sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A auditoria ministerial à licenciatura do aluno n.º 20064768

«Relvas teve equivalência até a cadeiras que não existiam», Expresso - caderno principal, 27-10-2012, p. 16

O Expresso, de 27-10-2012, na página 16 do caderno principal, trouxe uma notícia, assinada por Joana Bastos, «Relvas teve equivalência até a cadeiras que não existiam»que importa ler, analisar e concluir.

O jornal relata que a Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), o organismo de inspeção do ministério, concluíu a auditoria à Universidade Lusófona, iniciada em julho, espoletada pelo caso da licenciatura especial de Miguel Relvas em Ciência Política e Relações Internacionais, em 2006/2007, naquela instituição. Da análise que a jornalista Joana Bastos faz dessa auditoria a que terá tido acesso, realço e concluo o seguinte:
  1. A Inspeção defende-se, como em 2007 no caso da licenciatura de José Sócrates na Universidade Independente, com o número de aluno. José Sócrates era o famoso 95385 da Independente; segundo, o Público, de 31-10-2012, na Universidade Lusófona Miguel Relvas era o aluno o n.º 20064768. É assim que a Inspeção os trata.
  2. De acordo com o relato do Expresso sobre a auditoria, Miguel Relvas «foi o aluno a quem foram atribuídas equivalências a mais cadeiras - 32 no total de 36, o correspondente a 160 dos 180 créditos necessários para concluir o curso de Ciência Política e Relações Internacionais». Esse será o principal facto que, conjuntamente com o método sui generis de atribuição de créditos - para lá da frequência do curso e da avaliação nas quatro cadeiras que lhe foi indicado que realizasse -, permite concluir que Miguel Relvas foi beneficiado na sua licenciatura pela Universidade Lusófona
  3. De acordo com a citação do relatório de auditoria, Miguel Relvas, «apenas esteve inscrito  em 2006/07 e as unidades curriculares Teorias Políticas Contemporâneas II, Língua Portuguesa III e Língua Portuguesa IV, apenas configuram disciplinas optativas do curso em 2007/2008», o ano seguinte ao atual ministro ter concluído a licenciatura. E que terá sido o único aluno a obter equivalências aquelas disciplinas que, naquele ano, não fariam parte do plano de estudos daquela licenciatura.
    Importa verificar se a licenciatura consentia, ou não, a opção ao aluno por outras cadeiras de outras licenciaturas e por quantas. Não é um procedimento incomum que as escolas abriguem essa possibilidade nas suas licenciaturas, concedendo ao aluno maior latitude de escolha - e sem o encargo para a escola de oferecer disciplinas opcionais específicas do curso, o que implica a contratação de mais professores e maior despesa, em vez dos alunos frequentarem cadeiras de outros cursos que já decorrem. Se assim era - e importa ver se o curso aprovado/registado no Ministério o indicava -, é legítima a concessão de equivalências nessas disciplinas - abstraindo do facto da utilização de equivalências através de experiência profissional. Mas importa que essa possibilidade esteja expressamente inscrita no plano de estudos. Se não estiver, essa equivalência não parece ser regular, nem legal. Para além da perplexidade da concessão de equivalência a disciplinas de Língua Portuguesa II e IV - baseada em quê?
    Segundo o Público, de 31-10-2012, a universidade justificou que «anualmente, "o órgão científico competente define o elenco de opções para cada curso"». Mas isso tem de estar mencionado expressamente no plano de estudos da licenciatura. Porque é diferente a escolha das cadeiras opcionais que funcionam (normalmente, por escolha dos alunos e viabilidade do seu funcionamento pela universidade) da existência de cadeiras opcionais fora da licenciatura. Convém apurar e esclarecer.
  4. Porém, a auditoria realça ainda a concessão de equivalências a disciplinas, «sem que as mesmas tivessem sequer funcionado».
  5. E critica de forma clara os procedimentos de creditação da Universidade Lusófona, e especificamente os da licenciatura de Miguel Relvas, nomeadamente: regulação tardia e insuficiente dos procedimentos de creditação (posterior à licenciatura de Relvas?), fundamentação, intervenção dos órgãos, rasuras, falta de datas, assinaturas ilegíveis ou simples rubricas sem permitir a identificação dos autores.
O ministro Nuno Crato terá ordenado à Universidade  que reavalie, «no prazo de 60 dias», todas as licenciaturas com recurso à creditação. E o jornal escreve que «esses graus académicos, incluindo o de Relvas, podem vir a ser declarados nulos, se a instituição não demonstrar que houve fundamentação suficiente para a atribuição de créditos».

