domingo, 17 de novembro de 2019

A segunda versão da terceira parte do segredo de Fátima

O livro de Manuel Arouca “Lúcia: a última mensagem” vem difundir o excerto desprezado da segunda versão, datada de 3 de janeiro de 1944, da terceira parte do segredo de Fátima, publicado na biografia da Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado O.C.D, “Um caminho sob o olhar de Maria”, de 2013, da autoria das irmãs do Carmelo de Coimbra, inédito que tem passado despercebido à cristandade e à historiografia, um texto que já havia sido publicado, sem esse enquadramento, no diário da irmã Lúcia, “O meu caminho” (pp. 180-182) A primeira versão da terceira parte do segredo de Fátima foi divulgada na Cova da Iria em 13 de maio de 2000, pelo cardeal Angelo Sodano por instrução do Papa João Paulo II. Não é claro que a Irmã Lúcia só tenha enviado a carta com a primeira versão da terceira parte do segredo para o Vaticano.

Escreveu Lúcia, em 3 de janeiro de 1944, nesta segunda versão da terceira parte do segredo de Fátima:
“Senti o espírito alagado por um mistério de luz que é Deus e nele vi e ouvi: a ponta da lança como uma chama que se desprende, que toca o eixo da Terra e ela treme: montanhas, cidades, países e povos com seus habitantes ficam sepultados. O mar, os rios e as nuvens saem de seus limites, transbordam, alagam e arrastam consigo em um torvelinho casas e pessoas em um número que não se pode contar, é a purificação do mundo do pecado no qual se encontra imerso. O ódio, a ambição, provocando a guerra destrutiva. Depois escutei no palpitar acelerado do coração e em meu espírito uma voz rápida que dizia: ‘no tempo, uma só fé, um só batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica. Na eternidade o “Céu”!”

Nessa visão de Lúcia, escrita em 3 de janeiro de 1944, numa segunda versão do terceiro segredo de Fátima que Lúcia encerrada numa carta, tal como a primeira versão, Nossa Senhora refere-se à guerra nuclear, catástrofes geofísicas e unidade da Igreja:

1. Guerra nuclear: 
”a ponta da lança como uma chama que se desprende, que toca o eixo da Terra e ela treme: montanhas, cidades, países e povos com seus habitantes ficam sepultados.”
A descrição adequa-se à explosão nuclear, ao seu cogumelo atómico, ao cataclismo provocado pela bomba. Note-se que as bombas dos EUA sobre Hiroshima e Nagasaki foram lançadas em 6 e 9 de agosto de 1945, dezanove meses depois de Lúcia ter escrito a carta. Todavia, a dimensão horrível das consequências que Lúcia apresenta pode indicar uma incidência ainda maior e por acontecer.

2. Catástrofes geofísicas:
“O mar, os rios e as nuvens saem de seus limites, transbordam, alagam e arrastam consigo em um torvelinho casas e pessoas em um número que não se pode contar, é a purificação do mundo do pecado no qual se encontra imerso. O ódio, a ambição, provocando a guerra destrutiva.”

As catástrofes geofísicas descritas pela Irmã Lúcia parecem resultar da “ponta da lança como uma chama que se desprende” e  da “guerra destrutiva provocada pelo ódio e ambição”. No texto essas catástrofes não são independentes, nem naturais. ‘Man made’? Sim, mas com a guerra. Que a oração evita e a falta de fé atiça.

3. Unidade da Igreja: 
“escutei no palpitar acelerado do coração e em meu espírito uma voz rápida que dizia: ‘no tempo, uma só fé, um só batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica. Na eternidade o “Céu”!”
A Igreja una, santa, católica e apostólica, afetada pelo relativismo socialista, a nova face do marxismo.

3 comentários:

Anónimo disse...

Acredito que é impossível aos criados compreender o Criador.
E este 'post' é a melhor propagando ao livro de Manuel Arouca.
Por estes trechos, é-me impossível acreditar naquilo que foi escrito; mas não nego que possa ser verdade.

Lembrei-me de uma excelente cena de Rowan Atkinson que se pode ver, para apreciar, em
God's Mysterious Ways, em:
https://www.youtube.com/watch?v=GwkgGPvClF4

Não é para rir. Será para pensar e perceber o que é ser-se um excelente Actor.

ao

Anónimo disse...

Correio da Manhã-Vidas, 13.03.2010
Impressionante… o testemunho deste bracarense. Em vez de “tomates” ou “colhões”, tem… testículos. Só pode mesmo ter andado na universidade católica ou no seminário…

Anónimo disse...

Senhor Professor Caldeira, o que nos diz da demissão de Mamadou Ba? Será que o Bloco vai perder votos nos bairros africanos de Lisboa?