terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Tancos (7)



A questão principal da investigação paralela da Polícia Judiciária Militar sobre o furto e recuperação do armamento dos paióis de Tancos não é o ministro Azeredo Lopes, o primeiro-ministro António Costa e o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, saberem alegadamente dessa investigação à margem da lei (após a procuradora-geral da República Joana Marques Vidal avocar o processo), mas de alegadamente a terem autorizado e mantido.

Num estado de Direito democrático, em que as forças armadas estão subordinadas ao poder político, nenhum militar jamais ousa realizar qualquer operação, se tal não for ordenado pela cadeia de comando do poder. Ainda mais numa investigação tão delicada.

É natural que o Estado quisesse recuperar urgentemente o armamento furtado, pelo risco de aquisição e utilização de grupos terroristas - veja-se até o interesse dos israelitas neste assunto - e pelo embaraço internacional do País na Nato. Mas não é aceitável abandonar os militares envolvidos na operação, que acabaram sacrificados, expostos, detidos e arguidos, enquanto os políticos alegam nada saber do que possivelmente autorizaram e mantiveram - como aconteceu com o caso dos GAL em Espanha, que atuaram de 1983 a 1989.

Os políticos tinham de resolver a situação que criaram, em vez de abafarem a situação e de condecorarem e promoverem os potenciais whistleblowers que os poderiam incriminar. Enquanto descalçavam os operacionais.

António Costa, Azeredo Lopes e Marcelo Rebelo de Sousa e portaram-se como se o Estado fosse deles e à lei e à justiça devessem... nada. E Costa e Marcelo ainda beneficiaram in extremis da imunidade de audição...


Limitação de responsabilidade (disclaimer): As entidades mencionadas nos postes das notícias que comento, não são suspeitas ou arguidas do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade no processo de furto e recuperação do armamento dos paióis de Tancos. E quando na situação de arguidas gozam do direito à presunção de inocência até ao trânsito em julgado de eventual sentença condenatória.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Tancos (6)

O tenente-general António Martins Pereira, ex-chefe de gabinete do ex-ministro José Azeredo Lopes, que foi referido, mas não é arguido, no processo de furto e recuperação do armamento dos paióis de Tancos, foi promovido, em 22-1-2020, pelo governo socialista ao posto de Comandante das Forças Terrestres do Exército..

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Tancos (5)

Se, alegadamente, o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa conheceu um crime, como a investigação paralela da Polícia Judiciária Militar (PJM) ao furto do armamento dos paióis de Tancos - após a Procuradoria-Geral da República ter avocado o processo -, não o participar imediatamente e ainda, em visita à base militar, inquirir diretamente em briefing, perante o ministro da Defesa e patentes militares, o embaraçado diretor da PJM, coronel Luís Augusto Vieira, sobre o andamento dessa investigação paralela, como alegadamente este declarou em tribunal, em 14-1-2020, durante a fase de instrução do processo,  como se tipificam legalmente esses comportamentos?


Limitação de responsabilidade (disclaimer): Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa não é arguido, ou suspeito, do cometimento de quaisquer crimes no processo de Tancos.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Tancos (4)

O diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM), coronel Luís Augusto Vieira, terá declarado, em 14-1-2020, em tribunal, na instrução do processo de furto e recuperação de armamento dos paióis de Tancos, que foi dar conta, em 3-7-2017, ao ministro da Defesa, e professor de Direito, José Azeredo Lopes, sobre a investigação paralela da PJM. E que o ministro atendeu-o enquanto ia despachando com o seu chefe de gabinete, o tenente-general António Martins Pereira, em plena rua, na Picheleira.

Atualização: este poste foi emendado às 12:47 de 8-2-2020.

Limitação de responsabilidade (disclaimer): O Prof. José Alberto de Azeredo Ferreira Lopes está acusado pelo Ministério Público de ser autor de um crime de denegação de justiça e de um crime de abuso de poder e de ser co-autor de um crime de denegação de justiça e prevaricação e de um crime de favorecimento pessoal.
O coronel Luís Augusto Vieira está acusado ser co-autor de um crime de associação criminosa, de um crime de tráfico e mediação de armas, de um crime de falsificação ou contrafacção de documento, de um crime de denegação de justiça e prevaricação e de um crime de favorecimento pessoal.
O tenente-general António Martins Pereira não é arguido neste processo.
(Ver situação processual no Público, de 26-1-2020).

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Tancos (3)



António Costa julga-se acima da lei e provoca o tribunal. Mas é necessário ao Estado de direito que o juiz faça valer o princípio da igualdade de todos os cidadãos perante a lei.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Tancos (2)

O ex-ministro da Defesa José Azeredo Lopes terá tido o desplante de dizer ontem, 3-2-2020, em tribunal, ao juiz Carlos Alexandre, na instrução do processo de furto e recuperação do armamento dos paióis de Tancos, segundo a SIC Notícias, «ter tido conhecimento de que as armas dos paióis de Tancos foram encontradas na sequência de uma chamada fabricada» e que não informou as autoridades da investigação paralela da Polícia Judiciária Militar porque «não tinha o dever funcional» de o fazer!...

José Azeredo Lopes, licenciado, mestre e doutor em Direito e professor da Faculdade de Direito da Universidade Católica - Escola do Porto, pretende fazer crer que desconhecia a obrigação de denúncia dos crimes, constante do art.º 242.º do Código do Processo Penal, que enquanto ministro, para estes efeitos, equiparado a funcionário, devia realizar.
Artigo 242.º (do Código de Processo Penal)
Denúncia obrigatória
1 - A denúncia é obrigatória, ainda que os agentes do crime não sejam conhecidos:
(...) b) Para os funcionários, na acepção do artigo 386.º do Código Penal, quanto a crimes de que tomarem conhecimento no exercício das suas funções e por causa delas.


Ontem à noite, de acordo com o CM, o ex-ministro Azeredo Lopes enviou um comunicado de imprensa a informar que desconhecia a farsa do achamento do armamento furtado dos paióis de Tancos: «Posso e devo reafirmar, como sempre fiz, que nunca soube de qualquer encenação da entrega de armamento». Cá fora, o ministro faz o non denial-denial que quiser. Lá dentro, no tribunal e para o processo, é que conta.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Alberto de Azeredo Ferreira Lopes está acusado de denegação de justiça, prevaricação, favorecimento pessoal praticado por funcionário e abuso de poder (Expresso, 3-2-2020).

domingo, 2 de fevereiro de 2020

A censura ao Notícias Viriato


«Não há machado que corte
A raiz ao pensamento.» 
                    Carlos Oliveira (1969). Livre.

