segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Double standards no caso Franquelim Alves



A tomada de posse, em 1-2-2013, do Dr. Franquelim Fernando Garcia Alves como novo secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação
, gerou um coro de protesto da oposição, nomeadamente a socialista, de vozes independentes e mesmo da coligação.

Mas importa lembrar que a criticada SLN, do BPN, cuja área não-financeira Franquelim Alves administrou em 20072008, é agora a Galilei, presidida por Fernando Lima Valadas Fernandes, atual grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, e que, segundo o CM, de 13-1-2011, emprestou um prédio, em 2010/2011, para a sede de campanha da candidatura do socialista Manuel Alegre à Presidência da República, do qual integrou a Comissão de Honra. O grupo BPN/SLN era - e é ainda - uma hidra com várias cabeças e muitos tentáculos políticos, incluindo socialistas além dos sociais-democratas mais visíveis.

Franquelim (ou Franklin ou Frankelim) Alves, alegadamente ex-ativista do MRPP convertido ao capitalismo, ex-genro do coronel Luís Augusto da Silva da Cinveste (e ex-Lusomundo), esteve na SLN, como administrador para a área não  financeira do grupo (que detinha o BPN), entre finais de 2007 e outubro de 2008 - note-se que Oliveira e Costa abandonou a administração do BPN em fevereiro de 2008 e só veio a ser detido no final de novembro de 2008.

De acordo com o suplemento Economia, do Expresso, de 24-3-2009:
«Frankelim Alves, foi convidado para administrador da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) para a área não financeira por um grupo de accionistas de referência em finais de 2007, mas apenas foi nomeado para ficar à frente das várias subholding do grupo em finais de Janeiro, início de Fevereiro [de 2008] . (...)
Entrou no grupo em finais de 2007, fazendo parte de três administrações - a recta final do reinado de José Oliveira Costa, Abdool Vakil enquanto presidente interino e Miguel Cadilhe, eleito em Assembleia Geral pelos accionistas. Saíu do grupo em Outubro, pouco tempo antes da nacionalização [datada de 3-11-2008], por não se rever num projecto de venda em bloco das do grupo prosseguida por Miguel Cadilhe.»

Franquelim Alves era, desde 14-2-2012 (sete meses depois da tomada de posse do Governo PSD-CDS),  Gestor do Programa Compete - Programa Temático Fatores de Competividade-, um programa operacional do Estado inserido no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) com que a União Europeia, através do Feder (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional), apoia o desenvolvimento português.


* Imagem picada daqui.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): As entidades referidas nas notícias dos média, que comento, não são arguidos ou suspeitos do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade; e quando, e se, na situação de arguidos, gozam do direito constitucional à presunção de inocência até ao trânsito em julgado de eventual sentença condenatória.

7 comentários:

Anónimo disse...

Obviamente, que o "Caso Franquelim", é um NÃO CASO. E porquê?

1. O Socialismo já vê eleições próximas, e querem a todo o custo ganhar os lugares do poder. Nada como um "Caso Franquelim" para distrair.

2. O Bloco está em início de autofagia, porque os "UDP'S" não querem casamento com o Costa e Pedroso, enquanto que o Bispo Anacleto, o Semedo e o Pureza, querm ser Ministros.

3. O PC quer continuar a explorar tudo o que seja possível, para mostrar que ainda existem.

4. Portas aproveita para aferroar Passos e Menezes (no Porto vai apoiar Rui Moreira), para marcar território (os homens são animais, como os cães).

5. Com isto, dá-se mais umas pazadas para cima do pai da Patrícia, que ganhou bom dinheiro com as acções do BPN/SLN.

Portugal está moribundo.

O consumo de cimento em Portugal em 2012, foi O MAIS BAIXO, desde 1974.

Anónimo disse...

Neste caso,o coro dos aldrabões faz o ruído suficiente para que a opinião pública nada perceba,ficando apenas os sound bites que interessam.

Já no caso de uma das vacas sagradas de "esquerda",a conversa foi outra.
Basta uma mera explicação,do tipo,

"-Contactado pelo PÚBLICO, Jorge Coelho afirma que aquela é uma “mera participação financeira”, desconhecendo tudo o que acontece na empresa.

http://www.publico.pt/economia/noticia/dias-loureiro-e-jorge-coelho-accionistas-de-gestora-de-um-fundo-financiado-por-fraude-ao-iva-1352260

E assim,o assunto morre ali.

FARINHA DO MESMO SACO disse...

ATÃO O MATEUS , O NUNO VITORINO,OS CORDOVICUS E O VIEIRA SAROLHO?

Anónimo disse...

O Mateus fez consultadoria para o BPN?

zazie disse...

Olá,

Não é alegadamente do MRPP- era mesmo- foi colega do Emanuel Santos do Banco de Portugal e também ex-mr

Eles sabem isso e continuam as lutas das seitas mas não têm coragem para o dizer.

Turbinas eólicas disse...

ótimo blog

murphy V. disse...

É bom encontrar uma abordagem racional ao "caso Franquelim"... Ponto de honra: a escumalha do BPN tem que ir para a cadeia (seja rosa, laranja, verde ou amarelo às bolinhas).
Agora, apurem-se as responsabilidades de quem EFECTIVAMENTE as tem! Ou basta ter passado na instituição para ser corrupto?! Este tipo de desinformação e atirar de lama em todas as direcções, só beneficia os verdadeiros culpados. Este Sr. Franquelim, entrou para o banco 1 ano antes de o escândalo rebentar, alguém sabe que falcatruas foram feitas nesse período?
Como contribuinte, quero saber: porque nacionalizaram a burla? Por exemplo, o Vale e Azevedo cometeu várias, mas o que distingue essas burlas das de Dias Loureiro, Oliveira e Costa (estes têm garantidamente culpas no cartório) é alguém ter decidido cobrir - com dinheiro dos contribuintes - as perdas provocadas pelos crimes destes últimos, porquê?! Investiguem bem os offshore por onde esse dinheiro andou e onde pára neste momento.
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/01/o-fardo-do-juros-o-chico-espertismo-e-o.html