Toda a retórica mudada, do «leading from behind» à Rússia parceira do pedido de «observadores internacionais» (!?...), de um presidente fraco para as harsh words dele próprio e de Kerry e um simbólico navio despachado para o Mar Negro, tem o motivo de um índice de aprovação do presidente Obama, em queda (-17%). Em contraste, valha o que valha - e valerá pouco - o oficioso Pravda (a inflamada verdade a que eles têm direito) cita uma sondagem de uma agência russa que dá a Putin, 67,8% de aprovação.
Obama está envolvido numa guerra cultural prioritária para ele, e para todos os relativistas delirantes, de legalização do casamento homossexual e da adoção de crianças por casais homossexuais, de liberalização da droga (primeiro, o terrível cannabis...) e de defesa do aborto até ao coup de grâce da ponta de tesoura do partial birth abortion na nuca de algum bebé desgraçado. É essa a sua guerra. Das outras, das de ferro e fogo, foge - e recolhe as legiões.
Todavia, tal como dizia Trosky da dialética, tu podes não ter interesse na guerra, mas ela ter interesse em ti. You can run, but you can't hide... Desapiedada, a guerra vem ter contigo. «É a guerra aquela calamidade composta de todas as calamidades...». Mas, se ela te procura uma e outra vez, e a ilusão não a diverge, como a podes evitar? Se, como disse aqui um dia, te querem a pele, como fazer? Não é justa a firmeza?... Ao fugir, ao recuar, o cobarde aumenta o perigo, porque não o faz por tática, por juízo de oportunidade ou por busca de melhor campo: fá-lo por medo.
Obama está envolvido numa guerra cultural prioritária para ele, e para todos os relativistas delirantes, de legalização do casamento homossexual e da adoção de crianças por casais homossexuais, de liberalização da droga (primeiro, o terrível cannabis...) e de defesa do aborto até ao coup de grâce da ponta de tesoura do partial birth abortion na nuca de algum bebé desgraçado. É essa a sua guerra. Das outras, das de ferro e fogo, foge - e recolhe as legiões.
Todavia, tal como dizia Trosky da dialética, tu podes não ter interesse na guerra, mas ela ter interesse em ti. You can run, but you can't hide... Desapiedada, a guerra vem ter contigo. «É a guerra aquela calamidade composta de todas as calamidades...». Mas, se ela te procura uma e outra vez, e a ilusão não a diverge, como a podes evitar? Se, como disse aqui um dia, te querem a pele, como fazer? Não é justa a firmeza?... Ao fugir, ao recuar, o cobarde aumenta o perigo, porque não o faz por tática, por juízo de oportunidade ou por busca de melhor campo: fá-lo por medo.
A Rússia prepara-se para oficializar a anexação da península da Crimeia (o 84.º território), com o disfarce de um referendo marcado de uma semana para a outra. E procede ao reforço de tropas para tentar enforcar o sudeste da Ucrânia, criando uma zona tampão e de abastecimento da nova província. Como não tem tido oposição, vai avançando. Pelo discurso dos políticos realistas norte-americanos, como Robert Gates e Henry Kissinger, que atendendo à debilidade política, aconselham prudência, se percebe que os EUA (e a União Europeia, a «Barrosie», como a descreve Dominique Jamet, numa outra versão do problema...) não querem opor a força à Rússia, nem sequer as inconsequentes sanções económicas - e menos ainda sancionar os oligarcas que enriquecem Londres e investem na NYSE. Estadistas compreendem que quando um peanut farmer ou um community organizer mostram a fraqueza de que são feitos, e que as ameaças de última hora apenas confirmam, mesmo assim, interessa-lhes proteger a missão - porque sabem que a fraqueza de agora reduz o poder do futuro. Portanto, mais do que aproveitar o embaraço, protegem a presidência (este presidente pouco lhes importa).
Se a Rússia se mover ainda mais para ocidente, ocupando o sudeste da Ucrânia - quiçá sonhando com Odessa e deixando a Ucrânia sem mar quente! -, o poder de Kiev responderá e entrará na guerrilha. Mas não terá o apoio de combate de um só soldado norte-americano, inglês, francês (muito menos alemão, por enquanto...). A Rússia ocupa a Crimeia porque... pode.
Putin quer resuscitar um império morto, reerguer as forças armadas, reocupar os confins sul e oste, criar oblasts por onde possa, depois corredores, depois a mancha de óleo espesso a alastrar pelo território contígo. Joga o que o deixam jogar. O Ocidente jaz morto - e arrefece.
Atualização 20:26 de 10-3-2014): Poste emendado. O tempo, ai o tempo...