O DN, de 27-1-2020, com chamada de primeira página, um artigo de Fernanda Câncio sobre o jornal digital Notícias Viriato, citando também um relatório de 16-1-2020 sobre o Notícias Viriato, e outros textos, do MediaLab do instituto universitário ISCTE, e a opinião do seu coordenador, Prof. Gustavo Cardoso. Em 28-1-2020, Câncio reincidiu, en passant, no objeto e no modo, a propósito do sítio Bombeiros24, misturando um jornal digital, o Notícias Viriato, com um sítio de clickbait - aliás, uma prática metassensacionalista habitual da imprensa portuguesa. Outro naipe da orquestra desta sinfonia cacofónica, o Bloco de Esquerda, através do deputado Jorge Costa, pediu em 27-1-2020, no mesmo dia em que foi publicado o artigo de Fernanda Câncio no DN, requereu a audição urgente do Conselho Regulador da ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) no Parlamento.

Comento o artigo de Fernanda Câncio e a campanha associada contra o Notícias Viriato:
  1. O artigo de Fernanda Câncio abre com a seguinte frase:
  1. «Um dos 47 sites sob vigilância no projeto Monitorização de propaganda e desinformação nas redes sociais do Medialab do ISCTE/Instituto Universitário de Lisboa o sociólogo Gustavo Cardoso, coordenador do Medialab, descreve como "um site de propaganda", foi registado em novembro pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social como "publicação periódica de informação geral".»
  1. A palavra «vigilância», que Fernanda Câncio não usa por acaso, tem uma objetiva conotação penal: sob vigilância estão arguidos, criminosos  condenados, delinquentes ou facínoras. Vigilância é o que faz uma polícia política a pessoas insuspeitas de qualquer crime, exceto o de lesa-majestade - o que fez o SIED e SIS durante o socratismo, projeto político que a autora conheceu intimamente.
  2. Se o MediaLab do ISCTE, dirigido pelo sociólogo Gustavo Cardoso, «progressista», como se define na página da Wikipédia, ex-consultor do Presidente Jorge Sampaio e em 2018 candidato a reitor (!?...) do instituto universitário ISCTE, realmente pratica a vigilância de jornais, apesar de isso não constar do seu objeto nem do foco do projeto referido sobre as redes sociais (começado em março de 2019 e que terminou em 31-1-2020) e realizado «em colaboração e parceria com o Diário de Notícias», fá-lo-á ao arrepio da tradição universitária de liberdade de conhecimento e de pensamento, de expressão e de ação. E questiono-me se à margem da Constituição e das leis... 
  3. Conta o Prof. Gustavo Cardoso, nessa atividade de «vigilância» do MediaLab, com a colaboração discreta (e não mencionada) do seu colega iscteano e spymaster do socratismo José Almeida Ribeiro? Se assim for, já se compreende melhor a «vigilância» que Fernanda Câncio refere ao dito laboratório. 
  4. No artigo, Fernanda Câncio, diz que o Prof. Gustavo Cardoso é «taxativo» sobre o Notícias Viriato: «O site partilha uma visão ideológica que o afasta de poder ser um órgão de comunicação social tal como é entendido pela maioria dos profissionais jornalistas, académicos e público em geral». A forma como a frase está escrita a frase não permite perceber se Gustavo Cardoso disputa a visão ideológica assumida pelo Notícias Viriato, ou se contesta que um órgão de comunicação social tenha uma visão ideológica. Em qualquer das duas hipóteses: todos os órgãos de comunicação social têm uma determinada visão ideológica, e até política, subjacente, mesmo quando não a indicam, como é o caso da ideologia relativista do politicamente correto. A visão ideológica não prejudica a objetividade factual e não se opõe, em si, sequer ao «pluralismo», pois admite opiniões diversas. A declaração de princípios de um jornal constitui um sinal de transparência e de verdade. As presumidas visões neutras da história não passam de disfarces das convicções. 
  5. Contudo, esta reportagem informativa de Fernanda Câncio está eivada de opinião da própria, apresentada como verdade absoluta (a categorização de «logro»), de generalizações («é uma preocupação cada vez maior nos últimos tempos, sendo vista como um perigo para a democracia) e até de incitação à censura («No combate ao fenómeno é suposto estarem, na primeira linha, as instituições que regulam os media, como a ERC»).
  6. Na justificação de fake news atribuída ao Notícias Viriato, Fernanda Câncio vale-se do fact checking (verificação de factos, e não de opinião) do MediaLab do ISCTE relativo a uma crítica cinematográfica de Nuno Capucha no jornal, de que não é quadro, sobre o filme «Assalto ao Santa Maria», na qual é referido Camilo Mortágua que, além do assalto ao paquete Santa Maria, participou na «operação de confisco» ao Banco de Portugal da Figueira da Foz, em 1967, e foi, em 1975, um dos líderes da ocupação da Quinta da Torre Bela
  7. Fernanda Câncio alude ainda ao fact checking do Polígrafo e Observador sobre o Notícias Viriato. Sobre o fact-checking do Polígrafo relativo ao Notícias Viriato, veja-se:
    https://www.noticiasviriato.pt/post/os-donos-da-verdade-do-polígrafo-tentam-e-falham-difamar-o-notícias-viriato.
    https://www.noticiasviriato.pt/post/polígrafo-fact-checking-ou-opinion-checking.
    https://www.noticiasviriato.pt/post/verdade-vs-poligrafo-poligrafo-nega-exterminio-de-bebes-com-sindrome-de-down-na-islandia.
    Sobre o fact-checking do Observador ao Notícias Viriato, confira-se:
    https://www.noticiasviriato.pt/post/o-observador-difama-e-censura-o-noticias-viriato.
    https://www.noticiasviriato.pt/post/verdades-vs-observador-ps-definiu-criterios-raciais-para-politicas-sociais-e-o-observador-defendeu.
    https://www.noticiasviriato.pt/post/verdade-vs-observador-refutacao-do-fact-check-enganador-do-jornal-observador.
    relatório do MediaLab do ISCTE, de 16-1-2020, sobre o Notícias Viriato encontrou «315 publicações» escritas no jornal até 15-1-2020. E quando o Notícias Viriato, ou qualquer outro meio de comunicação, erra, deve corrigir, pedir desculpa e justificar-se. Como fez no caso dos autores da morte do estudante Luís Giovani. E como eu fiz no mesmo caso.
  8. Jovens jornalistas, como o António Abreu e o António Santos, podem cometer erros e o neonato Notícias Viriato irá evoluir. É no esforço, na coragem e no risco da informação e da publicação de opiniões, que o trabalho melhora e o jornal se esmera. Esta coragem deveria ser apreciada em vez de punida por ser dissidente do mainstream politicamente correto.
  9. Polígrafo é dirigido por Fernando Esteves, autor, em 2015, de «Cercado», um trabalho fascinado sobre a fase fatídica de José Sócrates, cujas imprecisões comentei em 23-5-2015 neste blogue, e que foi referido no processo Máfia do Sangue (i, de 13-11-2019), como tendo a empresa de que foi sócio até 2018, «Alter Ego (o mesmo nome de um blog da sua autoria)» prestado, ainda no tempo em que era jornalista da Sábado, serviço para «reabilitar» a imagem, e fazer «aconselhamento mediático de crise» (Sábado, 11-11-2019), dos marqueses Paulo Lalanda de Castro e Luís Cunha Ribeiro).
  10. Note-se que Observador fez uma parceria de policiamento da informação e opinião, com a rede social Facebook em 25 de abril de 2019, tal como Polígrafo, que produz o flagging e banimento de postes e fontes daquela rede social. Não se trata somente de fact checking, mas de colaboração no policiamento da informação e opinião, com censura dos postes e imagens colocados no Facebook. Ora, não parece que um jornal, como o ex-liberal e agora socialista Observador, ter uma «secção de combate às fake news» com este serviço de policiamento para o Facebook, seja conforme com os fins do jornalismo, a legislação e a Constituição.
  11. Independentemente da história dos personagens, o fact checking de cherry picking para classificar num grau de mentira toda uma notícia, ou até mesmo um jornal, é abusivo. Hoje, nem a ciência (a biologia, a física, as ciências sociais) resiste ao enviesamento do relativismo totalitário...
  12. Fernanda Câncio baseia-se ainda num relatório do MediaLab do ISCTE, de 16-1-2020, «"Notícias Viriato", Mamadou Ba e Luis Giovani: o triângulo da polémica nas redes sociais» que refere «grupos, páginas e até atores políticos associados com o populismo e a desinformação». Populismo e desinformação entram no mesmo saco do laboratório. E parecem coisa exclusiva da direita!...
  13. O dito relatório do MediaLab do ISCTE identifica o Notícias Viriato como de «pendor nacionalista», valendo-se do seguinte excerto da apresentação do jornal:

