terça-feira, 11 de junho de 2019

Desilusão e combate


«Eh! croule donc, société! meurs donc, vieux monde!». 
                                                              Huysmans, Joris-Karl (1884). À rebours.


Recomendo o discurso do João Miguel Tavares, presidente da Comissão Organizadora das Celebrações do 10 junho, em Portalegre. É um retrato da desilusão de uma geração (a minha) com a corrupção da classe política.

A mudança do paradigma político-social da corrupção e da cunha, para a honestidade e o mérito, exige apenas a vontade do povo.

Contudo, o povo das gerações dos maduros (1930-1945), geração do pós-guerra ou baby-boomers (1946-1963) e geração X (1964-1977), está resignado, e tem votado no socialismo, mais ou menos dégradé, que se atualizou com as causas do relativismo pós-moderno e se diverte com as momices dos bobos da corte.

Por outro lado, as gerações mais jovens - a geração Y dos Milenários ou Millennials (nascidos entre 1978-1994) e a geração Z (que cunhei como florzinhas de estufa, nascidos depois de 1995), estão ainda mais afastadas da política e, por circunstância de conforto (providenciado pela carinhosa mamã Família e pelo anafado papá Estado sob controlo do grande Irmão da Maçonaria), pouco dispostas ao risco e sacrifício de realizar a revolução do sistema.

É muito difícil agora a mobilização do povo para a mudança: a corrupção «segura e quente» para quem nela se abriga e aquece; a alienação bastante grande; e os fatores disruptivos do sistema no resto do mundo, que têm provocado o crescimento da extrema-direita, como a imigração maciça e a criminalidade, têm ainda pouca incidência. Além disso, a dissolução interna das hostes cristãs causa desorientação.

Mas é também por causa dessa dificuldade que importa renovar o bom combate: direto; e cultural. Não basta o combate cultural, nem chega o combate direto. Estes são da dois vetores da estratégia para a mudança que importa cumprir. Assim deus nos ajude!

quinta-feira, 23 de maio de 2019

A cultura da morte

A politicamente correta cultura da morte no NYTimes, de 21-5-2019: «Pregnancy kills. Abortion saves lives», de Warren M. Hern.

sábado, 11 de maio de 2019

A entrevista de Marcelo à Globo: sobranceria e crítica a Bolsonaro

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa procura aproximar-se do novo Presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que havia criticado, por oportunismo e negligência, em detrimento do opositor marxista Fernando Haddad, objeto de 32 processos de corrupção, durante a campanha eleitoral do país irmão, liofilizando as relações entre os dois países a um nível que não era visto desde João Goulart (1961-1964). Para tal, Marcelo concedeu uma entrevista, neste 6 de maio de 2019, na qual falou com sotaque brasileiro (?!...), ao jornalista comunista Pedro Bial, da Globo (inimiga do novo presidente). Não obstante, Marcelo manteve a sobranceria e a crítica ao Presidente brasileiro.

Marcelo preside à República Portuguesa e não ao governo socialisto-comunista de António Costa, nem à metade do País que votou nessas forças políticas de esquerda nas eleições legislativas. Porém, na entrevista, em que jamais refere a situação desastrosa em que o regime marxista-corrupto de Lula deixou o Brasil, voltou a criticar a política e o estilo do presidente Bolsonaro, diferenciando o bom populismo, o seu, do populismo mau, do seu homólogo brasileiro. E alfinetando o Presidente brasileiro, a propósito da polémica das declarações do seu filho Carlos. Enquanto coçava o nariz, num sinal de comunicação não-verbal de que o assunto não lhe cheirava bem (o que também fez quando o entrevistador lhe falou na audiência de 2-1-2019, concedida por Jair Bolsonaro, aquando da sua posse), afirmou:
‹‹Eu acho que família de presidente não é presidente. (...) Presidente é presidente, família é família (...). Filho de presidente não é presidente [em coro com o entrevistador]. O único porta-voz de Presidente é Presidente. Porque senão, se há dez porta-vozes, cada um pode ter a tentação de ser um minipresidente››. (Transcrição minha)
Melhor fora que Marcelo não iludisse, por capricho, vaidade e alinhamento com a esquerda, a responsabilidade de manter um relacionamento amigável e profícuo com o Estado brasileiro, porque isso é benéfico para os cidadãos, as empresas e as instituições portuguesas.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Com que se há-de salgar?


Escombros da catedral de Notre-Dame de Paris, NYTimes, 16-4-2019.


A Carta Apostólica sob forma de motu proprio (por sua iniciativa) do Papa Francisco «Vos estis lux mundi», de 9-5-2019, aos bispos, sobre o abuso sexual de menores (‹‹idade inferior a 18 anos, ou a ela equiparada por lei››) e pessoas vulneráveis, pornografia de menores, e seu encobrimento, é um avanço na prevenção e repressão da pedofilia na Igreja. Destaco e comento.
  1. Obriga os bispos a criar um guichet para receber as denúncias (‹‹assinalações››) e a encaminhá-las para o Dicastério da Santa Sé, com relatórios mensais sobre o andamento das investigações. Aumenta o controlo sobre as dioceses o que é positivo.
  2. Prevê também o recurso a ‹‹pessoas qualificadas›› em cada diocese, ou em conjunto (por exemplo, a nível nacional), para ‹‹auxiliar›› o bispo na investigação das denúncias. É uma abertura para que especialistas leigos possam participar nas investigações, em vez da utilização de clérigos ao modo de frei William of Baskerville. Porém, o modo mais útil seria a instituição de comissões independentes de especialistas leigos.
  3. Estabelece, no seu art.º 19.º, que ‹‹estas normas aplicam-se sem prejuízo dos direitos e obrigações estabelecidos em cada local pelas leis estatais, particularmente aquelas relativas a eventuais obrigações de assinalação às autoridades civis competentes››. A ‹‹observância das leis estatais›› é dever indeclinável desde sempre, obrigando todos os cidadãos à participação de crimes de que tenham conhecimento. Isso não era feito, entendo-se internamente que que o Código de Direito Canónico seria a única lei aplicável e a suspensão a divinis seria a sanção máxima para o abusador. A sanção canónica parece ter sido fraco disuasor para prevenir a violação da inocência das crianças:  a pena estatal de reclusão do abusador de crianças num cárcere, acompanhada da sua exposição pública, é mais pesada e assusta. O paradigma era o segredo em vez da transparência, o encobrimento em vez da responsabilização, o perdão do abusador em vez da proteção das vítimas, a transferência em vez da expulsão. Ora, como tenho salientado, uma coisa é o processo canónico, que em todo o caso deve existir para efeitos religiosos, e outra o processo penal e civil cuja competência é do Estado para cujas autoridades devem ser comunicadas imediatamente as denúncias. A isenção de clérigos e membros de ordens religiosas da justiça do Estado era algo da Idade Média, aplicável então nos coutos da Igreja. Não era possível manter. A prioridade tem de ser sempre dada às crianças vítimas dos abusos sexuais e não à defesa dos abusadores. Portanto, este motu proprio fica ainda aquém do que o problema  da pedofilia carece e do que a sociedade reclama. As denúncias às autoridades estatais de suspeitas de crimes, praticados por clérigos, membros de ordens religiosas, catequistas, acólitos e outros, de abuso sexual de menores e desvalidos (deficientes, etc.) e do uso da violência sobre adultos e da produção e uso de pornografia de menores, não são obrigações ‹‹eventuais››, mas fundamentais e imediatas. A comunicação às autoridades estatais deve ser pronta, correndo o processo penal e civil em paralelo ao processo canónico.

