quinta-feira, 28 de julho de 2011

Extremismo, violência e permissividade

Os atentados de Oslo em 22 de Julho de 2011, nos quais Anders Behring Breivik matou 8 pessoas com a explosão da sede do governo norueguês e mais 68 pessoas, principalmente adolescentes e jovens, a tiro, um a um, na ilha de  Utøya, onde participavam num acampamento da juventude do Partido Trabalhista norueguês - além de várias dezenas de feridos - comoveu a Europa, pouco habituada ao terrorismo de extrema-direita.

Foi noticiado ubiquamente que Breivik era um «fundamentalista cristão». Um «fundamentalista» especial, nada devoto, com raízes no paganismo pré-cristão e pontes na modernidade da defesa do sexo com prostitutas... E um «cristão» especial, membro da Loja S. João da Ordem Norueguesa dos Maçons, da maçonaria regular, o que foi confirmado pela organização - conforme relata Massimo Introvigne. Mas este facto, desde logo documentado no seu perfil do Facebook - e que se pode confirmar na imagem abaixo - é omitido também quase ubiquamente, até na Wikipedia (um fonte estimável, à excepção do enviesamento do politicamente correcto)...



Todavia, o racismo, e a islamofobia, parece ser o factor desencadeador da sua tara assassina e não qualquer outro motivo, como convicção religiosa ou pertença à Maçonaria.

Os atentados demonstram o ressentimento racista na Europa contra o fluxo de imigrantes de outras cores, culturas e religiões, a facilidade de compra de armas e de materiais para fabrico de explosivos (ainda que possam ser improvisados com adubos), a quase impossibilidade (neste contexto) de prevenção de ataques semelhantes por terroristas que actuam de forma solitária, ou em células estanques e a incapacidade da polícia norueguesa (só conseguiu chegar à ilha, a 700 metros da Costa, após 59 minutos do alerta). O assassino entregou-se às autoridades desarmado - para evitar ser morto... - e agora pode cumprir, no máximo, uma pena de 21 anos de cadeia, mais cinco de se for considerado que pode reincidir, ou até 30 anos na interpretação extensiva de genocídio. Não defendo a pena de morte, mas o agravamento substancial das penas e admito a prisão perpétua em casos excepcionais.

Há muito a melhorar na prevenção e repressão da criminalidade. Um dos dramas sociais da actualidade é aquilo a que tenho chamado o poder bélico civil, potenciado pela facilidade de aquisição, posse, porte e uso, de armas e munições de defesa (ataque...) e guerra que aterrorizam comunidades inteiras, também em Portugal, em contraste com a suavidade da lei e a permissividade das autoridades. A aquisição e a posse ilegais de armas, bem como os assaltos à mão armada, têm de ser objecto de agravamento de pena face a uma situação em que o chamado «gangue do Euromilhões», foi sentenciado com quatro e seis anos de cadeia para vários assaltos à mão armada.


* Imagem picada daqui.

8 comentários:

Anónimo disse...

Então Caros sacanas? Como vão essas férias pagas pelos PIGS?

Alemães e dinamarqueses são os que têm mais férias

http://economico.sapo.pt/noticias/alemaes-e-dinamarqueses-sao-os-que-tem-mais-ferias_123624.html

Sempre em grande e vivam os adubos.

Napoleão

Anónimo disse...

Pagas pelos PIGS?
Deixa-me rir.
Os PIGS não pagam a ninguém.Eles é que têm andado num regabofe à conta dos alemães.
Now it's paytime!
Vão ter com o sr Manuel Alegre e quejandos e perguntem-lhes quem pagou os dois BMW que lhe entregou a AR,com motorista.
perguntem ao Socretino que pagou os fatos Armani.
Os PIGS são assim.

Quanto à posse se armas,o que se sabe é que os marginais as terão sempre.
O que as leis proibicionistas fazem,é com que os cidadãos ordeiros as não possam ter para se defenderem,uma vez que as polícias não cumprem a sua obrigação de garantir segurança e ordem interna.

Anónimo disse...

Ai, ai!... É necessário estudar, como dizia o nosso PR.

Napoleão

Anónimo disse...

Caro Dr. ABC. As raízes do mal estão dentro de cada um de nós e no tipo de sociedade que somos. Com armas ou sem elas, quer dizer com "leis" normas e outros meios disciplinares sempre surgirá um pouco de violência. As sociedades democráticas têm que arranjar formas de as prevenir e só depois gerir. Uma sociedade onde existam desigualdades aberrantes e fechada às vozes da sociedade civil potenciará formas de violência cada vez mais "ousadas". As organizações integristas podem potenciar formas de pensar que conduzam a comportamentos violentos e terroristas, porque precisamente incutem a ideologia do nós contra todos os outros "impuros" leigos ou outros que sejam encarados como ameaça.

DC

Anónimo disse...

Oklahoma, versão europeia.

Mesmo as sociedades perfeitas, têm taras.

Atenção que a Europa não tem guerras com dimensão (excepção da Jugoslávia), desde 1945.

Raros tempos....

filosofo disse...

muito bom o seu blog,visitem atitude-critica.blogspot.com

osátiro disse...

Já nnada espanta nas paranóias das redacções dos media emportugal.
tudo cambada doentia e sectária.
Ouvi com raiva confesso a SIC abnrir o "noticiário" chamado "fundamentalista Cristão de Extrema-direita".
Nem mais.
Estas mentiras jacobinas metem asco.
Só traumatizados e frustrados na sua vida pessoal largam mentiras sujas como estas: sabem q podem bater no Cristianismo, ao contrário do marxismo e do islamismo.
então, toca a deitar as raivinhas de frustrações cá para fora.
escrevi sobre isso no blog.
parece uma corja de mentecaptos obcecados em caluniar o Cristianismo

Mani Pulite disse...

ORA AQUI ESTÁ UMA BOA NOTÍCIA.O BALSAS ESTÁ APAVORADO.QUANTO MAIS DEPRESSA SE AFUNDAR MAIS LIMPAS FICAM AS COSTAS PORTUGUESAS.