quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

As imputações de Defensor Moura ao Presidente da República

O candidato Defensor de Moura deve explicar concretamente as imputações que atirou no debate de ontem, 28-12-2010, na TVI, com Francisco Lopes, contra o actual Presidente da República, conforme consta da reportagem da Rádio Renascença, de 28-12-2010:

«"O clientelismo e a corrupção são tolerados pelos portugueses, desde o mais baixo nível, da cunha, até ao alto negócio das parcerias público privadas e do BPN”, começou por dizer o deputado socialista Defensor Moura.
“O Presidente da República tem um papel muito importante nisto, que é o exemplo, tem de ser intolerante e não deve pactuar com negócios ilícitos, favorecimentos.»

A gravidade das imputações do Dr. Defensor Moura ao Presidente da República Prof. Cavaco Silva obriga à hombridade da concretização:
  1. O Prof. Cavaco Silva, actual Presidente da República, pactuou com «negócios ilícitos», em quê, onde, quando e como?
  2. O Presidente da República (antes ou após a sua eleição como Presidente da República) pactuou com «favorecimentos», em quê, onde, como e quando?

O Prof. Cavaco Silva é candidato às eleições, mas também é, pelo menos, até final de Fevereiro de 2011, Presidente da República em exercício. Merece, por isso, o respeito dos portugueses, mesmo em campanha eleitoral. Mas se a educação de alguém, candidato a presidente de todos os portugueses, como é o Dr. Defensor Moura, não lhe permite o respeito dos adversários, deve, pelo menos, evitar imputar-lhes crimes (como são os «negócios ilícitos» e os «favorecimentos», actos que estão tipificados no Código Penal) sem provas, nem factos que os suportem.

Defensor Moura parece desejar uma queixa judicial do Presidente, para se vitimizar e dar gás a uma campanha que, de outro modo, apenas chegará a 0,5%. Mas não deve receber do Prof. Cavaco Silva, e da sua campanha, esse reforço eleitoral: deve dispensar-se-lhe o desprezo com que até agora não parece contentar-se. Todavia, Defensor Moura deve ao povo a explicação concreta das imputações de crimes que faz ao adversário que é, por mérito, Presidente da República e, se o não fizer, o povo classificá-lo-á como apenas um candidato provocador, tendo em conta a leviandade das imputações e a falta de coragem de as concretizar além da insinuação abstracta.

Já agora, a madrinha política de José Sócrates deve também clarificar a sua invectiva, em 27-12-2010, contra o Prof. Cavaco Silva sobre a compra em 2001 e a venda, em 2003, de acções da SLN (e não BPN). Qual foi o crime do Prof. Cavaco Silva, Dra. Edite Estrela?


*Imagem picada daqui.

7 comentários:

Anónimo disse...

Cavaco foi Ministro das Finança de Sá Carneiro. Nem por isso, aprendeu alguma coisa com ele. Infelizmente, para ele e para nós.

Quanto a Defensor, é a imagem do Tuga, médico, licenciado na fase da Abrilada, edil local, que é como quem diz, pastor local, vaidoso que quer dar nas vistas, seja de que forma for, como através das célebres touradas ou do prédio Coutinho. Ou seja, Defensor não é mais do que o Tuga repugnante, que é bem sucedido, mas que de exemplo, não serve a ninguém.

A República só cairá quando a Alemanha cortar o financiamento. Lá para Março, quando a república precisar de mais financiamento, a corda parte, e vem o FMInha. Depois, veremos se a Alemanha aguentará o circo do Euro a desmoronar, ou expulsará os PIGS.

Bom Ano. Será com certeza cheio de muita emoção.

Anónimo disse...

Já se percebeu que nesta "monarcracia" o prof Cavaco Silva é o único que não tem sangue "azul". Filho de pais pobres, ousou subir na vida. Tenho dele a ideia que é fraco, pois já há muito que devia ter corrido com o Sócrates e por isso pensava não ir votar mais uma vez. Defensor de Moura, ou "defensor do Moura" , não percebo muito bem, acabou por me convencer. Se não gosta do Prof Cavaco Silva então vai ter de levar com ele mais uns anos

Cidadão conformado disse...

Perante o naipe de candidatos que surgiram nos debates televisivos, é uma obrigação patriótica o voto em Cavaco Silva. Por muito que não se goste dele.
Imaginam o que seria de Portugal com qualquer dos outros em Belém?

Anónimo disse...

O CANDIDATO DIFUSOR DE MENTIRAS E A CASTELO BRANCO SOCIALISTA EMPOCHA EDITE REVELAM BEM O DESESPERO QUE REINA NO SÓCRETINISMO.COM A DERROTA DO ALEGRE PODIAM BEM.O PIOR SÃO AS SONDAGENS QUE MOSTRAM QUE O PS VALE HOJE MENOS DE 20%.

Oscar disse...

Sou obrigado a concordar com Daniel Oliveira: face á gravidade das acusações das escutas a Belém, tinha de cair o governo ou o presidente. Bom ano novo, e continuem a votar em gente cobarde.

Paulo Lopes disse...

Em que é que o rumo da nação portuguesa teria sido diferente com outro presidente?

O que é que o governo deixou de aprovar por veto presidencial?

Conclusão: Com Cavaco ou sem ele, a trafulhice e a roubalheira continua.

Solução: Votar Luís Botelho Ribeiro para presidente. Líder do Partido Pró-Vida. Uma pessoa honesta, que as corjas de alterne do regime sistémico não querem mostrar ao povo.

Temos o que escolhemos.
Temos o que merecemos.

Até quando?

Anónimo disse...

Caro amigos

Gostaria de lhes contar uma história sobre o Sr. Cavaco Silva, este senhor não conta e esconde que foi despedido de um emprego que teve numa multinacional de nome Olivetti, por ser incompetente !