    «projecto de informação e um espaço de comunicação que também assume claramente, sem tibiezas ou equívocos, como referências da sua acção e modelo de intervenção, a defesa e promoção clara dos Valores culturais ancestrais e contemporâneos comuns, genuinamente Portugueses, que nos definem como Povo e Estado Nação, Independentes e Soberanos, com uma Língua, uma História e um Património riquíssimo, singular e extraordinário».

    Será, que para os vigilantes do MediaLab do ISCTE, a promoção dos «valores ancestrais e contemporâneos comuns, genuinamente Portugueses» caracterizam o jornal como nacionalista,  classificação que costuma ser associada aos promotores de políticas identitárias, anti-emigrantes, de extrema-direita, fascistas, neonazis?!... É que, ironicamente, consta que o Notícias Viriato tem sido alvo de ameaças também desse setor!...
  14. António Abreu cumpriu uma intimação da ERC, de agosto de 2020, para «regularizar a situação registral». Agora, é perseguido precisamente por ter correspondido a essa intimação da ERC!...
  15. A desclassificação do Notícias Viriato tem como alcance a proibição do jornal ser classificado como jornal e impedir a atribuição da carteira profissional de jornalista a António Abreu e parceiros. Uma situação de catch 22 para: prevenir outras tentativas de criação de órgãos de informação diversos do panorama marxista predominante nos média portugueses; e recusar a atribuição de novas carteiras de jornalista a quem não exercer a atividade nos média de confiança do poder esquerdista, e segundo a sua linha. Assim, jornal e jornalista será quem o poder quiser. Com a justificação de que não cumpre o estatuto ou as regras da profissão... 
  16. Ora, «verificação, confronto de versões, ouvir as partes atendíveis, separar factos de opiniões e atribuir estas, não fazer acusações sem provas» é precisamente o que Fernanda Câncio não faz neste artigo...
  17. Muito menos, e ao contrário de António Abreu no Notícias Viriato, Fernanda Câncio obedece neste artigo aos deveres do jornalista, plasmados na lei n.º 1/99, de 13 de janeiro sobre o estatuto do jornalista, modificada pela lei n.º 64/2007, de 6 de novembro, que cita: «informar com rigor e isenção, rejeitando o sensacionalismo e demarcando claramente os factos da opinião», «abster-se de formular acusações sem provas e respeitar a presunção de inocência». E veremos se vai «proceder à retificação das incorreções ou imprecisões que lhes sejam imputáveis»...
  18. O artigo de Fernanda Câncio, o relatório do MediaLab do ISCTE (focado nos «movimentos populistas»), o simultâneo requerimento do Bloco de Esquerda para inquirir o Conselho Regulador da ERC no Parlamento, vão no mesmo sentido do trabalho da ERC «A desinformação - contexto europeu e nacional», de 4-4-2019, supervisionado por Mário Mesquita (o seu vice-presidente, socialista e apoiante de António Costa) que recomenda a sanção da «divulgação de notícias falsas e a a criação e divulgação de sites ou páginas comprovadamente de fake news». Constituem uma evidência intolerável da orquestrada perseguição da liberdade de informação e de opinião, decorrente da ideologia totalitária do politicamente correto.
  19. Tenho há muito a melhor impressão da seriedade da jornalista Leonete Botelho, presidente da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista, entrevistada na reportagem de Fernanda Câncio, e espero que não se deixe arrastar nesta corrente censória e totalitária. Ainda que compreenda a defesa sindical da imprensa tradicional, tendo em conta o elevado desemprego dos jornalistas.
  20. Na análise do Notícias Viriato, e apesar da queixa sobre a falta de pluralismo, que manda ouvir as várias correntes políticas, Fernanda Câncio situa na extrema-direita o partido Portugal Pro-Vida/Cidadania e Democracia Cristã (fundado pelo mau malogrado Amigo Prof. Luís Botelho Ribeiro) e o padre Gonçalo Portocarrero de Almada, além do Prof. André Ventura. Então, agora, a democracia cristã, fundada na caritativa e não liberal doutrina social da Igreja, ideologicamente ao centro do espectro político, é atirada para a extrema-direita?!... Aliás, o movimento pró-vida também é assinalado em primeiro lugar nas temáticas identificadas no Notícias Viriato no relatório do MediaLab do ISCTE, além das questões da ideologia do género, do clima, da Igreja, e vegetarismo... Enfim, deve ser isso o «pendor nacionalista» e de extrema-direita...
  21. Se, em vez da perspetiva conservadora, o jornal Notícias Viriato procedesse da visão marxista - em qualquer das suas versões, leninista, trotskista ou socialista - seria difundido pelos média de confiança do poder socialista como um exemplo de genialidade, de ousadia, de serviço público. E o seu fundador e diretor António Abreu, seria comendado com prémios, parcerias, patrocínios e subsídios, e objeto de reportagens nos jornais e televisões sobre o novo jornal digital e o jovem prodígio de 20 anos que o edita.
  22. Porém, Fernanda Câncio identifica o nome completo do diretor do Notícias Viriato, António Abreu. Dir-se-á que o colheu do jornal, mas isso ainda justifica mais a transparência da publicação e o cumprimento rigoroso das normas da ERC. Em contraponto à habitual menção sintética do nome dos diretores, editores e jornalistas, dos média.
  23. Não satisfeita, Fernanda Câncio publica a morada (com foto) indicada no registo da publicação, feito meses atrás, no nome individual de António Abreu. Uma casa arrendada onde a sua família vivia até há poucas semanas (segundo me contou António Abreu). Mas Fernanda Câncio titula que «a morada do site é apartamento vazio», coloca a foto do prédio e o linque do anúncio do apartamento entretanto posto à venda, descrição e fotos do interior da casa, cujo proprietário, de acordo com as regras deontológicas, que a jornalista apregoa, também tem direito a uma privacidade e reserva da intimidade que a jornalista não respeitou. Vai pedir desculpa? E o que pretende significar: que a morada era falsa, a publicação uma fachada e o diretor um vigarista, a soldo de próceres extremistas?!...
  24. Além disso, como o jornal está registado no nome do diretor António Abreu, e não de uma empresa com contabilidade organizada, Fernanda Câncio conclui que «no caso não há pois transparência»!... Não é o jovem António Abreu livre de ter o jornal em seu nome individual em vez de uma empresa?... Onde está a conspiração? Não é muito mais transparente do que a efetiva propriedade, beneficial owners e constelação de negócios, do angolano-chinês Global Media Group, detentor do Diário de Notícias, que emprega Fernanda Câncio, e cuja composição formal nem sequer estará atualizada?... Quanto mais após a queda recente do poder político e financeiro da família dos Santos...
O estertor ideológico do politicamente correto tem provocado o acirramento do combate mediático dos seus crédulos e tutores e a promiscuidade da opinião com a informação, com o mentiroso enviesamento dos factos. Justifica-se, ultima ratio regum, a falácia (a técnica de propaganda leninista do grão de verdade), a distorção e a omissão, na hermenêutica marxista de que a verdade não passa de uma verdade burguesa, inadmissível porque contraria a doutrina escatológica do comunismo e agora da sua nova pele de cordeiro, o relativismo pós-moderno.