Em suma, este motu proprio, estendendo a linha de anteriores posições, é um avanço, mas ainda falta percorrer mais caminho. Se o sal se corromper, com que se há-de salgar?


Atualização: este poste foi atualizado e emendado às 19:32 de 10-5-2019.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

A irresponsabilidade do Presidente Marcelo na deterioração das relações luso-brasileiras

As declarações oportunistas de menosprezo do Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre o então candidato, e atual Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foram terrivelmente irresponsáveis e afetaram gravemente o País, as empresas, as instituições e os cidadãos portugueses. «Bem prega frei Tomás!...» - avisa o povo...

Após a vitória de Jair Bolsonaro, o Presidente Marcelo Sousa tentou recuperar o efeito da brincadeira divertida das bocas indiretas que tinha atirado ao então candidato, cujo crescimento nas sondagens lhe recomendava prudência, sobre eleições de outro país nas quais, pela função que ocupa, não devia meter-se. Marcelo Sousa apareceu na posse de Jair Bolsonaro, em 2 de janeiro de 2019, sendo todavia tratado com muito mais respeito do que havia manifestado, numa audiência que durou... vinte minutos!... Quem não se dá ao respeito, acaba desrespeitado...

Porém, se fosse apenas um “facto político” pessoal, na linha tático-histriónica habitual, pouca consequência teria. O problema é que o desrespeito pelos assuntos internos brasileiros, como foi o de imiscuir-se numa eleição presidencial alheia contra o candidato (da direita) tentando favorecer o opositor (marxista e corrupto) provocou a liofilização das relações luso-brasileiras e o prejuízo inerente para os particulares, as empresas e as instituições portuguesas.

Do governo de António, Catarina e Jerónimo, CRL, não se esperava que enviasse socorro ao Brasil após a tragédia da rutura da barragem de Brumadinho (25-1-2019)... Ficou pelas condolências, que o apoio teve de vir de Israel... Para os marxistas, o sectarismo ideológico vem primeiro do que a humanidade, e também não é provável o arrependimento do estúpido embargo político. Mas o presidente Marcelo deveria comportar-se ao nível do cargo que os portugueses lhe confiaram: não podia danificar a aliança genética luso-brasileira para agradar ao Governo da esquerda radical.

Portugal recebia habitualmente a primeira visita do chefe de Estado eleito do Brasil, uma tradição interrompida por Lula da Silva, comparsa de José Sócrates nos negócios bilionários da Vivo e da Oi. Agora, devido à opinião leviana do Presidente Marcelo Sousa e da ideologia social-comunista do governo de coligação de António Costa, Portugal nem consta da lista das próximas viagens, nem dos interesses da nova administração brasileira. Ora, o Presidente da República deve representar todos os portugueses: não apenas os burgueses da esquerda radical e os ortodoxos comunistas.

Com a enorme poupança decorrente da reforma da previdência, o presidente Jair Bolsonaro vai lançar um grande programa de desenvolvimento, de obras públicas, nomeadamente a irrigação do Nordeste, de transformação da educação, de modernização tecnológica, de abertura da economia e de fomento do investimento. Os cidadãos, as empresas e instituições portuguesas vão pagar o preço da irresponsabilidade do Presidente Marcelo Sousa e da contaminação da ideologia marxista do governo português no relacionamento com o Brasil.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Vai lá, vai!...

ABC (março de 2019). Desabrigado. Atenas, Grécia.

‹‹O primeiro-ministro, António Costa, ameaçou demitir-se esta sexta-feira caso o diploma dos professores seja aprovado, numa declaração ao País depois de reunir com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na sequência da aprovação no parlamento da contabilização total do tempo de serviço congelado aos professores››. 



Já ia tarde!... Mas Costa não sai. Ainda tem de atrofiar mais a economia, inchar a subsidio-dependência e arrasar os costumes. Tem de pôr o País socialistaa-comunista ao nível da Grécia.

domingo, 17 de março de 2019

Memorando sobre o impacto do abuso sexual de menores na Igreja portuguesa

A propósito do abuso sexual de crianças por padres, que tem atingido a Igreja Católica e, nomeadamente a portuguesa, apresento neste blogue um «Memorando sobre o impacto do abuso sexual de menores na Igreja portuguesa», documento inédito que, com um amigo, elaborei e entreguei pessoalmente a quem devia, em 21 de fevereiro de 2014. Publico o texto porque continua atual - e em penitência de, erradamente, o ter mantido inédito.

«Memorando sobre o impacto do abuso sexual de menores na Igreja portuguesa
21-2-2014  
O assunto do abuso sexual de crianças sobre a Igreja portuguesa instalou-se como um tópico de tendência nos média portugueses, nos blogues e nas redes sociais, e suscita aflição social. Foi por causa disso que solicitámos em 7 de outubro de 2013 uma audiência [...].

Independentemente do trabalho interno de documentação, de repúdio, de prevenção e de resposta ao problema do abuso sexual de crianças, e da maior atenção e intervenções públicas que o tema tem merecido por parte da Santa Sé e do Episcopado português, a opinião pública que se formou, e que se mantém, relativamente à pedofilia e mesmo aos abusos sexuais de crianças por parte de clérigos, outras vocações consagradas, catequistas e demais membros dos movimentos eclesiais, desconfia da resposta da Igreja. Mais ainda, apesar dos estudos que concluíram pelo menor número e menor percentagem de abusos sexuais de crianças, e de pedofilia, na Igreja Católica face à sociedade em geral, e outras confissões religiosas, a ideia que perpassa na sociedade, numa organização inspirada por Deus mas governada por homens, é precisamente a contrária, uma convicção de generalização de abusos e de tendências pedófilas.

