Queria escrever sobre o buraco nas contas da Região Autónoma da Madeira. Mas melhor do que terá dito, ontem, 20-9-2011, o Prof. Medina Carreira, nas Conversas do Casino, da Figueira da Foz:
Não foi o único. Alberto João Jardim está a ser entregue pelo Governo - e pela direcção do PSD?!... - à voragem socialista como bode exclusivo para expiar as culpas cem vezes maiores do... socratismo. É uma manobra oportuna para lhe fazer perder a maioria absoluta na Madeira e suscitar a sua remoção.
Toda a irregularidade ou ilegalidade, e nomeadamente aquelas que decorram de violação das leis orçamentais e outras, deve ser julgada e, a serem provadas as acusações, os seus autores punidos. Sem «mas», nem meio. Não excluímos, portanto, ninguém. Pelo contrário, continuamos a clamar por uma auditoria geral das contas públicas e na responsabilização judicial dos prevaricadores - e não só nas despesas não cabimentadas nos orçamentos. Não: furto, a corrupção, o tráfico de influências, etc.!...
Os socialistas que agora se surpreendem sobre despesas não cabimentadas a que fecharam os olhos para contrabalançaram o que fizeram nas contas do Estado, são os mesmos que classificariam como vingança a auditoria e a remessa dos casos para o tribunal se lhes fossem aplicadas.
Actualizações: este poste foi actualizado às 0:06 de 23-9-2011.
«"Estamos com as baterias contra o dr. João Jardim (...), mas temos muita gente que à frente dele devia sentar-se no banco dos réus. As pessoas que puseram este País no estado em que está deveriam ser julgadas".Mais: Alberto João Jardim fez obra e tem o arquipélago da Madeira num brinco. No Continente, roubaram-se os anéis, cortaram-se os dedos e subsidiou-se a preguiça. Isso não invalida o facto: é uma atenuante. Com o mesmo dinheiro, se os socialistas tivessem o poder na Madeira haveria ali a mesma percentagem de beneficiários do rendimento mínimo do que nos Açores e o dinheiro teria desaparecido nas comissões de obras inúteis e contratos desnecessários.
«Não só a Madeira. Quem pôs o País de pantanas como está, se houvesse lei aplicável, também devia ir aos tribunais".
Defendeu ainda que uma eventual acção judicial deveria incidir sobre os governantes dos últimos 10 anos. "Era seleccioná-los, porque houve uma data de mentirosos a governar", argumentou.
Medina Carreira alegou que o caso da Madeira "só existe" porque Portugal "chegou ao estado de abandalhamento completo" e que a questão só foi tornada pública dado o período eleitoral na região autónoma.
"É fruto muito de haver eleições agora. Se não houvesse isto passava relativamente bem", afirmou.
Segundo Medina Carreira "antes da Madeira, houve várias Madeiras" em Portugal. "Por toda a parte se nota que falta dinheiro aqui e ali. Rouba-se aqui. Rouba-se acolá. Nunca ninguém é julgado. Nunca ninguém presta contas. Eu atribuo uma importância relativa à Madeira", sustentou.
Sobre eventuais novas "surpresas" em termos de dívida escondida, Medina Carreira disse que em Portugal "tudo é possível em matéria de dinheiro" num Estado "onde realmente não há rigor, não há seriedade, não há verdade", sublinhou.»
Não foi o único. Alberto João Jardim está a ser entregue pelo Governo - e pela direcção do PSD?!... - à voragem socialista como bode exclusivo para expiar as culpas cem vezes maiores do... socratismo. É uma manobra oportuna para lhe fazer perder a maioria absoluta na Madeira e suscitar a sua remoção.
Toda a irregularidade ou ilegalidade, e nomeadamente aquelas que decorram de violação das leis orçamentais e outras, deve ser julgada e, a serem provadas as acusações, os seus autores punidos. Sem «mas», nem meio. Não excluímos, portanto, ninguém. Pelo contrário, continuamos a clamar por uma auditoria geral das contas públicas e na responsabilização judicial dos prevaricadores - e não só nas despesas não cabimentadas nos orçamentos. Não: furto, a corrupção, o tráfico de influências, etc.!...
Os socialistas que agora se surpreendem sobre despesas não cabimentadas a que fecharam os olhos para contrabalançaram o que fizeram nas contas do Estado, são os mesmos que classificariam como vingança a auditoria e a remessa dos casos para o tribunal se lhes fossem aplicadas.
Actualizações: este poste foi actualizado às 0:06 de 23-9-2011.











