terça-feira, 2 de julho de 2019

Um jornal digital para o proselitismo cultural e o combate político



O poder político não é um fim: é um meio
. Um meio porque permite a tomada de decisões, a utilização de instrumentos de conservação e mudança e a influência. O poder político é um instrumento de bem-estar (económico, cultural, social, moral) e desenvolvimento. De outro modo, apenas satisfaz os que o alcançam e oprime os demais. Porque passa a ser usado não para benefício geral, mas para gozo de uma pessoa ou grupo: orrupção.

Ao mesmo tempo, como lembrava o meu professor Adriano Moreira, o poder não é uma coisa: é uma relação. Uma relação com os outros: povo e adversários. E eventualmente, também uma relação com nós mesmos... Ser uma relação e não uma coisa, significa que o poder depende da nossa posição, encargo e força, mas também da posição, encargo e força, do povo e dos adversários - e das circunstâncias que a todos envolvem. A posição e a força (massa e energia) são relativas, porque têm de ser avaliadas no contexto face aos outros. O encargo é obrigatório: quem o aceitou, deve cumpri-lo, e, se não quer, que se alivie dele, deixando para outro o cumprimento da responsabilidade. As circunstâncias são de lugar (localização e ambiente) e tempo.

No plano estratégico, a cruzada implica proselitismo e combate. Proselitismo cultural, com afirmação dos valores e refutação dos alheios. Combate direto, com luta política. O povo anseia pelos valores, os adversários são nihilistas, as circunstâncias são favoráveis. Os dois combates - cultural e político - implicam sacrifício e coragem. Recordo o Clausewitz, que valorizava a moral (motivação) das tropas e a sua implacabilidade, como decisivas para a vitória. Ainda mais numa guerra assimétrica, em que o socialismo (PC, Bloco de Esquerda, PS, PSD e CDS - socialismo económico e relativismo socialista nos costumes, com a exceção do PC na eutanásia) e a maçonaria, e os seus apêndices corruptos, são donos diretos dos meios de comunicação, de informação (acesso legal aos metadados dos cidadãos!...) e de produção cultural - e ao nível global os motores de busca (Google), plataformas de conteúdos (Youtube, Wikipedia) e redes sociais (Facebook/Instagram/Whatsapp e Twitter), relativistas, usam tecnologias invisíveis de persuasão dos cidadãos. E, como nos casos da Rádio Renascença e Universidade Católica, quando este arco socialista-maçónico não é formalmente proprietário, controla indiretamente e põe ao seu serviço: patrão que paga, patrão que manda (dizem os brasileiros)...

No plano tático, quais é o meio fundamental para combater cultural e politicamente? Um jornal digital da direita moderada cristã. O resultado - influência e decisão para o bem-estar e desenvolvimento do povo - virá daí. Sem meio, nenhum fim se alcança.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

O big brother do politicamente correto

«The real problem of humanity is the following: we have paleolithic emotions; medieval institutions; and god-like technology».
Assista-se a este debate sobre a censura e liberdade na internet, realizado no Senado norte-americano,  em 25-6-2019.

O mal, como o bem, está no coração do homem. Não está na tecnologia, mas nos decisores que dirigem os engenheiros da inteligência artificial num sentido contrário à liberdade e autodeterminação do indivíduo.

Temos realmente emoções paleolíticas, instituições medievais e tecnologias divinas. É um confronto de poder assimétrico entre a inteligência artificial e a liberdade humana. Não estamos preparados ainda para reagir à programação invisível da nossa vontade (e vida!) pelo software dos motores de busca, das redes sociais e dos servidores de acesso à internet; nem estamos ainda capacitados para enfrentar a descodificação da nossa instintiva comunicação não-verbal que expressa, sem filtro, as emoções sentidas. Nem temos instituições estatais que acautelem esta manipulação ideológica, política, económica, financeira e social. Nem regulámos e dividimos os trusts tecnológicos da internet, que abusam de concorrentes e do mercado.

