domingo, 10 de fevereiro de 2013

BPN: uma história de pasmar



O dinheiro perdido pelo Estado no BPN chegará aos sete mil milhões de euros (valores da reportagem «A Fraude», na SIC, de 5 a 8-2-2013), ou até aos  8,3 milhões de euros (i, de 24-4-2012 e DN, de 29-4-2012). Na perda do Estado no BPN, há que distinguir três períodos: antes da nacionalização, o período da nacionalização (administração pela Caixa Geral de Depósitos) e a privatização. Quase todo esse prejuízo do Estado resulta da nacionalização: o Estado não pode assumir as perdas dos investidores, nem dos depositantes acima da garantia legal.

Antes da nacionalização, além da atividade bancária comercial habitual, o BPN financiou investimentos e negócios dos seus acionistas, de parceiros de negócios e de políticos (do PSD e não só) amigos da administração. A SLN era a holding, financiada pelo banco, que reunia as empresas detidas a 100% e as participações noutras empresas. Várias dessas empresas acumularam dívidas incríveis, admitindo-se que, num grupo, com contabilidades paralelas, bancos virtuais, e bancos insulares mais ou menos secretos, o financiamento seja cruzado e cometido a fins distintos dos indicados. Um dos grandes negócios manhosos em que a SLN entra em consórcio com outros investidores amigos, foi a absurda contratação por 485 milhões de euros do SIRESP, sistema de comunicação das forças de segurança do Estado, quando, alegadamente, esse sistema valeria apenas um quinto desse valor.

O financiamento dos investimentos dos grandes acionistas é o motivo por que, vulgarmente, industriais se envolvem na aventura da participação em bancos: conseguem assim financiamento para negócios mais ousados, a que a banca de investimento resistiria, e com maior dispensa de garantias, prazos mais longos e juros mais agradáveis.

Para além disso, e de forma a atrair investidores e garantir apoios políticos, a administração celebra acordos (escritos e verbais?) de venda e recompra de ações com ganhos variáveis, eventualmente dependendo do poder dos envolvidos, uma espécie de swaps a valores garantidos: a administração da SLN vende ações a X, acordando desde logo a recompra ao valor de X+Y.

Corrupção política no início, meio e fim, num banco fundado e presidido pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e presidente da distrial de Aveiro do PSD, José Oliveira e Costa, envolvido no polémico caso do perdão fiscal à complicada Cerâmica Campos, em 1990, em que, segundo me recordo da investigação do Expresso, de acordo com fontes da investigação, a máquina de escrever onde o perdão fiscal foi pedido era a mesma onde foi datilografada a concessão desse perdão.

Entretanto, o donabranquismo do BPN, em que depósitos - até o Ministério de Ferro Rodrigues, em 1999, lá depositou milhões da Segurança Social, dinheiro que é de presumir que tenha servido ao banco para alavancar financiamentos e investimentos da SLN e de amigos da administração.

Quando os rumores de implosão começam a circular, é natural que grandes acionistas pressionem a administração do grupo SLN/BPN a recomprar-lhes as ações; e que outros grandes investidores em títulos de investimento, em fundos de tesouraria e em depósitos, pressionem a administração para reaverem o dinheiro investido, ainda no tempo de Oliveira e Costa e depois dele até à nacionalização.

Em novembro de 2008, depois de falha consecutiva, durante anos na supervisão bancária pelo Banco de Portugal (BdeP) de Vítor Constâncio (que justificou, na sua audição na comissão parlamentar de inquérito, o comportamento seu e do Banco de Portugal relativamente ao BPN, com confiança no Dr. Oliveira e Costa, «ingenuidade», como se um governador do BdeP pudesse ser ingénuo...), e em vez de aceitar o plano Cadilhe, o Governo Sócrates nacionalizou o BPN, o banco atribuindo a sua gestão à Caixa Geral de Depósitos, através de uma administração de Bandeira. Com essa decisão política, o poder socratino ficou, indiretamente, com acesso possível a informação financeira privilegiada sobre os negócios do Presidente da República, Cavaco Silva, e sua família, com o grupo SLN (holding detentora do BPN). Para não perder o efeito político - que não se consegue perceber qualquer razão de economia ou de marketing -, o Governo Sócrates mantém a marca... BPN, ainda que na prática o banco passe a pertencer à Caixa.