É ingénuo pensar que o totalitarismo politicamente correto não aciona a polícia de pensamento e da expressãoO totalitarismo politicamente correto é uma mutação orgânica do marxismo-leninismo, gramscizado para o relativismo de costumes, o eugenismo antropobiológico e a política identitária promotora do racismo e da xenofobia. Em vez dos «famélicos da terra» contra os capitalistas: negros contra brancos; islâmicos contra cristãos. Outras classes, a mesma treta. É o totalitarismo politicamente correto que os média de perspetiva marxista veiculam e impõem, como correias de transmissão do poder político, irmanados numa ditadura pretensamente suave. Porque querem impor a unanimidade e voz única, mesmo que aparentemente polifónica, quem pensa diferente, fala diferente, escreve diferente, expressa-se diferente, tem de ser perseguido, silenciado, banido e justiciado. De outro modo, o povo descobre os novos reis nus, balofos de nescidade, nédios de brilho untuoso, atabafados nas papadas burguesas, repletos de refegas gordurosas e inchados de fartura.

Esta atitude totalitária, encontra espaço na empobrecida classe do jornalismo, especialmente dos obsoletos jornais impressos, e versão digital, com pesada carga de pessoal, custos rígidos e receitas residuais, que tentam resistir à mudança do paradigma da imprensa oitocentista para um modelo de informação gratuita e baseado nos novos média. O mundo pula e avança, mas quem há quem nos queira amarrar.

Ficaremos todos atentos aos próximos capítulos desta novela lápis-lazuli fosco de censura e perseguição da liberdade de informação e de opinião.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): As entidades mencionadas nas notícias dos média, que comento, não são suspeitas ou arguidas de qualquer ilegalidade ou irregularidade, neste caso. E quando arguidas gozam do direito constitucional á presunção de inocência até ao trânsito em julgado de eventual sentença condenatória.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Tancos (1)

Inicio hoje uma série de perguntas referentes ao processo de furto e achamento das armas dos paióis de Tancos, no TCIC (Tribunal Central de Instrução Criminal), vulgo Ticão.
  1. Ao pretender não depor presencialmente no TCIC, mas por escrito, no processo de Tancos, o primeiro-ministro António Costa está com medo de entrar como testemunha e sair de lá com uma certidão?
Limitação de responsabilidade (disclaimer): António Luís Santos da Costa, e outras entidades mencionadas nos postes das notícias que comento, não é suspeito ou arguido do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade no processo de Tancos.

sábado, 25 de janeiro de 2020

Portugueses nas Luanda Leaks

Do Portugal Profundo, como sempre dentro dos exatos parâmetros da lei, vou procurar descobrir e tornar público os esquemas de corrupção que envolvam pessoas, organizações e empresas, portuguesas nos cerca de 715 mil documentos das Luanda Leaks. Até agora, o polvo político português não só participou e beneficiou desses crimes e agiu concertadamente para os encobrir, mas perseguiu quem ousava cumprir a lei, como foi o notabilíssimo caso do juiz Carlos Alexandre a propósito dos processos que envolviam Álvaro Sobrinho e o vice-presidente de Angola Manuel Vicente. Note-se que, além da perseguição profissional pelas antenas que superintendiam  ao poder judicial dependente, o juiz Carlos Alexandre foi especificamente injuriado no angolano «Novo Jornal», alegadamente um veículo propositadamente criado por Álvaro Sobrinho, em artigos escritos por identificada mão jurídica portuguesa publicados em 8-3-2012 e depois. Esse ataque continuou com perseguição ostensiva e ameaças diretas ao juiz e sua família, por agentes do poder luandense, certamente com o salvo-conduto e a colaboração dos serviços de informação portugueses.