Em 31-10-2012, quatro dias depois, a Universidade respondeu. Segundo a jornalista Andreia Sanches, no Público, de 31-10-2012:
"As cadeiras existiam e continuaram a existir, só que pura e simplesmente nesse ano lectivo em nenhuma delas houve alunos inscritos [do curso Ciência Política e Relações Internacionais]." Portanto, nada de "estranho ou irregular", conclui a Lusófona.
Em conclusão: a inspeção auditou, o ministro manda a universidade reavaliar e a universidade previne que nada de irregular ou ilegal existe naquelas licenciaturas, inclusivé na de Relvas, que será assim confirmada como válida. A tática é demonstrar rigor do Ministério e esvaziar o balão suavemente pelo pipo. Nada muda contudo. Para lá da lei permissiva, existe a questão da legitimidade: como disse, a licenciatura especial de Miguel Relvas constitui uma vergonha para o próprio, o PSD e o Governo e o ministro deveria, portanto, demitir-se. Seria melhor para ele, o PSD, o Governo e o País. 

21 comentários:

Anónimo disse...

Inspecção de quê? Para que serve essa gentinha, faustosamente paga, de Inspectores que pululam de escola em escola, debitando relatórios, que depois são objecto de cozinha entre amigos? Nada. Tal como Sócrates acabou com uma licenciatura de merda. Relvas ficará com uma merda de licenciatura. Os portugueses têm o país que merecem, um país de merda e de merdas.

Anónimo disse...

http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=62152

Portugal já 'faliu' seis vezes

Desde 1800, Espanha já entrou em incumprimento treze vezes e Alemanha, oito. Falências de Estados é norma
Um perdão de dívida, a recusa de pagamento aos credores ou a insolvência de um país são eventos que constituem mais a norma do que a excepção na história financeira moderna do Mundo.
Apesar de nos últimos anos, a falência da Argentina, em 2001 ou a maior reestruturação de dívida alguma vez feita (Grécia em 2011) terem sido casos amplamente debatidos e considerados como eventos extraordinários, a realidade é que as ‘ondas’ de falências de nações são cíclicas e até habituais.

A História revela sempre dados curiosos. Desde 1800 até aos dias de hoje, Portugal entrou em incumprimento seis vezes, Alemanha e França oito vezes e a Espanha 13 vezes. Os espanhóis, aliás, foram os que mais processos de falência perante os seus credores registaram em todo o Mundo. Já países como os EUA, Canadá, Reino Unido, Holanda ou Suécia cumpriram sempre as suas obrigações perante os seus credores internos e externos.

Anónimo disse...

E anda este analfabeto a meter o focinho em coisa tão complicada e delicada como a reorganização administrativa! Valha-nos Deus!

Anónimo disse...

Este gajo "o Relvas" ja há muitos anos que é trafulha e gatuno. Estranho é o Cavaco Silva ter promiulgado um gajo destes a ministro sem nunca ter pesquisado na net por " Miguel Relvas um verdadeiro artista".
Os portugueses têm de facto a merda que merecem

Anónimo disse...

Como se os partidos não estivessem cheios de Relvas e pedófilos.Ahaha.
Que hipocrisia.
A seguir ao 25 foi um partote.Há até aqueles que sabiam carimbar.
Ninguém sabe disto?
Tretas.
Estamos fartos de falsas indignações.

NÃO CHEGARAM À MADEIRA disse...

A TENTATIVA DO PSD MAÇÓNICO DE PASSOS E RELVAS PARA TOMAR DE ASSALTO A MADEIRA FALHOU ROTUNDAMENTE.TUDO FOI UTILIZADO PARA O EFEITO,INCLUINDO O RECURSO À INFÂME CÂNDIDA.TUDO FALHOU TAMBÉM COMO SE VIU HOJE E COMO SE VERÁ MAIS TARDE A NÍVEL NACIONAL QUANDO A DUPLA MAÇÓNICA FOR DERRUBADA.

Anónimo disse...

este gajo é mesmo pintas

Anónimo disse...

Vergonha
www.mrb.pt

Anónimo disse...

Vergonha
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=x3o1jmOXur4#!

Anónimo disse...

Há gajos de todos os partidos metidos nisto e é por isso que foi abafado.
Um verdadeiro NOJO.
Isto tem de ser denunciado assim como os que venderam a Pátria têm de ser auditados e punidos.
A Pátria está em perigo, estamos sem autonomia e sem independência.
Estão a "cagar" em Portugal.
Isto não pode continuar!
(eu jurei bandeira)

Anónimo disse...