Porém, após a nacionalização de novembro de 2008, é crível que a pressão dos investidores para a recompra de ações da SLN, e para a liquidação de fundos de tesouraria e de investimento, tenha continuado, havendo notícias abundantes de discriminação na devolução do dinheiro investido, considerando a administração que uns eram depósitos e outros não. A contabilidade da percentagem da devolução de dinheiro a grandes investidores (seja em fundos de investimento, seja em fundos de tesouraria) em contraponto com os pequenos aforradores deve ser algo que a Caixa e o Estado devem informar os portugueses. Pois, os contribuintes  portugueses foram todos acionistas do banco, enquanto este este nacionalizado.

Outro facto que importa o Estado e a Caixa Geral de Depósitos apurarem com escrupuloso rigor e informar  os portugueses com absoluta transparência, é a gestão após a nacionalização (de novembro de 2008 a março de 2012). Porque até agora o tribunal e a comissão parlamentar dedicaram-se a apurar a gestão anterior á nacionalização. Assim, convém obter resposta às seguintes questões, após a nacionalização, com a administração do banco pela Caixa Geral de Depósitos:
  1. Se continuou a haver financiamentos a empresas totalmente detidas pela SLN, a quais empresas e quanto?
  2. Se continuaram os financiamentos pelo BPN nacionalizado a empresas participadas pela SLN, a quais e quanto?
  3. Se isso aconteceu, qual o montante e percentagem desses financiamentos que estão em incumprimento?
É que a torneira do banco para a SLN e empresas de acionistas da SLN, e demais negócios ruinosos e arriscados, deveria ter sido fechada imediatamente, evitando a drenagem de dinheiro público.

Finalmente, importaria reavaliar, através de uma entidade independente, qual o exato valor do BPN nacionalizado à data da privatização para apurar do rigor do negócio realizado pelos Governos (Sócrates e Passos Coelho) com os angolanos do BIC. Se o Estado limpou dívidas e ativos tóxicos, qual o valor da quota de mercado do banco, o património imobiliário das agências e da sede e o valor dos recursos humanos do banco em comparação com os 40 milhões de euros por que foi vendido em março de 2012? Noutra perspetiva, quanto custaria ao BIC a quota de mercado, a contratação e a formação de funcionários, a compra de edifícios e o apetrechamento de agências por todo o território português?

A fatura de sete ou 8,3 mil milhões de euros de custo do BPN para o Estado deveria ser endossada a José Sócrates, cujo  Governo, que liderava, tomou a decisão de nacionalizar o BPN, garantindo ele próprio no Parlamento, em 11-2-2009, que os encargos para os contribuintes portugueses «serão, tenho a certeza, muito menores do que aqueles que seriam se não tivessemos feito nada» - isto é, a nacionalização - oiça-se a reportagem da TSF da intervenção do então primeiro-ministro, nesse debate parlamentar! Se o banco não tivesse sido nacionalizado, o Estado teria de garantir apenas 25 mil euros por depósito no BPN (quantia que vigorava até novembro de 2008 como garantia estatal de depósitos). Mas esse montante global seria ínfimo comprado com as perdas que essa decisão acarretou. Qualquer depositante sabe que um depósito bancário não é isento do risco de falência da instituição onde coloca o seu aforro - e melhor sabe qualquer investidor, particular ou empresa, que pode perder o dinheiro investido em fundos de investimento, obrigações e ações. Portanto, o Estado não pode, nem deve eliminar o risco do investidor e do aforrador, acima do valor legalmente previsto.