A ameaça à liberdade humana pelas megaempresas da internet é global e supera o poder dos Estados. O abuso de posição dominante nos motores de busca (Google), nos programas de acesso à internet (Chrome, da Google), nos sistemas de funcionamento dos telemóveis (Android da Google e IOS da Apple), nas plataformas de videos (Youtube) no correio eletrónico (Google) e nas redes sociais (Facebook/Instagram/Whatsapp e Twitter) desvirtua a livre concorrência. Mais perigoso é que este braço do totalitarismo neomarxista do politicamente correto viola a privacidade e desvirtua a autonomia dos indivíduos, através do controlo dos metadados e da intrusão nas mensagens e conversas e das tecnologias negras de persuasão (com algoritmos secretos). É antidemocrático e tem de ser travado.

terça-feira, 25 de junho de 2019

A censura politicamente correta e a destruição da democracia pluralista




A manipulação das notícias no motor de busca do Google e no YouTube, que o Project Veritas divulgou em 24-6-2019tal como acontece no Facebook (ver crítica do seu co-fundador Chris Hughes, no NYTimes, de 9-5-2019), no Twitter e no Pinterest - é agora a principal ameaça ao sufrágio democrático e à liberdade de informação e de opinião nos estados de direito com sistema político constitucional democrático representativo e pluralista. Seja na supressão de conteúdo «politicamente incorreto» e não conforme aos ditames neomarxistas dos chamados «guerrilheiros da justiça social» (social justice warriors), seja na promoção de conteúdos alinhados com essa progressismo posmoderno, de raiz leninista.

Estas megaempresas de comunicação assumem-se com plataformas neutras (neutral public forums), beneficiando juridicamente desse estatuto, mas comportam-se como editores (publishers) de conteúdos, com censura e promoção de notícias conformes a uma linha editorial que escondem. Estes gigantes tecnológicos cresceram muito (o Facebook até se arroga criar uma moeda virtual mundial, a Libra...) e mal: compram, copiam ou derrubam, concorrentes, e ergueram-se a um estatuto de big brother, de manipulação política dos cidadãos sujeitos a uma lavagem cerebral discreta mas constante. Por isso, requerem a intervenção do Estado norte-americano para a sua divisão e alienação, através de processos de anti-trust.

Recomendo o video do Project Veritas, de 24-6-2019, que expõe, com a ajuda de um denunciante insider, a censura e manipulação de eleições feita pelo Google/YouTube, através de um algoritmo enviesado chamado «machine learning (ML) fairness». Uma inteligência manipulada, por editores que tomam decisões e técnicos que preparam os programas para executar esta engenharia de censura. E uma justiça relativa à perspetiva dos editores escondidos que distorcem a verdade para a sua conveniência política, e fazem dos cidadãos marionetas subjugadas ao totalitarismo marxista politicamente correto.

Sem uma efetiva liberdade de comunicação, de informação e de opinião, não há eleições livres, não há democracia. Estes processos censórios da informação e da opinião, juntamente com a comunicação vigiada dos cidadãos, mediante a autorização legal (!?...) para a recolha dos metadados das comunicações dos cidadãos (que permitem aos governos, através dos seus serviços de informação, saber quem fala com quem), que também vigora em Portugal, tornam quase impossível aos partidos adversários do politicamente correto socialista ganharem eleições.

Insisto: é necessário executar uma estratégia de recuperação com dois vetores: combate cultural e combate direto.


* Imagem picada daqui.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Uma multazita

Passado o embaraço provocado por Joe Berardo no Parlamento (intocável pelo que sabe...), que levou José Sócrates a um hiato de recolhimento de um mês, o ex-primeiro-ministro tricentimilionário voltou, neste 17-6-2019, aos holofotes.

Parece estar em curso uma operação, com a ajuda das caixas de ressonância mediática dos devedores e comparsas, e a intervenção de algum bas-fond homossexual lisboeta, de preparação do aggiustamento do processo Marquês para uma simples fraude fiscal, remível com uma multazita. Uma manobra meticulosa, lançada com muita antecedência, do género da realizada por Almeida Santos nos anos 1980 que preveniu qualquer ensejo de derrocada (como na Itália da Tangentopoli) do regime socialista-maçónico-corrupto com a colocação de amigos e servos em lugares-chave que evitassem a queda do regime por magistrados independentes.