Cremos, portanto, que se justifica a apresentação [...] da nossa preocupação com o tema da pedofilia e do abuso sexual de crianças e com o impacto negativo do tema na avaliação da Igreja em Portugal por parte da sociedade e dos próprios cristãos. Assim, cremos que seria útil ponderar as seguintes ideias:

  1. Não negação do problema do abuso sexual de crianças na Igreja, ainda que raro.
  1. Divulgação dos procedimentos instituídos pela Igreja Portuguesa, em consonância com a Santa Sé (http://www.vatican.va/resources/index_po.htm) Santa Sé, sobre o abuso sexual de crianças por membros do clero, nomeadamente do documento da CEP, «Diretrizes referentes ao tratamento dos casos de abuso sexual de menores por parte de membros do clero ou praticados no âmbito da atividade de pessoas jurídicas canónicas», de 19-4-2012 (http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=90586).
  1. Comunicação pública pela Igreja portuguesa do trabalho concreto de prevenção e de resposta ao problema do abuso sexual de menores por membros do clero; e de que serão remetidos para o Ministério Público todos os casos em que se apurem indícios do cometimento de abusos e que a colaboração com as autoridades civis no apuramento da verdade nestes casos é total.
  1. Adoção das melhores práticas de outras Igrejas no tratamento do problema, nomeadamente da mudança de atitude da Igreja norte-americana (http://www.usccb.org/issues-and-action/human-life-and-dignity/sexual-abuse-of-children/index.cfm).
  1. Maior ênfase ao apoio psicológico e social na prevenção e na resposta aos abusos, sem prejuízo do indispensável enquadramento do direito canónico aplicável.
  1. Realização de um simpósio nacional sobre o abuso sexual de crianças, com a participação de especialistas e participação da imprensa.
  1. Criação de um painel de especialistas – a exemplo do Centro de Proteção da Criança da Universidade Gregoriana (http://elearning-childprotection.com/) - que realize conferências e ações de formação sobre a realização de comunicações perante o episcopado, as Igrejas diocesanas e as ordens religiosas, e movimentos eclesiais, sobre a pedofilia e o abuso sexual de menores, a sua prevenção, resposta e tratamento, nomeadamente da questão da reincidência.
  1. Criação de uma comissão nacional, junto da Conferência Episcopal, e de comissões em cada diocese, para prevenção e análise preparatória de queixas de abusos sexuais de crianças. Essas comissões devem integrar clérigos, psicólogos/psiquiatras, juristas e assistentes sociais.
  1. Criação de grupos diocesanos de oração e apoio a vítimas de abusos, que sejam auxiliadas por psicólogos/psiquiatras e assistentes sociais.»

Cinco anos depois, na Igreja portuguesa estamos quase no mesmo ponto e, com exceção de algumas Igrejas locais (com destaque para a norte-americana, a irlandesa  e a alemã), muito pouco se avançou. Leia-se a comunicação da vaticanista mexicana Valentina Alazcari no Encontro «A proteção dos menores na Igreja», organizado pelo Papa Francisco, em 23-2-2019.

A política de silêncio é terrível e tem de ser mudada porque negligencia as vítimas, as crianças e as suas famílias, escandaliza e afasta os fiéis e justifica a indignação da comunidade. Importa reconhecer que até há pouco, a atitude padrão na Igreja era a transferência do padre pedófilo para outra paróquia, onde, por mais que prometesse ao superior, conter a sua tara, frequentemente voltava a abusar de crianças.

É necessário instituir, e executar, uma política de tolerância zero com os abusos, de transparência e  comunicação imediata às autoridades judiciais dos indícios de abuso sexual.  A César o que é de César e a Deus o que é de Deus: a Igreja não tem nem órgãos, nem gente preparada para investigação criminal dos abusos; e o processo canónico deve ser independente do processo da justiça do Estado a que nenhum clérigo ou colaborador da Igreja pode ser eximido quando incorrer num crime.

Mudar não é apenas necessário, mas urgente!

segunda-feira, 11 de março de 2019

Casa Pia Neverland




Seria muito útil para o País, e o Estado, que fosse feito um documentário sobre o horror dos abusos sexuais de crianças da Casa Pia do género do «Leaving Neverland» (parte I e parte II), Dan Reed, de março de 2019, sobre Michael Jackson. É que no Portugal mediático continua a viver-se no conto rosa de que os abusos sexuais de crianças da Casa Pia nunca existiram. Mais de 16 anos depois da erupção do escândalo, os figurões poderosos continuam a mandar, como se nada tivesse acontecido.

O documentário teria como base os testemunhos originais das 32 crianças abusadas sexualmente e podia valer-se de outros elementos do processo, que se estendeu por 66 mil páginas e contou com 920 testemunhas

sexta-feira, 8 de março de 2019

A raiz daninha do socialismo



Quanto mais funda a reflexão que faço sobre os problemas sociais, políticos, económicos e financeiros, do País e do mundo, mais clara é a conclusão de que a sua causa principal é a ideologia e a prática do socialismo. Sem conseguir ser exaustivo, enumero treze problemas, nos quais se descobre sempre a raiz daninha do socialismo, de origem marxista. 
  1. Totalitarismo do politicamente correto.
  2. Corrupção de Estado.
  3. Impunidade da violência.
  4. Abuso de apoios públicos.
  5. Recusa do trabalho.
  6. Subsidiodependência.
  7. Desagregação social
  8. Carga fiscal insuportável sobre o trabalho, as empresas e as famílias.
  9. Estagnação económica. 
  10. Défice financeiro do Estado.
  11. Imigração desordenada.
  12. Recrudescimento do racismo.
  13. Retorno do protecionismo.

* Imagem picada daqui.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Presidente Marcelo sobre Arnaldo de Matos: «um defensor ardente da liberdade»!...



Faleceu
, em 22-2-2019, Arnaldo Matos, líder do MRPP. O José publica, na sua maçã, um poste sobre os obituários«de Mao a Piao», na imprensa nacional, do cognominado «Grande Educador da Classe Operária (pelo casal renegado Saldanha Sanches e Maria José Morgado?). Da pertença do camarada Arnaldo Matos à classe operária, vejam-se as revelações doutro renegado, Garcia Pereira, em maio de 2017... Sobre a repressão do MRPP veja-se também o notável artigo histórico de Helena Matos, no Observador, «Morte aos traidores», de 28-11-2015; e consulte-se o «Relatório das Sevícias Apresentado pela Comissão de Averiguação de Violências sobre Presos Sujeitos às Autoridades Militares»...

Todavia, o obituário politicamente mais relevante do líder do MRPP, é o do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, em 22-2-2019:
«Arnaldo Matos ficará na memória de todos como um defensor ardente da liberdade e como um lutador pela causa da justiça social e dos mais desfavorecidos».
Um amigo meu gozou este pagode que a coligação socialisto-estalinista ergueu no País, sustentado também por cúmplices medrosos: «se o maoísta Arnaldo de Matos cá voltasse, até se sentiria insultado por o classificarem como «ardente defensor da liberdade»!...»