O BPN tinha na época da nacionalização uma quota do mercado financeiro português de 2% e, por isso, jamais constituía um risco sistémico significativo - no relatório de Estabilidade do Sistema Financeiro de 2008 do Banco de Portugal , datado de 19-5-2009, o BdeP diz que a falência do BPN «poderia ter algum impacto sistémico» (sic). No meio do delírio do socratismo, a nacionalização do banco, custasse o que custasse, também representaria para as mentes tortuosas do poder real uma hipótese de OPA sobre o Presidente da República, através do acesso a informação dos negócios do Prof. Cavaco Silva, e da sua família, com a administração de Oliveira e Costa, do grupo BPN/SLN - e expetativa de condicionamento do presidente por esse receio. Numa avaliação do delírio desses anos de autoritarismo e de desequilíbrio constitucional, essa hipótese parece mais válida para a lógica desse poder socratino (que ainda predomina no Partido Socialista e no País) do que o impacto da falência do BPN sobre créditos de outros bancos e o medo de corrida dos portugueses ao levantamento generalizado de depósitos noutros bancos...


Nota: sobre este assunto do BPN, veja-se ainda o meu poste «A fatura de 8,3 mil milhões de euros» do BPN», de 4-5-2012.


* Imagem picada daqui.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): As entidades referidas nas notícias dos média, que comento, não são arguidos ou suspeitos do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade; e quando, e se, na situação de arguidos, de acusados, de pronunciados, de condenados em primeira, segunda e terceira instância, e depois de aclarados todos acórdãos e verificada a constitucionalidade pelo Tribunal Constitucional de normas legais que as defesas argumentem violarem a Constituição, gozam do direito constitucional à presunção de inocência até ao trânsito em julgado de sentença condenatória.

31 comentários:

Anónimo disse...

"Mas houve uma questão em que o ministro teve necessidade de "chutar para canto". Foi quando Honório Novo, deputado do PCP, questionou o ministro se o BPN tinha autorização da CMVM - Teixeira dos Santos era então responsável por este órgão de supervisão - para comercializar produtos financeiros. "Estou aqui na qualidade de ministro das Finanças. Ninguém melhor do que a CMVM está à vontade para responder a essa questão", respondeu Teixeira dos Santos."

http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1266583&especial=BPN&seccao=ECONOMIA


Anónimo disse...

"Buraco do BPN é de 2 mil milhões, garante Teixeira dos Santos
Ministro das Finanças desmente números que têm sido noticiados e que apontam para um buraco de 5 mil milhões de euros

O buraco do BPN é de 2 mil milhões de euros, garantiu esta sexta-feira o ministro das Finanças, no Parlamento, e não de 5 mil milhões como tem sido publicado."

http://www.tvi24.iol.pt/economia-alertas/bpn-teixeira-dos-santos-ministro-das-financas-governo-socrates-buraco-bpn/1224058-3219.html

Anónimo disse...

O Socratinismo não é obra de um só homem.
O prof.Teixeira dos Santos foi um grande escudeiro.

lidiasantos almeida sousa disse...

O Cavaco, compadre do Oliveira e Costa e da Dona Yolanda, o Genro Montez grande beneficiário para comprar as rádio e fazer concertos, que se preparava para comprar as rádios Antena 1 - 2 -3, o Dias Loureiro, O Rui Machete, o JOAQUIM COIMBRA DE TONDELA, grande financiador das campanhas do PSD e do Cavaco, o Fernando Fantasia, o Teodosio Caarapeto, E MUITOS OUTROS DO GANG MAFIOSO CAVAQUISTA, são todos inocentes, não roubaram nada. A culpa é toda do TEIXEIRA DOS SANTOS, como se naquele momento da falência do Lemon Brothers e de milhares de bancos no Mundo não houvesse riscos sistémicos nos outros bancos Portugueses e a corrida aos levantamentos do dinheiro.não levasse à ruptura do sistema financeiro Português. Mais seriedade no foguetório dos anónimos, senão os ladrões passam a bonzinhos, que é o que acontece e a a culpa é dos policias

Anónimo disse...

