sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Inconsequência discursiva

O problema não é a austeridade, mas a corrupção. É a corrupção que determina a austeridade iníqua, que protege uns e castiga outros. Portanto, o envio, em 2-1-2013,  para fiscalização sucessiva do Tribunal Constitucional das normas relativas à suspensão do pagamento do subsídio de férias e da «contribuição extraordinária de solidariedade» do Orçamento para 2013, depois de o ter promulgado, é inócuo e inconsequente. O Tribunal Constitucional não quererá ficar com a culpa de desrespeito dos credores (a União Europeia e o FMI) e o Presidente salva a face da austeridade moderada.

O problema institucional no País é a inconsequência do discurso face à prática. O discurso é uma justificação da inocuidade. O povo quer consequência, mas tem negligência. À parte os discursos, continua o consentimento dos grandes negócios de Estado, e sucedem-se decisões iníquas. A expectativa é de que os cidadãos não reparem na diferença entre o discurso e a ação. Mas o povo não é parvo. Deixa correr, porque vai correndo. Mas basta uma faúlha para a floresta pegar fogo.

6 comentários:

  1. Caro Prof. Balbino Caldeira,

    Não está a ver bem o problema. A História recente diz-nos que o Povo não viu grande coisa. Não houve Povo na Europa que aguentasse 48 anos de um Regime autoritário, na Era Moderna, para além do Povo português.

    Um rancho de capitães do Quadro, também conhecido por Sindicato de Abril, é que derrubou o Regime. O Povo veio com cravos, que estavam encravados.

    A élite, que começa no Senhor Cavaco Silva e termina no Senhor José Sócrates, goza, gozou e gozará, com o Povo, que eles pensam que sempre foi frouxo, salvo uma ou outra excepção.

    ResponderEliminar
  2. Significa que a elite do Soares era melhor?
    Ridículo.
    As sementes da miséria começaram precisamente com a revolução dos cravas.Com os oportunistas sem escrúpulos como Soares e Cunhal.Com os Conselheiros de uma revolução de fancaria,que pretendia apenas fugir à guerra custasse o que custasse,como custou em vidas e bens aos que saíram e aos que ficaram.
    A elite burlesca que se converteu rápidamente ao negócio,retirando milhões das ligações sujas com Savimbis e Netos.
    A História é longa.Neste momento já só não é clara para quem não quer ver.
    Os pulhas de Abril tomaram de assalto o poder.Dominaram todos os sectores chave da sociedade.
    Hoje resta o discurso oco e a miséria a que arrastaram a nação.
    Estranhamente,a verborreia continua a fazer prosélitos e a cegar a população.
    Renovam frotas de automóveis de luxo,vivem que nem marajás sobre a indigência de milhões a quem convencem que a culpa é do facismo e da sra Merkel.

    ResponderEliminar
  3. O Relvas vai para a farra nas Bahamas com o Dias Loureiro (ladrão), então o Governo anda de braço dado com os ladrões, nessa altura é porque também ele (Governo) é ladrão!

    ResponderEliminar
  4. Sobre constitucionalidade:
    em 2010, governava o partido socialista, foram cortados entre 3,5% e 10% os salários dos funcionários públicos acima de 1.100 €. Note-se, foram cortados APENAS os salários dos funcionários públicos e não os do privado.
    Porque não se encontrou nconstituconlidade ali, o fundamento da "equidade" foi atendido nesta situação?

    http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/01/o-fardo-do-juros-o-chico-espertismo-e-o.html

    ResponderEliminar
  5. Viva a corrupção e a ladroagem institucionalizada.
    Venha mais do mesmo.
    O povo embrutecido tudo aguenta.

    Isto ainda é pouco para o que na realidade merecem.

    ResponderEliminar
  6. DEPOIS DE TUDO DEIXAR FAZER AO SÓCRATES CONTINUA AGORA A TUDO DEIXAR FAZER AO PASSOS/RELVAS/GASPAR.COVEIRO DA SILVA DE SEU NOME,VERGONHA DE PORTUGAL PARA TODOS NÓS.

    ResponderEliminar

Os comentários são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Serão eliminados os comentários injuriosos detetados ou que me sejam comunicados.