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Sciences Po e o mestrado do filósofo (José) Sócrates




Sobre a reportagem do Expresso, de 16-2-2018, p. 20, do jornalista Micael Pereira em Paris, «Sorbonne admite tirar mestrado a Sócrates», que abaixo publico o fac-simile, devo fazer uma cronologia deste assunto, em vinte pontos.
  1. O semanário Expresso, de 10-6-2011, noticiou que, vencido nas eleições legislativas da semana anterior e com inquéritos em curso no DCIAP, José Sócrates iria estudar Filosofia para Paris.
  2. Em 6-10-2011, no CM, de 6-10-2011, Paulo Pinto de Mascarenhas, na sua crónica «Correio Indiscreto», Paulo Pinto de Mascarenhas, revela detalhes da admissão rocambolesca do ex-primeiro-ministro na prestigiada Sciences Po, da capital francesa.
  3. Em, 5-12-2011, cravei aqui um poste sobre a «Necessidade de um inquérito à admissão de José Sócrates na Sciences Po», apócope do Institut d'Études Politiques de Paris - que, à época, beneficiava do estatuto universitário independente de «grande établissement» e atualmente faz parte da universidade Sorbonne Paris Cité (USPC). Nesse poste, revelei a mensagem que, sobre a rocambolesca admissão de José Sócrates naquela instituto, havia colocado no Facebook dessa escola  e que reenviei aos seus dirigentes, o malogrado Richard Descoings, Marie Geneviève Vandesande e Bernardette Milom (os mails funcionaram, salvo o de Bernadette Milon). Já o havia feito em 10-10-2019 e não tinha obtido qualquer resposta da instituição, nem qualquer esclarecimento do ex-primeiro-ministro. Se a instituição não sabia, e não creio na sua negligência, ficou a saber que género de aluno Sócrates e avisada da tese que poderia apresentar... Transcrevo a minha carta aos dirigentes da Sciences Po, realçada a verde, que contém a notícia de Paulo Pinto de Mascarenhas, no CM, de 6-10-2011, e o desmentido do embaixador Seixas da Costa (que eu havia escrito na caixa de comentários deste blogue no poste «Os cordelinhos e o novelo - o caso da admissão de Sócrates na Sciences Po», de 17-10-2011:
  4. «Messieurs,

    Dans le quotidien portugais "Correio da Manhã" (le plus grand journal du pays), du 6-10-2011, une chronique intitulée «Correio Indiscreto» nous a appris que M. José Sócrates, ex-premier ministre du Portugal, a été admis à Sciences Po, à Paris, à la troisième tentative, et ce grâce aux efforts déployés par M. Francisco Seixas da Costa, ambassadeur du Portugal en France. Je transcris l'article original:
    «Correio Indiscreto
    Sócrates foi recusado duas vezes em Paris
    Correio Indiscreto conta-lhe as peripécias de José Sócrates para ser aceite em universidade de Paris
    06 Outubro 2011
    Por: Paulo Pinto Mascarenhas

    A licenciatura domingueira do ex-primeiro-ministro José Sócrates continua a dar que falar. Mas desta vez dá que falar em francês. Rima e é verdade: a entrada de Sócrates no Instituto de Estudos Políticos de Paris, mais conhecido como Sciences Po da Sorbonne, foi por duas vezes recusada. Isto porque o currículo académico em Engenharia não terá sido considerado à altura da instituição francesa, que tem todos os anos 35 mil candidatos para 3500 lugares.
    À terceira lá foi aceite nos estudos de Filosofia, mas para isso teve de entrar em acção o diplomata Francisco Seixas da Costa, embaixador de Portugal na capital francesa, que mexeu e remexeu os cordelinhos necessários para permitir a entrada do ex-chefe de governo na universidade.
    Seixas da Costa esteve também na cerimónia de atribuição do doutoramento honoris causa ao ex-presidente brasileiro Lula da Silva, de que o Correio indiscreto deu conta aqui na edição da semana passada.»

    (http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/socrates-foi-recusado-duas-vezes-em-paris220403830)

    Le 16 octobre 2011, M. Seixas da Costa a démenti cette information, admettant toutefois qu'il avait arrangé un contact entre M. Sócrates et deux professeurs universitaires. Il n’a cependant pas identifié ces deux professeurs ni leur institution.
    "O “Correio da Manhã” publicou, na passada semana, uma notícia relativa à admissão do Engº José Sócrates no Instituto de Estudos Políticos, na qual se afirmava que o embaixador de Portugal em França “mexeu e remexeu os cordelinhos para permitir a entrada do ex-chefe do governo na universidade”, após uma suposta “terceira recusa” à sua admissão. Isto não corresponde à verdade. Nunca me foi pedida, nem eu levei a cabo, qualquer diligência para facilitar o acesso do Engº José Sócrates ao Instituto de Estudos Políticos, nem nunca chegou ao meu conhecimento que tenha havido qualquer dificuldade na respetiva admissão naquela escola. No que me toca, e sobre este assunto, os factos são muito simples e não admito que sejam contestados. Em inícios de Julho, o antigo Primeiro-Ministro contactou o embaixador de Portugal, porque gostaria de obter uma informação sobre os cursos existentes em Paris, numa determinada área académica que estava a pensar frequentar. Como na altura veio publicado na imprensa portuguesa, foi-lhe proporcionado um contacto com dois professores universitários, que melhor o poderiam elucidar sobre o assunto. A intervenção do embaixador de Portugal neste processo começou e acabou ali. Só no final de Agosto, quando regressei a Paris, é que vim a saber que o Engº José Sócrates havia escolhido aquela escola e que nela fora admitido."

    Mon intérêt pour la question s'explique par le fait que M. Sócrates, qui a été premier ministre jusqu'au 20 juin 2011, est le plus probable candidat socialiste aux élections présidentielles portugaises de 2016.

    Je suis l'auteur du livre «O Dossiê Sócrates», Lulu Books, 2009 (http://www.lulu.com/content/7672029, avec plus de 23.500 downloads).

    Après des démarches effectuées auprès des media français, M. Peter Gumbel, directeur de la communication de Sciences Po, a déclaré au magazine portugais "Sábado", édition du 17 novembre 2011, que M. Sócrates a été admis à Sciences Po pour un doctorat, qu'il n'a pas été refusé deux fois à l'institut, sa candidature ayant été acceptée d'emblée, et que Sciences Po se réjouit de l'avoir pour élève.
    À ce jour, en dépit des questions que j’ai posées aux dirigeants de Sciences Po, il manque encore des réponses aux questions suivantes:
    1. A quel doctorat de Sciences Po M. Sócrates a-t-il été admis?
    2. Est-il exact que la candidature de M. Sócrates à un quelconque cours de Sciences Po a été admise d'emblée, sans aucunne réserve ni difficulté?
    3. Quelles sont les personnes composant le jury ayant éventuellement admis M. Sócrates?
    4. Est-il vrai que M. Seixas da Costa, ambassadeur du Portugal à Paris, ou quelqu'un de l'ambassade portugaise, a contacté (verbalement ou par écrit) l'un des professeurs du jury d'admission de M. Sócrates (ou l'un des membres de la direction responsable des admissions)?
    5. Ou une autre personne (portugaise, brésilienne ou française, ou d'une autre nationalité) aurait-elle parlé avec des membres du jury, ou de la direction de Sciences Po, au sujet de l'admission de M. Sócrates à Sciences Po?

    Parce que l'Institut d'Études Politiques de Paris est un des plus prestigieux établissements d'enseignement supérieur français, et que ses critères d'admission ne peuvent faire l'objet d'aucun soupçon, je vous serais très reconnaissant de bien vouloir éclairer les circonstances de cette admission en en publiant les divers éléments.

    En effet, les réponses détaillées aux cinq questions ci-dessus me paraissent d'autant plus nécessaires qu'un scandale a récemment affecté, dans des circonstances analogues et grâce au lobbying du Foreign Office, la London School of Economics: http://www.guardian.co.uk/education/2011/nov/30/gaddafi-donation-lse-bribes-inquiry?newsfeed=true ; http://www.guardian.co.uk/world/2011/dec/01/foreign-office-oxford-gaddafi-son.

