terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O silêncio da Sciences Po e a inevitabilidade de um inquérito interno à admissão de José Sócrates

A Sciences Po não respondeu às quatro questões colocadas sobre a admissão de José Sócrates naquele instituto universitário francês.

Como expliquei em 5-12-2011, no meu poste «Necessidade de um inquérito à admissão de José Sócrates na Sciences Po», Pierre Gumbel, director de comunicação da Sciences Po, disse à revista Sábado, de 17-11-2011 (linque da revista), p. 34, que Sócrates tinha sido admitido a doutoramento naquela escola e que a sua candidatura não tinha sido recusada duas vezes. Depois de ver, e ouvir, o video da inesquecível conferência, em português, de José Sócrates, «Quelques clés pour comprendre le Portugal actuel», na Escola de Outono do Collége Universitaire de Poitiers - Campus Euro-Latino-Américain, da Sciences Po, de 3-11-2011, as questões permanecem. Essas questões terão de ser respondidas, sob pena de ficarmos a pensar que existe alguma coisa obscura na admissão do ex-primeiro ministro na Sciences Po, um caso que deverá ser objecto de inquérito interno para que tudo seja elucidado, em vez de escondido. No mural do Facebook da Sciences Po, a carta cordial que publiquei no meu poste de 5-12-2011, e que alguns leitores lá chaparam, foi apagada, o que demonstra o incómodo do assunto. Ora, a Sciences Po deve uma explicação sobre este assunto, nomeadamente aos candidatos que, ao contrário de José Sócrates, não foram admitidos naquela escola. Creio que a última coisa que a Sciences Po pretende é ganhar a reputação duvidosa da London School of Economics, a propósito do caso do filho de Khadafy.

São estas as questões que a Sciences Po e José Sócrates não responderam:
  1. Em que doutoramento da Sciences Po foi José Sócrates admitido: «Ciência Política - Menção «Teoria Política»?
  2. José Sócrates foi admitido na Sciences Po à primeira vez, sem reserva nem dificuldade alguma?
  3. Quais as pessoas que constituíram o júri de admissão de José Sócrates na Sciences Po?
  4. Quem foram os dois professores universitários contactados pelo embaixador português em França, Francisco Seixas da Costa, e eventualmente por ele próprio, em que lugar e ocasião, e qual a sua relação com o processo de admissão de José Sócrates na Sciences Po?

Sócrates tem a ideia de que as dúvidas evanescem se não forem esclarecidas, mas a experiência mostra que a sua táctica de pinto balseiro é contraproducente. As dúvidas crescem e consolidam-se como certeza. O pior é que na táctica das escondidas se apanha uma instituição prestigiada, como a Sciences Po, pelo meio. Continuamos à espera da resposta da Sciences Po a estas quatro questões.


Actualização: este poste foi emendado às 10:53 de 21-12-2011.

9 comentários:

Anónimo disse...

Caro ABC:

Bem pode esperar sentado. O javardo provinciano José de Sousa não tem a importância mediática do líbio.

Está a gastar muita cera com ruim defunto.

Entretanto, por cá, não há nada que lhe mereça mais comentário? Por exemplo,os (in)discretos apelos à emigração da juventude, para ficarmos por cá ainda menos e mais envelhecidos...

Anónimo disse...

O maior apelo à imigração foi levar o país à bancarrota.
Estes truques baratos de querer atribuir importância a banalidades não cola.
Fraca táctica,tem 37 anos,está gasta.
Ao fim de três anos de socratinismo,todos diziam que era cedo para balanços,quando já se tinha percebido a prenda que governava.
Agora os balanços começaram no primeiro mês de governo.
As avaliações fazem-se por frases retiradas de discursos.
Ridículos.
Falassem há uns anos atrás!

Anónimo disse...

Tentativas de deturpação e falácias do badalhoco do Seguro,são o pão nosso de cada dia nos canais de tv ou nas primeira páginas de jornais de que ninguém lê as interiores.
Acompanhado com guitarradas pelo coro comunista do PC e do Bloco de Esterco.
Seis anos de silêncio deram lugar a gritaria histérica diária.
Arruinar a nação mereceu a indiferença destes agitadores de segunda,tentar resolver o gravíssimo problema que causaram provocou uma onde de aldrabices e manipulações que num país com uma imprensa séria poria fim às carreiras destes trafulhas,destas sanguessugas sem escrúpulos.

Quanto à Sciences Po,é mais do mesmo.O dinheiro abre todas as portas.A Irmandade dá uma ajuda e a camaradagem,outra.
Não há universidades bacteriológicamente puras.As reputações por vezes são apenas isso.

Anónimo disse...

Para entrar nessa Universidade francesa, ser Engenheiro diplomado não basta?

Eu quando entrei para a Universidade de Coimbra só tinha o 7º Ano dos Liceus!

E hoje sou Professor Doutor!

Anónimo disse...

Da mula russa.

Anónimo disse...

Caro Dr Caldeira
Acho bem que insista numa resposta da Sciences Po mas ninguém vai dizer nada, estão todos feitos num complot de causas assustadoras.
Quanto ao estimulo à emigração que indignou tantas pessoas acho que muita gente ignora a nossa historia e nem sabem como em Portugal foi sempre dado um gde incentivo à emigração mas como Passos o fez aqui del´rei que o homem devia ser fuzilado..Não sejamos hipocritas.
Como os meus familiares remotos emigraram para Africa em busca de uma vida melhor isso não me faz nenhuma confusão, foi um orgulho pq se abriram horizontes, não se acomodaram. Convivemos com milhares de outros emigrantes Gregos, Italianos, Ingleses, Belgas, Holandeses e que eu saiba o Passos Coelho não estimulava a emigração longos anos ANTES DE NASCER!!!!!

Anónimo disse...

Querm fará a tesezinha do falso engenheiro? Será o Freire do ISCTE? O saco do Tio Celestino é fundo e paga tudo o que for necessário.

Anónimo disse...

Ouvi dizer que essa universidade francesa não vai fazer nenhum inquérito à admissão do Sócrates porque o proponente, Dr ABC, nutre uma sanha doentia para com o Sócrates o que o leva à cegueira. Neste sentido não pode perder tempo com solicitações vindas de "doentes".

O Raio disse...

Francamente, temos o país governado por um incapaz e à beira do abismo e preocupamos-nos com a admissão do Sócrates numa Universidade francesa?

Esta socratofobia começa a ser cansativa. Sugerimos aos que dela sofrem que se tratem...