O Grande Vigarista e Paneleiro de Paris, parece que continua a boiar, e ainda não é no Sena. Vem a Lisboa, de bigode e de chapéu na cabeça, apesar de ter uma infima esperança de vir um dia a regressar como o D. Sebastião dos vigaristas.

Anónimo disse...

O Socratinismo sem Sócrates.

http://economico.sapo.pt/noticias/exassessora-de-socrates-assume-comunicacao-de-seguro_160474.html

Mafalda Costa Pereira vai liderar gabinete de comunicação do PS e terá Luís Bernardo como colaborador externo.

A ex-assessora de José Sócrates Mafalda Costa Pereira é na nova directora do Gabinete de Comunicação do PS.

Um reforço na equipa estratégia de comunicação de António José Seguro, numa altura em que se multiplicam as declarações a indiciar que o PS se está a preparar para um cenário de eleições antecipadas. Hoje mesmo, o secretário-geral do PS voltou a frisar que se o Governo avançar com medidas do relatório do FMI para cortar na despesa, não hesitará na apresentação de uma moção de censura.

Mafalda Costa Pereira ficará responsável pela coordenação da equipa de comunicação e terá uma ajuda externa do ex-colega de gabinete em São Bento, Luís Bernardo.

O ex-assessor de Sócrates irá colaborar em toda a estratégia e organização do partido, mas apenas como "militante", ao que apurou o Económico. O gabinete de comunicação continuará a contar também com os assessores de imprensa Cláudia Veloso e Ricardo Pires

Anónimo disse...

http://www.mundoportugues.org/content/1/11077/vitor-sereno-assume-consulado-geral-portugal-macau/

Natural de Coimbra, Vítor Sereno é licenciado em Direito (Ciências Jurídico -Económicas) pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Em 1997 iniciou uma carreira diplomática que o levou a desempenhar funções na Guiné-Bissau, Argentina, Alemanha e Holanda. É considerado um dos nomes fortes da nova geração da diplomacia portuguesa.
O diplomata foi ainda coordenador das reuniões na Estrutura de Missão para a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia e a de chefe do Gabinete do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga, entre 1 de Março de 2008 a 26 de Outubro de 2009. Atual chefe de gabinete do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, dá agora seguimento à carreira diplomática.
Em 2007 Vítor Sereno recebeu um louvor de António Braga pelo trabalho desempenhado enquanto cônsul-geral de Portugal em Roterdão, Holanda. Dois anos depois, ao deixar o gabinete do secretário de Estado das Comunidades, recebeu outro louvor pelo trabalho desempenhado. Em Fevereiro de 2008 foi premiado pelo júri da Academia Internacional de Protocolo, em conjunto com o embaixador Manuel Côrte-Real, chefe do protocolo do Estado, e com o Luís Bernardo, do gabinete do Primeiro-Ministro, pela execução e planeamento da Cerimónia de Assinatura do Tratado de Lisboa, ocorrida em 13 de Dezembro de 2007 no Mosteiro dos Jerónimos.

Anónimo disse...

http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=5159:nacional-presidente-da-republica-promulga-extincao-de-mais-de-mil-freguesias&catid=53&Itemid=110

Caríssimos;
O Tozé já pediu desculpa por ter solicitado maioria absoluta aos Portugueses. Parece que foi o Luís Bernardo que na confusão que lhe é particular passou-lhe para ler a minuta de 2009.
Os Portugueses, no entanto agradecem, pois cada vez que o Tozé fala, diminui a probabilidade dele poder vir a ser primeiro-ministro. Os mercados sossegam e os juros descem. É caso para pedir: Diga muitas coisas, senhor Seguro.

Cumprimentos
Guerra Junqueiro

Anónimo disse...

Se não fosse este pote já muitas burras tinham morrido neste país.

Bem, enquanto não houver um levantamento popular, vou deitar mais um fadinho abaixo...

TUDO BONS COMPADRES disse...