    C'est pourquoi je crois que les doutes qui persistent dans le cas présent justifient la réalisation d'une enquête indépendante sur l'admission de l'ex-premier ministre portugais, M. José Sócrates, à Sciences Po.

    En vous remerciant à l'avance de votre attention, je vous prie de bien vouloir agréer, Messieurs, l’expression de ma considération distinguée.
    António Balbino Caldeira
    a.b.caldeira@gmail.com
    http://doportugalprofundo.blogspot.com»

  5. Em 17-11-2011, surgiu finalmente, na Sábado (p. 34), uma meia-explicação sobre a admissão de Jpsé Sócrates na Sciences Po, na rubrica «Indiscretos», intitulada «Sócrates doutor», com referência à resposta do porta-voz daquela escola, Peter Gumbel, à revista:
    «José Sócrates está mesmo inscrito na Universidade de Sciences Po (Sciences Politiques), em Paris, e, contrariamente ao que tem sido avançado nos media, “não é verdade que Monsieur Sócrates tenha sido recusado duas vezes em Sciences Po – apresentou a sua candidatura uma só vez e foi admitido”, esclareceu à SÁBADO a universidade. A instituição contactou Sócrates antes de nos responder, pois não fornece quaisquer dados sobre alunos sem a sua autorização. O ex-primeiro ministro está inscrito no programa de doutoramento, que consta de dois anos de frequência curricular e três de elaboração de tese, mas a universidade não revela em que área. Sciences Po tem doutoramentos em sociologia e também em ciência política, mas não em filosofia. Peter Gumbel, director de comunicação, deixa claro: “Estamos satisfeitíssimos por o ter entre os nossos alunos».
  6. Em 15-12-2011, voltei ao assunto no poste «Quelques clés pour comprendre le Sócrates actuel», na qual desmenti a mentira da filosofia (a Sciences Po não tinha nenhum curso de Filosofia) e do doutoramento (era mestrado), a propósito da sua famosa conferência de Poitiers, de 3-12-2018, onde o ex-primeiro-ministro sintetizou o seu pensamento da gestão das finanças públicas:
    «A minha visão é esta... é que para países como Portugal, como Espanha,  ideia que nós te... a ideia que agora é preciso pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos países - estuda-se em Economia, foi isso que eu estudei durante tempo - são, por definição, eternas. As dívidas gerem-se - foi assim que eu estudei».
  7. Retornei ao tema, em 20-12-2011, no poste «O silêncio da Sciences Po e a inevitabilidade de um inquérito interno à admissão de José Sócrates».
  8. Em 27-12-2011, no poste, «A opacidade da Sciences Po» relativamente ao caso, noticiei os escândalos em que aquele instituto universitário, na administração Descoings, havia sido mencionado.
  9. Em 3-2-2012, publiquei o poste «Um aluno especial de corrida», comentando a notícia do correspondente Daniel Ribeiro, «Sócrates é um aluno especial em Sciences-Po», Expresso - Revista, 21-1-2012, p. 29, inserida na  Sócrates, Revista do Expresso, de 27-1-2012, pp. 24-31, na reportagem sobre «A misteriosa vida de Sócrates em Paris»/«A nova vida de Sócrates em Paris».
  10. Em 22-3-2012, comentei no poste «Nova queixa-crime sobre a licenciatura de José Sócrates», apresentada no DCIAP em 20-3-2012, sobre a licenciatura de José Sócrates na Universidade Independente, apreswentada pelo «cidadão e advogado» Alexandre Lafayette, (que representava o Prof. Doutor Rui Verde no processo da UnI).
  11. Em 4-4-2012, mencionei, de novo, o assunto da entrada de José Sócrates na Sciences Po, no post «O diretor da Sciences Po encontrado morto em Nova Iorque», sobre a notícia de Richard Descoings, de 53 anos, diretor da Sciences Po, conhecido em Portugal pelo polémico processo de admissão do ex-primeiro-ministro português naquele instituto universitário de Paris, ter sido encontrado morto em Nova Iorque no, em 3-4-2012.
  12. Tratei novamente da morte, e vida, de Richard Descoings no meu poste «As folias das elites políticas em França», de 8-5-2012, diretor da Sciences-Po, encontrado morto, nu, num quarto de hotel em New York, em 3-4-2012. Descoings que se terá assumido, segundo o Point, de 9-3-2007 (citado pela F et L, de 1-2-2009, p. 2, em pleno anfiteatro do instituto univeristário, «être le premier pédé de Sciences-Po», e que manteria um imagem falsa, e socialmente rendível, emdois planos: «Gay auprès des puissants, hétéro ailleurs» - Richard Descoings/Ritchie D.. Uma morte que teria acontecido de «Causas naturais», DPP, de 2-6-2012.
  13. Em 9-6-2012, abordei a perplexidade da vida e sustento do estudante-ex-primeiro-ministro na Sciences Po, de Paris, «A vida "contida" de Sócrates», a propósito de um almoço, ventilado para a imprensa, com o seu amigo, e atual diretor de Informação da TVI, Sérgio Figueiredo, na esplanada do luxuoso hotel Altis, de Belém. 
  14. Em 28-5-2013, no poste «Voltei, voltei...» expus novas mentiras da entrevista «Sócrates, o fim do silêncio», do ex-primeiro-ministro à RTP-1, em 27-5-2013.
  15. Em 12-4-2013, para corrigir novas mentiras e falácias que o ex-primeiro-ministro tinha apresentado, em 7-4-2013, no seu novo programa na RTP-1, «A opinião de José Sócrates», expus «Os factos e as mentiras da narrativa de José Sócrates sobre o seu percurso académico».
  16. Em 23-9-2013, no poste «O mémoire de Sócrates», expus as incongruências da notícia (e declarações do próprio) no Expresso, de 21-9-2013, na primeira página (e com desenvolvimento na página 5), «Sócrates publica tese de mestrado sobre tortura» 
  17. Em 19-10-2013, porque o ex-primeiro-ministro procurou passar uma esponja sobre o rasto enlameado do seu percurso académico, publiquei um poste  sobre «A entrevista de Sócrates», a Clara Ferreira Alves, na Revista do Expresso, desse dia, pp. 24-34.
  18. No dia 24-10-2013, publiquei o poste «A apresentação do livro de Sócrates», «A confiança no mundo - Sobre a tortura em democracia», editado pela Verbo (de Paulo Teixeira Pinto), com uma nota sobre o livro, seguida de comentário sobre o evento, por onde desfilou a grossa flor do entulho do regime, de António Costa a Fernando Pinto Monteiro e Noronha Nascimento. Aí conto as peripécias infrutíferas por que passei para tentar obter o «mémoire».
  19. Em 28-10-2013, explorei a questão do registo do projeto de tese de doutoramento em preparação no sítio Theses.fr, da francesa Agence Bibliographique de l'Enseignement Supérieure (ABES), desde 1 de outubro de 2013, em Ciência Política no Institut d'Études Politiques (vulgo «Sciences Po»), sob a direção da professora Astrid von Busekist, de «José Carvalho Pinto de Sousa» (sic), gato escondido com o rabo por dentro, no poste «"José Carvalho Pinto de Sousa" - tout court».
  20. Em 27-3-2015, explico no poste «A tese de Sócrates e o amigo professor de aluguer», a gravidade do facto noticiado por Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo, no semanário Sol, desse dia, de o livro assinado por José Sócrates, «A confiança no mundo», de outubro de 2013, alegadamente, não ter sido escrito por ele, mas por «um professor catedrático português», da «mesma geração do ex-primeiro-ministro», e seu amigo, conforme escutas de conversas entre os «dois amigos», no âmbito da Operação Marquês. Escrevi no referido poste, realçando que o problema não era o livro ter sido escrito por um négre, mas a tese, que deu origem ao livro, ter sido alegadamente feita por um professor pago para esse efeito escravo:
    «A crer na revelação das escutas, o problema maior é a tese ter sido escrita não por José Sócrates mas pelo seu amigo professor catedrático. Se assim foi, e a tese tenha sido pelo seu amigo professor catedrático (fluente em francês), ou em português com tradução para francês (o que dá no mesmo), então tal, a ser provado, poderá constituir uma fraude, que a lei de Portugal e de França punem, e trazer consequências penais, tanto para José Sócrates como para o seu amigo professor. Para Sócrates, além do processo judicial por eventual fraude, eventualmente a anulação da tese de mestrado de José Sócrates na Sciences-Po, a sua punição como aluno, e a retirada do grau de mestre. Para o professor catedrático seu amigo, processo judicial por fraude, agravada por ter sido, eventualmente, paga, a vergonha académica e eventual punição, para além do relevo político pessoal deste escândalo.»
  21. Em 7-2-2016, publiquei o poste «O amparo de Farinho», comentando a notícia de Felícia Cabrita, no Sol, de 5-2-2016, «Sócrates pagou a professor para 'ajudar' na tese e no livro», onde era revelado o nome do professor universitário Domingos Farinho, seu ex-assessor para a economia, como alegado autor pago do mémoire de mestrado de José Sócrates, escrito em português, traduzido para francês (por outro négre ainda não identificado) e que foi vertido no seu livro «A confiança no mundo», Aí recomendava que após a acusação do processo, e a conformar-se a notícia das escutas, que seja extraída uma certidão para envio à Sciences-Po e às autoridades francesas para procederem em conformidade. O que não sei até hoje se foi feito.
  22. E, no Expresso, de 16-2-2019, através de Micael Pereira, noticia «Sorbonne admite tirar mestrado a Sócrates», p. 20, ver fac-simile abaixo. A Sciences Po respondeu ao jornalista, que consultou o «mémoire» ('tese' de mestrado) de Sócrates na biblioteca da escola e questionou os três membros do júri, entre os quais a orientadora do mémoire Astrid von Busekist, sobre a escrita da 'tese' não ter sido alegadamente feita por Sócrates, mas pelo professor Domingos Farinho, a quem Sócrates terá pago 40 mil euros, de acordo com o relatório da operação Marquês. A universidade refere já saber do assunto. Na verdade, em 10-10-2011 eu enviei uma mensagem à universidade, que reenviei por mail aos seus dirigentes, a solicitar um inquérito à admissão de José Sócrates na instituição e onde prevenia a instituição para problemas supervenientes. Agora, a Sciences Po através do seu diretor de comunicação, Jerôme Guilbert, da era pós-Descoings, vem dizer o seguinte ao Expresso, de 16-2-2019:
    «Temos conhecimento do processo judicial contra o Sr. Sócrates, que inclui a acusação de branqueamento de capitais [em pagamentos feitos] a favor do Sr. [Domingos] Farinho, suspeito de ter contribuído para a tese de Sócrates. Entendemos que esta acusação é séria o suficiente para considerarmos a retirada por fraude do diploma emitido. Estamos a aguardar que haja uma decisão do tribunal para tomarmos uma decisão».