A manobra russo-cubana de subversão no Brasil

A espionagem eletrónica de conversas de Sérgio Moro, atual ministro da Justiça do Brasil e que, enquanto juiz, liderou a Operação Lava Jato e condenou o ex-presidente Lula da Silva, por The Intercept, neste junho de 2019, parece uma operação cubano-russa para subverter o alinhamento da nova administração de Jair Bolsonaro com os EUA e deter a queda do regime comunista-corrupto na Venezuela. No teatro de operações sul-americano decorre um jogo complexo de relevo mundial de confronto entre EUA, de um lado, e Rússia-China do outro, com a Europa a ver navios, que são de guerra e comércio de minérios e gentes.

Mas a vozearia da esquerda sobre este assunto, como nos processos Face Oculta e Marquês, demonstra o axioma comunista da «verdade a que temos direito» e do “grão de verdade” e de que a verdade verdadeira que prejudique o movimento marxista, na sua roupagem vintage pós-moderna do relativismo, é uma “verdade burguesa” desprezível. Se a verdade real não interessa, também a corrupção é absolutamente desvalorizada.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Desilusão e combate


«Eh! croule donc, société! meurs donc, vieux monde!». 
                                                              Huysmans, Joris-Karl (1884). À rebours.


Recomendo o discurso do João Miguel Tavares, presidente da Comissão Organizadora das Celebrações do 10 junho, em Portalegre. É um retrato da desilusão de uma geração (a minha) com a corrupção da classe política.

A mudança do paradigma político-social da corrupção e da cunha, para a honestidade e o mérito, exige apenas a vontade do povo.

Contudo, o povo das gerações dos maduros (1930-1945), geração do pós-guerra ou baby-boomers (1946-1963) e geração X (1964-1977), está resignado, e tem votado no socialismo, mais ou menos dégradé, que se atualizou com as causas do relativismo pós-moderno e se diverte com as momices dos bobos da corte.

Por outro lado, as gerações mais jovens - a geração Y dos Milenários ou Millennials (nascidos entre 1978-1994) e a geração Z (que cunhei como florzinhas de estufa, nascidos depois de 1995), estão ainda mais afastadas da política e, por circunstância de conforto (providenciado pela carinhosa mamã Família e pelo anafado papá Estado sob controlo do grande Irmão da Maçonaria), pouco dispostas ao risco e sacrifício de realizar a revolução do sistema.

É muito difícil agora a mobilização do povo para a mudança: a corrupção «segura e quente» para quem nela se abriga e aquece; a alienação bastante grande; e os fatores disruptivos do sistema no resto do mundo, que têm provocado o crescimento da extrema-direita, como a imigração maciça e a criminalidade, têm ainda pouca incidência. Além disso, a dissolução interna das hostes cristãs causa desorientação.

Mas é também por causa dessa dificuldade que importa renovar o bom combate: direto; e cultural. Não basta o combate cultural, nem chega o combate direto. Estes são da dois vetores da estratégia para a mudança que importa cumprir. Assim deus nos ajude!

quinta-feira, 23 de maio de 2019

A cultura da morte

A politicamente correta cultura da morte no NYTimes, de 21-5-2019: «Pregnancy kills. Abortion saves lives», de Warren M. Hern.

sábado, 11 de maio de 2019

A entrevista de Marcelo à Globo: sobranceria e crítica a Bolsonaro

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa procura aproximar-se do novo Presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que havia criticado, por oportunismo e negligência, em detrimento do opositor marxista Fernando Haddad, objeto de 32 processos de corrupção, durante a campanha eleitoral do país irmão, liofilizando as relações entre os dois países a um nível que não era visto desde João Goulart (1961-1964). Para tal, Marcelo concedeu uma entrevista, neste 6 de maio de 2019, na qual falou com sotaque brasileiro (?!...), ao jornalista comunista Pedro Bial, da Globo (inimiga do novo presidente). Não obstante, Marcelo manteve a sobranceria e a crítica ao Presidente brasileiro.