O COMPADRE FERRUGENTO DO LOUREIRO E O SEU VESGO SAROLHO METERAM MUITO DINHEIRO DA NOSSA SEGURANÇA SOCIAL NO BPN.O QUE TERÃO RECEBIDO EM TROCA?

Anónimo disse...

Robalos,presumo...

Anónimo disse...

Enquanto se distrai o povoléu com lérias,o meliante de Paris vai passando incólume na imprensa.A sua quadrilha vai gerindo a agenda mediática do país,apontando baterias ao governo que executa o acordo socialista com o FMI e à sra Merkel.
Os comunistas dão uma ajuda.
O espertalhão consegue que os seus crimes não sejam estampados nas páginas dos jornais.Abateu-se um silêncio sepulcral sobre as malfeitorias do canalha.
A quadrilha assaltou os cofres públicos e tomou a banca privada para financiar o seu insidioso projecto de poder,contando com a hoste de membros do judicial sempre prontos a venderem-se.
Com esta passagem da esponja,em breve os teremos que suportar de novo.
Se há lição nestes 39 anos de regime,é que nada se aprende e tudo se esquece.

Anónimo disse...

Podem os Ratos limpar com uma esponja. Mas, o estado cadavérico da nação portuguesa, não lhes dará tempo para muita coisa. O saque está a chegar ao fim. Voltaremos aos tempos da I república, com governos de meses ou de pouco mais de um ano, e logo depois, aos canhões, marchar, marchar!

Anónimo disse...

Ao que consta, na altura da privatização do BPN quase todos estiveram de acordo. Era necessário não criar alarme. Contudo quando, mais tarde, se veio a verificar que o BPN e tudo o que girava à sua volta era uma rede tentacular em que rapazolas, na sua esmagadora maioria, que gravitaram nas hostes do PSD mamaram à tripa forra, depressa viraram a agulha , para ilkudir o essencial começaram a olhar para os problemas da privatização. Deixou-se de referir os Limas, os Dias, os Oliveiras, Cavacos, Cavaquistas e muitos outros laranjas (veja-se este post do Dr ABC) para, ainda hoje, se falar no Sócrates. Claro, convém esquecer quem mamou, q2uem cometeu os crimes...

Anónimo disse...

Para o aldrabão socialista que por aqui anda a mentir sistemáticamente,como é habitual nos ratos daquele partido-quadrilha.

Estavam todos de acordo...

"A proposta do Governo de nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) foi hoje aprovada pela maioria socialista, com os votos contra de toda a Oposição. A aprovação da proposta do Governo surge no dia em que o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, vai à Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças falar sobre as alegadas irregularidades encontradas no BPN."
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1039255


"Desta forma, ficaram resolvidas as objecções do PSD e do CDS-PP, que acusavam o Governo de pretender aprovar uma lei geral de nacionalizações encapotada numa proposta que prevê a intervenção do Estado sobre o BPN."
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1039255

Anónimo disse...

Evidentemente, que o Sócrates sempre foi uma vítima. Os 45.000 milhões de euros de dívida pública que contraiu, não o fez por mal, quis apenas promover PPP's e arranjar negócios para a Mota, para o BES, e para mais uns amigos de uma qualquer Sucata. O Sócrates nacionalizou o BPN para fazer o frete aos amigos do Cavaco, e para prender os tintins do Cavaco. lixou-se, porque o Cavaco foi reeleito. Entretanto, o curajoso Sócrates tem medo de andar de cara destapada na Avenida da Liberdade ou na Praça de Londres. Porque será que tem tal curajoso, tanto medo?

Anónimo disse...

Por mal?!
Ele nem sabia que tinha contraído essa dívida.Foi a oposição num momento de distração.
Hoje vive da caridade de amigos.
Compra umas roupitas no Bijan,loja mais cara do mundo,como nos melhores restaurantes de Paris.
Coitado,vai vegetando enquanto os portugueses disfrutam do seu legado que vai fazer as delícias de gerações.

Anónimo disse...