Tentarei que não suceda o mesmo que aconteceu nos Panama Papers, onde os média de confiança portugueses funcionaram como grandes censores no habitual negócio de encobrimento com o poder.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

A recuperação do novo Brasil face à desinformação marxista

Recomendo que oiçam a intervenção de Paulo Guedes, ministro da Economia do governo de Jair Bolsonaro, no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, em 22-1-2020. Não se trata apenas do domínio do inglês, nem do domínio técnico, nem sequer da capacidade intelectual, mas da demonstração da responsabilidade e prudência de um estadista comparação com a corrupção marxista que assolou o Brasil nas últimas décadas e reduz à miséria milhões de pessoas na América Latina. Em Portugal jamais se viu nos média governamentalizados quaisquer das pérolas da presidente Dilma, nem do presidente Lula como também não foi destacado os escândalos de corrupção do PT, nem as atabalhoadas justificações do ex-presidente.

Nos governamentalizados média portugueses, com destaque para a televisão, continua a narrativa falsa sobre os incêndios na Amazónia brasileira em 2019 que, embora muito graves (7 milhões de hectares), nem foram os maiores da década, com atribuição das culpas ao governo brasileiro e países de administração socialista e média internacionais marxistas a reclamar que seja retirada ao Brasil a soberania daquele território para passar a ser de administração Internacional. Na Austrália neste ano terrível de 2019 arderam cerca de 10 milhões de hectares, cerca de 42% mais do que no Brasil e ninguém desses governos e média de índole marxista atribuíu a culpa ao governo australiano recomendou que a Austrália fosse desapossada dessas terras. O mesmo peso (marxista) e duas medidas...

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Sócrates vítima de um grande complô internacional!...



O semanário Sol noticiou, em 17-1-2020, por Felícia Cabrita:
«Sócrates diz-se vítima de complô
Carlos Alexandre e Sérgio Moro seriam os peões de um complô da direita para afastar José Sócrates e Lula da Silva do palco da política. Era esta a tese de um novo livro de Sócrates cuja publicação ele suspendeu quando soube que Ivo Rosa era o juiz de instrução do processo Marquês.
José Sócrates preparava-se para lançar um terceiro livro com a sua assinatura, intitulado A Justiça É a Política por Outros Meios (um trocadilho à frase de Clausewitz segundo a qual ‘a guerra é a continuação da política por outros meios’). O livro centrava-se na sua defesa, partindo da suposição de que a instrução do processo seria distribuída ao juiz Carlos Alexandre, que dirigiu os interrogatórios aos arguidos.
Mas, quando a obra estava já concluída e o contrato assinado com a editora Guerra e Paz, o sorteio eletrónico colocou o processo nas mãos de Ivo Rosa. E Sócrates mandou parar tudo.
O livro comparava a sua acusação à de Lula da Silva, dizendo que ambos são vítimas de conspiração e perseguição política internacional, pelas suas ideias de esquerda. Os ‘executores’ do conluio seriam Carlos Alexandre e Sérgio Moro.
Na sombra, a conspirar em ambos os casos, teria estado uma certa corrente da direita política, não especificada.»
É pena que o livro sobre esta «conspiração e perseguição política internacional» tenha sido engavetado, depois de Sócrates saber que, na distribuição do processo Marquês no DCIAP, tinha sido eletronicamente escolhido - à quarta tentativa... - o juiz Ivo Rosa, em vez do temido Carlos Alexandre. Seria útil conhecer o conteúdo obrado e analisar o seu ADN.

Porém consta - mas eu não acredito! - que, depois das declarações do ex-primeiro-ministro na fase instrutória do processo, especialmente as justificações absurdas sobre a origem do dinheiro que gastava à fartazana, será mais difícil qualquer ajustamento do processo.


* Imagem picada daqui.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Correção sobre a notícia do homicídio de Luís Giovani

Não se confirma que a morte do estudante Luís Giovani dos Campos Rodrigues, após ter sido vítima de bárbara agressão em 20-12-2019, em Bragança, tenha sido causada por um grupo de rapazes ciganos, como neste blogue, eu tinha dito em 8-1-2020, que alegadamente havia ocorrido porque uma fonte credível me havia contado.

Do Portugal Profundo, tenho a maior honra em reconhecer  e pedir desculpa aos visados e leitores sempre que erro. Esperei até poder confirmar a informação relativa não apenas aos cinco agressores já detidos ,mas também aos outros dez envolvidos na espera e agressão aos quatro estudantes cabo-verdianos. Esta informação em nada muda a posição antirracista deste blogue, afirmada em cada um dos textos que publiquei sobre o assunto. E também não foi pelo erro da origem do homicídio, mas com a justificação absurda de ódio racial que o Facebook, em 9-1-2020, bloqueou e baniu todo o conteúdo do meu blogue: de outro modo, quando um jornal publica uma informação que vem a revelar-se falsa também teria todo o seu conteúdo bloqueado no Facebook e o próprio jornal ser banido dessa rede social. Presumo que a informação errada que divulguei sobre o origem do homicídio de Luís Giovani possa ter provindo da mesma fonte original que também levou ao engano o inspetor Carlos Anjos, comentador de assuntos criminais da CMTV, com quem não falei.

A Polícia Judiciária deteve cinco indivíduos (que fonte da PJ, designou como «núcleo duro» do grupo), que estão já em prisão preventiva, indiciados pela agressão ao jovem cabo-verdiano, dos quais apenas um deles, segundo fonte da PJ ao Observador, de 17-1-2020, «apenas um dos suspeitos tem ascendentes familiares na comunidade cigana, mas que nenhum deles mantém contacto com essa mesma comunidade» e desmentiu motivação racial no homicídio. Creio, no entanto, que é prematuro concluir que se tratou de crime por «motivos fúteis», como fez o diretor nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves, em 16-1-2020.