Marcelo preside à República Portuguesa e não ao governo socialisto-comunista de António Costa, nem à metade do País que votou nessas forças políticas de esquerda nas eleições legislativas. Porém, na entrevista, em que jamais refere a situação desastrosa em que o regime marxista-corrupto de Lula deixou o Brasil, voltou a criticar a política e o estilo do presidente Bolsonaro, diferenciando o bom populismo, o seu, do populismo mau, do seu homólogo brasileiro. E alfinetando o Presidente brasileiro, a propósito da polémica das declarações do seu filho Carlos. Enquanto coçava o nariz, num sinal de comunicação não-verbal de que o assunto não lhe cheirava bem (o que também fez quando o entrevistador lhe falou na audiência de 2-1-2019, concedida por Jair Bolsonaro, aquando da sua posse), afirmou:
‹‹Eu acho que família de presidente não é presidente. (...) Presidente é presidente, família é família (...). Filho de presidente não é presidente [em coro com o entrevistador]. O único porta-voz de Presidente é Presidente. Porque senão, se há dez porta-vozes, cada um pode ter a tentação de ser um minipresidente››. (Transcrição minha)
Melhor fora que Marcelo não iludisse, por capricho, vaidade e alinhamento com a esquerda, a responsabilidade de manter um relacionamento amigável e profícuo com o Estado brasileiro, porque isso é benéfico para os cidadãos, as empresas e as instituições portuguesas.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Com que se há-de salgar?


Escombros da catedral de Notre-Dame de Paris, NYTimes, 16-4-2019.


A Carta Apostólica sob forma de motu proprio (por sua iniciativa) do Papa Francisco «Vos estis lux mundi», de 9-5-2019, aos bispos, sobre o abuso sexual de menores (‹‹idade inferior a 18 anos, ou a ela equiparada por lei››) e pessoas vulneráveis, pornografia de menores, e seu encobrimento, é um avanço na prevenção e repressão da pedofilia na Igreja. Destaco e comento.
  1. Obriga os bispos a criar um guichet para receber as denúncias (‹‹assinalações››) e a encaminhá-las para o Dicastério da Santa Sé, com relatórios mensais sobre o andamento das investigações. Aumenta o controlo sobre as dioceses o que é positivo.
  2. Prevê também o recurso a ‹‹pessoas qualificadas›› em cada diocese, ou em conjunto (por exemplo, a nível nacional), para ‹‹auxiliar›› o bispo na investigação das denúncias. É uma abertura para que especialistas leigos possam participar nas investigações, em vez da utilização de clérigos ao modo de frei William of Baskerville. Porém, o modo mais útil seria a instituição de comissões independentes de especialistas leigos.
  3. Estabelece, no seu art.º 19.º, que ‹‹estas normas aplicam-se sem prejuízo dos direitos e obrigações estabelecidos em cada local pelas leis estatais, particularmente aquelas relativas a eventuais obrigações de assinalação às autoridades civis competentes››. A ‹‹observância das leis estatais›› é dever indeclinável desde sempre, obrigando todos os cidadãos à participação de crimes de que tenham conhecimento. Isso não era feito, entendo-se internamente que que o Código de Direito Canónico seria a única lei aplicável e a suspensão a divinis seria a sanção máxima para o abusador. A sanção canónica parece ter sido fraco disuasor para prevenir a violação da inocência das crianças:  a pena estatal de reclusão do abusador de crianças num cárcere, acompanhada da sua exposição pública, é mais pesada e assusta. O paradigma era o segredo em vez da transparência, o encobrimento em vez da responsabilização, o perdão do abusador em vez da proteção das vítimas, a transferência em vez da expulsão. Ora, como tenho salientado, uma coisa é o processo canónico, que em todo o caso deve existir para efeitos religiosos, e outra o processo penal e civil cuja competência é do Estado para cujas autoridades devem ser comunicadas imediatamente as denúncias. A isenção de clérigos e membros de ordens religiosas da justiça do Estado era algo da Idade Média, aplicável então nos coutos da Igreja. Não era possível manter. A prioridade tem de ser sempre dada às crianças vítimas dos abusos sexuais e não à defesa dos abusadores. Portanto, este motu proprio fica ainda aquém do que o problema  da pedofilia carece e do que a sociedade reclama. As denúncias às autoridades estatais de suspeitas de crimes, praticados por clérigos, membros de ordens religiosas, catequistas, acólitos e outros, de abuso sexual de menores e desvalidos (deficientes, etc.) e do uso da violência sobre adultos e da produção e uso de pornografia de menores, não são obrigações ‹‹eventuais››, mas fundamentais e imediatas. A comunicação às autoridades estatais deve ser pronta, correndo o processo penal e civil em paralelo ao processo canónico.