    «Sorbonne admite tirar mestrado a Sócrates», Expresso, de 16-2-2018, p. 20.


    Contudo, a Sciences Po não pode escudar-se no facto de não haver uma decisão condenatória do tribunal português sobre a acusação de branqueamento de capitais, pelos alegado pagamento de 40 mil euros de José Sócrates a Domingos Farinho, para fazer a tese. A Sciences Po não pode mais protelar um inquérito interno sobre a o mémoire de José Sócrates e a validade do grau de mestre que atribuíu ao seu aluno. Porque o bom nome do instituto universitário francês, atolado na farinha deste saco pestilento, não pode esperar uma década para ser limpo e a a honra desta escola redimida, até para se livrar de vez da herança Descoings.

    Não é sabido se o Ministério Público português extraíu certidão, e enviou ao seu congénere francês, ou se este já requereu informação sobre este caso de repercussão internacional que afeta a imagem da Sciences Po. Se tal não foi feito, deve ser feito sem demora.

    A guerra patriótica de limpeza do Estado português da corrupção que nos arruína não terminou com a prisão preventiva de Sócrates, em 21-11-2014, nem terminará com o seu eventual julgamento ou não (a decisão de pronúncia cabe ao juiz Ivo Rosa), nem sequer trânsito em julgado de sentença, e da sua rede, como salientei no meu poste «Prisão de Sócrates: análise e factos novos», de 24-11-2014. O trabalho patriótico não teme a litigância compulsiva de José Sócrates, como não temeu no passado os referidos abusadores sexuais de crianças da Casa Pia. O sistema está moribundo e estrebucha, mas não hesita em perseguir e punir quem tem a audácia de o afrontar. Porém, acima da minha desprezível vida, está Deus e a Pátria, que jurei há muito servir.
     

Pós-Texto (10:56 de 24-2-2019): Errei, e consequentemente peço desculpa, ao desmentir no poste acima - já emendado - ao dizer que a Sciences Po não fazia atualmente parte da Sorbonne. Na verdade, após negociações de agrupamento, com avanços e recuos (o último dos quais em outubro de 2017), a Sciences Po integra a ComUE (comunidade de universidades e estabelecimentos de ensino superior e de pesquisa) da Université Sorbonne Paris Cité (USPC), ao mesmo tempo que se reclama do estatuto de «universidade» (sítio da Sciences Po consultado às 10:55 de 24-2-2019). Agradeço ao meu amigo José, a clarificação no seu blogue Porta da Loja, na nota que fez, no 22-2-2019, deste meu poste.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa foi acusado, no âmbito do chamado processo Marquês, pelo Ministério Público, em 11-10-2017, pela prática de 31 crimes: 3 crimes de corrupção passiva de titular de cargo político, 16 crimes de branqueamento de capitais, 9 crimes de falsificação de documento e 3 crimes de fraude fiscal qualificada.
As entidades objeto das notícias que comento, não são arguidas de qualquer ilegalidade ou irregularidade neste caso, e quando arguidas, gozam do direito constitucional à presunção de inocência até ao trânsito em julgado de eventual sentença condenatória.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

A transparência do novo Brasil e a opacidade do regime português: o caso das dívidas aos bancos públicos



No Brasil, mal tomou posse, o novo governo de Jair Bolsonaro mandou publicar a lista dos 50 maiores devedores do banco público de investimento BNDES; em Portugal, o governo de António Costa, com apoio do Bloco de Esquerda e do PC, escondeu a informação sobre os grandes devedortes da CGDe teve de ser uma comentadora televisiva, Joana Amaral Dias  (JAD), a assobiar essa lista preliminar, ontem, 21-1-2019.