O Alberto João, mais conhecida na Madeira, por Mijadas, não soube afastar-se a tempo. Não tarda muito, cospem-lhe na cara. Encobriu o enriqueciemnto de trolhas, como aquele que é dono de várias rádios da Madeiira, e que mais não é do que o Jagunço do Cappo. Mais um produto da laranjada à beira do fim. O estouro da laranjada vai ser identico à Democracia Cirstã italiana. Grande estouro. Os rosas são o partido pedófilo e corrupto. Os laranjinhas são o representante do polvo negro português. Tem que se rebentar com eles, rápidamente.

Eduardo Targa disse...

Gostei muito do seu blog, tem um template exemplar e criatividade em suas postagens está de parabéns, se tiver um tempinho de uma puladinha em www.variedades1.com um grade abraço de seu novo admirador brasileiro Eduardo Targa

Anónimo disse...

"A política sem ética é uma vergonha" - Francisco Sá Carneiro

MJMatos disse...

Curiosidade (questão lateral a esta): a A3ES mandou fechar o curso onde Seguro é "prof." - Instituto Superior de Comunicação Empresarial – Comunicação Empresarial (L)

RUBI VALLE NADA disse...

DE CADA VEZ QUE ABRO A BOCA OU SAI BOSTA OU DISPARATE!SOU UM VELHO TONTO EM FASE TERMINAL.

Anónimo disse...

A maçonaria responde assim às Inspecções.

http://economico.sapo.pt/noticias/muitos-dos-cursos-nao-acreditados-nao-funcionam-ha-anos_155377.html

Manuel Damásio, da Lusófona, disse hoje que muitos dos cursos que não foram acreditados "já não funcionavam, na prática, há anos".

O administrador da Universidade Lusófona, Manuel Damásio, disse hoje que muitos dos cursos que não foram acreditados pela Agência de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior "já não funcionavam, na prática, há anos".

Em declarações à agência Lusa, Manuel Damásio, presidente do conselho de administração do grupo Cofac, que detém a Universidade Lusófona, precisou que, no caso do grupo Lusófona, a maioria dos cursos já não estava funcionar na prática.

Dos cursos que estão a ser leccionados, apenas o doutoramento em Ciência Política e o curso de Ciências Aeronáuticas não foram acreditados

ESQUERDALHADA CORRUPTA disse...

POQUE SERÁ QUE OS JERÓNIMOS E OS LOUÇAS NUNCA FALAM EM CORRUPÇÃO?OS DEBOCHES DA FESTA DO "PARA TRÁS" COM CÂMARA DE LISBOA À MISTURA E DO ZÉ FAZ FALTA PARA NADA EXPLICAM MUITA COISA.

FALTA DE ESQUADRO E AVENTAL disse...

O DAMASIADO JÁ NÃO VAI PODER MAIS VOAR DE ESQUADRO E AVENTAL.

DA MERCKEL disse...

DE BASTÃO TEUTÃO ARMADA A MERCKEL DO ZÉZITO GOSTAVA E TINHA EM ADORAÇÃO.NAS FOTOS ERAM SÓ BEIJINHOS,EM PRIVADO SÓ NHANHA E MIMINHOS E NOS CONSELHOS SÓ APALPAÇÃO.ENQUANTO O GATUNO ROUBAVA,OS PORTUGUESES ESMIFRAVA E CUMISSÕES CUBRAVA,A MERCKEL EM EXTÂSE SE DELEITAVA,DE GOZO SORRIA ENLEVADA E NO TRASEIRO O BASTÃO LHE ENFIAVA.DE TANTO LHE DAR COM O BASTÃO DOS PORTUGUESES TOMOU-LHE O GOSTO E AGORA JÁ NÃO É SÓ AO ZÉZITO MAS A TODO O POVÃO!!!

O RECAUCHUTADO disse...

DE TANTO SER RECAUCHUTADO, JÁ SÓ PREGOS TEM NO CAIXÃO.DE BORRACHA MOLE FOI FABRICADO,NEM PARA PNEU SERVE DO TEUTÃO.DA SANTA IGNORÃNCIA INSPIRADO,SÓ CONSEGUE DIRIGIR A AFUNDAÇÃO.DE TANTO CHOVER NO MOLHADO, HOJE JÁ SÓ DA MERCKEL É O CÃO!!!

Anónimo disse...

http://www.youtube.com/watch?v=Qam7h1jMIwI&feature=related