Em suma, este motu proprio, estendendo a linha de anteriores posições, é um avanço, mas ainda falta percorrer mais caminho. Se o sal se corromper, com que se há-de salgar?


Atualização: este poste foi atualizado e emendado às 19:32 de 10-5-2019.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

A irresponsabilidade do Presidente Marcelo na deterioração das relações luso-brasileiras

As declarações oportunistas de menosprezo do Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre o então candidato, e atual Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foram terrivelmente irresponsáveis e afetaram gravemente o País, as empresas, as instituições e os cidadãos portugueses. «Bem prega frei Tomás!...» - avisa o povo...

Após a vitória de Jair Bolsonaro, o Presidente Marcelo Sousa tentou recuperar o efeito da brincadeira divertida das bocas indiretas que tinha atirado ao então candidato, cujo crescimento nas sondagens lhe recomendava prudência, sobre eleições de outro país nas quais, pela função que ocupa, não devia meter-se. Marcelo Sousa apareceu na posse de Jair Bolsonaro, em 2 de janeiro de 2019, sendo todavia tratado com muito mais respeito do que havia manifestado, numa audiência que durou... vinte minutos!... Quem não se dá ao respeito, acaba desrespeitado...

Porém, se fosse apenas um “facto político” pessoal, na linha tático-histriónica habitual, pouca consequência teria. O problema é que o desrespeito pelos assuntos internos brasileiros, como foi o de imiscuir-se numa eleição presidencial alheia contra o candidato (da direita) tentando favorecer o opositor (marxista e corrupto) provocou a liofilização das relações luso-brasileiras e o prejuízo inerente para os particulares, as empresas e as instituições portuguesas.

Do governo de António, Catarina e Jerónimo, CRL, não se esperava que enviasse socorro ao Brasil após a tragédia da rutura da barragem de Brumadinho (25-1-2019)... Ficou pelas condolências, que o apoio teve de vir de Israel... Para os marxistas, o sectarismo ideológico vem primeiro do que a humanidade, e também não é provável o arrependimento do estúpido embargo político. Mas o presidente Marcelo deveria comportar-se ao nível do cargo que os portugueses lhe confiaram: não podia danificar a aliança genética luso-brasileira para agradar ao Governo da esquerda radical.

Portugal recebia habitualmente a primeira visita do chefe de Estado eleito do Brasil, uma tradição interrompida por Lula da Silva, comparsa de José Sócrates nos negócios bilionários da Vivo e da Oi. Agora, devido à opinião leviana do Presidente Marcelo Sousa e da ideologia social-comunista do governo de coligação de António Costa, Portugal nem consta da lista das próximas viagens, nem dos interesses da nova administração brasileira. Ora, o Presidente da República deve representar todos os portugueses: não apenas os burgueses da esquerda radical e os ortodoxos comunistas.

Com a enorme poupança decorrente da reforma da previdência, o presidente Jair Bolsonaro vai lançar um grande programa de desenvolvimento, de obras públicas, nomeadamente a irrigação do Nordeste, de transformação da educação, de modernização tecnológica, de abertura da economia e de fomento do investimento. Os cidadãos, as empresas e instituições portuguesas vão pagar o preço da irresponsabilidade do Presidente Marcelo Sousa e da contaminação da ideologia marxista do governo português no relacionamento com o Brasil.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Vai lá, vai!...

ABC (março de 2019). Desabrigado. Atenas, Grécia.

‹‹O primeiro-ministro, António Costa, ameaçou demitir-se esta sexta-feira caso o diploma dos professores seja aprovado, numa declaração ao País depois de reunir com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na sequência da aprovação no parlamento da contabilização total do tempo de serviço congelado aos professores››. 



Já ia tarde!... Mas Costa não sai. Ainda tem de atrofiar mais a economia, inchar a subsidio-dependência e arrasar os costumes. Tem de pôr o País socialistaa-comunista ao nível da Grécia.

domingo, 17 de março de 2019

Memorando sobre o impacto do abuso sexual de menores na Igreja portuguesa

A propósito do abuso sexual de crianças por padres, que tem atingido a Igreja Católica e, nomeadamente a portuguesa, apresento neste blogue um «Memorando sobre o impacto do abuso sexual de menores na Igreja portuguesa», documento inédito que, com um amigo, elaborei e entreguei pessoalmente a quem devia, em 21 de fevereiro de 2014. Publico o texto porque continua atual - e em penitência de, erradamente, o ter mantido inédito.

