do guião q PP tinha de apresentar e a reforma do Estado fica para as calendas. Gaspar fez muito bem sair. final não est´apara suportar estes joguinhos de politiqueiros que querem deitar as maõs ao OE para alimentr as clientelas partidárias. QUando Pire de Lima fez as declarações que fezz, quando as confeder. patronais fizeram as declarações que fizeram, eu também teria batido com a porta. Querem mudança quando não há dinheiro, pois então fiquem bem!

Lionheart disse...

Jorge Moreira da Silva vai ser o próximo Ministro dos Negócios Estrangeiros. Isto é algum governo?? Os PSD's não têm vergonha disto?

pvnam disse...

-> Andam por aí muitos 'nacionalistas' a mandar areia para cima dos olhos dos nacionalistas OTÁRIOS… leia-se, adoram falar em 'fait-divers'… desviando as atenções daquilo que é/seria essencial: uma ESTRATÉGIA DE LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA da Identidade!
{nota: uma NAÇÃO é uma comunidade duma mesma matriz racial onde existe partilha laços de sangue, com um património etno-cultural comum. Uma PÁTRIA é a realização de uma Nação num espaço}
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Anexo:
-> Não é com um partido nacionalista que Portugal vai conseguir SOBREVIVER!...
-> Para sobreviver Portugal precisa de um Movimento Nacionalista que 'corte' (SEPARATISMO-50-50) com os «portugueses-do-prego» (leia-se, os portugueses que estão a colocar Portugal no prego).
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De facto:
- os portugueses-do-prego não defendem uma estratégia de renovação demográfica - média de 2.1 filhos por mulher; [nota: os portugueses-do-prego 'dão musica' a parvinhos-à-sérvia... vide Kosovo]
- os portugueses-do-prego falam em despesa "não enquadrada" na riqueza produzida... e depois:
1- vendem recursos estratégicos para a soberania... à alta-finança/capital-global;
2- após terem conduzido o país em direcção à bancarrota... começam a proclamar federalismo, federalismo, federalismo (leia-se, implosão da soberania);
3- etc.
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P.S.
--- Nazismo não é o ser 'alto e louro'... mas sim a busca de pretextos com o objectivo de negar o Direito à Sobrevivência de outros!...
--- Os nazis desmultiplicam-se na busca de pretextos... para negar o Direito à Sobrevivência de outros...... um exemplo: os nazis 'globalization-lovers'/(anti-sobrevivência de Identidades Autóctones) buscam pretextos... para negar o Direito à sobrevivência das Identidades Autóctones.
--- Pelo contrário, os SEPARATISTAS-50-50 não têm um discurso de negação de Direito à sobrevivência de outros... os separatistas-50-50 apenas reivindicam o Direito à Sobrevivência da sua Identidade! (obs: os 'globalization-lovers' que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa)
{nota: há que mobilizar os nativos... que... possuem disponibilidade emocional para abraçar um projecto de Luta pela Sobrevivência}
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P.S.2.
--- Existem mais de 1200 milhões de chineses, existem mais de 1200 milhões de indianos, etc, etc, etc… e… existem Nazis-Democráticos!
--- Os Nazis-Democráticos insistem em acossar/perseguir qualquer meia-dezena de milhões de autóctones que defenda a sobrevivência da sua Nação/Pátria… leia-se: os Nazis-Democráticos pretendem determinar/negar democraticamente o DIREITO À SOBREVIVÊNCIA de outros…