No entanto, aquém do erro sobre a origem do homicídio de Luís Giovani, do que publiquei no meu poste de 8-1-2020, confirma-se que:
  1. Os agressores eram cerca de 15 indivíduos em «três grupos armados de cintos, ferros e paus» estavam à espera dos jovens cabo-verdianos, 20 minutos depois do bar fechar (os jovens haviam ficado no interior a conselho da segurança do bar). Segundo me disseram mas não posso confirmar, quem esperava os jovens cabo-verdianos eram os indivíduos que tinham provocado o confronto no bar e cerca de uma dezena de outros que estavam num jantar e que foram chamados para reforço por um dos elementos do grupo.
  2. O grupo em causa «é suspeito de outras agressões» (Expresso, de 10-1-2020). Ainda que me digam agora que um dos jovens agredidos anteriormente - e que foi hospitalizado -, alegadamente pelo mesmo grupo, era do Paquistão e não do Bangladesh (como eu disse neste blogue em 8-1-2020).
  3. E, alegadamente, insistem que o confronto no bar foi propositadamente provocado no bar Lagoa Azul, não por causa de os jovens cabo-verdianos quererem passar à frente na fila de pagamento, mas pela simulação de ofensa (um rapaz cabo-verdiano, que não era Giovani, ter esbarrado com uma rapariga), seguido de empurrão do «'suposto namorado'» da rapariga, a que o rapaz cabo-verdiano teria respondido com outro empurrão e em seguida levado um soco do «'suposto namorado'» (ver Jornal luso-luxemburguês Contacto, de 3-1-2020). Dizem-me que essa provocação fazia parte do modus operandi do grupo.
Mais me dizem que, alegadamente mas não posso confirmar, um dos elementos do grupo agressor teria ido buscar um taco de basebol (fonte do DN, na notícia de 17-1-2020, fala num «pau em forma de moca») ao carro e que esse terá sido o instrumento da «violenta paulada na cabeça» (Contacto, de 8-1-2020) que vitimou o jovem. Depois dessas agressões, Luís Giovani ainda terá corrido umas centenas de metros e veio a desfalecer então. «Fonte judicial» (ou judiciária?) referiu ao DN, de 17-1-2020, que terá ocorrido um segundo conjunto de agressões no local onde o corpo foi encontrado. Esta notícia do DN, de 17-1-2020, menciona «que houve agressões de ambas as partes, do grupo de Giovani e do grupo dos detidos», mas não se percebe deste trecho se isso se refere às primeiras ou a estas referidas segundas agressões.

Recorde-se que, inicialmente, a morte do malogrado Luís Giovani, que ocorreu no Hospital de Santo António, no Porto, em 30-1-2020 (dez dias depois das agressões em Bragança), não foi determinada como resultando das agressões, pois a autópsia foi inconclusiva. Aliás, o infeliz comunicado da PSP de Bragança, em 10-1-2020, referia que a polícia tinha encontrado o Luís Giovani «inanimado e com forte odor a álcool proveniente do vomitado no seu vestuário» (o traumatismo craniano provoca vómito...), o que poderia dar a entender que o jovem, «alcoolizado», teria caído e batido com a cabeça, o que causaria a sua morte.

Note-se ainda que, apesar do choque do crime e do modo brutal como ocorreu, a família de Luís Giovani e a associação de estudantes cabo-verdianos de Bragança distinguiram sempre entre o comportamento do grupo agressor, a forma acolhedora como são tratados no Instituto Politécnico (ali estudam cerca de 1.200 alunos de Cabo Verde) e a comunidade bragantina.

domingo, 12 de janeiro de 2020

A censura do Facebook ao blogue Do Portugal Profundo


Resultado de imagem para censura"

Este meu blogue Do Portugal Profundo está censurado no Facebook, desde o dia 9 de janeiro de 2020. Não se trata apenas dos dois postes recentes sobre o caso do assassínio de Giovani Rodrigues,  em Bragança, nos quais, aliás, declarei de novo a minha perspetiva antirracista, mas de todo os postes e blogue. Em concreto, o que está a fazer o Facebook?
  1. Quando um utilizador do Facebook, tenta publicar um poste com um linque para este blogue Do Portugal Profundo, recebe a seguinte mensagem: «Não podes partilhar esta ligação
    doportugalprofundo.blogspot.com
    Não foi possível partilhar a tua publicação porque esta ligação desrespeita os nossos Padrões da Comunidade



    1. Esta mensagem de bloqueio diz ainda: «se achares que isto não vai contra os nossos Padrões da Comunidade, informa-nos». Porém, apesar de leitores terem utilizado esta prerrogativa (ex post...), para contestar este bloqueio (ver por exemplo este comentário no Blasfémias), a censura, apagamento e banimento, mantém-se.  
  2. Os leitores informaram-me que, quando utilizadores do Facebook colocam fac-simile (prints) de postes Do Portugal Profundo, esses postes são apagados.
  3. Os leitores preveniram-me também que postes anteriores, mesmo antigos, dos utilizadores do Facebook com linques para o blogue Do Portugal Profundo foram apagados pelo Facebook.
  4. Os leitores dizem-me ainda, e o jornal digital Notícias Viriato confirmou em 9-1-2020, que utilizadores do Facebook que insistam em publicar linques ou imagens do blogue Do Portugal Profundo. arriscam a suspensão das suas contas no Facebook.
  5. E até quem insira um linque desde blogue no Facebook Messenger também vê essa mensagem bloqueada!...
Além dos comentários, mails, mensagens privadas e telefonemas, que recebi sobre este banimento, a censura Do Portugal Profundo no Facebook,  foi denunciada, que eu saiba, em postes, e comentários aos postes, do José da Porta da Loja, de 9-1-2019, «O racismo e a xenofobia recalcados do politicamente correcto», de Helena Matos no Blasfémias, de 10-1-2020, «Perguntar tb ofende», do escritor José Rentes de Carvalho no seu blogue Tempo Contado, em 10-1-2020, «Nótulas (63»), na crónica de Alberto Gonçalves na Rádio Observador, de 10-1-2020, «O anti-racismo que acaba onde o racismo começa», e com grande detalhe pelo António Abreu no jornal digital Notícias Viriato, de 9-1-2020, «"Rapazes Ciganos" Alegadamente Responsáveis pelo Assassínio do Cabo-Verdiano Luís Giovani», além da chama no Facebook prontamente apagada pela maldosa polícia de pensamento. Todavia, numa demonstração da coragem dos censores do Facebook, um poste do deputado André Ventura com linque para a referida notícia (baseada no meu poste) do Notícias Viriato, mais chocante para a censura marxista do politicamente correto, continua no ar - e presumo que não tenha recebido menos denúncias de utilizadores engagés no totatlitarismo relativista marxista... Aliás, o António Abreu do Notícias Viriato fez ontem, através do Facebook (não seiu se está ainda no ar...)do jornal nessa rede social, uma reportagem em direto da manifestação contra o racismo, em Lisboa, na qual questionou Mamadou Ba que o empurrou, e foi ameaçado por um seu acólito. 

O banimento, apagamento, censura e bloqueio, deste blogue Do Portugal Profundo e de todos os seus conteúdos, foi realizado pelo Facebook. Possivelmente, outros utilizadores do Facebook terão denunciado o conteúdo destes postes, e do blogue, como racistas, e após eventual análise de outro meio censor (quem?!...), os funcionários, ou contratados, censores do Facebook, procederam ao bloqueio e banimento de linques e imagens do atuais e antigos do bloque.