A lista de dívidas à CGD envergonha os administradores, todos, que participaram nas decisões de crédito - e não apenas, o dono do pelouro de crédito, o vice Armando Vara, e o presidente Carlos Santos Ferreira -, e os que sabendo dessas decisões absurdas não falaram nem se demitiram, e os governos que os nomearam e mantiveram, sejam do PS, do PSD e do CDS. O realce maior deve ser assinalado ao empréstimo e participação no capital do banco público ao resort de luxo Vale de Lobo, para a vigarice de um projeto de construção de uma ilha artificial no oceano Atlântico (!) e para o financiamento corrupto do take-over socratino do BCP.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

A agonia da verdade

—Excelencia, cree usted en Dios?
Torrente Ballester, Gonzalo (1989). Crónica del rey pasmado. P. 79.


No dia 23 de dezembro de 2018,  a jornalista Marta Leite Ferreira, com Raquel Martins, publicou, no Observador, o artigo «As respostas às questões difíceis sobre o Natal (mesmo as mais inconvenientes)». Para esta peça, foi entrevistado o conhecido padre Anselmo Borges e o novo dispo do Porto, D. Manuel Linda, que responderam à questão: «e como pode Jesus ser filho de uma virgem?».

Fac-simile do excerto original do artigo «As respostas às questões difíceis sobre o Natal», Observador, 23-12-2018 (blogue Dogma da Fé, 25-12-2018)

O artigo suscitou confusão e perplexidade nos meios católicos, e teve reverberação internacional: em castelhano, inglês, francês, italiano, alemão... O artigo imputava ao padre doutor Anselmo Borges e ao bispo D. Manuel Linda a posição de que «Jesus Cristo não é filho de uma mulher virgem e foi concebido por Maria e José “como outra criança qualquer”». Se a posição dessacralizante do padre filósofo Anselmo Borges não surpreendeu, as declarações de D. Manuel Linda provocaram escândalo, especialmente pela citação do bispo do Porto de que «nunca devemos referir a virgindade física de Virgem Maria». D. Manuel Linda explicava a sua interpretação ao mencionar que a condição de «donzela», mencionada à mãe do Salvador no Antigo Testamento, era «apenas uma referência à devoção plena dessa mulher a Deus», concluindo que «o que importa é a plena doação». E o bispo do Porto concretizava a sua doutrina da virgindade como «plena devoção a Deus» em detrimento do hímen intacto, pois, na sua graduação, «há com certeza mulheres com o hímen rompido que são mais virgens no sentido da plena devoção a Deus do que algumas com o hímen intacto».

O Núncio Apostólico em Portugal, D. Rino Passigato, viu-se forçado a intervir. E, em resposta a contacto da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), o núncio terá respondido, em 24-12-2018, por mail assinado «+RP», conforme fac-simile publicado na página oficial do Facebook desta organização integrista -



- que «D. Manuel Linda nega ter dito o que se lhe atribui» e que no dia seguinte, na missa de Natal, transmitida pela Rádio Renascença, «proclamará a sua adesão total à fé da Igreja sobre a virgindade de Nossa Senhora». Isto é, D. Manuel Linda teria de abjurar a doutrina apresentada nas suas declarações, proclamando «a sua total adesão à fé da Igreja»... Um puxão de orelhas ao bispo do Porto e a penitência pública de corrigir uma doutrina herética: a não virgindade física de Nossa Senhora.

E, no dia de Natal, na missa na Sé do Porto, que a Renascença transmitiu, D. Manuel Linda, na homilia que dedicou às virtudes teologais, lá enxertou a fórmula canónica do prometido credo:
«Evidentemente, não haveria Natal sem a Virgem Santa Maria, Aquela que, de acordo com a fé da Igreja - que é também a minha fé! -, é proclamada “virgem antes, durante e depois do parto”, de maneira expressa a partir do Sínodo de Milão (ano 390), ou “Mater intacta”, como dizemos na ladainha. Saudámo-la e agradecemos-lhe profundamente o seu insubstituível contributo para a história da nossa salvação.» (Grosso meu)
Um bispo português D. Manuel Linda a ter de asseverar que a fé da Igreja é também a sua fé!...

Porém, na tarde de 26-12-2018, o Observador corrige o artigo, justificando:
«Este texto foi alterado às 15h do dia 26 de dezembro de 2018 para clarificar a posição do bispo do Porto, D. Manuel Linda, relativamente ao dogma da virgindade perpétua de Maria. O Observador pede desculpas ao bispo e aos leitores.»
O texto original do artigo do Observador, foi emendado nas declarações de D. Manuel Linda em dois excertos. No primeiro, onde em 23-12-2018 estava:
«Jesus não é filho de uma mulher virgem, explicam quer o padre Anselmo Borges quer o bispo D. Manuel Linda. Ele foi concebido por Maria e José como qualquer outra pessoa e é “verdadeiramente homem”. A virgindade só é associada a Maria como metáfora para provar que Jesus era uma pessoa muito especial.»
Aparece agora:
«Na perspetiva do padre Anselmo Borges, Jesus Cristo não é filho de uma mulher virgem e foi concebido por Maria e José “como outra criança qualquer”. A virgindade de Maria é, na opinião deste sacerdote, uma forma de mostrar que Jesus era uma pessoa especial.»
Então, a ideia de que Jesus não é filho de mulher virgem e que foi concebido como qualquer outra pessoa - presume-se que através de cópula de José e Maria - é atribuída apenas ao padre Anselmo Borges. A «metáfora» da virgindade de Maria - que até tinha justificado um artigo de resposta do biblista Isaías Hipólito, em 26-12-2018, «A virgem Maria para além da metáfora» - também desaparece e ficamos sem saber quem foi o autor da figura de estilo, pois não é crível que a jornalista se aventurasse à hermenêutica.

O artigo do Observador também foi modificado num segundo excerto. Onde antes se lia:
«Apesar destas palavras, o bispo do Porto refere ao Observador que "nunca devemos referir a virgindade física de Virgem Maria"»
Vê-se depois de 26-12-2018:
«Já o bispo do Porto, D. Manuel Linda, sem negar o dogma da virgindade perpétua de Maria proclamado pela doutrina da Igreja Católica, refere ao Observador que “nunca devemos referir a virgindade física da Virgem Maria”».
Foi inserido: «D. Manuel Linda, sem negar o dogma da virgindade perpétua de Maria proclamado pela doutrina da Igreja Católica». Mas a expressão pespegada torna a frase inintelegível: D. Manuel Linda não nega o que nega?...