Será que foi apenas Portugal que viu a devia aumentar, e muito, a partir de 2008?
Será que foi apenas Portugal a nacionalizar bancos?
Será que houve em algum lado tanta gente do mesmo partido a mamar montanhas de dinheiro dum banco?
Será que essa das PPPs é apenas obra do Sócrates?
E este Governo o que tem feito para retirar a massaroca aos abutres das PPPs?
Será que o Secretário de Estado que tem a pasta das PPPs não conhece os dossiês e que por isso ainda não agiu, forte efeio, conforme o Governo tanto apreguou em campanha. (risos!...)

lidiasantos almeida sousa disse...

Recebi um comentário no meu email que suponho seja do GUERRA JUNQUEIRO, porque acho o melhor comentário e não respondo a Anónimos.
Mas cito um poema de JEAN COCTEAU (1889-1963)
GATO

Com peixes rubros, o fogo
Estava o gato a embalar,
Se eu mexer, então logo
O gato pode mudar

Que nunca pare a certeza
Da roda em rotações mil;
Pois transformar-em em princesa
Pra ele é um truque infantil.

Anónimo disse...

Estas ratazanas até a intoxicar são incompetentes.Que trupe!
É tão fácil desmontar tanta aldrabice e falácia que nem tenho pachorra.Quem quiser que os ature.
Deixo só mais esta.

"Será que essa das PPPs é apenas obra do Sócrates?"

PPP criadas por cada governo:

Cavaco Silva 2
Guterres 30
D.Barroso/Santana 6
Sócrates 50

Só esfregando isto na fúcia destes socialistas aldrabões!

A. Peres - A.Utiger disse...

Quando se opina o que vai na alma, seguramente não se incorre em nenhum delito desde que não pronuncie algo injurioso e que não fuja às fontes de onde provém a notícia ou o pensamento do seu autor.A ùnica coisa que poderemos estar a cometer é o INCÓMODO. Sendo assim e porque razão, neste blogue, quase a totalidade dos comentários às mensagens postadas pelo cidadão inconformado Balbino Caldeira se resumem ao anonimato?
Meus caros, ainda temos uma democracia que embora de cariz ditaturial permite este tipo de diálogo, e quem se refugia num anonimato é porque pode abusar nos comentários ou refugiar-se neles por receio de algo.
A mensagem pode tornar-se mais coerente quando assumida e que possa ser associada aos nossos comportamentos na base do célebre dito de "Todos por um e um por todos", ou pensam que se pode movimentar massas só pelo apelo no facebook em que 30000 dizem presentes e quando o evento acontecer somente estão presentes 500?
Deixo-vos sobre esta questão do BPN o seguinte endereço do meu blogue, não esquecendo que existe um factor crucial e que gostaria que me fosse explicitado. - O BPN era um Banco privado e houve um grande interesse em o nacionalizar, porquê?
http://espoliado.blogspot.pt/2013/02/bpn-fraude-reportagem-da-sic-e-outros.html

Anónimo disse...

A Maçomaria anda a querer empurrar o Policarpo para o papado.
Ehehehe.
Que escumalha.Não lhes basta terem devassado Portugal,agora enfunam a velas para o Vaticano.
Tem a sua ironia.
Basta ver as entrevistas a membros do clero que hoje passaram nas nossas tv's.O denominador comum é a pergunta sacramental sobre a pedofilia na Igreja.

Curiosamente quando entrevistam os socialistas,essa pergunta fica sempre na algibeira.
Puro esquecimento.

Anónimo disse...

Dos 5.000 blogues que andam para aí na Internet Tuga, há apenas 6 ou 7 com gente portuguesa, como o Prof. Balbino Caldeira. De resto, vão aos blogues dos que entraram no ascensor da política, o Gordo CAA, proto-candidato a uma camara dos arredores do Douro. Um actual secretário de estado do Submarino Portas. Tudo gente que gosta do ascensor rápido do poder. Mas, vêem sempre com a História do "anónimo". Quem faz as grandes guerras, não são só os Generais. O Soldado Desconhecido, que é a carne para canhão, é muito útil nas guerras de guerrilha e até nas guerras de grandes confrontos. De "heróis de palha", estamos nós fartos. Não passam de candidatos ao "ascensor rápido do poderzito". Ou dito de outra forma, meros candidadtos a traficantes.