Como salientou o senador do EUA Ted Cruz (Rafael Edward Cruz), em 17 de janeiro de 2018 (conferir vídeo no Youtube), numa audiência do senado norte-americano, perante representante do Facebook e de outras plataformas de média, o Facebook tem o estatuto de «public neutral forum»  (um forum público neutro), o que não lhe permite «political editorializing and censorship» (edição e censura políticas) de conteúdos que os seus utilizadores aí coloquem. Beneficia da isenção de responsabilização criminal pelo conteúdo de postes dos seus utilizadores, precisamente por causa de se assumir como um forum público neutro. Assim sendo, a censura política de postes, texto e imagem, não é legítima nem legal. Porque se o Facebook é neutro, como pretende e do que beneficia, tem de admitir os diferentes pontos de vista e não apenas os que se conformem com a perspetiva marxista do totalitarismo politicamente correto.

O poste que escrevi sobre o assassínio de Giovani não é racista e não incitam ao ódio.- Pelo contrário, é antirracista. Este blogue não é racista, eu não sou racista. Sou a pessoa menos racista que conheço. Recuso o conceito antropobiológico de raça, na linha das declarações da Unesco, de 1950, após a desumanidade do eugenismo nazi, de 1951, 1964 and 1967, e de 1978, seja  fundado na cor (onde está o exemplar de Lineu de um branco e qual a exata pigmentação RGB de um negro?...) ou qualquer outro aspeto físico: utilizo o conceito de etnia precisamente para acentuar a cultura. Tive formação em Antropologia na minha licenciatura em Relações Internacionais no ISCSP, e estudei bem as teorias eugenistas que redundaram nos mitos da superioridade dos arianos dolicocéfalos louros. Tenho-me esforçado em combater as novas formas politicamente corretas de racismo, como o antissionismo, e de eugenismo, como o aborto e a eutanásia. Em qualquer definição ou escala de racismo, pontuarei no extremo oposto ao racismo. Enquanto professor do ensino superior universitário e politécnico, empenhei-me sempre em promover alunos com diversas origens étnicas e integrá-los nas turmas, sem discriminação e isolamento, e jamais ataquei neste blogue, ou fora dele, pessoas por causa da suposta raça ou origem étnica. É, portanto, uma infâmia classificar este blogue de racista, quando me situo no extremo antirracista. E essa infâmia tem de ser corrigida, punida e compensada.

Este blogue e eu, seu exclusivo autor, tem uma história de serviço cívico e patriótico e de promoção da liberdade e democracia. Mais ainda, fui fundador e presidente do Movimento  para a Democracia Direta, advogando eleições diretas nos partidos para qualquer cargo eletivo ou candidatura parlamentar e autárquica, transparência e prestação de contas. Estive em todas as batalhas patrióticas de cidadania, desde a defesa das crianças abusadas e vilipendiadas pela rede pedófila de controlo do Estado (Casa Pia) desde 2003, passando pela exposição neste blogue, em 2005 e depois, e em livro em 2009, da verdade sobre o percurso académico fraudulento do então primeiro-ministro José Sócrates e, em 2013, sobre a licenciatura manhosa do então número dois do governo PSD-CDS Miguel Relvas, a denúncia da corrupção de Estado do socratismo, a austeridade desigual de Passos Coelho e os 90 milhões de euros dados ao banco Efisa, os voos ilegais da CIA pelos Açores, o controlo político do Estado pela maçonaria, a promiscuidade da bancocracia,  a proteção das magistraturas, a defesa dos militares no caso de Tancos e dos Comandos, a defesa dos valores, a denúncia do totalitarismo do politicamente correto. Estive na trincheira da blogosfera com muitos companheiros irmanados pela defesa da liberdade, da democracia, da Pátria, e organizei iniciativas cívicas neste serviço social.

Tive uma busca domiciliária em casa, na madrugada negra de 27-10-2004, e minha mãe outra em casa dela, por causa das denúncias sobre os abusos sexuais da rede pedófila de controlo do Estado (Casa Pia). Fui objeto, por causa dos meus escritos sobre os abusos sexuais da Casa Pia e sobre o percurso académico do primeiro-ministro Sócrates, de quatro processos judiciais de onde saí inocentado, além de outro que inteitei e ganhei. Sentei-me nos duros bancos de réus do tribunal de Alcobaça, e em Lisboa, no velho tribunal da Boa-Hora em Lisboa, no sexto piso do DCIAP da rua Alexandre Herculano e na DCCB da Avenida José Malhoa e de lá saí honrado. Aguentei a intrusão nos telefonemas e nas comunicações, a vigilância física ostensiva (e com testemunhas) dos esbirros dos serviços de policiamento político, difamações, ameaças de morte, sabotagem do meu carro em 9 de junho de 2011 (desaparafusarem os cinco parafusos autorroscantes da roda dianteira direita do carro). Estes são apenas alguns factos do meu trabalho público de serviço aos outros, à comunidade, à Pátria, a Deus.

Quando era duro e arriscado, não me escondi na cumplicidade, no silêncio, nas meias-tintas, de conluio com o poder,. Mas procurei sempre ser rigoroso, apurar os factos, evitar juízos de valor, eliminar comentários criminosos que veja ou me sejam comunicados, corrigir quando surgem informações mais exatas, apresentar as versões que colidem com o que escrevo e dar espaço nos comentários e até no corpo do blogue aos atingidos.

Persisti. Fui prejudicado na vida, na carreira académica, na família, no bolso (o menos importante) e jamais desisti deste serviço aos outros. A minha história não merece esta vileza do Facebook. Que não pode ser impune e gratuita: seja dos denunciadores (não se pode atirar a pedra da infâmia e esconder a mão...), dos participantes na análise censória (particulares e meios ou empresas), os funcionários, ou contratados, do Facebook que realizaram o bloqueio, apagamento e banimento, e os supervisores do Facebook. As suas ações e nomes devem ser conhecidos.

Assim, tenciono acionar criminal e civilmente o Facebook por esta infâmia e dar expressão internacional a esta indignação, nomeadamente nos EUA. E estou certo de que contarei com a solidariedade das pessoas de bem, independentemente da sua posição ideológica. E recomendo ainda a quem for censurado por expressar uma posição política diferente do marxismo politicamente correto consentido, que faça o mesmo.


* Ilustração picada daqui.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

O totalitarismo politicamente correto face ao genocídio de Giovani

(A informação deste poste foi corrigida pelo meu poste de 22-2-2020, “Correção à notícia do homicídio de Luís Giovani”)



Luís Giovani dos Santos Rodrigues

No “Notícias Viriato”, António Abreu revelou esta noite que o Facebook está a eliminar todos os postes e a suspender as contas de utilizadores que lincam o meu poste antirracista de anteontem, 9-1-2020, “O assassínio de Giovani e os racismos”, sobre, alegadamente, o genocídio à paulada, do jovem cabo-verdiano Luís Giovani dos Santos Rodrigues, estudante do Instituto Politécnico de Bragança, vítima de agressão por um grupo de jovens ciganos, em 20-12-2019. Parece que denunciar o racismo é... racismo!...