Entretanto, o prelado contactou o Observador, e declarou que crê na «virgindade física e plena de Maria».

Em 27-12-2018, o Observador traz um artigo crítico sobre a polémica: «A virgindade de Maria e o bispo do Porto», da autoria de Miguel Pinheiro, Marta Leite Ferreira e João Francisco Gomes, onde D. Manuel procura explicar a sua doutrina sobre a virgindade de Maria: «a virgindade não é só física, mas ninguém exclui a virgindade física».

Para terminar com a polémica do diz-que-não-disse, perguntei à jornalista Marta Leite Ferreira se tinha audio da entrevista (que presumo telefónica) a D. Manuel Linda, que o publicasse, pois assim se esclareceria a polémica. Insisti, mas não obtive resposta. Todavia, como o jornal manteve as citações no artigo emendado, é crível que esse audio exista. Seria útil que fosse publicada a gravação e transcrita a entrevista ipsis verbis.

Apesar do desmentido do bispo, incoerente com o que as citações que o Observador conservou da entrevista de 23-12-2018 -  «não deve referir-se a virgindade física» e o gradualismo da virgindade -, D. Manuel Linda tinha feito, ao jornalista João Francisco Gomes, do Observador, em 17-3-2018, no dia em que tomou posse, declarações, a propósito da recomendação de abstinência sexual aos católicos divorciados recasados na nota pastoral do cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, sobre a encíclica Amoris Laetitia, na mesma linha de contestação doutrinária:
«Mas, de facto, para ser sincero, sei que há alguns casais recasados, que já tinham vivido em matrimónio canónico e que depois refizeram a sua vida e estão noutro casamento já não canónico, que por motivos de fé e da sua convicção interior e de consciência, de facto vivem em abstinência sexual. Mas temos de nos perguntar: isso é mesmo família? Estou convencido de que não é bem família.»
Se, na opinião de D. Manuel Linda, um casal em abstinência sexual «não é bem família», a Sagrada Família de José e Maria seria... uma família? Ou, o que concluir então sobre a conceção de Jesus Cristo? Para quem analisa as suas declarações equívocas, D. Manuel Linda parece seguir, de modo nuancé, a linha do bispo Bonoso, de Elvídio e de Joviniano, de descrença da virgindade de Maria.

A neo-tardo-doutrina herética da Encarnação tem mais adeptos no clero do que se pensa e manifesta-se do ambão do Evangelho ao povo perplexo, em consonância com a livre interpretação dos dogmas, a eliminação do Diabo, a evaporação do Inferno, a abolição do milagre, a desconstrução do pecado, a negação das palavras incómodas das Escrituras. Um cherry picking de relativismo. Um obsoleto pós-modernismo, de pendor baumaniano, resignado ao caráter líquido de valores, instituições (a própria Igreja...) e relações. Um ateísmo de redução da Fé a uma pastoral de auto-ajuda, em que o padre negligencia a sua missão de cura das almas para se desviar para a função de gestor operacional de instituições de educação, assistência aos idosos e aos carenciados, para as quais não tem preparação técnica. Um marxismo que confina a religião ao beco da economia - paradoxalmente num mundo onde a pobreza extrema diminuíu 1.295 milhões de pessoas entre 1990 (2 mil milhões) e 2015 (705 milhões), o que correspondia a 9,7% da população do globo em 2015, e onde a classe média, enterrada em dívidas da casa, do carro, da educação dos filhos, se fatiga em trabalho extraordinário perante uma classe de desocupados que vivem de subsídios do Estado e têm um nível económico de vida superior -, recriminando a liberdade económica e louvando a opressora igualdade socialista, ao mesmo tempo que se aggiorna na liberalização dos costumes. Um elitismo de desprezo íntimo pelo povo humilde e sua crença plena, repulsor dos pobres de espírito (contudo donos do reino dos Céus...), mas de profissão marxista na teologia da libertação pseudo-redentora dos pobres materiais, que tem alienado milhões de católicos na América Latina e em África, para o protestantismo e a sua teologia da prosperidade. Uma preferência pelo diálogo intelectual de concordância com o politicamente correto e a ideologia de género, em vez do proselitismo da Doutrina. Uma profanação de Cristo, humilhado à dimensão histórica de um líder social, proponente de uma ética sem moral, positivista, de customização certificada. Uma rejeição do sobrenatural, dessacralizadora da fé, tornada simples esperança, com repúdio da intervenção direta e concreta de Deus na vida de cada um. Paralelamente, a limitação da prédica à igreja e do atendimento à sacristia, a supressão da bênção, a abstenção de combate cultural contra os cultos profanos, contra a maçonaria e contra os novos bezerros de ouro que afastam os jovens e adultos da verdadeira fé, a conformação do discurso com os valores não-cristãos e a promiscuidade com o poder político.

D. Manuel Linda, professor de Teologia, autor de tese de doutoramento em Teologia sobre um seu antecessor «Andragonia política em D. António Ferreira Gomes», parece ter um especial gosto por apresentar posições controversas. Tinha sido também envolvido em polémica, em 2014, aquando da nomeação, em substituição de D. Januário Torgal Ferreira, para bispo das Forças Armadas, numa inabitual discussão pública de patentes e salários. Nomeado bispo do Porto em 17-3-2018, na referida entrevista a João Francisco Gomes do Observador, onde diz que um casal em abstinência sexual «não é bem família», confessa-se fã do Papa Francisco «a 200%» e refere, inusitadamente, que «há uma série de indícios em que noto que o Papa estava muito interessado, de forma pessoal, personalizada, no meu nome» e que «quando assim acontece, a um amigo» (sic) «não se pode dizer que não». Ainda nessa entrevista ao Observador, de 17-3-2018, manifesta-se «"absolutamente contra" o aborto e a eutanásia», mas acautela que «não vai passar o seu tempo “na praça pública” a denunciar propostas que choquem com a doutrina da Igreja, preferindo propor a doutrina “a quem a queira ouvir”» e à jornalista Ângela Roque da Rádio Renascença, em 15-3-2018, promete exercer o seu múnus «com simplicidade». Merece ainda relevo a sua crítica do «excesso de desenvolvimento tecnológico» ou da «panela do neoliberalismo» do «género escola de Los Angeles» (sic) - em entrevista ao Correio do Minho, de 26-5-2012, quando era bispo auxiliar de Braga. Ou um meta-ecumenismo com igualização das crenças, num artigo D. António Ferreira Gomes e a discussão sobre a guerra colonial» (Humanística e Teologia 24 (2003) 111-123), com referência, à «paternidade divina, seja qual for aforma de O nomear». Tal como D. Manuel Linda escreveu, no semanário da agência Ecclesia, em crónica de 17-11-2017, que ilustra o seu estilo, dirigida aos «artistas deste circo de vaidades» (os lefebrianos), pede-se a todos, ainda mais neste «tempo periclitante no campo da fé», que «Deus nos dê juizinho até à hora da morte», «ou, no mínimo respeito pela Igreja»...