Anónimo disse...

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=615491

Um vídeo com a intervenção da secretária-geral da União Internacional de Jovens Socialistas durante a reunião da Internacional Socialista em Cascais, na semana passada - onde tece duras críticas aos líderes socialistas - tornou-se viral nas últimas horas em Espanha. Desde segunda-feira registaram-se já várias cópias do vídeo - em que Beatriz Talegón critica que os dirigentes do socialismo internacional se reúnam em hotéis de cinco estrelas, ou o uso dos carros de luxo que classificou como «uma falta de coerência».

" Não nos querem escutar", disse, considerando que "a esquerda está agora ao serviço das elites, dança com o capitalismo, é burocrática".

"Tem perdido completamente o norte, a ideologia, a conexão com as bases. E isso é algo que a esquerda não se pode permitir", diz a jovem de 29 anos.

Para o ex-presidente da União Internacional de Juventudes Socialistas (IUSY) Joan Calabuig as críticas e reivindicações dos jovens socialistas veiculadas por Talegón cumprem a "normalidade democrática".

Em declarações hoje à Efe Calabuig admitiu, "com pena", que a IS "merece" as críticas que lhe têm sido dirigidas por ser uma "organização antiga" que deve fazer "mais esforço por adaptar-se à realidade do mundo atual", procurando "modernizar-se, renovar-se e atualizar-se".

Segundo Calabuig, e pela sua própria experiência, as relações entre as organizações juvenis e a direção dos próprios partidos "nunca são fáceis".

Anónimo disse...

http://economico.sapo.pt/noticias/vamos-ser-roubados_162300.html

Verdade seja dita, o juiz presidente, Luís Ribeiro, tem feito o possível para expeditar os procedimentos. Mas esbarra rapidamente nas manobras de dilação dos advogados de defesa e na inépcia da nossa máquina judicial. Ao longo destes dois anos o juiz já veio a público reconhecer que não tem salas para as audiências, que os 180 (!) armários de que dispõe não são suficientes para guardar as centenas de milhares de páginas do processo e, até, de que o velhinho computador portátil que lhe foi atribuído bloqueia com tal frequência que atrasa os trabalhos.

Perante este cenário, a prescrição parece mais uma certeza do que uma possibilidade. E a impunidade dos responsáveis será, de novo, uma realidade. E o que pergunto é se a gravidade dos crimes, a dimensão dos montantes em causa e as implicações políticas e morais de um falhanço do sistema judicial não justificam, neste caso, uma intervenção direta da ministra da Justiça que evite este desfecho.

Se a morosidade da Justiça pode resultar na impunidade dos responsáveis, a morosidade da investigação pode significar que não se recuperem os milhares de milhões de euros desviados em transações ilícitas, muitas das quais não registadas no balanço do BPN. Este tipo de movimento, mesmo através de ‘offshores', deixa um rasto que se torna mais difícil de seguir a cada dia que passa. E isso significa que seremos todos nós, os contribuintes, a suportar os 7.000 milhões de euros que o Estado injetou e irá injetar na Parvalorem, na Parups e na CGD. Todos nós seremos roubados pelo Oliveira e Costa e a sua pandilha.

Ao insistir nas responsabilidades que agora impendem sobre as entidades judiciais e judiciárias não pretendo branquear outras responsabilidades, igualmente graves e verdadeiramente vergonhosas, dos governos, da CMVM e, sobretudo, do Banco de Portugal ao longo deste processo. Mas também não pretendo esquecer aqueles que lutam para esclarecer este caso até ao fim.

Por isso, presto tributo ao jornalista Pedro Coelho pela recente Grande Reportagem da SIC e à determinação dos deputados nas comissões parlamentares de inquérito, em especial o notável trabalho de Nuno Melo (CDS), mas também de Honório Novo (PCP) e João Semedo (BE). E interrogo-me por que não houve igual empenhamento por parte de deputados do PSD e do PS.