Já tinha sido avisado de que a polícia do pensamento andava ativa por aí. Consta que, em Portugal, o Facebook usa para a censura de postes e banimento de utilizadores do trabalho sujo prestado por outros meios de informação - quem serão os meios que se conspurcam na censura?!... Da Porta da Loja, o José denuncia esta censura totalitária no poste “O racismo e a xenofobia recalcados do politicamente correcto”, de 10-1-2020. O Facebook é um meio totalitário que deve ser abandonado por todos os democratas.

Do Portugal Profundo, antirracista de todos os costados e do meu, como tenho repetidamente declarado e no próprio poste (!!!...) , não engulo e vomito o Atestado Marxista de Bom Comportamento, passado pela polícia política do regime corrupto em que vivemos. Sei, sabemos, onde, e como, esteve essa tropa fandanga de agora que dançava mímica quieta à mesa dos banquetes do Estado, esquecida dos valores exceto o do dinheiro, enquanto se amanhava na quinquilharia de tachos e contratos, durante a campanha de impunidade da rede pedófila de controlo do Estado (Casa Pia), do esplendor do socratismo e de todas as lutas cívicas que os patriotas travaram com sacrifício da tranquilidade, da carreira, da casa, da família, da liberdade e da vida, fora o pouco dinheiro e património. Essa tropa está onde sempre esteve: calada e a banquetear-se. Por isso, distribuam o atestado socialista pelos confrades gulosos.


quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

O assassínio de Giovani e os racismos

(A informação deste poste foi corrigida pelo meu poste de 22-2-2020, “Correção à notícia do homicídio de Luís Giovani”)


A morte de Luís Giovani dos Santos Rodrigues, estudante cabo-verdiano, de 21 anos, da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo do Instituto Politécnico de Bragança, em 20 de dezembro de 2019, na cidade de Bragança. tem sido mal contada. Por motivo da investigação policial? Não. Pois, de outro modo a polícia não se apressaria a informar os média que o crime “estava associado a um motivo fútil e não a ódio racial... Então, porque não se conta a história toda? Por o crime não se enquadrar na narrativa politicamente correta.

É morto um jovem cabo-verdiano numa cidade do interior portuguesa, Bragança, de Trás-os Montes. Racismo! - protestam o Bloco de Esquerda e o Livre. A narrativa da esquerda politicamente correta era simples: Giovani, um jovem cabo-verdiano, mulato, saíra à noite com amigos do Instituto Politécnico também cabo-verdianos e, no bar Lagoa Azul, um deles fora acusado de se ter metido com a namorada de um deles, tendo-lhe o presumido ofendido na honra e o seu conjunto mais numeroso feito no exterior uma espera, da qual resultou o homicídio de Giovani...

Porém, alegadamente, foi assim:
  1. Um amigo cabo-verdiano de Giovani foi empurrado propositadamente no bar Lagoa Azul, na cidade de Bragança, contra uma rapariga por um elemento de um grupo de rapazes ciganos, que têm provocado desacatos na cidade.
  2. A rapariga não fazia parte do grupo dos rapazes ciganos.
  3. Simulando ‘defender’ a honra da rapariga face ao rapaz cabo-verdiano, por um suposto apalpão, que não ocorrera, um outro rapaz cigano confrontou o presumido abusador.
  4. Um segurança do bar interveio e afastou-os.
  5. No exterior do bar, um grupo de cerca de quinze rapazes ciganos, armados de paus, cintos e facas, fez uma espera ao grupo dos quatro rapazes cabo-verdianos.
  6. E o grupo de rapazes ciganos começou a agredir o rapaz cabo-verdiano que havia sido vítima da armadilha do bar.
  7. Este, já por terra e encolhido para se defender das pancadas, gritou para os seus amigos fugirem.
  8. Porém, Giovani voltou para trás para pedir que parassem de bater no amigo e sucumbiu a uma paulada, vindo a  falecer já no hospital.
Alegadamente, um rapaz do Bangladesh já havia sido vítima de uma armadilha semelhante pelo mesmo grupo de rapazes ciganos.

Conclusões deste caso:
  1. O racismo tem várias cores e a xenofobia várias nacionalidades: há também um racismo cigano, além do racismo branco, negro, amarelo, e de outras etnias culturais. E que fique claro que defendo a Declaração da Unesco “sobre a raça e o preconceito racial”, de 1978, na sequência da Declaração de 1950. E que falo de etnias em termos culturais; e não de raças, numa perspetiva antropobiológica que rejeito.
  2. O facto de uma pessoa, ou grupo, ser racista ou xenófobo não significa que toda a comunidade ou etnia sejam; o facto de o comportamento social de uma pessoa ou grupo ser imoral, abusivo, violento ou criminal, ou de coação e agressões em serviços públicos, não significa que toda a sua etnia ou segmento social seja. Portanto, não pode haver generalização. Tal como não pode ser ignorado, pela prevalência de problemas, num determinado grupo social, porque isso consiste num desprezo, numa discriminação negativa..
  3. Giovani e seus amigos foram vítimas de homicídio e agressões pelo facto de serem diferentes (são cabo-verdianos), menos (4 contra 15) e vulneráveis (não tinham paus nem facas, ao contrário dos agressores).
  4. Os governos não podem tolerar a violação da lei, independentemente da etnia ou nacionalidade dos abusadores e devem reempoderar as polícias para prevenir e reprimir o crime no cumprimento estrito da lei.
  5. Existe o que designei, há anos, de poder bélico civil, que tem de ser desarmado e reprimido, sem imunidade étnica, para prevenir crimes maiores. Ao tolerar, com complacência, a violação sistemática da lei, isentando pessoas do cumprimento dos códigos só por causa da sua pertença a um grupo étnico determinado como é o caso dos ciganos, e a ameaçar duramente quem arrisca a imposição da lei, os governos criam diretamente as condições para a ocorrência de crimes mais graves como o de Bragança.
  6. O roubo à mão armada, seja arma de fogo ou branca, tem de ser mais severamente reprimido e punido.
  7. A negligência do problema provoca o agravamento do abuso e do crime, da violência e da vingança, aumentando o racismo e a xenofobia.
Em suma, há necessidade de realismo e de responsabilidade governamental e política. Ninguém, e nada, deve ser desprezado para validar uma ideologia. Como é o exemplo nefasto do totalitarismo marxista relativista politicamente correto.


Nota: Este post foi emendado à 1:39 de 10-1-2019).


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