«Memorando sobre o impacto do abuso sexual de menores na Igreja portuguesa
21-2-2014  
O assunto do abuso sexual de crianças sobre a Igreja portuguesa instalou-se como um tópico de tendência nos média portugueses, nos blogues e nas redes sociais, e suscita aflição social. Foi por causa disso que solicitámos em 7 de outubro de 2013 uma audiência [...].

Independentemente do trabalho interno de documentação, de repúdio, de prevenção e de resposta ao problema do abuso sexual de crianças, e da maior atenção e intervenções públicas que o tema tem merecido por parte da Santa Sé e do Episcopado português, a opinião pública que se formou, e que se mantém, relativamente à pedofilia e mesmo aos abusos sexuais de crianças por parte de clérigos, outras vocações consagradas, catequistas e demais membros dos movimentos eclesiais, desconfia da resposta da Igreja. Mais ainda, apesar dos estudos que concluíram pelo menor número e menor percentagem de abusos sexuais de crianças, e de pedofilia, na Igreja Católica face à sociedade em geral, e outras confissões religiosas, a ideia que perpassa na sociedade, numa organização inspirada por Deus mas governada por homens, é precisamente a contrária, uma convicção de generalização de abusos e de tendências pedófilas.

Cremos, portanto, que se justifica a apresentação [...] da nossa preocupação com o tema da pedofilia e do abuso sexual de crianças e com o impacto negativo do tema na avaliação da Igreja em Portugal por parte da sociedade e dos próprios cristãos. Assim, cremos que seria útil ponderar as seguintes ideias:

  1. Não negação do problema do abuso sexual de crianças na Igreja, ainda que raro.
  1. Divulgação dos procedimentos instituídos pela Igreja Portuguesa, em consonância com a Santa Sé (http://www.vatican.va/resources/index_po.htm) Santa Sé, sobre o abuso sexual de crianças por membros do clero, nomeadamente do documento da CEP, «Diretrizes referentes ao tratamento dos casos de abuso sexual de menores por parte de membros do clero ou praticados no âmbito da atividade de pessoas jurídicas canónicas», de 19-4-2012 (http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=90586).
  1. Comunicação pública pela Igreja portuguesa do trabalho concreto de prevenção e de resposta ao problema do abuso sexual de menores por membros do clero; e de que serão remetidos para o Ministério Público todos os casos em que se apurem indícios do cometimento de abusos e que a colaboração com as autoridades civis no apuramento da verdade nestes casos é total.
  1. Adoção das melhores práticas de outras Igrejas no tratamento do problema, nomeadamente da mudança de atitude da Igreja norte-americana (http://www.usccb.org/issues-and-action/human-life-and-dignity/sexual-abuse-of-children/index.cfm).
  1. Maior ênfase ao apoio psicológico e social na prevenção e na resposta aos abusos, sem prejuízo do indispensável enquadramento do direito canónico aplicável.
  1. Realização de um simpósio nacional sobre o abuso sexual de crianças, com a participação de especialistas e participação da imprensa.
  1. Criação de um painel de especialistas – a exemplo do Centro de Proteção da Criança da Universidade Gregoriana (http://elearning-childprotection.com/) - que realize conferências e ações de formação sobre a realização de comunicações perante o episcopado, as Igrejas diocesanas e as ordens religiosas, e movimentos eclesiais, sobre a pedofilia e o abuso sexual de menores, a sua prevenção, resposta e tratamento, nomeadamente da questão da reincidência.
  1. Criação de uma comissão nacional, junto da Conferência Episcopal, e de comissões em cada diocese, para prevenção e análise preparatória de queixas de abusos sexuais de crianças. Essas comissões devem integrar clérigos, psicólogos/psiquiatras, juristas e assistentes sociais.
  1. Criação de grupos diocesanos de oração e apoio a vítimas de abusos, que sejam auxiliadas por psicólogos/psiquiatras e assistentes sociais.»