João Cotrim de Figueiredo, Gestor

Anónimo disse...

Muito bem.
Mas essa do velhinho computador é sintomática do nacional-chupismo.
Um juíz não pode pegar em 500 ou 600 euros e comprar um computador para seu uso,sem o ridículo de se pendurar nos contribuintes,ou é só por uma questão de "princípio"?
Todos sabemos como eles não usam de tal "princípio" quando recebem o subsídio para renda de casa,mesmo quando não o usam para o fim devido.
Tudo chupistas!
Os contribuintes são demmasiado generosos com toda esta horda de parasitas.

Carlos Medina Ribeiro disse...

Depois dos famigerados 4 mil milhões (que ninguém sabe muito bem onde ir buscar), aqui temos, possivelmente, o dobro.
A juntar a estes 8 mil milhões, há outro tanto de que, curiosamente, ninguém fala:
Refiro-me ao buraco das contas da Madeira (valores apurados até à data).

O facto de isso ter desaparecido dos 'media' e da agenda política é, pelo menos para mim, um mistério.

lidiasantos almeida sousa disse...

Só quero informar os colegas comentadores identificados, que aqui na TORRE 3 DAS AMOREIRAS, já é conhecido o livro secreto escrito por Oliveira e Costa, contando toda a verdade, pois empatam o julgamento para ver se ele morre, mas já há fiel depositário do livro escondido em sitio seguro. Os compadres dele por ser padrinho de casamento da filha, entrarão em grande declínio se o Oliveira e Costa morre. Outros como o Joaquim Coimbra de Tondela, que tem vendido quase tudo aos Angolanos da NEWSHOLD, de certeza não se vai safar, nem o Fernando Fantasia e o Teodosio Carapeto, amigos de infância do Querido Líder de Belém, e compradores dos terrenos de Alcochete, quando fizeram a tramóia de mudar o Aeroporto da OTA para ALCOCHETE, Enquanto tratavam, em segredo, da mudança, os 2 amigos do Poço de Boliqueime andavam a comprar centenas de milhares de terrenos em Rio Frio, com o dinheiro da SLN VALOR, mas a divida está parada e ninguém fala nisso. QUE GRANDE CORJA, como diria Eça de Queiroz. Vão se entretendo com balelas do Sócrates que já está Kaputt e deixem os gangster na Paz do Senhor.

Eça de Queiroz disse...

Ò Lídia Cumentadeira,o livro do Oliveira e Costa vai para as livrarias que vendem o livro do Rui Mateus.

lidiasantos almeida sousa disse...

ÓH EÇA PARECE O VIEGAS A MANDAR TOMAR NO CU MENTADEIRO

TENTATIVAS DE SOLUÇÃO DA CRISE ECONÓMICA

A Legislação régia para a questão agrária

DAS LEIS DO TRABALHO DE DOM AFONSO IV (1349)

Sabede que a mjm he dicto que em essa vila e em seutermho ha homens e molheres que ante deus disse a pestilencia que hy ouve guaanhauam dinheiros por affam de sus corpos cobrando cada hua de sus mesteres e serviços e seruyam esses conselhos como compriam. E que agora que cobraram alguús beens por mortes dalgúes pessoas que se teem en tam grandes que nom querem obrar de sus mesteres e servyços como ante faziam. E que por esto os dessa vila, e termho recebem grandes perdas e danos (...)Tenho por bem e mandovos que cada hú freguesua desse logar ponhades dous homens boons dessa freguesia sen sospeita.

AGRADEÇO QUE DEEM ESTA RECEITA ANTI-CRISE AO alforreca para ver se isto melhora

carlos reis e plexa damião disse...

Cambada de ignorantes,não se importam
nada de serem roubados,desde que sejam os vossos a roubar.Sofrem todos de partidarite aguda.Na bola tambem é assim.Dá dó.