Cinco anos depois, na Igreja portuguesa estamos quase no mesmo ponto e, com exceção de algumas Igrejas locais (com destaque para a norte-americana, a irlandesa  e a alemã), muito pouco se avançou. Leia-se a comunicação da vaticanista mexicana Valentina Alazcari no Encontro «A proteção dos menores na Igreja», organizado pelo Papa Francisco, em 23-2-2019.

A política de silêncio é terrível e tem de ser mudada porque negligencia as vítimas, as crianças e as suas famílias, escandaliza e afasta os fiéis e justifica a indignação da comunidade. Importa reconhecer que até há pouco, a atitude padrão na Igreja era a transferência do padre pedófilo para outra paróquia, onde, por mais que prometesse ao superior, conter a sua tara, frequentemente voltava a abusar de crianças.

É necessário instituir, e executar, uma política de tolerância zero com os abusos, de transparência e  comunicação imediata às autoridades judiciais dos indícios de abuso sexual.  A César o que é de César e a Deus o que é de Deus: a Igreja não tem nem órgãos, nem gente preparada para investigação criminal dos abusos; e o processo canónico deve ser independente do processo da justiça do Estado a que nenhum clérigo ou colaborador da Igreja pode ser eximido quando incorrer num crime.

Mudar não é apenas necessário, mas urgente!

segunda-feira, 11 de março de 2019

Casa Pia Neverland




Seria muito útil para o País, e o Estado, que fosse feito um documentário sobre o horror dos abusos sexuais de crianças da Casa Pia do género do «Leaving Neverland» (parte I e parte II), Dan Reed, de março de 2019, sobre Michael Jackson. É que no Portugal mediático continua a viver-se no conto rosa de que os abusos sexuais de crianças da Casa Pia nunca existiram. Mais de 16 anos depois da erupção do escândalo, os figurões poderosos continuam a mandar, como se nada tivesse acontecido.

O documentário teria como base os testemunhos originais das 32 crianças abusadas sexualmente e podia valer-se de outros elementos do processo, que se estendeu por 66 mil páginas e contou com 920 testemunhas

sexta-feira, 8 de março de 2019

A raiz daninha do socialismo



Quanto mais funda a reflexão que faço sobre os problemas sociais, políticos, económicos e financeiros, do País e do mundo, mais clara é a conclusão de que a sua causa principal é a ideologia e a prática do socialismo. Sem conseguir ser exaustivo, enumero treze problemas, nos quais se descobre sempre a raiz daninha do socialismo, de origem marxista. 
  1. Totalitarismo do politicamente correto.
  2. Corrupção de Estado.
  3. Impunidade da violência.
  4. Abuso de apoios públicos.
  5. Recusa do trabalho.
  6. Subsidiodependência.
  7. Desagregação social
  8. Carga fiscal insuportável sobre o trabalho, as empresas e as famílias.
  9. Estagnação económica. 
  10. Défice financeiro do Estado.
  11. Imigração desordenada.
  12. Recrudescimento do racismo.
  13. Retorno do protecionismo.

* Imagem picada daqui.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Presidente Marcelo sobre Arnaldo de Matos: «um defensor ardente da liberdade»!...



Faleceu
, em 22-2-2019, Arnaldo Matos, líder do MRPP. O José publica, na sua maçã, um poste sobre os obituários«de Mao a Piao», na imprensa nacional, do cognominado «Grande Educador da Classe Operária (pelo casal renegado Saldanha Sanches e Maria José Morgado?). Da pertença do camarada Arnaldo Matos à classe operária, vejam-se as revelações doutro renegado, Garcia Pereira, em maio de 2017... Sobre a repressão do MRPP veja-se também o notável artigo histórico de Helena Matos, no Observador, «Morte aos traidores», de 28-11-2015; e consulte-se o «Relatório das Sevícias Apresentado pela Comissão de Averiguação de Violências sobre Presos Sujeitos às Autoridades Militares»...

Todavia, o obituário politicamente mais relevante do líder do MRPP, é o do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, em 22-2-2019:
«Arnaldo Matos ficará na memória de todos como um defensor ardente da liberdade e como um lutador pela causa da justiça social e dos mais desfavorecidos».
Um amigo meu gozou este pagode que a coligação socialisto-estalinista ergueu no País, sustentado também por cúmplices medrosos: «se o maoísta Arnaldo de Matos cá voltasse, até se sentiria insultado por o classificarem como «ardente defensor da liberdade»!...»